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26/mar

O bom de não ter criado expectativa sobre este season finale de Pretty Little Liars é que a minha taxa de rejeição foi baixíssima. Não botava fé na revelação ou do rosto ou de um dos milhares de segredos de A. Vamos combinar: a garantia dessa informação era muito boa para ser verdade, né? Sempre nos deparamos com muita promessa para pouco esclarecimento. Eis que o momento chegou. Com muito suspense, aflição e surpresas chocantes, Marlene escreveu um roteiro sob medida e estou contente por ela ter cumprido suas promessas.

 

Sim, até que se prove o contrário, A foi desmascarado. Sim, um grande segredo foi revelado. Finalmente, Marlene deixou de regular informação e não tenho do que reclamar. Essa senhora foi muito esperta em não só dar esclarecimentos fresquinhos, como em posicionar as Liars de maneira que o tempo não corresse tanto no 6º ano da série. Tenho que dizer, a showrunner foi brilhante.

 

O marketing pesado de PLL é frustrante. Por isso, aprendi a nunca esperar demais, especialmente depois do season finale da temporada passada, que foi uma lástima. Como se quisesse nos recompensar, nada como dar aos fãs uma trama focada só em A ao ponto de deixar as Liars como meras coadjuvantes. Ou, se preferirem, bonecas nas suas respectivas casinhas. Ficou óbvio na promo que o quarteto não faria companhia para Ali, ao menos, não depois do julgamento que as condenaram. Bastava explicar como elas sairiam da rota de Tanner.

 

Um desvio muito bem alinhado por A que fez dos primeiros minutos deste episódio arrebatadores. Se é uma coisa que gostei nesta temporada, e que já frisei por aqui, foi a cara de pau do enigmA. O jogo perdeu todo o caráter teen, provocado fora da bolha. Essa segunda parte da temporada trouxe movimento, confronto, e não o comodismo de ficar com a traseira na cadeira enviando SMS.

 

Ao longo dessa tramoia perspicaz e infalível, essa figura não teve medo de ser pego ao coordenar a brincadeira pessoalmente. Detalhe que calha muito bem com o que Marlene afirmou de A não ter mais alicerces, seguindo carreira solo em Rosewood – o que foi meio provado. As storylines ficaram mais sombrias e mais alinhadas por causa dessa ousadia. Tudo muito bem calculado.

 

Quando as meninas acordam na dollhouse tive um pequeno grande surto. Os quartos, os recadinhos de boas-vindas, as câmeras. Pela atmosfera tensa e imprevisível, fiquei com certo medo de tortura física. Do jeito que Marlene é meio cabreira, seria uma investida que não me espantaria. Ainda mais agora que a season 6 terá como pontapé inicial um punição de A devido à tentativa de fuga das meninas. Também pensei que uma delas morreria (algo que sou totalmente a favor, pois será incabível todas terminarem felizes e saltitantes).

 

A vozinha dando os cumprimentos me lembrou do Jigsaw, de Jogos Mortais, explicando a tarefa do dia, com a diferença de que sair não era uma opção. Sério, esperei pelo pior.

 

O pior que veio em forma de Mona, loira, uniformizada de Ali.

 

Mona: comeback tour

 

Já estava conformada de que Mona estava viva depois daquele flashback com Mike. Meus sentimentos ainda estão confusos sobre esse retorno.

 

O ponto negativo é que fizeram tanta festinha em nome dessa perda que destoou o contexto da trama que a envolveu. Vimos o corpo, gente! Pegaram tão pesado ao ponto de encerrar o fatídico episódio com um ângulo fechado no olho dela, reafirmando que a personagem partira dessa para melhor. Sem contar as entrevistas e o mimimi com entonação de funeral. Ok que o corpo não tinha sido encontrado, fez sentido, supostamente, A ter tirado a menina de cena para ter como torturar as Liars (mandar um dedo, fio de cabelo, essas coisas), mas não lidei bem ao vê-la de bonequinha do enigmA.Foi meio revoltante, pois o plot dela foi dado como encerrado.

 

A Sra. Grunwald pode até ter acertado na previsão de que Mona sofria cuspindo terra por aí, mas exijo flashbacks que expliquem o drible dessa “morte”. Até lá, amargurarei.

 

O ponto positivo é que Mona trará de volta a tensão sobre a linha tênue que separa A de Ali, e vice-versa. Nas poucas cenas que teve neste episódio, ela provou que sabe muito da noite em que a Rainha da Maldade “morreu”. O figurino pode ser creditado ao enigmA, mas a citação da Sra. Grunwald, com direito a agradecimento para dar força ao teatro, foi uma amostra de que a gênia sabe de tudo o que aconteceu com a inimiga.

 

Isso dá um pouco de credibilidade ao que Ali disse no season finale da temporada passada, sobre ter sido salva por essa sinistra senhora. Agora, se é verdade ou não, só nos resta roer as unhas.

 

Mona é um ótimo personagem-atrito, e só nesse quesito fico feliz pelo comeback. Estava com saudade, adorei as interações com as meninas, bem como a nova amostra de sua genialidade para fugir da dollhouse. A wannabe Ali sempre foi uma das figuras mais atraentes da série, não deixei de dizer que matá-la foi burrice, até porque ela tem as maiores evidências contra A/Ali. E isso inclui experiências nos dois times. Viva, teremos que sofrer não só pela sua liberdade, mas para saber como os outros subplots justificarão sua “morte” e como parou na dollhouse.

 

Bethany é um deles, que ficou por isso mesmo. Para mim, o maior furo desta temporada.

 

Outro ponto extremamente positivo dessa sobrevida de Mona foi frisar o quanto A é obcecado e sádico. O quanto essa pessoa é doente por se empenhar tanto para destruir um bando de adolescentes. Por isso acho tão válido uma das meninas morrer ou terminar no Radley.

 

Vejam Mona: ela é o maior exemplo até então de estrago psicológico por causa dessa brincadeira. Sofreu ameaça de vida, terminou trancafiada no meio do nada e, para sobreviver, foi forçada a assumir a personalidade da menina que sempre temeu ao mesmo tempo que sempre almejou ser.

 

Desde a season 2, Mona foi apresentada como uma pessoa desequilibrada. Participar do “A” Team pode ter sido o estopim para uma suposta piora. Nessa mesma temporada, deixaram a entender que a personagem sofria de dupla personalidade, no estilo Norman Bates. Quando a vi quase aos prantos na dollhouse, só pensei na tortura psicológica. Ela já não tem muitos parafusos no lugar e passou semanas após o Dia de Ação de Graças sendo amedrontada. Como ótima observadora, ela ainda desenvolveu meios para não passar fome e não morrer de sede. Meios para continuar a vencer o jogo.

 

Ao contrário das Liars que parecem muito bem depois de tanto trauma/perda, Mona é o único reflexo palpável de quem sofreu por causa da Rainha da Maldade, por causa do quarteto e por causa de A. A personagem pode ser sensata em bolar planos, mas acho que isso acabou se tornando um gatilho de defesa com base na observação. Algo do seu lado maligno se considerarmos Norman Bates. Ela é sensível, tem carências e só é amada pela mãe. Terminar bem não é uma opção de tanto que precisa se esculpir para atender um time.

 

A única coisa que sei até o momento é que não confio nela. Essa morte deixou um rastro de desconfiança. De brechas. Mas há a grande pergunta: será que ela realmente conseguiu ser bem-sucedida na meta de desvendar a faceta de Big A? Mona não me pareceu tão surpresa ao ver as fotos do menino DiLaurentis, enquanto Spencer só faltou ter um AVC. Outra coisa que quero muito saber

 

Charles is A

 

It has a name

 

Como é bom tratar A por um único sexo. O, ele, dele, homem. Charles. Ao menos, acertei que era man. Poderia ser a Paige, já que ela é uma mulher que usa terninho.

 

Mona afirmou que A tem uma alma, mas é fato que só há rancor. Tanto rancor que o cara se empenhou meticulosamente para ter suas bonecas na palma da mão. Sucesso!

 

Mais sucesso foi a confirmação de que a teoria das gêmeas, agora dos gêmeos, entrou em cena. Aleluia! Não me importava de quem fosse, desde que trabalhassem esse ponto-chave dos livros.

 

Marlene comentou que usaria essa teoria que refutou por anos. Ao contrário do repeteco de Mona ser do “A” Team, algo dos livros, a showrunner cumpriu a promessa de investir em twins tendo em vista um novo norte. Eis que Jason foi sorteado.

 

Dei um grito com o vídeo da Jessica com dois meninos gêmeos (ou não, vai que possuem idades próximas). Ambos podem não ser idênticos, mas lembrem da aula de Biologia: há twins que não são a cara de um e focinho do outro. Apenas “clones” genéticos, o que não os fazem menos gêmeos.

 

Foi de bom tom manter esse viés na trama dos DiLaurentis, a família cheia de mistérios e que vê tudo sob uma ótica diferente. A família cheia de segredos, de argumentos incoerentes e de atritos. Nesta temporada, fomos provocados com a possibilidade de Ali ter uma gêmea desde o seu retorno. Ela voltou a dar a entender que tinha uma cópia perdida por aí, algo que ganhou mais respaldo por causa do flashback com as roupinhas amarelas.

 

No fim, Jessica se revelou como a mãe que fez de tudo para proteger os filhos. Por quê?

 

A descoberta de que A é Charles, um personagem X, é a tentativa de PLL em inovar e sobreviver por mais dois anos. Uma sacada inteligente, pois seria uma burrice tremenda insistir por mais duas temporadas nos mistérios de Ali ou de Mona, e tentar encaixar as descobertas no background das Liars. Seria repetitivo e acho que ninguém mais aguenta esse mesmo tipo de jogada.

 

Trazer esse revés é uma repaginada. Um frescor para futuras tramas que poderiam seguir o mesmo molde e perderem o encanto. Optar por um personagem sem storyline abre um leque para mais mistérios – e enrolações, claro, porque é PLL –, e ineditismo. Sendo bem sincera, não aguentaria um novo mimimi em torno dos Hastings, por exemplo. Já deu, né?

 

Charles é a razão que fará PLL dar um reboot na própria história para explicar a razão de tanto ódio com relação as nossas meninas adoradas. Como ele passou anos planejando isso a distância. Como Mona, Toby, e quem se revelar no meio do caminho, acabou fazendo estágio no “A” Team. Como Jessica escondeu um dos meninos, como isso se encaixa na “morte” de Ali e o que Bethany tem a ver com isso. Imensas possibilidades que, se bem trabalhadas, serão geniais.

 

A única preocupação é fazer todo esse resgate sem comprometer o que já existe. O maior desafio da season 6.

 

O que me anima é pensar que Jason não é Jason. Imaginem que louco Charles infiltrado, o usurpador. Só assim para ele ter ricos detalhes da vida das Liars. Até porque o irmão original de Ali sempre bancou o mais desligado ever. Como pode esse cidadão ter se tornado interessantíssimo? Estou passada até agora, verdade seja dita.

 

E, venham cá: Peter Hastings pai de dois? Jason é dito como meio-irmão de Spencer. De quebra, Charles também é. Claro, se forem gêmeos. Um perfeito quadro de horror para Kenneth desprezá-los, mandar um viajar, atenuando a obsessão por Ali, o fruto do ódio que deve ter separado os twins. Jason sempre foi largado, acumulando complexos por causa da irmã. Vai que Charles se doeu.

 

Gostei muito do que Marlene fez. Não queria personagem antigo sendo A. Como venho dizendo, a oferta dos avulsos foi limitada. Seria incoerente resgatar figuras que nem participaram desta temporada. Temi que Andrew fosse o enigmA e foi bárbaro pularem a lombada em direção ao desconhecido. Há muito o que engajar nessa nova storyline. Há muito o que trabalhar e teorizar. Ela jogou bem e trouxe um tremendo impacto. Por quê? Por ser uma novidade, algo que PLL não oferece desde a temporada passada. Ali viva foi a coisa mais óbvia da série.

 

A revelação foi chocante e estou louca para saber a razão de tudo isso.

 

Fragmentos

 

Outra maravilha deste episódio foi, finalmente, envolverem algum dos pais no contexto de A. No caso, dois. Sempre achei surreal a falta de conexão das Liars com seus responsáveis. Não é normal! Foi válido escolherem Peter e Veronica, a dupla mais influente de Rosewood e que mostrou eficácia e poder ao defenderem Caleb diante de Tanner. É desse apoio que as meninas precisam e amei demais a investida. Uma dupla que sabe combater a força policial sendo ricos, finos e cultos.

 

Por mais que não tolere a Sra. Hastings com esse cretino, foi tocante vê-los empenhados ao ponto de abortarem dos segredos para salvar o quarteto. É provável que essa empatia não dure. Não se Charles e Jason forem mesmo gêmeos, o que dará mais um brother para Spencer.

 

Tanner não se revelou quem parecia ser, uma policial sacana. Surtei quando a vi embasbacada diante dos televisores do covil de A. Fugiu dos clichês das outras temporadas. Por mais que tenha tido vontade de chacoalhá-la, a atitude final dela aquietou meu coração. O horror no rosto da personagem foi demais! Confesso que gosto dela, assim, uns 50%, porque os outros 50% têm rótulo desconfiança. Agora que bancou de Tomé, espero que essa senhora deixe um pouco o ceticismo de lado e não termine como Wilden.

 

E o que foi a Hanna, gente? Bancou total de delinquente na dollhouse. Rachei horrores!

 

Concluindo

 

Ainda estou em surto com este episódio. Ele foi instigante. Um convite para acompanhar o emaranhado de uma dollhouse muito bem organizada e administrada por A.

 

Comentei que seria muito bom trazer um Q de saudosismo e isso até que aconteceu. As meninas nos quartos, o baile de formatura com menção ao Ian. Até a música, muito old diga-se de passagem, me deu nostalgia. Ok que queria um retrospecto, mas, com a revelação de Charles, é bem capaz que PLL invista em muitos flashbacks para traduzir as caraminholas desse cidadão. Bem como os motivos de Jessica tê-lo escondido e se Kenneth o despreza no mesmo nível que Jason.

 

Charles será o ponto nostálgico. Quero botar fé nisso, pois será demais resgatarem pontos-chave de temporadas anteriores de PLL. Uma grande chance, já que as Liars e Mona começarão a season 6 no castigo.

 

A 5ª temporada foi até que boa. Considero a 2ª parte superior por ter focado apenas no objeto desse season finale: A. Não houve tantas viajadas na maionese como na 4ª temporada, a mais fraca na minha opinião. Para manter o nível, Marlene precisará destrinchar uma storyline do zero e isso me empolgou. É de um personagem novo que estamos falando, com a provável semelhança de Jason. Fiquei feliz por terem pensado em uma reviravolta que não prejudicasse o contexto da série.

 

O season finale desta temporada foi realmente bombástico. Amei muito. Superou em tudo o da 4ª temporada. Tenho que elogiar não só a escrita da Marlene como o trabalho de edição. Fenomenal. Parecia que queriam levar PLL a outro nível e até que conseguiram. O pessoal estava inspirado. Os giros da câmera, quando Spencer acorda e nos minutos finais, me deu arrepios. Melhor ainda, mostrou preocupação em garantir uma ótima experiência para quem assiste.

 

A já não é mais um problema, mas o fato que o impulsiona a fazer o que faz. O cliffhanger lacrou vidas. Como é que Tanner e Cia. chegarão até o reality show chamado dollhouse?

 

E agora er.. Charles?

 

O que Andrew fazia escutando o telefonema da Veronica? Espião estilo Lucas 2.0? Acho que ele tem elo com a Mona.

 

O que Veronica falou para Melissa?

 

E Varjak? Foi só ilusão?

 

E a máscara de gás dada à Mona que me fez lembrar do Ezra?

 

Liberarão Ali? Porque ela é a única até então que pode explicar o sufoco de ter sido perseguida por A e qual era a da mãe com tanto filho escondido por aí. Inclusive, há o bilhete de Mona que está com a Rebecca, a charadinha que pode levar Tanner até a dollhouse e, consequentemente, ao nome Charles.

 

Quem é esse bendito Charles? Por mais que A tenha um nome, ainda não há um rosto. Amei, mas não sou otária de confiar. Mesmo tudo sendo maravilhoso, Marlene é Marlene. Aguardem trolladas!

 

Obrigada por terem acompanhado minhas resenhas de PLL. Sei que vocês leem, mesmo sem deixar comentários, e agradeço demais, demais, demais pela atenção. Nos vemos na season 6. <3

Stefs
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