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21/mar

Sem sombra de dúvidas, este episódio poderia ter sido pior. Acreditei piamente que o foco seria na continuação da novela Steroline e dou amém por isso não ter acontecido. Final de temporada e foco em shipper não orna, vamos combinar! Lily Salvatore foi o único ponto interessante de uma trama que, no geral, não trouxe nada de bom, a não ser uma milésima reciclagem de história. Foi uma união de passagens corridas que se embolaram umas nas outras com as mesmices de sempre.

 

Dica: percebam que, quando não há nada novo para contar, investem em milhões de cortes de cena para dar rapidez aos acontecimentos. Isso golpeia e nos traga, efeitos deste episódio.

 

Os poucos desdobramentos até que foram suficientes para fechar um pouco mais o cerco. O trabalho em um único plot foi muito bem-vindo. Já não há tanta coisa a ser explorada nesta temporada, então, nada como segurar Lily e trazer o que ela tem de melhor a nos oferecer. A mama Salvatore instigou, muito, mas até então não superou minhas expectativas. A impressão que ficou foi a de uma mulher mudada, que passou anos, anos e anos presa em um mundo particular e aprendeu a custo a controlar a sede por sangue. Um detalhe que me fez rir.

 

Motivo: lembram quando bati o pé sobre Damon estar muito bem no universo paralelo para um vampiro? Ele só bebia para enganar a fome, o que achei um absurdo. Daí, essa senhora me vira com um potão de sangue, ingerindo algumas gotinhas só para ficar de boa. Não mereço!

 

Fiquei com a pulga atrás da orelha com relação a compassividade e a prestatividade de Lily. Esperava mais azedume dessa senhora, mas, talvez, pode ser a questão de cultura. Ela foi educada para ser uma lady. Para quem ficou forever alone por mais tempo que o Kai, a personagem estava perfeitamente em seu – aparente – juízo normal, tanto para lidar com Damon quanto para aceitar o embarque rumo ao século 21. Ou ela é ótima em externar o que sente ou ela realmente foi afetada pela mudança de um jeito positivo. É fato que há muita história para contar, mas, até então, não acredito nessa moleza de dama abandonada e injustiçada.

 

Não há dúvidas que essa senhora esconde o ouro sobre si mesma e espero que seja algo excelente. O pedaço que deram sobre sua pessoa foi até que interessante, mas preciso lhes dizer que senti falta de flashbacks. Todas as cenas Steroline poderiam muito bem ser cortadas (não agregaram em nada), pois é de um personagem novo que estamos falando e que, provavelmente, será vital para o season finale desta temporada. Espero que, quando chegar esse momento, não sejam fatias esparsas para tapar buraco na trama. Afinal, não tem mais história, né? Nem o coven Gemini é mais importante, a não ser que Lily seja meio bruxa.

 

Notei que a storyline de Lily parece a de Katherine. Foi difícil engolir que a mama foi transformada por uma enfermeira e, se os escritores de TVD ainda forem bons mentirosos, espero que essa verdade seja lorota. Quando me refiro à Deusa da história da série, friso a timeline dela na tumba. A senhora Salvatore foi castigada, parou em um universo paralelo com sua dita família ressecada e faminta, algo similar ao que houve com a vampira. Inclusive, as duas foram dadas como mortas e fizeram os Salvatore de trouxas.

 

Quando Elena e Cia. foram prestar uma visitinha para Katherine, a lembrança desse cenário rebateu no da mama Salvatore. Posso chamar de reciclagem discreta?

 

O ponto positivo da storyline de Lily foi a suposta luta contra o instinto ripper. Mas até quando? De volta ao presente, a personagem tem tudo para dar trabalho. Ainda mais se Stefan continuar desligado. A mama Salvatore, considerando o tempo que passou no castigo, está bem equilibrada e consciente dos arredores. Está dócil demais, quase preparando um bolinho de boas-vindas para compartilhar com seus meninos. Não menos importante, ela apurou o poder que tem sobre Damon, o Salvatore mais carente do universo e tudo mais, por sempre ser a 2ª opção.

 

Falando nele, a impaciência para quem tá começando agora foi totalmente compreensível. Ele acreditou que Lily tinha morrido de morte matada e reconhecer que foi enganado, ainda mais por alguém que ama muito, doeu forte. O vampiro externa antes de lidar. Achei justo o Salvatore não poupar nas cutucadas, que mais soaram como uma tentativa de tirá-la do eixo. Aquele teste básico de caráter, algo que esse cidadão sempre faz quando se sente inseguro. Ele provoca até tirar algo que reafirme o que pensa sobre determinada situação. Fracassou até então.

 

Não seria Damon se o retorno não fosse cheio de relutância, um sentimento que frisou o quanto há chateação envolvida. Esse Salvatore não é o que lida com as emoções e, sutilmente, rever Lily o fez bater de frente com complexos que sempre vêm à tona por motivos de Stefan. O personagem teve que engolir a verdade sobre o anjo que visitou o irmão mais novo às vésperas do funeral. Era realmente Lily e ele ficou a ver navios.

 

De novo, esse cidadão foi excluído. De um jeito triste, porque era o adeus da mãe. Somado a isso, há o já citado fracasso no funeral da mama, que o fez falhar no discurso, e a decepção no rosto do irmão mais novo que o julgou aos prantos. Não tenho dúvidas que Damon a ame, mas creio que Lily criou Stefan com mais rigor. Porém, o impasse maior está nas costas do Salvatore mais velho que nunca soube lidar com a bagunça dos outros.

 

O comportamento de Damon estava até que exemplar. O personagem poderia ter estourado, mas não o fez. Não dou crédito a Elena, mas ao amor que ainda sente por Lily, mesmo com o coração destroçado. O vampiro não se limitou a própria raiva e focou na importância de salvar Stefan. Cold shoulder foi o bastante. A mama Salvatore pode até ter sido o mundo dos brothers, talvez, a melhor mulher da vida de ambos. Só que não tem como extirpar mentiras e substituí-las pelas memórias magníficas. Ainda duvido dessa happy family Salvatore.

 

No fim, Damon quer que essa senhora veja que não está nem aí. Que a função unicamente dela é salvar o brother, e pirei demais quando ele jogou isso na cara dela. O Salvatore pode ter todos os defeitos do mundo, não sou a mais fã desse senhor, mas se é uma coisa que sempre tira a bunda dele da cadeira é quando Stefan fica offline. Disso, não tenho do que reclamar.

 

A pergunta que fica é: qual é a verdadeira utilidade de Lily? Do jeito que as coisas andam práticas em TVD, não duvido que ela realmente traga Stefan ao juízo normal para logo em seguida desaparatar de Mystic Falls.

 

O ponto negativo dessa súbita inserção de Lily na trama foi a ideia de jerico de tratá-la como o gatilho para Stefan ficar online. Compreensível… É a mãe e tudo mais… Mas cadê o caos? Não sei vocês, mas fiquei de cara com essa tranquilidade. Foi muito “vamos ali buscar uma senhora que pode ser o liquidificador que agitará o coração do Salvatore desplugado”. Não né? Cadê a força-tarefa? Gente, eram dois vampiros desligados e geral só queria buscar uma pessoa em um planeta há mil anos luz de distância, sem ao menos pensar no que ela teria se transformado depois de tanto tempo. Sem ao menos pensar que poderiam ficar empacados.

 

Todo mundo focou na mesma coisa e não houve separação de tarefas como de praxe. Da mesma forma que senti falta de flashbacks, também senti falta da aflição e do perigo de conviver com um vampiro desligado. No caso, dois! Já foi o tempo que personagem sem humanidade oferecia grandes emoções, não é? Foi um fiasco!

 

Simplesmente, Damon, Elena, Kai e Bonnie partiram rumo a uma incerteza sem ao menos procurar formas de barrar Steroline. Faltou senso, faltou união, faltou até o Jeremy. Cadê os avulsos quando mais precisamos deles? A desculpa esfarrapada é que ninguém queria arriscar tanto com dois vampiros desligados. Até o Ric chegou perto de se limitar a sua existência se não fosse por Enzo. Parece até que esse povo nunca enfrentou Katherine ou Klaus que valeram por mil vampiros desligados. Tanto bafo para desligar Stefan e Caroline para… Nada!

 

Focar em Lily para trazer Stefan de volta não causou o impacto esperado. Como tudo nesta temporada, foi fácil e prático. Elena falou e geral escutou. Sem debates. Sem plano B. Levaram os dois bruxos ativos de Mystic Falls para um plano que poderia ter dado certo na ida e ter dado errado na volta. A única reclamação que tenho sobre o Damon é por ter escutado a crush e não ter ao menos articulado algo contra Steroline. Faltou atitude também.

 

A sorte é que a mama Salvatore conseguiu trazer mistério. A bondade dela é extremamente duvidosa. Essa passividade para cima do Damon é muito suspeita. Até a motivação da personagem ter sido presa está meio vaga. Foi só porque ela era ripper mesmo? Sinceramente, espero que não seja só isso. Ainda mais se colocarmos Sarah na balança, outra que vai ser emendada nessa história de um jeito tão sem noção que nem precisa ser gênio para visualizar a tragédia.

 

No mais, esse percurso todo teve um objetivo: a cura.

 

Sentem aqui, vamos conversar sobre isso…

 

A falta de criatividade é tanta, mas tanta, que, além do desespero de desligar Stefan pela milésima vez (o que contribuiu um tico com a audiência), resolveram resgatar esse negócio inútil.

 

Sejam honestos com a Stefs: alguém ficou feliz com o comeback dessa coisinha insignificante? Eu não fiquei. Tenho trauma desse negócio por causa da Katherine. Um negócio que acabou com a storyline dela. Até rebaixou a Rebekah que me tirou do sério com aquele mimimi wannabe humana. Sério, quando Bonnie revelou o conteúdo daquele bauzinho, quis invadir e queimar os sets de TVD.

 

Isso não é de Deus. Queima essa heresia, queima!

 

Com o revival da cura, não há mais dúvidas sobre o desespero de Plec e Cia. em consertar os erros das duas temporadas passadas. Da mesma forma que o Other Side foi desculpinha para trazer gente morta de volta, o Prison World foi inspirado com o mesmo propósito. Facilitar. Só ficarei realmente feliz com o resgate desse plot se esse troço descer pela goela da Elena.

 

Depois de reviver os mortos, agora é hora de trazer de volta artefatos mágicos para corrigir buracos. Atitude que também só prova que ninguém dos envolvidos com TVD está preocupado ou não consegue mais desenvolver uma mitologia. Bitolaram tanto em fazer shipper X, Y, Z acontecer que perderam a prática em gerar histórias interessantes. Kai tinha potencial e terminou emo. O coven Gemini tinha potencial e ficou por isso mesmo. Lily tem grande chance de ser encosto de porta como Stefan e morrer no final. Como lidar?

 

Não gosto de criar comparativos entre TVD e outras séries, mas vejam Teen Wolf (exemplo que já dei aqui). Toda temporada tem uma nova mitologia. Ela bambeia, tem furos também, mas os envolvidos prezam ao máximo a história. E há shippers, guerra no fandom e tudo mais. Outro exemplo é Supernatural com suas 10 mil temporadas. Carver e Cia. tentam manter a qualidade do job com mitologias novas que, de quebra, resgatam pontos-chave de temporadas passadas que trazem saudosismo. Em TVD, geral parece com preguiça de inovar.

 

Entrou no comodismo mesmo. Está mais do que provado depois do comeback da cura.

 

Por que trazer algo que não deu certo de volta? Por que resgatar esse troço se é evidente que Lily não ingerirá? Damon deu a entender que esconderá esse bagulho e deixou nas entrelinhas o intuito de dar a cura para a mama. Só acredito vendo.

 

Quando vi a cura sendo passada para as mãos do Damon, só consegui pensar nos livros. Deu até um calafrio, admito, mas esse revival me fez lembrar das palhaçadas. Já estou com preguiça, sério!

 

Se a 7ª temporada for a última (roda de oração), essa cura tem que ser passada para a Elena, de um jeito tão épico que me faça engolir esta resenha. Não digo Stefan ou Damon por levar em conta o que aconteceu com Katherine. Ambos não são jovens, né? Enfim, é a Santa Gilbert que tem meu voto. Pela minha sanidade porque estou cansada de ser psicóloga dessa menina. Nunca esquecerei o quanto ela não queria ser sobrenatural e achei o fim da picada vê-la entoar que está bem neste episódio. Como estar bem se essa cidadã não lida com nada e sempre burla o sistema?

 

E há de novo o teste de caráter do Damon. Lembrando que esse moço só queria a versão vampira da Santa Gilbert e admitiu nesta temporada que ambos não teriam ficado juntos se não fosse a transformação. Se querem a cura para testar Delena (sendo que não há nada para testar), já contrato o Klaus para destruir esse negócio.

 

Acho que a cura reavivará o triângulo. Bastam ver o comportamento subitamente empático da Santa Gilbert – meus dois amores épicos, meus dois amores tchucos, ver o lado bom das pessoas, blá-blá-blá. Reta final de temporada… Ideal para criar atrito na mente da Elena pela milésima vez. Fazer a bendita escolha soa familiar?

 

E duvido que o Damon falará sobre a cura. No mínimo, é Elena que encontrará esse troço.

 

Os outros plots

 

Chorei com o Kai. Juro que fiquei com dó, mas passou ao saber que foi plano Bamon. Tá, ainda estou chateada, porque me via casada com ele. Bonnie arrasou, 100% sob controle dos próprios sentimentos e dos traumas vividos em 1994. Gostei do sangue frio para cima do bruxão, sem perder a compostura, jogando o tempo todo. Ficou claro que ele virará lanche de vampiro e, sinceramente, esperava uma morte em um duelo. De novo, praticidades. Espero que o fato dele estar há mil anos do século 21 sirva de algo – como ajudar a levar Lily de volta para o buraco que saiu.

 

Para tanta festinha, Steroline foi uma bela decepção. Ambos nem pareciam desligados, vamos combinar. Aonde enfiaram as duas figuras malignas do mísero 1 minuto no bar da universidade no episódio passado? Nossa, achei que tacariam fogo em Mystic Falls, mas brincaram de vampiros no jardim de infância. Fiquei jogada na BR quando Caroline chorou. Nem Elena desligada balbuciou tanto como a Miss Forbes neste episódio.

 

Apesar dos pesares, a loirinha não saiu do propósito de mostrar que é capaz de controlar o vampirismo sem emoções, mas era óbvio que ela cederia ao Stefan. O que realmente me incomodou é que o Salvatore foi tão baixo quanto Caroline. Foi divertido sim vê-lo ser mala (e Paul Wesley, precisamos conversar), mas o desejo de corrompê-la me fez infeliz. A todo o momento, ele cutucou o caráter e a moralidade dela. Uma iniciativa boa para fazê-la ficar online, mas culminou no resultado já previsível.

 

Toda essa manutenção da rotina, essa preocupação em participar e manter tudo em ordem são características da Caroline humana. Cadê a valentona da semana passada? Juro que esperei carnificina gratuita, mas culminou em tempo perdido. Ambos só estavam ali para preencher trama.

 

Por que ainda insistem no Enzo? O cara não tem mais plot! Não-tem-mais-plot! O personagem é um invejoso, um infeliz, que encontra razão para continuar sorrindo tratando as pessoas como marionetes. Se isso o levasse a algum canto, tudo bem, mas não. Foi o cúmulo vê-lo empenhado em recuperar Stefan só para ter a motivação de pentelhar Sarah de novo. Ainda me pergunto onde está Damon que não teve mais cenas com esse cidadão. Não eram tão BFFs? Nossa, não aguento mais esse personagem. Descaracterizado, se movendo a base de migalhas. Enzo tinha mais potencial.

 

Jo e Ric não têm meu green card, mas achei muito amor ambos discutirem o nome do bebê. Achei ainda mais amor o teacher preocupado em não se meter em assuntos sobrenaturais para não morrer. Porém, ainda não entendo o retorno do Ric. Capaz que ele tombe de novo, já que a dramática dele é se manter vivo para ajudar a noiva a cuidar do filho. Aposta de quem morrerá, valendo…

 

Alguém deu drogas para a Elena? Gente, eu não sei o que é pior: quando a forçam para ser a migs preocupada ou a migs saltitante. Inconveniente ao extremo ela se meter entre Damon e Lily.

 

Esqueci de alguma coisa?

 

The Vampire Diaries retorna no dia 16 de abril.
Stefs
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