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10/abr

Nada como uma história nova para reavivar a chama de Chicago Fire. Como venho dizendo há séculos, esta temporada está muito a desejar. Fraca ao ponto de ter personagem avulso, poucos aprofundamentos de storyline, chegando perto de naufragar junto com Dawsey. Sou fã, mas não sou cega.

 

Com o final de temporada vindo aí, tenho fé de que as coisas terminarão bem, especialmente por conta do próximo crossover. Quando digo bem é no quesito trama, pois já estou me preparando psicologicamente para a nova morte prometida e cantarolada nos corredores da NBC.

 

É fato que os primeiros episódios deste 3º ano de CF tiveram ritmo por causa da perda de Shay, mas, depois, nenhuma faísca engatou um bom incêndio. A paramédica é a pessoa que não está presente e é a quem tem sustentado algumas tramas. Por isso digo que o piloto backdoor de Chicago Med caiu como uma luva. Nada como uma bela nova tragédia, de tirar o fôlego, para causar uma boa impressão.

 

O intuito deste episódio foi nos apresentar esse lugar que todo mundo fala, mas que ninguém vê. Ao menos, nenhum personagem ficou por tanto tempo no hospital ao ponto de revelar cada fissura das paredes. Além disso, o objetivo também foi introduzir os personagens para mostrar como se dará a dinâmica da irmã mais nova de Chicago Fire e de Chicago P.D..

 

Por breves segundos, temi um repeteco de trama. Afinal, o último caos de grandes proporções aconteceu em um hospital com a seguinte mistura: explosão + terrorismo. A história do crossover passado que rendeu muitas cenas eletrizantes, uma Gabby quase morta e um Voight pau da vida. Foi quase um copia e cola. Quase…

 

O ponto de partida que nos fez focar no que seria Chicago Med se salvou por se tratar de um bioterrorismo. Não deixou de ser um ataque em nome da destruição de americanos, mas, para situar os médicos e para barrar um pouco a presença dos bombeiros, nada como tornar esse único chamado em histeria coletiva. Uma suposta contaminação geral. Um remake de Resident Evil (ok, parei!).

 

Will Halstead foi o responsável em nos nortear. Antes disso, nada como conhecê-lo um pouco mais: um moço totalmente oposto de Jay, relaxado e mulherengo. Que desiste antes mesmo de tentar. Que ri da cara do perigo. O ataque no hospital não foi apenas um pretexto para apresentar Chicago Med, mas para fazê-lo ver a beleza do seu trabalho. Para fazê-lo mudar de ideia já que estava todo destemido em voltar para NY.

 

Esse salto em menos de 40 minutos de Will chamou a atenção por ter sido muito bem estabelecido. O objetivo de um piloto é vender o que tem em curto espaço de tempo. Não é à toa que alguns pontos deste episódio passaram como um flash, especialmente o quesito personagens, onde um sempre pipocava, forçando a apresentação. Halstead é o único rosto que conhecemos, o dono da história, que transitou da ideia de pedir demissão para embarcar nessa nova jornada em Chicago. Ele mostrou que é bom, algo comprovado no episódio 2×18 de CPD.

 

Não só isso, como tem sangue frio para lidar com a prestação de serviço e com a pressão de um dia infernal que lhe deixou confinado em um hospital em quarentena. Will e os demais personagens que compuseram o pequeno recorte de Med representaram bem seus papéis. Um desafio de 40 minutos muito bem encadeado. De novo, Dick e Cia. mostraram a preocupação típica de fazer a lição de casa antes de colocar mais uma série/spin-off no radar.

 

Essa preocupação não só com boa trama, mas com o desempenho dos atores que não fazem ideia de como representarão certos personagens, é bom demais de se ver. A mágica disso é a possibilidade de ver mais um grupo crescer e amadurecer, como tem acontecido com alguns em CPD. É isso que faz toda a diferença. WolfLand é tão poderosa quanto ShondaLand, isso é fato. Quanto mais eles produzem, mais a concorrência resmunga. E mais os fãs agradecem porque sabemos que nossas vidas serão preenchidas com histórias interessantes – até todos morrerem.

 

Mesmo com o foco em Chicago Med, a maravilha deste episódio foi a união das irmãs (ou irmãos, se vocês preferirem, mas gosto do feminino, com licença). Vimos 3 séries atuando em uma. No caso, Chicago Fire, que não foi esquecida por ser a fonte de origem dos spin-offs. Um tremendo ponto positivo, pois, geralmente, escritores focam demais no novo e deixa a antiguidade a ver navios. E não foi isso que aconteceu. A trama poderia ter centralizado 100% nos médicos, algo que acharia incabível, mas Casey estava lá, como lembrete de que sua história é responsável pelas hermanas. A investida foi inteligente. Funcionou, sem ofuscar Will e Cia..

 

A trama não permitiu que Will e Cia. se resumissem à recepção do hospital. Conhecemos cirurgiões, um psicólogo, uma imunologista e a chefe de tudo e de todos. Na soleira, estavam Jay e Ruzek que fizeram pouco, mas marcaram presença em nome de CPD. Parte do cast principal de CF foi para dentro do hospital, não fizeram muita coisa, mas os esquecidos ganharam um destaque que não acontece há 18 episódios. Herrmann e Otis, melhores exemplos. Até Mills brilhou um pouco ao sentir pela 1ª vez o drama de ser médico.

 

E, claro, não posso esquecer do dilema de Severide, que não ofuscou tanto o piloto backdoor, mas foi a cereja do episódio. Ele foi o outro responsável em fincar a presença de Fire e deu algo para Brett e Mills fazer.

 

Nada como derrubar o Tenente com um belo paralelo: assim que ele capotou, pensei na Shay e no tropeço dela que lhe rendeu uma ferida tão profunda quanto a do melhor amigo depois de uma explosão. Ambos em estado grave por serem efeitos colaterais de uma situação imprevisível. Os flashbacks da ex-paramédica voltaram a ser a arma dos escritores, pois, como disse, ela é a personagem ausente que tem trazido emoção nesta temporada.

 

Adendo: Severide foi um sustinho de leve, pois tem morte, matada, morrida vindo aí.

 

Não posso deixar de mencionar o revival Dawsey. Sendo bem honesta, bem honesta mesmo, foi o momento que mais senti o amor deles, considerando esta temporada. Como disse, gosto da angústia, e essa angústia trouxe flerte, um momento engraçado e uma cama. Salvo o pedido de casamento, que foi uma fofurinha de chorar, esse impulso motivado pelo estresse do dia foi mágico. Pareceu que ambos se envolviam pela primeira vez. Fiquei feliz, mas não sou trouxa.

 

Concluindo sobre Chicago Med

 

Os atores de Med são bons. Tiveram uma boa inserção nos pontos-chave da trama, sem delongas, e mostraram que sabem onde se meteram. Chicago Fire deu o palco para Chicago Med, e os novatos seguraram as pontas para quem tinha como meta fazer milagre em 40 minutos.

 

Amei tudo que vi, mas vamos ser realistas: séries médicas são complexas de produzir e de encontrar um elenco carismático. Grey’s Anatomy deu tudo o que tinha que dar, mas se tornou a lenda contemporânea pós-ER. E é fato que quem curte uma, não gosta tanto da outra. Não por serem fãs chatos, mas por questões de trama, de produção e,principalmente, do cast. A regra para esse gênero é única: ou você ama ou odeia. Não tem meio-termo como em CF ou em CPD.

 

Digo isso também porque séries médicas possuem uma locação. Não há tanta gravação externa, pois o hospital é o grande personagem. Os médicos são os “secundários” que mostram seu trabalho e seu estilo de vida sem jaleco. No máximo, essa turma dará um rolê no Molly’s e sairá quando houver uma catástrofe, como já acontece em Grey’s. Chicago Med pode ter dado seus primeiros passos, mas tem um desafio tremendo de ser convincente e de ser diferente de tudo o que já foi visto na TV sobre esse gênero até agora. E, sinceramente, não é tarefa fácil.

 

Confio na equipe, mas não sou trouxa.

 

Senti empatia pelos personagens de Med, tirando Will por motivos. Hannah me lembrou muito da Meredith Grey. Não que eu ache que Med será um novo Grey’s, porque temos o fator escrita e criador. Acredito que, se CM virar, as storylines serão muito boas. Porém, será impossível não semear algumas comparações.

 

Eu mesma busquei qualquer indício que me indicasse um repeteco de Grey’s Anatomy. Guilty!

 

Enfim, foi um episódio muito bem escrito. Muito bem balanceado. Muito bem encadeado. Segurou o mistério sobre a contaminação até o fim, provocando determinados sacrifícios que doeram no coração. Subiu para o melhor desta temporada de Chicago Fire, sem dúvidas.

 

Chicago Fire retorna no dia 21 de abril.
Stefs
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  • heyrandomgirl

    Assim, os spoilers só andam servindo para deixar todo mundo louco. Honestamente, não sei mais o que esperar. Falam de morte, daí falam que não terá mais. Enfim.. Querem prender o suspense ao mesmo tempo em que geral bate a cabeça na parede, I can't! hahahahahaha

    Serão as 3 juntas! Again! Nesse mesmo pique.

    Beijossss!

  • Daniela Messias

    hahahah não se preocupe, pois não vou te xingar hehe
    Então! Na promo fala algo de despedida, e eu fiquei o/..não era p tanto!
    E caramba: já não bastava morte em CP, agora em CF também?? Senhor :'(
    De fato, depois da morte da Shay, não duvido de mais nada! (infelizmente)
    Uma coisa: SVU também fará aprte do crossover, então a ordem será: CF,SVU e PD?
    beijoos, sua linda ²

  • heyrandomgirl

    Maginaaa! Eu demoro – como pode ver -, mas estou aqui dando meus pulos. E aqui é permitido chorar, resmungar, todos são mto bem respeitados. Ah não ser que me xingue, daí vou ter que xingar de volta haahahahahahahah

    Parece que o Mills vai embora, hein? Tipo, embora de verdade verdadeira. E tem morte garantida em CF tbm, mas parei de acompanhar os spoilers porque ficarei MALUCA!

    E morte em CPD tbm está garantida. Ainda penso no Al, mas não sei mais o que pensar =[ Mas sei que Erin, Jay, Ruzek e Burgess – os casais – serão poupados. Apesar que depois que mataram a Shay, não duvido de mais nada hahahaha

    Beijos, sua linda!

  • Daniela Messias

    Nossa, realmente foi uma calamidade o/ Já estava preocupada achando q tinha falado alguma coisa ruim hehe e claro, fico feliz q vc tenha lidos os comentários e por ser tão atenciosa ^-^
    Dawsey e Severide always and forever <3 hahahah
    Olha, Mills está precisando de um choque de realidade, pq está difícil! Estava escrito na promo q ele tomaria um novo rumo na vida…q rumo será esse? huumm…
    E pode deixar q ñ te abandonarei hehe com quem mais poderia falar tão abertamente sobre meus Chicago's Feeling's?!
    e como assim morte no CPD?! nããooo <3) depois de ter assistido ao ep e ter lido sua resenha, fiquei/estou mega angustiada…não quero q seja ele, mas concordo com tudo o q vc disse: foi como um adeus…não tem como negar! :(
    E obrigada pela confirmação! Se é dia 28 mesmo, então essa morte de CPD será "no meio" desse crossover..aiai q tristeza :'(
    E acabei esquecendo de perguntar: SVU também fará parte desse evento?
    beijooos, e pode deixar q não te abandonarei <3 hehe

  • heyrandomgirl

    Dani, tudo bem? Sei que estou te devendo altos comentários, mas fiquei sem internet a semana passada todinha e tive que fazer milagre para postar as resenhas sem tanto atraso. Mas li todas, ok? Hahahahahah

    Comeback Dawsey foi tão fofo, né? E o que dizer do bicudo Severide? (gente, quando ele desperta e faz aquele bico, até esqueci que o detestava hahahaahahah). Eu tbm pensei na possibilidade do Mills ir para CM, a ideia mentalmente até que funciona, porque acho que o retorno dele para o Esquadrão não será tão diferente no quesito storyline. Ele ficará lá com o Severide e daí? Em Med, ele teria outros desafios. Vai saber, né? hahahahahaha

    Pois não me abandone e leia os posts. Às vezes, demoro para responder, mas respondo sinhê. A não ser em casos de calamidade – e ficar sem internet é uma calamidade hahahaahhaah.

    Vc me perguntou dessa morte e estou aqui para piorar as coisas: terá morte em CPD e na semana passada a Marina aka Burgess confirmou isso via chat no Facebook :( Não se sabe quem é, mas eu tô votando no Al [vide resenha do último epi de CPD ahhahahaha).

    Sim, sim, o crossover começa dia 28. O episódio de CF do dia 21 não tem nada a ver. É, é confuso. fiquei meia hora checando as datas kkkkkkkkkk

    Beijos, sua linda!

  • Daniela Messias

    Com certeza esse ep foi OMG!
    Era Severide p cá, Chicago Med p lá, e de cara, um pouco de Dawsey q foi awwn…(concordo com vc: fiquei feliz, mas não sou trouxa²)
    E Mills foi o/ ressurgiu em nome dos velhos, beem velhos tempos! Por um instante pensei: Mills em Chicago Med…pq não? Dai pensei melhor e nããoo…hehe
    É difícil colocar em poucas palavras o q senti pelo ep, seguido de seu post, porém o q resumi tudo é: incríveis! Sempre q termino de assistir um dos Chicago's, venho ler um post seu! ^-^
    Por mais q eu tente parar de escrever, não consigo! hehe não existe ninguém q eu possa compartilhar meus Chicago's feelings, portanto, sem mais delongas: que morte é essa peloamor q está por vim? estou aflita :(
    Uma última coisa: a data do crossover iniciará dia 28 mesmo?
    aguardo sua resposta!
    beijoos ;D