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23/abr
You figure out what you want, you gotta go for it”

 

Acho que quem acompanha este querido blog, sabe que sou uma pessoa que abraça e beija a bandeira: faça o que você ama. Depois deste episódio, acho que teria uma conversa bem interessante com Peter Mills, pois me vi em seu conflito interno sobre o que ser e o que querer. Embora a reflexão sobre ser e querer calhe em uma semelhança, o ser é muito diferente do querer, e só reconhecemos isso por meio de desafios e de situações que nos obrigam a desbravar a nós mesmos.

 

Algo que não aconteceu como Peter Mills merecia. Ao menos, não nesta temporada. Uma verdade que fez este episódio muito frustrante e, claro, muito emocional. Não é fácil cantar Let It Go para um personagem querido, ainda mais se a storyline dele se calou, do nada. Sou fã, mas não sou trouxa. E é nessa frase que mora minha irritação sobre o que se desenrolou esta semana.

 

Peter chegou ao Batalhão com um único desejo: ser bombeiro. Um sonho genuíno, palpável. Possível. Ele subiu no caminhão de Severide decidido a ser o melhor por saber, de um jeito particular, o quanto aquele universo era tão seu quanto dos outros. Porém, a inspiração maior foi o desejo de honrar a memória do pai, uma tamanha responsabilidade que nos apresentou esse carismático personagem. Um personagem batalhador e atraente devido aos seus conflitos que se mantiveram vivos até a 2ª temporada.

 

Na S3, Peter se tornou um feixe de luz. Você só nota ao chegar muito perto e, às vezes, incomoda. Outras histórias passaram por cima da dele e isso incomodou porque não lhe deu a chance de brilhar como nos anos anteriores.

 

O sonho dele impulsionou uma jornada encantadora, que acarretou torcida, mas que simplesmente morreu na 3ª temporada. O trajeto de Mills desde o início de Chicago Fire foi sair do posto de estagiário para ser efetivado. Basicamente isso, com o gostinho de reconhecimento. Entre trancos e barrancos, ele chegou à linha tênue do seu sonho. Um sonho que entrou em stand by. A partir disso, se abriu uma imensa lacuna entre o ser e o querer. Uma ideia que se perdeu porque o personagem empacou no desejo de voltar ao Esquadrão, o que o tornou meio grosseiro e ranzinza – vide as patadas e os descasos com Brett, cuspindo no prato que lhe dava um salário.

 

Em vez do personagem aproveitar, verdadeiramente, a nova oportunidade, que contribuiria com seu crescimento e seu amadurecimento, ele se deteve. Não houve um só momento que esse cidadão não resmungou sobre ser paramédico. Compreendi essa frustração de início, porque eu também resmungaria. Afinal, o sonho dele não era ter uma carreira de anos na ambulância.

 

Daí, entramos naquela crise: você, eu, todo mundo, precisamos, sozinhos, perceber quando o sonho, a nossa suposta razão de viver, não é realmente o que pensamos. Ou o que nos complementa. Esse ponto-chave não foi trabalhado na storyline do Mills. Como ele poderia saber que nasceu para ser bombeiro se não deu a cara tapa por aí? Isso tem a ver com orgulho, claro, e esse cidadão cantarolou Fera, Ferida por 18 episódios. Vale lembrar que esse jovem quis essa carreira por causa do pai. O coração dele estava mesmo 100% entregue ao Esquadrão? A S3 deixou a entender que tudo foi fogo de palha, vide reação quando Rice chegou, chegando.

 

Para desequilibrar ainda mais o que não existiu, a família apareceu para resgatar a afinidade dele por culinária.

 

No que resultou: em 40 minutos, empurraram tudo o que Peter não fez/viveu/enfrentou/etc. na S3 para desencadear uma reflexão que culminou na despedida – o único acerto, porque foi linda. Por mais que tenhamos assistido aos saltos e às conquistas de Peter Mills, esta temporada não fez jus. Não aproveitaram o mau humor e os resmungos para fazê-lo matutar sobre o ser e o querer. O que vi foi um espremer de situações para solidificar um adeus em curto espaço de tempo.

 

Foi o bastante? Sim, até que foi, mas, pensando nos episódios anteriores, pegaram esse vácuo da storyline do Mills e preencheram com assuntos antigos que o moveram em direção ao nada. Os subplots deste episódio têm sinônimo pressão, pois ele foi empurrado para se dar conta do que precisava fazer, anulando uma reflexão prolongada com base na rotina.

 

A história de Peter foi muito bem encadeada e pontuada por 2 temporadas. Nesta, tudo amornou. Não digo que se perdeu, porque o personagem não foi para canto algum. Ele simplesmente entrou para o grupo dos meus amados cotas – Cruz, Otis, etc.. Ele brincou de paramédico, um talento backup, e nada engatou. Por isso, grande parte dos chamados da ambulância foram chatos. Como venho dizendo há algumas resenhas, Peter não sentiu o que é ser paramédico, em parte, por culpa dele. O menino Mills relutou e concentrou suas energias para recuperar seu posto no Esquadrão. Ok, válido, mas faltou tapa na cara. Não adianta fazer tromba só porque o doce foi tomado. É preciso ter alternativas, viver o impasse. E o personagem não teve nenhuma alternativa e não enfrentou nenhum impasse. Resultado: plots superficiais.

 

Peter chegou até a ser, por meros segundos, a causa da tensão Dawsey nesta temporada. Desnecessário, independente do crush dele pela Gabby. Uma reciclagem, algo que a S3 de CF tem se apoiado muito discretamente para ninguém notar (mas Voight me ensinou a não ser trouxa).

 

A questão: não é porque você tem um sonho que o plano B não precisa ser articulado. Ser paramédico foi o plano B, mas não rendeu. Isso me deixou enfurecida porque vi possibilidades nesse plot, justamente por ter calhado com Brett, a então novata na época. Os dois poderiam crescer juntos, mas o apoio mútuo só aconteceu em momentos de alta tensão. Em outros, lá estava Mills resmungando. O bom é que ambos se respeitaram até o fim.

 

Com a perda de Shay, a ambulância exigiu uma repaginada, mas os grilos cantaram. Essa fatia da série só voltou a ser awesome neste episódio, graças a presença de Gabby. Uma investida que reforçou meu pensamento de que duas mulheres paramédicas geram histórias melhores. Tendo em vista que quem manda em CF é em sua maioria homem, eles têm esse pensamento lindo de evitar a fragilidade feminina, forçando positivamente a sagacidade, sem se esquecer da vulnerabilidade.

 

Peter só se moveu, bem movido, no 3×19. Foi ali que ele sentiu o que é ser paramédico e atuou na humildade ao lado de Sylvie. Foi lindo! Mas, antes disso, só lágrimas de decepção.

 

Neste episódio, ele foi 3 coisas ao mesmo tempo: o bombeiro, o paramédico e o cozinheiro. Lindo, mas, do nada, a história elevou o quanto Peter tem ótimos insights e o quanto tem mãos abençoadas em salvar pessoas. Sério, eu sei o quanto esse cidadão é bom, não precisava dessa picuinha.

 

Sim, foi uma ode merecida, mas que também me deixou aborrecida. Por quê? Porque menino Mills se mexeu justamente no dia do Let It Go. A troca entre Gabby e ele me fez até respirar aliviada, pois pareceu que Chicago Fire voltou a ser Chicago Fire (não que ainda não seja, mas a qualidade da S3 caiu um pouco). Não esperava sentir isso por estar ciente desse adeus, mas pôxa vida que mancada.

 

Assim, é difícil reconhecer e admitir as falhas de quem se ama, mas faltou dedicação com o Mills. Se a saída do Charlie estava programada, o que acredito, seria preciso um investimento, nem que fosse mínimo, sobre o ser e o querer. O real conflito que não foi desenvolvido. E digo isso com certa irritação porque menino Peter é (foi) tão parte do elenco regular quanto Gabby, Matt e Kelly. Os 4 alinharam o que é Chicago Fire e, nesta temporada, os 4 mais parecem desconhecidos, embora mantenham as cordialidades.

 

Entendo que a saída de um personagem requer menos história para contar, mas, desde o resultado da explosão, rolou preguiça. Até o plot dos Wolverines engatou, algo bobo, mas bacana por unir meus cotas – até o Chaplain, gente! A trajetória do Mills terminou de um jeito lindo, mas preguiçoso. Fez sentido resgatar certas coisas, como a família e o crush pela Gabby, mas chego aqui frustrada com a sensação de que faltou algo.

 

Não tão tarde, Peter percebeu o que queria e caiu na essência da série: família em 1º lugar. A quebra do sonho. A chance do plano B. Os Mills perderam tudo e, sinceramente, acharia egoísta se ele não acompanhasse a mãe e a mana. A vida exige backup plans. Se aquilo for destinado para você, não tenha dúvida que há o caminho de retorno. E esse jovem saiu ciente disso.

 

O interessante da saída do Mills, apesar desse relaxo, é que ele foi o primeiro a dar uma chance para outras experiências. Isso, levando em conta a relevância dele em CF (main cast). Gabby trocou de cargo, ok, mas continuou no ambiente comum. Foi um desafio, mas o desafio maior seria vê-la no lar do nosso querido feminista chamado Welch, o que não aconteceu. No caso de Peter, ele estourou a bolha. Uma atitude que, se rebobinarmos esta temporada, quase pegou alguns personagens.

 

Hoje, temos Casey, com sua obra (cilada com esse Jack cheio das mutretas), algo totalmente fora do que ele faz em horário comercial. O mesmo aconteceu com Severide. Boden também chegou perto de largar o Batalhão. Depois da perda de Shay, a S3 centralizou no tema mudanças, mas algumas não foram trabalhadas/concluídas. Mills chegou ao “fim” da sua jornada com uma nova opção, mas não deixou nada como: “esse cara é f****”. Um pensamento que calharia com Kelly, por exemplo, pois ele deu o pontapé na investigação do incendiário.

 

Para finalizar, deixo minha chateação: quis me arranhar ao ver que toda a história do Peter veio à tona só para respaldar o Swan Song. Incluo a isso a pressão de geral, o #FicaMills. Amo o Cruz, mas aquele discurso me fez querer trancá-lo no banheiro. Foi frustrante ver, depois de 19 episódios, tudo que representa/ou Peter Mills espremido em 40 minutos só para “concluir” sua storyline.

 

“Concluir” porque Mills não morreu.

 

E, claro, gente, que chorei como se não houvesse amanhã com a cena do Molly’s. O tiro maior foi o abraço em conjunto. Quando a emoção passou, só restou isso que escrevi aí em cima.

 

Extras da resenha

 

Fãs Dawsey, pulem essa nota: berrei-com-o-beijo-do-Peter-na-Gabby! Foi awesome, totalmente inesperado e a deixa do “você sabe onde me encontrar” me fez ter um pequeno AVC. Amo, Dawsey, de verdade, mas não aguento mais ver a Dawson mendigar atenção do Casey. Salvo o momento lindo na ambulância, vê-la rodeando o crush que nem um urubu foi lamentável. “Ah, tem glitter na sua bochecha, fiu!”. Não, né? E torci para que ela dissesse “vou com você, Mills, gatinho”, mesmo que desse pra trás. Foi uma delícia Peter sendo cara de pau.

 

Concluindo

 

O episódio focou no Let It Go do Mills e as situações menores só serviram para impulsionar a reflexão desse personagem. Apesar dos meus resmungos, foi um adeus digno. Apesar dos meus resmungos, foi justo o resgate de tudo o que o representou para determinar um querer, nem que seja temporário. Nada mais sensato que repontuar o que compôs a história desse jovem a fim de relembrar o seu trajeto em CF. E foi muito válido não se esquecerem da Gabby nessa confusão, pois ela foi a pessoa determinante para muitas escolhas de Peter.

 

Observações:

 

Quero um mozão Rice! E nem é de arroz que tô falando.

 

Severide sem camisa? Nunca pensei que fosse ficar contente (lembrem-se: ele não era meu favorito. Não que ele seja agora, porque gosto mais do Casey – sem camisa também).

 

Como-amo-meus-cotas! (leiam isso aos berros). Amo/sou Herrmann, Otis e Cruz feat. suas doses de infantilidade. Por ser uma menina que sempre tem amizade com meninos logo de cara, me vejo no meio deles com facilidade. Sim, tenho meus momentos tão bestas quanto os desse episódio. Não duvido da minha capacidade de um dia dar aula de Zumba, percebam.

 

E, gente, olha o Capp tendo foco de câmera. Por que né? Só se ouvia a voz dele a distância.

 

Agora que venha o crossover! Usem o colete anti-trouxa, porque prevejo as maiores sacanagens (e nem é de sexo que estou falando).

Stefs
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  • heyrandomgirl

    Dani *-*

    Ai que bom que concordamos em alguns pontos. Mills poderia ir embora sim, mas deveria ter contado com uma história melhor nesta temporada. Justamente pelo que vc disse: ele nos deu CF. Ele nos deu o sonho dele, batalhou por ele e enfrentou todas as decepções para continuar vivendo o sonho. Essa "ode" dada ao personagem foi muito pobre para quem poderia ter tido plots incríveis em vez de resmungar o tempo inteiro ahahahahhaa

    Nossa, aquele discurso do Cruz, ARGHHHHHH! Não sabia que ia ficar tão nervosa, MAS COMO FIQUEI, PFVR! Foi um tanto quanto sem cabimento. Inclusive, meio forçado, como se ser bombeiro fosse a única opção do mundo. Ok que o Peter via isso, se empenhou para voltar ao Esquadrão [naquelas], mas ele é o primeiro a sair e mudar de profissão. Não porque está cansado ou lesado. Foi porque quis e ngm no Batalhão teve essa escolha, só ele. Tudo EVEJA!

    Sylvie sempre linda! <3 Desmoronei com ela. E o mais engraçado é que a personagem chegou ontem e foi a única que mostrou sinceridade quanto à despedida do Mills. Não que os outros tbm não lamentassem, mas a achei bem mais genuína. Ela escutou o quanto ele queria retornar e apoiou, mesmo achando um descaso por gostar de trabalhar com ele. E aquele abraço, gente <33333

    Tbm adoro Dawsey, mas a bitoca by Mills foi épico demais. <3 "Você sabe onde me encontrar", queria estar morta! hahahahahahahaha

    Pior que ignorei essa parte da história do Severide. Ele com a menina April foi tão WHAT que só dei atenção ao fato dele estar sem camisa hahaahhahahaha Mas é coisas de Severide, né? O bicho não perde chance hahahaahahhah

    Ainda me racho quando vejo o Capp hahahahahaahahah é mto épico #chorando

    Magina *-* Pode falar o quanto quiser!

    Beijos! <3333

  • Daniela Messias

    Tudo bem q o Mills estava num chove, não molha mais q não sei oq, mas poxa, não queria q ele tivesse saído…pelo menos não dessa forma!
    Sabe, foi por "causa" dele q CF veio p nossa alegria! De onde surgiria a série se não fosse ele com seu sonho? aiai…foi triste p mim! Mas acho q foi melhor uma saída necessária, do q uma morte (mais uma) desnecessária para nos entristecer!
    E p ser bem sincera, não gostei tanto dos momentos mágico onde tudo se resumiu a ele, só por conta da sua saída. Tantos eps, e justo no q ele foi embora, tudo foi uau?! aah… e o Cruz com aquele discurso?! aff ai não!
    Posso dizer q vou sentir falta dele! Principalmente pelo motivo q disse agora a pouco: fomos novatos com ele, viramos parte da família também!
    E sim! Eu me emocionei demais quando a Sylvie começou a chorar! E a músiquinha típica de CF no fundo colaborou bastante!
    Confesso q amei Dawson com a Sylvie hehe também lembrei dos velhos tempos…espero q alguém a altura fiquei com nossa Sylvie!
    Olha, sou super fã de Dawsey, mas aquele beijo foi o momento mágico mais uau desse ep! Mills sedutor?! Ai sim :}
    Só não gostei muito do Severide com a amiga da adolescência (sim, esqueci o nome dela). Caramba, alguns eps atrás estava louco, apaixonado e casado(!!) com uma estranha, e já está num novo amor?! uoow
    Também Amo/Sou nosso incrível trio! eles são A+ desde sempre..e o Herrmann com aquele olhar matador foi demais!
    Finalmente, um foco no Capp! *aplausos*
    Como sempre, falei demais! Desculpa "/ hehe
    beijoos, e até!