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09/abr

Resenha mega atrasada por motivos de ausência de internet. Obrigada!

 

Não sei vocês, mas é sempre bom quando um episódio de Chicago P.D. dá atenção ao Voight. Um personagem imprevisível, com muitas camadas, cheio de histórias para contar. De todos, esse senhor é quem mais instiga, especialmente quando está na companhia do Al. Ninguém sabe de onde Hank realmente veio, como decidiu pertencer à polícia e quais foram as reais situações escabrosas em que se viu no dever de “adotar” Erin. Há muito por detrás do chefe da Unidade de Inteligência e quando um pedacinho vem à tona é motivo para celebrar.

 

Um pedacinho de muitos foi trabalhado nesta trama que teve como objetivo testar o caráter de Voight. Porém, sob um único ponto de vista: do Halstead. Posso dizer que fiquei infeliz com essa jogadinha? Até porque o pretexto da tramoia deste episódio ficou muito clara assim que Erin despejou mais uma dose de lealdade com relação ao Sargento na cara do crush. Ela se posicionou a favor do daddy, sem pestanejar, um novo divisor de águas entre o casal que não é mais casal.

 

O ineditismo passou um pouco longe deste episódio. Só vi mais um trecho da novela que começou na temporada passada. Jay não se ateve em seguir pistas e em investigar por conta própria o babado de Charlie – ele explorou o Jin e dessa vez o Mouse. Tudo para encontrar algo que desmoronasse o norte da investigação conduzida pelo patrão. E Voight combateu tendo reforço do Al. Fim!

 

O caso mimicou o do Justin e se sustentou até o fim graças às dúvidas que pairaram no ar sobre a chance de mais um caso ser enterrado. Não só isso, como o que diabos um cartão de Hank fazia passeando por aí. Admito que fiquei surpresa com a marra do Halstead, pois foi como se nada da temporada passada servira de lição. Depois de Pulpo, desdém devia ficar de fora da UI, né?

 

Um episódio que aparentou que exploraria ação, e talvez uma punhalada entre Voight e Halstead, culminou em um viés emocional. A trama foi morna, as cutucadas de Jay foram chatas e a coisa só foi realmente boa quando o cerco se fechou nos fatídicos 10 minutos finais. O mistério apresentado na promo não passou de 30 minutos de irritação que não foram de alegria. Juro! Quis pegar o detetive para lhe dar uns tapas na orelha. Foi meio intragável.

 

Voight cativa, é inegável. O mistério persistente que ainda o circunda faz de qualquer situação que o envolve uma loucura. Algo que acontece essencialmente por não sabermos de seu modus operandi para driblar a garotada. Quando ele contou a historinha da Michelle, achei que era a maior lorota, só para tentar acalmar aquele que poderia destruir um possível plano maquinado solitariamente. Os reveses que embalam o Sargento arrancam qualquer um da cadeira e dessa vez não foi diferente.

 

O que dizer de Henry Voight? Real name? Fake name? Fazia referência à Gang Unit.

 

Jason Beghe salvou com ótima atuação bons minutos de um episódio com proposta batida. Foi meio delicioso ver Jay quebrar a cara pela milésima vez e assistir a mais um momento em que Hank engana quanto ao seu caráter. Duramente, esperei que algum mistério escabroso do Sargento viesse à tona, que novos comportamentos e atitudes saltassem para condená-lo. Um agito não faz mal a ninguém. Por segundos, quis que Halstead tivesse um pouco de razão sobre Charlie, mas Voight provou de novo que não insiste sem ter absoluta certeza do que faz.

 

Entendo a necessidade do Halstead em querer as coisas certas. Acho justíssimo ter alguém na UI em alerta, pronto para debater sem temer a chefia. Isso é bom, mas não quando passa a ser inconveniente. E Jay foi inconveniente demais! Entendo também a necessidade de revidar Voight, pois antigos costumes podem retornar. Tentações. Quem garante que o Sargento não pode voltar ao ramo que quase o arruinou? CPD foi renovada, gente!

 

Se Charles fosse do mal, a trama concluiria facilmente com um caso enterrado, o que revelaria a faceta oportunista de Voight. Aquela safada que degustou matar o último membro da gangue que tentou riscar seu protegido do mapa. O retorno do lado negro do personagem seria um ponto positivo para aliviar a fraternidade que o sonda desde o caso Olive. As ações de Halstead foi um meio para endurecê-lo, como também para frisar que ambos ainda não se engolem como o fim da temporada passada bem tentou garantir. Ainda há roupa suja para lavar aqui.

 

Gosto muito do Halstead, mas ele me tirou do eixo. Em vez de ajudar, lá estava ele escorado na porta sem deixar nenhum raciocínio do Sargento passar. Frisando de novo a experiência com Pulpo, e até com Justin, essas ceninhas não deveriam se repetir. Jay pode aprofundar um caso, é o trabalho dele, com certa justiça. Ele é meio paranoico com as coisas certinhas, mas, a essa altura do campeonato, faltou compostura. Até porque o detetive atuou diretamente nas picuinhas do Voight e a defensiva só trouxe desconforto que quase rendeu em morte.

 

Voight admira e respeita Jay, mas não igual aos outros detetives (ele chamou Ruzek de Ruzie no último episódio, gente, não mereço!). Contudo, o ceticismo seguido de insolência ainda é muito marcante entre ambos.

 

Repetindo: sempre achei importantíssimo alguém da UI combater o Sargento, não dar amém a tudo que ele faz/diz. Esses pontapés influenciaram no desenvolvimento de storyline de Halstead na temporada passada. Ninguém ali combateria as antigas práticas de Hank a não ser um novato que foi batizado no caldo do Antonio – outro que confiava desconfiando.

 

Permanecer com esses cutucões é dispêndio de trama. Foram desnecessários. Quer duvidar? Que seja de uma forma crescidinha. Nos moldes do Dawson.

 

Dou elogios ao fato do Jay ainda ser o único a debater o que o Sargento traz à mesa. Não há coisa mais irritante que passividade. Porém, a intolerância, a malícia, o sarcasmo podem ser sua ruína. Se fosse no mundo real, esse cidadão já estaria de aviso prévio, fato.

 

O que mais me incomodou na posição do Halstead é que, considerando o comportamento dele no curto arco romântico Linstead, as cutucadas não ornaram com quem parecia ter segurança sobre quem é Hank. Ficou claro que considerar o anúncio do namorico com Erin não passou de meteoro da paixão. O personagem só provou que não está pronto para enfrentar a chefia, simples assim, em qualquer âmbito da vida. Ele não confia. Voight não confia. O ciclo vicioso de desconfiança. Nada vai a canto algum desse jeito.

 

Por causa do temperamento que possui, acho difícil Jay encontrar um terreno seguro com Voight. Este episódio deixou a impressão de que sempre haverá um campo minado entre o Sargento e esse detetive. E espero que haja por boas temporadas!

 

Essa tensão e atrito revelaram que um dos dois terá que abdicar de certas decisões que têm grandes chances de afetar as respectivas caracterizações por causa de Linstead. Se não bastasse o perigo cada vez mais crescente de Voight mudar demais pelo romance, Halstead acabou de pisar na mesma linha tênue. Não há razão para acentuar uma treta claramente falida em nome da Erin. Até porque a moça afirmou que o daddy é rei – e ai dela se um dia discordar, porque daí seria outra mudança intragável se não for conduzida pelos motivos certos.

 

Essa picuinha de um contestar o outro foi chata demais. Só valeu pelas expressões do Beghe. Halstead extrapolou na impertinência e espero que essa seja uma lição de casa feita, aprendida e absorvida com sucesso. Jay precisa curar essa arrogância que vem desde Chicago Fire. Um defeito (para mim é um blaster defeito, não suporto pessoas arrogantes) por ele saber que é ótimo no que faz.

 

Em contrapartida, há a qualidade: o detetive é nobre. Pode ser algo herdado da carreira militar e que pode até ser justificado em algum momento quando a incógnita do seu passado com Mouse for explorada. Jay tem nobreza e sabemos que pessoas assim sofrem duras quedas, não é?

 

Os outros plots

 

Fui uma das pessoas que torceu pela transição da Nadia. Fui. Não sei… Stella não me fez feliz no chamado que terminou em trapalhada. É cedo demais para julgar, vai que ela desabrocha, mas não estou tão empolgada quanto antes. Essa é uma storyline que precisa ser desenvolvida minuciosamente, quem sabe no nível Dawson se preparando para ser bombeira. É uma história pertinente para contar, a transição de um cidadão comum para um oficial de polícia. Falar é bonito, adorei o apoio da Erin, mas recuo minhas apostas. Espero estar errada!

 

#PlattAdotaDenise. Fiquei passada com o dengo dela com a kid. Não que isso fosse chocante, pois Mouch aflorou a faceta carismática e amorosa da Sargento, sem fazê-la perder o azedume. Chorei largada ao vê-la se desmanchando quando Denise partiu. Espero que retomem esse subplot antes do final da temporada. Seria lindo!

 

Estou com dó do Mouse! Achei uó Atwater, o avulso de CPD, chamar o novato de dummy. What? O cara não teve um caso para chamar de seu e tá se achando? Risos! Perdoo até o Ruzek que empurrou o migo do Jay para assumir o computador. Assim, um não tem história e o outro não saiu do playground. Tem algo errado! Atitudes inspiradas em recalque só porque a duplinha não assumiu o posto do Jin. Alguém salva esses dois?

 

E o que dizer do momento Will Halstead? O gostinho de Chicago Med? Quando o vi na companhia de Jay, fazendo a cirurgia caseira, dei um grito. Os 10 minutos mais preciosos e que valeram o episódio todo – junto com a atuação do Beghe. Não só por ter dois ruivos lado a lado sendo médicos, mas pelo enquadramento de cena, a tensão e o cuidado em dar foco apenas para as mãos de Will exercendo o que será a essência do spin-off que vem aí.

 

E, claro, fiquei muito feliz de saber mais do passado desses irmãos. A mãe faleceu, Jay saiu fora e evitou tudo e todos. Por quê, hein? Só desprezo pelo Will, que era um Doctor Rey em Nova York e que só sabia dançar nas festas by Perez Hilton? Aí tem!

 

Teoria: Burgess ou Roman subirão para UI e Nadia assumirá o posto de oficial, e um da UI morre. Soma executada com sucesso! Até porque os saltos no tempo de CPD são meio confusos. Quando vemos, já passou um mês enquanto pensamos que a turma está no dia seguinte.

 

Agora, venham cá: por que o bolsa Voight existe? Futuro mistério a ser explorado ou uma forma que o Sargento encontrou para sua redenção?

Stefs
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