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10/abr

Se eu estava insegura com a possibilidade de Al ser o sorteado para morrer no próximo crossover, este episódio me deu mais motivos para acreditar nessa tese. Não sei, a trama soou como uma despedida para mim. O foco dado a ele pesou mais nas curtas revelações sobre seu status na vida, como o retorno de Lexi depois do babado da temporada passada, em vez do caso em si. Lee foi um fantasma do passado, mas não causou tanto incômodo quanto a montanha-russa de emoções que rebateu nesse detetive.

 

Não considero o vilão da vez o ponto de importância do caso desta semana, mas sim como o personagem em destaque teve que lidar com falha vs. sucesso, de maneira que não se voltasse para si mesmo no final do dia. Atitude que afetaria a boa relação com a esposa.

 

Antes, um apelo: sério mesmo que deram ao Al amuletos da sorte? Não acredito nisso ainda. #bolada

 

O foco do caso semanal pode até ter sido um acerto de contas, mas captei um adeus discreto, que se intensificou com a presença de Lexi. Afinal, para que trazê-la de volta sendo que não houve nada que a envolvesse? Só para gerar uma nova desconfiança sobre o novo namorado? Really? Ela estava ali apenas para frisar o bom convívio familiar, um elo que penou muito para se restabelecer. Foi esse subplot que me deixou preocupada, porque sou contra a perda do Al. Bem-contra-mesmo!

 

Lee atormentara a vida de Al por anos, um erro do passado que terminou em acerto no presente. Novamente, a trama engatou um viés emocional, de quebrar o coração, não só pelas vítimas, mas pelas atitudes do detetive que não pestanejou diante das chances de despedaçar essa gangue. Claro que ele agiria na companhia de Voight, o fiel escudeiro e a única pessoa que sabe muito dele para fazê-lo segurar a onda. Amo a parceria dos dois, amo a maneira como Hank barra o migo e como o migo se volta para si ao endurecer diante de criminosos.

 

Um dos pontos da trama que meio que enfatizou essa impressão de despedida foi quando Ruzek debateu com Antonio o tempo de carreira de Al. Muito tempo que nem dá para contar nos dedos. O mínimo da vida passada do detetive foi dado, mas não o bastante para deixar a imaginação correr solta, buscando possibilidades. Enquanto Voight deixa um rastro de reticências em cada episódio que ganha destaque, o melhor amigo quicou em uma história redondinha. Sem brecha alguma.

 

Sabe quando um personagem conquista uma conclusão satisfatória e não há mais nada para desenvolver porque todas as pendências foram resolvidas? Então, fiquei com essa sensação. Foi como se Lee fosse a única reticência na carreira de Al. O quesito família estava ok, algo claro neste episódio – e, lembrando, foi algo que o personagem lutou desde o começo desta temporada. Em tese, tudo terminou bem.

 

Sem contar que Al está capengando na carreira, né? Muito tempo de trabalho que salva os novatos de uma possível morte daqui alguns dias. Como viver?

 

Você vê o quanto Al é um monstrinho enrustido depois daquele berro na garagem. Ele centraliza tudo, do mesmo jeito que o Voight. Ambos não têm medo. Ambos não hesitam. Muitas experiências, aventuras e pontapés que os tornaram unha e carne. O detetive estava fora de si e, se eu não soubesse que a morte se desenrolará no crossover, a trama me deixou facilmente convencida de que ele não passaria para o 2×20. Ainda acho que ele não chegará no 3×01. Espero que esteja errada.

 

O interessante é que, ao contrário de Halstead ou de Ruzek, por exemplo, Al demonstrou a todo o momento uma tremenda impaciência que tomou o lugar da típica impulsividade desses detetives que citei. Ele mostrou outros ânimos, mais blindados que aflorados. Mais contidos, mas que fumegavam no olhar. Uma alma corrompida, talvez, sem muita escolha, de uma pessoa que se tornou meticulosa, com passadas precisas ritmadas com uma dose sensata de urgência. Esse senhor queria justiça, cobrir um débito, mas, mesmo pressionado, a sensatez o manteve no lugar. Uma sensatez chamada Voight.

 

Al trouxe para a trama um “novo estilo” de lidar com um caso. Algo que poderia ser muito diferente por se tratar de uma pendência com uma pitada agridoce do fracasso. Por estar cheio de calos, o detetive desliga seu lado afetuoso com facilidade. Algo tão fácil, como um estalido, ao ponto de precisar de Voight para trazê-lo de volta. Confesso que queria vê-lo matar Lee, um clímax sempre interrompido, como aconteceu com Pulpo. Mas daí teríamos um ótimo personagem preso em um tratamento psicológico. Não duvidaria disso.

 

Falando nessa cena, achei genial a perda da timidez na hora de matar o bandido. Voight tem a vala dele em Chicago, bem como o rio da sua cidade selvagem, escolhas que poderiam ser dadas ao Al se quisesse realmente dar um jeito em Lee. Mas a situação toda se desenrolou na cara dos outros integrantes da UI e, o mágico, ninguém fez nada. Ruzek ficou congelado. Antonio também. Acho que se Hank não tivesse aparecido, teríamos miolos nas paredes. Foi como se todo mundo quisesse aquilo, mas a real é que esse momento foi para mostrar que o detetive domina o Voight’s Way tão bem quanto seu criador.

 

Daí, fica pergunta: quem é capaz de matar no final das contas? Hank ou Al? Vontade sempre tem, mas e o ato consumado? Ambos são cúmplices, mas quantas vezes puxaram realmente o gatilho? Sempre há hesitação e eu quero uma atitude concreta, por favor!

 

Ter Al em destaque também me fez notar o que já havia sido notado desde o começo desta temporada: ele é a faceta sombria da UI. A faceta taciturna. O personagem tem ótimas tiradas, mas a melancolia de anos de trabalho é uma erva daninha. Extremamente enraizada. A afetividade dele é resumida a família, ao contrário de Voight que despeja sua bolsa auxílio aos 4 cantos de Chicago. Esse detetive viu muita crueldade e fez muita crueldade, coisas que mudam uma pessoa. Por isso o acho mil vezes mais frio em comparação ao Sargento.

 

Al remói os fatos e Voight dá um jeito de pisar em cima. Isso os torna parceiros perfeitos. Quando um precisa ser trazido para a realidade, ambos conseguem fazer isso um com o outro sem esforço. Ambos mudam de uma hora para a outra, acho sensacional, e dá para temê-los ao mesmo tempo em que torcemos para que fiquem bem.

 

Elias é tão bom quanto Beghe, e adoraria que ele não desse adeus a CPD. Nada contra os outros personagens, mas ainda há muita imaturidade na Unidade de Inteligência. Como já disse aqui, essa turma precisa de uma perda de impacto para crescer, especialmente os impulsivos chamados Ruzek (especialmente o Ruzek, porque não o aguento) e Halstead.

 

Os minutos finais acarretaram uma nova transição na storyline desse personagem. Ficou a entender que ele não quer se esconder na caverna. Algo decisório, porque ele venceu o grande vilão, o seu outro fantasma, destruiu um amor criminal, e se reuniu com a esposa e a filha, dando espaço até para o genro. Coisas que, considerando sua fome por Lee, poderia ter surtido um efeito oposto para ter trama a ser desenvolvida na próxima temporada. Afinal, seria interessante acompanhar um dark Al.

 

Foi como o último ponto final da sua vida/carreira, lhe dando liberdade de viver o resto dos seus dias em paz. A falta de reticências no plot de Al me abalou, especialmente na fechada da câmera no rosto dele, aquele sorrisinho que chega até os olhos e cria ruguinhas fofas. Ugh! Que ódio!

 

Já digo: I can’t (coloque o gif da Elena Gilbert aqui).

 

Os outros plots

 

Então que Nadia continua com sua transição para a polícia e continuo a erguer a bandeirinha vermelha. Achei que ela assumiria o lugar de Sean no final do episódio por causa da suspensão. Com a atitude do Voight para cima do Deluca – que me fez rir porque não aguento aquelas pausas ameaçadoras do Sargento –, o salto da personagem demorará um tiquinho.

 

Platt me deixou de cara ao dar uma forcinha extra para a Nadia, pois ser policial, na raça, só há o colete à prova de balas de garantia e olhe lá. Sei lá… Tô achando esse encadeamento rápido demais. Vamos combinar: ninguém se forma tão rápido na Academia, né? Erin falou que toma 4 anos de vida.

 

Bem… Aquela coisa chamada passagem de tempo em Chicago e que me deixa maluca.

 

Queria dizer que Erin com Al foi muito fofinho, e isso também me ajudou a ficar malzinha só de pensar que esse senhor pode bater as botas. Como disse: I can’t.

 

Chicago P.D. retorna no dia 29 de abril. Dia de crossover!
Stefs
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