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15/abr

É fato que desde os primórdios de The Vampire Diaries, Klaus se mostrou aquele tipo de personagem que não basta ser problemático por si só, ele precisa levar todo mundo para a lama, sem dar tempo para alguém fugir pela tangente. Negar a luta contra Dahlia não foi uma opção para muitos, foi um efeito rebote. Algo que o híbrido acarreta sem muito esforço. Embora não tenha investido diretamente em certas coisas nesta temporada, o Mikaelson obteve várias ferramentas para ministrar um único tabuleiro, sem ao menos precisar das artimanhas típicas, como ameaça e morte.

 

Os únicos dilemas desse cidadão desde o início da S2 foi Esther e Mikael. Dois personagens que já não mais existem nessa história e que, infelizmente, não renderam tanto quanto gostaria.

 

A trama desta semana nos deu, finalmente, Dahlia. A bruxona mostrou que não está de brincadeira, mas tenho que dizer que achei a inserção dela na trama meio empurrada e acelerada. Não foi daquele tipo forçado, embora tenha achado algumas cenas ridículas, como Mikael enfrentá-la com a única arma que poderia derrotá-la. Foi rápido demais! De repente, todo mundo foi absorvido pela magia dela, sendo que nem degustamos de uma leve pressão psicológica – como Hope sentir a presença dessa senhora, por exemplo. A personagem agiu como se estivesse o tempo todo em New Orleans, uma informação “justificada” como uma estratégia da mana de Esther. Uma observação voltada aos Mikaelson para entender alianças e rotinas para, logo em seguida, atacar.

 

Uma espionagem apropriada para uma mulher que está viva há milhares de anos e que só está no Quarter pela Hope. Estudar o inimigo não passou de uma desculpinha para ela saltar na vizinhança e furtar a menina. Mesmo que isso seja uma explicação até que bem fundamentada, a aparição da personagem demorou muito, o que a fez ser arremessada. Já lamento por restar só alguns episódios para que Dahlia dê o seu melhor. Curtíssimo espaço de tempo. Afinal, só há ela de vilão para arrematar um possível cliffhanger para a próxima temporada. Em tese, não há mais história para ser desenvolvida nesta season – e nem é plausível inventar moda agora.

 

Em contrapartida, é inegável o quanto Dahlia sambou. Fez pouco, mas sambou. A aparição dela diante da Freya me deu arrepios. Não sei se foi pelo figurino, pelos olhos que pareciam sem íris ou pela boca enorme e maligna, ou o combo disso tudo que a deixou aterrorizante do meu ponto de vista. Só sei que essa cidadã me faria atravessar a rua, fato! Ela não desceu do salto em nenhum momento e mostrou poder, controle e compostura. De bruxa para bruxa, a titia Mikaelson é 5 estrelas em comparação a irmã (mal aproveitada, vale o lembrete).

 

O combate contra Klaus e Mikael só serviu para firmar o que Freya vem dizendo há tempos: essa bruxa vale por todas do Quarter. Com o corte de Josephine, me pergunto seriamente como a derrotarão, pois ainda acho meio sem noção só ter uma arminha para combater um monstro. Tinha que ter um elemento surpresa em forma de pessoa… Tipo a Hope.

 

O maior ponto positivo da chegada um tanto quanto tardia de Dahlia foi a inusitada união entre Mikael e Klaus. Rendeu uns belos risos e uma nova lavagem de roupa suja. O brilhante foi vê-los no mesmo patamar: querendo proteger as filhas. Porém, nem isso foi capaz de evitar um belo estrago que me deixou sem chão. Acreditei, por meros segundos, que os dois assentariam o hate recíproco. Não um perdão, mas algo como resolver o que tem que resolver, e depois cada um seguir sua vida. Inviável, mas não impossível. Um acerto de contas faria bem ao híbrido, pois, talvez, diminuiria essa paranoia insuportável que já deveria ter sido tratada. Não suporto!

 

Foi divertidíssimo vê-los nesse último passeio da jornada de Mikael. Ambos mais pareciam irmãos gêmeos em vez de pai e filho. O papa Mikaelson pagando de velho resmungão foi precious demais, com todo o azedume que rebateu em cheio no filho bastardo. Afirmativas que pontuaram o resultado final dessa tramoia: Klaus nunca age como o combinado. Está certo que o híbrido manteve o trato de ir atrás de Dahlia com o pai, mas o esquema de punhaladas não foi abortado. Não seria o personagem se não houvesse um revés em nome do próprio umbigo. A diferença é que nesse caso Hope está envolvida – e estou meio farta de ver a menina como desculpa para tudo.

 

Klaus estava maravilhoso neste episódio, com um humor na medida certa. Inclusive, com sacadas muito boas com relação a titia – como ação acarreta em reação e em como Dahlia veria isso depois de possuir Jackson. O cidadão estava cheio das graças, tenho que admitir que rachei o bico quando ele voou para cima da bruxona e beijou o chão. Só sei que gargalhei alto com várias cenas desse maluco na companhia do Mikael. Uma pena que tudo terminou em lágrimas.

 

Assim como achei justo Freya matar Esther, nunca imaginaria outra pessoa para eliminar Mikael a não ser Klaus. O mais bizarro é que o episódio criou todo um elo emocional entre os dois. Não de amor, mas de esperança. Como se finalmente essas duas criaturas fossem se resolver. Estava tudo muito lindo, tudo muito divertido, mas certas dores não são esquecidas, né? Fiquei superenvolvida com cada passo de ambos. Quase morri no duelo contra Dahlia, meu peito já inflava de amor ao sentir que o último cabeça-dura dos Mikaelson aprenderia algo com essa treta e se uniria a família por um bem comum. Caí nessa porque sou otária!

 

Quando vi toda a família Mikaelson reunida, vi o filme perfeito dessa turma em combate contra a bruxona. Foi de chorar ver o papa sendo aniquilado por aquele que sempre desprezou.

 

Enquanto dei amém pela perda de Esther, não posso dizer o mesmo de Mikael. O currículo dele na história, somado a TVD, é impecável. Uma pena que tenha entrado no círculo repetitivo – “preciso matar a aberração” –, um assunto que deveria ter sido deixado de lado como a paranoia insuportável de Klaus. O discurso entre pai e filho doeu mais ao da mãe e da filha – até porque ambas não tiveram nem tempo de se envolverem para trazer um desfecho emocional. Claro que o samba terminaria em trairagem, mas jamais imaginaria (vejam como acreditei em um final feliz) que o híbrido daria o bote final para ter as cinzas. Ironias!

 

Até porque, repito: achei idiota demais levarem a faca, cheguei a crer que era uma versão fake, e quis morrer quando Dahlia a destruiu. Tipo, que previsível (?).

 

Ver Klaus desesperado em saber o motivo de ainda ser odiado, em comparação a Freya que, mesmo sumida por séculos, ainda era dona do coração de Mikael, foi triste demais. Quando ele começou a chorar, acreditei que o amaciante seria diluído na lavagem de roupa suja e os Mikaelson estrelariam um novo comercial do OMO. Trouxa! O jogo do híbrido, concluindo o episódio com ironia, foi esplêndido. Contudo, fiquei sem chão ao ver Mikael pegando fogo. Acreditei que era pegadinha.

 

Mikael tentando tocar Klaus antes de morrer e Freya esperneando nos braços do Elijah… Que cena!

 

Não amar Klaus é agora uma incógnita nas reticências, mas ficou óbvio que Mikael o desprezava por força do hábito. Talvez, depois de tanto tempo fissurado em dar fim ao bastardo, esse senhor alimentou um ódio por osmose, já que a esposa o traiu e transformou os filhos em vampiros. Talvez, esse repúdio vem da situação e não do produto final. Aceitar o híbrido seria o mesmo que dar amém ao que Esther fez, e o papa sempre foi orgulhoso. Amar o rejeitado o tiraria da zona de repulsa pelo que aconteceu com sua família, desde a “morte” de Freya.

 

Não é o que dizem… Amamos o que desprezamos? Ou desprezamos por termos algo semelhante a razão desse sentimento – algo que combina com Klaus e Mikael? Acho que, no final das contas, foi mais sobre isso que o papa relutou, já que estava tão confortável na companhia daquele que jurou de morte por séculos e séculos.Fará falta, sem dúvidas! Agora, peço que parem de matar meus Mikaelson favoritos. Obrigada!

 

Os outros plots

 

Estou meio cansada desses plots obcecados da Davina. No começo da temporada, ela só queria saber de matar Klaus e agora só quer saber de trazer Kol de volta. Só perdoo porque a personagem é adolescente e ter obsessões nessa fase é “normal”. Ri demais quando o híbrido criticou a presença dela no cemitério. A bruxinha contribuiu para elevar o ótimo humor do seu ex-inimigo pessoal e deixou a parceria entre pai e filho Mikaelson muito cômica.

 

Foi genial ouvi-la pontuar algo que fez Klaus montar a tromba: ele agora faz parte do grupo que tem algo a perder. Achei demais essa cutucada na ferida, pois as atitudes dele, como aquele atrito com Hayley, têm sido um pouco intragáveis. Acredito no amor dele pela filha, mas só consigo ouvir desculpa atrás de desculpa usando a bebê.

 

Que ódio do Aiden! Esse cidadão conseguiria a tal liderança de graça e mesmo assim deu para trás. Lobos prezam a lealdade e não sei qual é a dificuldade de pedir ajuda para o universitário Jackson. Seria uma briga de híbridos, ué. Eles não foram bem treinados? Klaus sozinho não dá conta nem dele mesmo. Não tenho curtido essa passividade dos lobitos, sem um pingo de noção do quanto podem combater a vampirada. Tanto auê sobre o casamento para a alcateia terminar lavando a louça dos Mikaelson? Não mereço!Só perdoo um pouco esse wannabe little bitch Tyler por causa das cenas fofas com Josh e isso me machuca porque um ou ambos morrerá (ão). Não mereço também! Depois da ceninha final do casal, com gostinho de sacrifício, já sei bem o que Dahlia provocará.

 

E o que dizer sobre Freya? Chego aqui decepcionada, pois pensei que a personagem finalmente sairia das sombras. Quando ela dá o tônico aos irmãos, achei que ali começaria a papagaiada de virá-los contra Klaus. Mas vai saber, né? Só sei que a tremedeira dela para cima de Dahlia me fez revirar os olhos. A pessoa fica presa por séculos e não aprendeu a enfrentar a titia?

 

Juro que queria dar uns sacodes nela, pois pior que Freya chorando só Elena Gilbert. Respeito a fragilidade de estar diante daquilo que se aprendeu a temer. A menina Mikaelson tem traumas, mas, tendo em vista que ela é um upgrade do Klaus, está mais para Rebekah na fase que queria tomar a cura.

 

Sem Josephine, o que resta para os Mikaelson? Achei que ela avacalharia as alianças com Elijah, algo que deu a entender ao ouvir mais uma chantagem do vampiro em troca de proteção. Pensei que essa senhora saltaria para o lado de Dahlia, algo que seria bem interessante. O coven Treme chegou a ser apresentado, mas ainda não foi inserido na trama. Por enquanto, um subplot sem sucesso.

 

The Originals chegou naquela fase que é bem difícil decepcionar. Ao menos, a temporada passada conseguiu encadear o último plot ao mesmo tempo em que concluía os outros arcos, com muita ação e tensão. Este episódio deixou um gostinho de quero mais. O diferencial agora é que todos os irmãos estão reunidos, o que inclui Freya, e ninguém tem a menor ideia do que fazer. Elijah, Klaus e Rebekah perderam, algo que não estão acostumados. Eu não estou acostumada, mas, é como Dahlia disse, os heróis morrem.Não que a trindade morrerá (#oremos), mas há muitos personagens envolvidos em uma treta que não lhes pertence, como Jackson bem pontuou. A lama rebateu em todos.

 

A tensão fica pela bruxona ser líder desse jogo, o que torna os próximos passos imprevisíveis. Acho que Hope nem é a ponta do iceberg, hein? Mas seria excelente se a temporada finalizasse com a bebê sendo tirada de cena. Só assim para Dahlia ser desenvolvida como merece na S3.

 

PS: Kol voltará? Assim, amo o personagem, mas, considerando a história dele desenvolvida em TO e o tipo de envolvimento com Davina, retornar Buzolic não faz sentido – embora sejam as cinzas da versão original em algum lugar da estrada da vida.

 

PS²: Cami, você já pode vir buscar seu prêmio Matt Donovan, como avulsa da temporada.

Stefs
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