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22/abr

Que episódio insuportável e digo isso de maneira negativa. Não sei vocês, mas, se já não aguento 10 minutos de paranoia do Klaus, imaginem minha situação durante tortuosos 40. Este é mais um episódio que manteve a qualidade, mas embolou tudo e não levou a canto algum. O Mikaelson carregou a trama nas costas enquanto geral, do nada, teve uma crise de consciência sobre esse cidadão. Um encadeamento de fatos que transcorreu com absurda facilidade se considerarmos o suspense criado para determinados plots.

 

E, por favor, barraram a ação de Dahlia para prolongá-la por mais uma semana. Era mesmo necessário? Ao invés de ficar instigada, fiquei meio irritada.

 

A trama deu sequência de onde parou e todos permaneceram na corda bamba sobre fugir ou não. Como disse na semana passada, Klaus arrasta a galera para a lama, sem dificuldade, e as coisas ficaram mais movediças. A gangue do Quarter está definitivamente encurralada e mostrou neste episódio o quanto seus integrantes estavam dependentes de um cidadão que se individualizou por egoísmo. Corrigindo: inveja da Freya. Quando é que aliviarão essa nuance do personagem, hein? O híbrido não é mais bebê para ter esses complexos, né?

 

No começo da S2, Klaus entoou que proteger Hope seria uma briga de família, mas a meta se tornou mais um caso de cotovelo dolorido. Ele terminou empalado e foi fácil prever o mesmo círculo vicioso: assim que despertar, Klaus descontará a fúria em Rebekah e em Elijah, independente dos planos darem certo. Ou então, o híbrido será despertado para ser o herói da história, sendo que não merece o título nesta temporada. O personagem está chato, fala demais e age de menos. Briga porque tá dodói e centralizou tudo como se tivesse feito a baby sozinho.

 

Compreendo que Klaus não sabe lidar com amor e dar amor, o que deixa seus ânimos à flor da pele. Mas, dessa vez, o personagem passou dos limites para quem é o protagonista herói e não vilão.

 

Este episódio dependeu de um antipático Klaus e por isso foi insuportável. Considerando o cliffhanger da semana passada, era de se esperar mais movimentação de Dahlia, mas até ela continuou a partir do básico. Uma supervilã, que arrasou na semana passada, se dedicou a fazer trabalho de estagiário: deixar corpos para mandar uma mensagem. Isso é assinatura do Klaus – que nem tem feito uso dessa alternativa que o “torna melhor”.

 

Por mais que Dahlia tenha demonstrado certa politicagem, algo que me fez lembrar o Elijah, esperava mais ação. Vamos ser sinceros: este episódio foi pura encheção de linguiça. A justificativa é porque temos poucos episódios pela frente, sendo que a bruxona foi mencionada desde o começo da S2. Repito o que indaguei na semana passada: cadê a angústia? O terror psicológico? A cena-chave da personagem foi diante da Hayley. Deu para sentir um pouco de tensão, pois era de se esperar que essa senhora saltasse a linha que a separou de Hope.

 

Mas só isso!

 

Foi maravilhoso vê-la coordenando sua dança mortal, mas foi muito pouco para quem fincou como a promessa de um fim de arco – ou até mesmo a abertura dele – rumo a S3.

 

Para não acelerar, melhor segurar, mas o trabalho ficou muito de principiante. Só tolero um pouco essa violência maleável porque se trata de uma criança na linha de tiro. Não adianta partir para cima sem cautela. Só sei que para quem chegou com um samba, era de se esperar uma micareta.

 

Mas é fato que Dahlia continuou maravilhosa. Adoro a compostura e a elegância da personagem. Achei demais a cena dela diante de Hayley, mostrando o quanto é dissimulada e desequilibrada. Não só isso, como é firme no propósito. Nada a abala, pois em sua cabeça o resultado dessa ação é culpa da Esther. Essa senhora só está no Quarter para cobrar o que lhe foi prometido. Justo do seu ponto de vista, claro, pois foi a irmã quem começou esse ciclo para ter Elijah. A bruxa Queen só está brincando de ceifeiro – algo que calha muito bem, já que ela está trabalhando pelas beiradas a fim de capturar o que, em tese, é seu por direito. O seu bem precioso.

 

Não esperava que Dahlia fosse dar fim ao meu shipper do pop. Achei mesmo que Aiden seria morto por Klaus. Não precisou de muito para saber que ele iria dessa para melhor, pois aquela declaração ao Josh foi de matar. Lamentei demais pela perda apesar de ter sentido raivinha desse lobito. Lealdade para mim é um papo sério e esse cidadão foi burro em não ter contado logo para o Jackson as mutretas do bebezão do Quarter. O único ponto positivo dessa morte foi mostrar que a bruxona, além de dissimulada e de desequilibrada, é 100% sangue frio.

 

Ela simplesmente barrou Aiden no meio da rua durante o dia e o arrastou para um beco. Arrancou o coração dele ao ar livre, sem temer quem pudesse aparecer ou ver. Isso foi uma sutil demonstração da sua crueldade, algo incitado na delicadeza com que tirou a vida de Josephine.

 

Além da bipolaridade do Klaus, o que verdadeiramente me incomodou neste episódio foi ver que Aiden descarrilou o que tinha sido planejado por Freya. Traduzindo: Dahlia quem provocou o “todos contra Klaus”. Seria possível elas estarem mentalmente ligadas? Uma consome a energia da outra, ter acesso à mente deve ser batata. Ou, são amigas esse tempo todo.

 

Vejam bem: tudo o que aconteceu culminou muito facilmente no simancol da galera. Freya não fez nada. Daí, o que rolou: Rebekah, do nada, “percebeu” que tudo o que o irmão toca é destruído. Marcel foi outro que, incomodado pela falta do que fazer, foi lá encher o saco da Davina pela adaga. Para piorar, Elijah dá a lealdade ao irmão e a tira com a punhalada fatal.

 

Sinceramente, foi tudo conveniente demais. Simples. Fácil. Como se o assovio de Dahlia tivesse hipnotizado todo mundo. Algo que não duvidaria, pois essa senhora é geniosa.

 

Pior que esse viral de peso na consciência, foi Klaus assumir a culpa pela morte de Aiden. Pensando em mim: se eu tivesse na situação dos lobitos, já estaria planejando um motim para despachar esse Mikaelson do Quarter. Lições aprendidas em Teen Wolf: a alcateia é tudo. Torna o Alfa mais forte. Duvido muito que essa turma não daria uma bela surra no híbrido codinome recalque. Às vezes, essa de “Klaus é imbatível” me irrita. Você é velho, vampiro e lobisomem, e daí, meu filho? Se até a deusa Katherine morreu, você não está imune.

 

Bati palmas quando ele declara que é mais forte para cima do Elijah e, em seguida, recebe a adaga no peito. Perfeito e surpreendente, pois não daria 10 Dilmas apostando que esse Mikaelson furaria o olho do Klaus.

 

Voltando aos bolas peludas, a treta de Klaus contra Jackson e Hayley me deu um pouco de esperança de que o poder dos lobitos reacenderia. Eles são híbridos agora e ainda não agem como tal. O Mikaelson pode ter se dado os créditos da morte de Aiden, mas, considerando que ele não tem uma equipe, foi meio surreal parte da alcateia frear o ataque. A meta deveria ser enfrentá-lo, o único ponto relutante nessa tramoia de proteger Hope.

 

Os lobitos precisam ter uma real ação, até porque little wolf mostra a cada episódio que é mulher de fibra. Ela ainda não teve a chance de ser a Queen aclamada ao longo da preparação do casamento com Jackson. Precisa de investimento para já, pois, até então, Hayley é a única personagem feminina forte.

 

E, outra, por mais que Hayley e Jackson tenham se tornado um sonífero desde que se casaram, eles são os únicos realmente empenhados em salvaguardar Hope. Tenho certeza que Klaus desaprovaria o amuleto para impedir a little one de esbanjar magia (porque a magia atrai Dahlia e ele não deixou de entoar que queria matá-la sozinho). De novo, muita missa para pouca ação do híbrido. Muita dor de cotovelo para poucos planos.

 

Meu mais novo paciente: Klaus Mikaelson

 

Elena Gilbert me dará uma folga permanente, ao contrário de Klaus Mikaelson. Juro, contei os minutos para que esse moço calasse a boca. Não sei como a Cami aguenta! Os gritos dele conseguiram se assemelhar a cantoria chata da sua querida Caroline em TVD. Se merecem!

 

Este episódio me fez cair na real e questionar por quais motivos ainda insistem no tal desprezo pela Freya, sendo que Klaus sempre foi aquele tipo de personagem que usa todas as mãos, mesmo que corte algumas no final do dia. É um modus operandi previsível, mas mais previsível e chato é a dose de paranoia e de individualismo que o abate em momentos que ninguém precisa de surtos.

 

O mais medonho é que Klaus se explicou por meio de argumentos defensivos sem pé e nem cabeça. Pagando de burro, sendo que ele já foi de tudo menos burro.

 

Os motivos:

1. Hayley está cada vez mais fiel ao Jackson. Resposta: Querido, ela foi lá e casou com o cara porque quis e deixou isso muito claro ao ponto do Elijah entender.

 

2. Jackson é o rei dos lobos.

 

Resposta: Querido, ele é rei sim, acompanhou e protegeu a alcateia, com o crédito de ser Alfa Mor por ter se tornado um híbrido.

 

3. Mikael amou Freya.

 

Resposta: Logicamente, querido, pois ela lembra do lado bom da família antes de Esther despirocar.

 

Resultado da terapia: inveja extrema para um ser que fazia mais e resmungava menos.

 

Volto ao que comentei na 1ª temporada de The Originals: Klaus é um dos protagonistas e precisa de uma suavizada. Ok, é legal demais vê-lo tirar vidas e sendo meio (apenas meio) egoísta, pois são detalhes que compõem quem ele é. Contudo, está na hora dele realmente aprender com suas decisões e não mais ignorar os efeitos do que acarreta. Não acho que uma dose de consciência comprometeria sua caracterização.

 

Claro que esses comportamentos do Klaus vêm de uma forte negação e da necessidade de provar que seu raciocínio é correto. Ele tem um timing e, geralmente, a galera que se opõe cai do cavalo – o que provavelmente acontecerá. Mas esse cidadão jura que não admirava Mikael e pagou com poker face a morte que ainda mastigava. Esse moço amava o pai, como não se sabe, mas preferiu pagar de cego. O híbrido guardava a faquinha do daddy, o convidou para ser seu truta por um dia e fez das cinzas do falecido um quadro – e Elijah frisou que arte é tudo para o irmão, seu momento de abrir o coração.

 

Entendo a mágoa, a dificuldade de engolir a resposta da dúvida eterna que carregou – o pai amou a sujeitinha de sangue-ruim e não justificou precisamente o desprezo pelo bastardo –, mas as reações dele neste episódio não ornaram com o desejo de proteger Hope. Há muito desleixo envolvido e achei válido esse moço dormir um pouco.

 

A relutância em aceitar Freya, a essa altura do campeonato, não fez sentido. Esse papo de “eu ou ela/ele” afetou minha saúde. O motivo da tromba: Mikael amou Freya, independente dos séculos que se passaram. Tive que tirar um cochilo quando Klaus se chamou de “bastardo” na frente da Cami. 2015 e ele ainda se deprecia. Sei que estou sendo dura com o personagem, mas Mikael o aflige há eras. Se fosse algo que o desequilibrasse como um fato presente, quem sabe, entenderia, pois o personagem teria muito que lidar no agora depois de saber que foi odiado sem motivo, que matou o pai que secretamente admirava, ao mesmo tempo em que precisa salvar Hope.

 

Seria muita coisa, considerando o tempo atual, mas essa roupa suja é antiga. Está na hora do processo de cicatrização. Está na hora de Klaus se permitir.

 

Pior que isso é que a trama dependeu do suposto plano de Klaus. Um plano que só serviu para dar tempo para os demais personagens descobrirem que o híbrido não vale nada, que ele anda empacando a ação e que precisa ser contido. Ué?

 

Foi lamentável ver Freya, que já não tem mais brilho, sair vitoriosa por causa de um plano de Dahlia que, miraculosamente, deu certo. O que salvou no final é o de sempre: The Originals não se perde do ponto de vista familiar, mesmo quando as coisas se desenrolam sem propósito. A montagem, a edição, a boa atuação tapeia os pontos fracos da trama, algo que esta temporada têm aos montes. A série continua maravilhosa, porém, a simplicidade e a superficialidade de certas storylines pinicaram com mais força depois deste episódio.

 

E, sério, já me basta a simplicidade e a superficialidade de TVD.

 

Sim, fiquei feliz com o sono dado ao Klaus. Que cena linda e impactante. Uma trairagem em três níveis: Elijah, Rebekah e Freya. Tenso. Tudo bem que queria que essa ação pertencesse a moça Davina, pois ela queria dar cabo nesse cidadão desde o começo da temporada. E, unindo a dor da perda de Kol, a dor do Josh e a maneira como ela se ergueu ao ver o corpo de Aiden, achei que a pequena saltaria para cima do híbrido. Fui trouxa!

 

Concluindo

 

Ainda em Davina…. Por que você não deu um ave Fênix no Klaus? Só perdoo porque era essencial firmar uma trairagem entre os Mikaelson. Agora, só me resta esperar que a little D tenha trama decente e mostre seu talento e sua confiança no final desta temporada. Amei demais os sacodes no Marcel. A personagem já deu uma endurecida, mas cadê o plot?

 

O mesmo vale para Cami. I’m so done dela ser meio Matt e meio Bonnie – que só aparece para melhorar ou impulsionar o protagonista. Praticamente a conselheira do exército sabem?

 

E o que dizer da Hope barrada de fazer magia? Juro que, a princípio, achei a ideia maior lorota. É como criar um day/moonlight ring. Ah! Se isso vira moda, hein, The Vampire Diaries?

 

Gente, agora, qual é a da Freya? A bicha venceu sem sujar as mãos. E Klaus falou que sabia do plano dela. Alá a chance de acordá-lo nos 20 minutos da prorrogação.

 

Gostaria que Klaus dormisse até a S3. Amo você amigo, mas essa sua TPM não dá!

Stefs
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  • Deborah

    Oi Stefs! Como vai?

    hahaha acho que vou ter que começar a te dar um vale-barras-de-ouro, pq ultimamente tá complicado hahaha =P
    Daí qndo o Klaus finalmente tomar noção da vida eu te pago hahaha =P
    Sim, seus textos têm toda uma análise psicológica – e isto é algo que eu adoro d+! rsrs

    Pobre Aiden! Pensando agora no que vc disse realmente faz sentido: Aiden era mto puro! Apesar de tudo o que ele esteve envolvido nesta temporada, ele nunca presenciou um nível de maldade tão grande no Quarter. Coitado, foi uma vítima inocente =(

    Adoro a Cami, mas realmente ela está tipo o Matt em TVD: manda um monte de verdades, é super correta, tem carisma, mas acaba sendo uma personagem com ação mto limitada e consequentemente meio que perdida na série… E acho difícil ela enquanto humana mudar mto disso… Espero que deem um jeito de evoluir com a personagem na S3 (oremos!).

    Tmb acho que não deveria ter sido o Elijah a empalar o Klaus. Acredite se quiser, mas eu queria que fosse o Josh hahaha (imagina a surpresa da geral? hahaha). Nem ia precisar de mto esforço, pois a surpresa ia ser tão grande que até o Klaus se tocar já tava no caixão hahaha

    Bjs sua linda e na próxima review eu deposito a minha redação, pq eu não sou a Dahlia, mas tô me sentindo a rainha do Quarter! hahaha