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25/abr

Fazia tempo que não comparecia a uma sessão “trabalhamos apenas com verdades” em Mystic Falls. Afinal, esse povo é grande fã de desculpinhas esfarrapadas para justificar certas coisas que me fazem dar de cara no teclado. Gostei deste episódio pelos diálogos femininos e por ter trazido uma dose – há muito tempo ausente – de #GirlPower. Como digo sempre, poderia ser pior.

 

A trama não teve nada, só estava aí para dissolver o subplot da Caroline, o último até então. Isso deu espaço para Lily, que fincou um pouco mais sua posição de esperança desta temporada. Com Enzo, pode ser que essa tramoia bizarra de 6 Kai vá a algum canto e nos deixe em pausa dramática. Mas é muito otimismo para uma série que, depois deste episódio (e de tantos outros), provou pela milésima vez que não há recuperação.Os milagres já podem entrar em cena!

 

Plec, Dries e Cia. relutam para admitirem os erros de storytelling, mas daí aprovam uma trama dessas confirmando que The Vampire Diaries não consegue mais se apoiar em uma mitologia para ter um ótimo desempenho. Seu sustento vem dos casais, não há mais dúvidas (embora nunca houvesse, desde a S4).

 

Steroline e Delena voltaram aos holofotes depois do quase perfeito cliffhanger da semana passada. Um anticlímax. Aguardei, ansiosamente, um revés nos primeiros minutos deste episódio, mas ganhei a cura na cabeça. Por mais que essa história de Witchpire não tenha me convencido 100%, dei meu like e estava curiosa para saber quem seriam esses cidadãos que valem por 6 Kai. Nada como calar, subitamente, um ponto de interesse unânime, que engataria possíveis cenas interessantes, para investir numa reprise da 4ª temporada.

 

Um segurar de plot que, a essa altura, teria mais investimento. Porém, temos a despedida da Elena que, pelo visto, será um inconveniente (necessário) que tardará o desenvolvimento do miolo da história. Há poucos episódios do fim de mais um ano, o foco está onde não interessa. Entendo a tentativa de criar e de tornar convincente o último arco da Santa Gilbert, mas começa a ficar difícil sentir algo positivo por esse Let It Go diante de uma reciclagem de trama. Começo a temer pela partida dela.

 

Depois de tantos episódios, Damon, Elena e Stefan voltaram a pensar juntos. O que dizer? Já foi o tempo que o trio tinha magia. Com o passar dos últimos 3 anos, conseguiram destruir esse combo que um dia foi delicioso de acompanhar. Não que ainda não seja, os 3 são colírios, mas a sagacidade que fazia um completar o pensamento do outro foi substituído por piadismo. Depois de tanto tempo, foi estranho vê-los empacados, decidindo os próximos passos sobre uma situação. Afinal, eles não fazem parte da mesma história.

 

Stefan se tornou um avulso para preencher a storyline de Caroline, como Matt foi um dia. Ele está alheio a tudo, ao ponto de não ter sido incluso na despedida de Jeremy e no retorno de Bonnie. Sendo que foi a pessoa mais importante na vida desses dois. Daí, minha mente volta ao Piloto de TVD: “essa é minha história”. Querido, não é mais. Na outra via, Damon está no centro das atenções desde que engatou o namoro com Elena, pagando de herói. Acho que nem preciso falar da Santa Gilbert, que se tornou uma pessoa sem vida e influenciável. Triste!

 

Agora, vamos falar de coisa boa!

 

O dia que o #GirlPower acordou (*dancinha da vitória*)

 

Nome: Caroline Forbes. Função: Bad Blood na Elena.

 

Gostei tanto, mas tanto, de ver Caroline agir como uma serpente. Cheia de gingado e de veneno. A todo momento à espreita, pronta para dar o bote. Deveriam ter investido nessa faceta, pois ficou sob medida. A personagem deixou de ser irritante para realmente assumir o posto de vampira desligada. Sem lágrimas, sem mimi. Apenas com a determinação de se manter nas férias sem sentir nada.

 

Quando digo que gostei muito é porque Caroline saiu da sombra de Stefan e se individualizou. Ela conseguiu se desprender e ter um pouco de brilho fora do rótulo Steroline. Repito minha decepção quanto a esse viés, pois todos sabem o quanto queria vê-la lidar com a perda da mãe de cara limpa e de peito aberto. Contudo, a versão sem humanidade que pipocou neste episódio merecia um investimento de longo prazo. Desmancharam a faceta mimadinha e trouxeram uma desconcertante e envolvente, ao ponto de fazer você querer mais.

 

Dessa vez, Caroline não me deixou irritada. Voltei a amá-la por simplesmente ter assumido a situação com muito charme. E, claro, por ter disparado muito veneno. Aplaudi todas as verdades lançadas contra Elena. Como disse no 6×16, queria que a personagem se vingasse de tudo que a Santa Gilbert lhe provocou na 4ª temporada, assumindo o posto dos livros de hater nº 1 da não tão mais BFF. Não foi dessa vez, mas o lado malicioso, que me faz amá-la no papel, aflorou na série, em um momento tão pertinente que foi impossível não vomitar arco-íris.

 

O momento trabalhamos com verdade by Caroline Forbes foi genial. Tão genial que Elena saiu correndo like Maisa (ao ver o menino zumbi no programa do Silvio Santos). Concordei em gênero, número e grau com o que foi dito: Santa Gilbert se tornou uma garota miserável (de triste), que se sustenta no que sente pelo Damon (o que para mim é ainda mais triste, independente de ser Damon Salvatore). Essa bitolagem não tem nada de graciosa.

 

Caroline ainda me fez surtar ao afirmar que Elena não tem moral para amenizar/contribuir com absolutamente nada e nem ninguém. E concordo! A protagonista foi deliciosamente julgada por valores que se perderam (e que não deveriam) nos últimos 3 anos. Ok que essa repetição de “Elena apagou as memórias do Damon” já deu, mas essas críticas esvaídas da boca de Caroline foram música aos meus ouvidos. Santa Gilbert perdeu nuances que a faziam uma heroína, não conseguiu recuperá-las e nem contou com uma melhora na caracterização.

 

Para fechar, a humanidade saltou no colo da Caroline e fiquei satisfeita como isso aconteceu. O episódio investiu pesado no desespero dela em ter algo com Stefan e isso me fez crer, até o final do episódio, que a resolução desse problema estava diante dos olhos dela. Fiquei agoniada, já me preparando para resmungar, pois temi uma atitude sem noção do Salvatore, como meter um I Love You para ela sorrir e sair pulando feito um pônei. Afinal, o amor não correspondido foi a “gota d’água” para essa moça se desligar e pensei que isso a colocaria online.

 

Obrigada, Deus, por isso não ter acontecido!

 

No fim desse ciclo, Miss Forbes mostrou que sua dor real não tinha nada a ver com uma desilusão amorosa. De fato, era a morte da mãe. Ela estava determinada em não sentir para evitar o luto, como bem disse antes de Elena cutucar a pauta Stefan. Respirei aliviada, pois imaginei que essa relutância de ficar online tinha a ver com o crush – ligar a humanidade seria a afirmação de que viveu uma mentira. Achei que Caroline estava se poupando disso, o que me faria odiá-la eternamente.

 

Foi um saudosismo tremendo rever Liz, mesmo que ela não tenha desaparecido há tanto tempo de TVD. Ver o desespero de Caroline em reviver a lembrança e em ler a carta (que ganhou uma explicação típica vinda do ar, mas só perdoo porque ficou lindo) partiu meu coração. Por mais que essa moça tenha me tirado do sério nesses últimos episódios, dou metade do meu perdão por ela ter ligado a humanidade pelo motivo certo. Seria um abuso voltar essa decisão para Stefan. Seria infiel à storyline da Miss Forbes, que brigou para reconquistar a atenção e o respeito da mãe desde a S1. Fato é que Caroline só é Caroline por causa da Liz.

 

Graças a essa conclusão, tivemos o real distanciamento de Caroline quanto a Elena desligada. Houve mais verdade na situação da Miss Forbes. Tanto em debochar da situação que se encontrava, tanto para reconhecer o que fez. Mesmo sendo contra ao “desligamento” dela, a personagem retornou a ser quem era dentro do esperado. Por um motivo justo e sensato que exigirá um FaceTime consigo mesma para lidar com as consequências.

 

Foi de bom tom Stefan ter interferido minimamente nisso, pois foi uma decisão individual de Caroline em se desligar e foi excelente vê-la decidir ligar as emoções por conta própria. Não porque a situação saiu do controle, como foi o caso da Santa Gilbert que deveria ter contado com um liga/desliga mais fundamentado. Elena viu tanta morte e agiu como um bebê. Miss Forbes foi perspicaz, mas não retiro nenhuma crítica que fiz a ela no decorrer dessa zona sem emoção.

 

Certos comportamentos de Caroline sem humanidade ficaram muito a desejar, mas essa conclusão fez, de certa forma, jus a ela. Foi humano, como a personagem sempre foi. Espero mesmo que a deixem sozinha nesse ínterim. Não quero Stefan envolvido nessa bagunça, e nem é por motivo Steroline. É porque está mais do que na hora desses dois se desprenderem e terem plots individuais. Especialmente esse Salvatore que não agiu em nada desde que Damon retornou para Mystic Falls.

 

E, claro, mulheres podem se recuperar sozinhas. Se não deram a Caroline o direito de ser correspondida com as emoções ligadas, ao menos, deem a ela uma pausa sem se apoiar no crush.

 

Nome: Bonnie Bennett. Função: ser uma fucking SHEro.

 

Voto para que Bonnie assuma o protagonismo de TVD. Essa sim tem mostrado que manda no samba e que realmente aprendeu com suas experiências, sejam boas ou ruins, no Prison World. Em uma única cena, Miss Bennett provou o quanto amadureceu e o quanto está mais forte. Nos olhos, havia um intenso desequilíbrio propiciado pela temporada como vítima de Kai e destruir o ascendente foi uma lição de casa sobre lidar com empecilhos e dar um jeito de superá-los.

 

Não só isso, como se colocar em primeiro lugar, doa a quem doer. É-assim-que-se-faz!

 

Elena sempre saltou os momentos de dificuldade, parou de enfrentar perdas e, atualmente, afugenta a verdade sobre si mesma e seus desejos, sendo que tinha como um dos objetivos mostrar o que é ser mulher no meio sobrenatural. Uma responsabilidade que calhou e cativou ao ser centralizada na Bonnie. Quando me refiro ao ser mulher, não digo apenas uma mulher romântica, que tem um parceiro. Mas uma mulher que tem peito para dizer: I’m done with this shit! Porque não é errado ser vulnerável e nem dar um passo em defesa de si mesma. Isso é o que torna muitas de nós mais fortes, irredutíveis e flawless.

 

Bonnie está no posto de heroísmo digno de orgulho: ela lida, enfrenta, reconhece a fraqueza e a transforma em força. Nuances de uma personagem que tem o benefício do poder, mas ainda preserva as inseguranças mundanas. Finalmente, uma mulher nessa série resolveu agir dentro dos próprios termos e que se dane todo mundo. Algo muito Matt que simplesmente mandou Elena e os vampiros passearem. Aplausos!

 

A bruxinha me encheu de orgulho ao pontuar para Damon a diferença entre se importar e ser feita de trouxa. O show dela para cima dele foi espetacular. Não por ter dito belas verdades ao Salvatore, mas por ter se posicionado por si mesma. É esse tipo de protagonismo feminino que defendo e que falta em TVD. Quando achei que Bonnie seria esquecida para aparecer nos minutos da prorrogação para salvar o dia – como sempre –, ela mostrou o contrário ao cuspir na cara do BFF. Amo Bamon, mas ele pediu uma dessa e foi uma delícia.

 

Depois de tantos anos resmungando, vi uma das poucas mulheres de TVD falar por si mesma, individualmente, como ser humano, sem precisar de estepe. Em contrapartida, é fato que os personagens nesta temporada andam sofrendo de um efeito tardio com relação a antigos acontecimentos no storytelling da série. Uma influência da saída da Nina. Mas foi tão awesome, que acho que vocês estão sentindo o quanto ainda estou surtando.

 

Que mudança desde a S1, e olhem que não era tão fã dela por sempre se deixar levar pelas burradas alheias. Juro que tremi quando ela hesitou ao ouvir que Lily estava com a cura e berrei com o cold shoulder para cima do Damon. Bonnie Bennett my fucking SHEro!

 

Nome: Lily Salvatore. Função: não tem paciência para quem tá começando.

 

Lily mal chegou e é rainha do clube #GirlPower. Gente, quando olhei para a lareira, senti que a cura não estava no baú. A narrativa da personagem ficou sensacional, a postura cordial para cutucar o ponto fraco de Damon me fez surtar. Degustei como um bom vinho o que ela fez: deu as drogas para Elena. A mama não só brincou com a possibilidade de destruir esse troço, mas jogou a real na cara do filho, e abriu brecha para um possível vexame.

 

E que transformação! Da mulher afetuosa, que nem sabia mandar SMS, ela foi para a mulher ripper. Em um estalido! A mudança na voz e na postura, muito bem articulada quando se dá conta do sumiço do ascendente, foi de arrepiar. Esperei que ela matasse Enzo, mas o cidadão saiu como beneficiário nessa storyline – o que acho justo a essa altura do campeonato, pois esse personagem já girou demais atrás do próprio rabo.

 

Lily e Enzo se complementam: são carentes e precisam de outras pessoas para controlarem seus instintos. Ela tem a família no Prison World. Enzo tinha Damon, o cara que o segurou na Augustine. Ambos são solitários, um gatilho para as mais variadas atrocidades. Justamente porque eles precisam suprir o vazio. Foi bem legal tornar essa insegurança mútua uma questão de lealdade, já que a Mama se corrompeu depois de ter sido abandonada.

 

O que mais gostei é que a história de Lily é dada aos pedaços, o que torna tudo imprevisível. Ainda não se sabe o que ela quer além dos 6 Kai e estou gostando disso. Ainda mais agora que a personagem se mostrou fria, calculista e sanguinária quando é contrariada. Acabou a temporada de biscoitinhos e chá com Mama Salvatore.

 

Nome: Elena Gilbert. Função: não ser especial.

 

Depois de toda essa ducha de #GirlPower, resta Elena Gilbert, a que se anula por um cara. Não importa se é Damon, Matt, Stefan, o vizinho, o padeiro… Cadê o cérebro dessa cidadã?

 

Repito: não sou contra romance desde que ele não anule a mulher e que a mulher mantenha sua personalidade e suas opiniões. Elena Gilbert não é mais essa mulher e quis arrancar meus olhos com as atitudes dela neste episódio – como de costume. Sim, tem sido fofo demais vê-la com nostalgia da própria humanidade, mas ouvi-la repetir que viveria como vampira, anulando suas expectativas, porque Damon basta foi triste demais.

 

Amor é sacrifício, não anulação, a diferença crucial dessas “decisões” de ter um Happy Ending com o boy magia.

 

E tivemos a reprise da S4: Elena berra que quer uma vida eterna com Damon e Damon berra que não é bom o bastante, que é egoísta e blá-blá-blá. Chega dessa canção! O que me encuca, e que tenho evitado comentar para ver até onde essa história iria, é que Santa Gilbert só tem péssimas memórias do boy e, mesmo assim, quer uma casa com cerquinha branca, er, com ele. De onde veio esses saltinhos de ter uma vida justamente quando sua mente dita que o crush é um meliante digno de ser exibido no Cidade Alerta? Não entendi.

 

Não estou sendo chata. O episódio me deu isso para pensar por ter clarificado que Damon é egoísta de forma negativa (finjam que descobri isso agora). Bonnie deu a chance de provação e ele foi lá e deu as costas. Juro, fiquei chocada, pois esperava dignidade (me chamem de trouxa). Afinal, o Salvatore voltou a ter a chave da felicidade da amada, poderia ter acarretado uma mudança, mas não o fez. Esperei sim uma atitude positiva e tudo acabou na reprise da S4. O meliante agiu sob pressão para não perder a crush, fechando ainda mais o cerco para garantir que Elena não vá a canto algum sem ele, e a crush disse amém a tudo. Re-ci-cla-gem!

 

Agora, a cura pode ser dividida como bolinho Ana Maria.

 

Daí, pergunto:

 

Qual será o novo efeito da cura? Porque, quando Katherine se envolveu nessa bagunça, a substância se entremeou na storyline dos doppelgangers. A Deusa não contornou o envelhecimento por causa do Silas e seu corpo teve que compensar os anos que viveu. Damon não possui cópias o que, em tese, faz esse troço inofensivo no organismo dele. Em tese! Inclusive, o Salvatore não tem 17 anos, e isso cabe também ao Stefan se algo der errado e ele acabar engolindo as drogas. Estranho, porque Elena é jovem e envelhecerá naturalmente.

 

Agora entendo com mais clareza o que Ian sempre insistiu em afirmar: os brothers são muito old para a Santa Gilbert. Claro, pensando na cura, pois ambos como vampiros não afeta em muita coisa.

 

E digo mais: não queria entrar nessa curva, mas sinto um comeback do sire bond. Não briguem comigo, mas só acho impossível Elena não se lembrar das atrocidades do Damon e acho muito hipócrita o slogan “me aceito como sou e você também”. Está claro que a dondoca não está confortável com nada devido ao recalque da situação da Jo e do Ric. Se ainda houver elo, a cura dissolve. Sinceramente, não descartaria essa hipótese, porque daí voltaríamos ao season finale da 3ª temporada.

 

Sim, tenho esperanças da cena da maca e Santa Gilbert acordando como humana, me deixem!

 

Outros plots

 

E vai ter 6 Kai ou não? Este episódio foi meio conclusivo nesse quesito. Afinal, Bonnie tem o ascendente e a cura foi parar nas mãos de Elena. Em tese, mataram um plot sem ao menos ter nascido. Inclusive, ficou claro que a resolução da Santa Gilbert será mais amorosa que humana, então, é o que teremos que engolir daqui para frente.

 

Ric e Jo: chatos pacas, mas ela estava tão fofa falando do bolo de casamento que…!

 

Será que o salto no tempo da Elena será de 5 anos? Tô achando, hein?

 

Voltando a ser uma senhora resmungona

 

Pode ser que meu raciocínio seja precipitado, mas o coven Gemini, precisamente o passado dele, não foi aprofundado para tornar qualquer investida futura aceitável. A única que tem dado sorte desde que chegou foi Lily, cujo passado tem sido esclarecido aos poucos, justamente para instigar. O que incomoda agora é que essa nova gangue de bruxos foi a melhor coisa que aconteceu nesta temporada e começo a aceitar que toda essa “pressão” foi pipoca na panela. Só acho que não será pior que os Viajantes.

 

Faltam 3 episódios e andam a passos de tartaruga para mostrar o que interessa: o poder de 6 Kai.

 

Talvez, os passos de tartaruga se justifiquem por causa da S7, uma temporada que não vejo conteúdo. Não adianta esticar o plot da Lily, porém, a permanência dela será válida para centralizar os Salvatore, a dupla que terá que mostrar que consegue caminhar sem Elena Gilbert. Acho difícil, pois, desde a S4, a artéria de TVD tem sido shipper e não mitologia. Este episódio me deu apenas uma nova certeza de que insistir na série, considerando o nível que chegou, é burrada. Ainda se mantém a lógica de interesse reverso: romance acima de trama.

 

Tendo isso em mente, esta temporada deveria ter contado com um planejamento diferente: plot central (mitologia), Defan e subplot referente ao adeus da Santa Gilbert que se amarrasse ao plot central para concluir a saga dela em TVD. Fácil, não é?

 

O que me mata é que não se preocuparam nem um pouco de mudar os nortes da S6 a fim de diminuir, bem discretamente, a influência da não mais protagonista (que já está diminuto, mas há o elo com Damon). Como disse na semana passada, Elena alimenta uma parte do triângulo. Perderam uma grande chance de quebrarem essa impressão a partir do momento em que Nina anunciou sua saída – que não foi anunciada em cima da hora porque essa novela de contrato rola desde o começo da S6. Agora, o término dessa trajetória dependerá de um endgame, que será definitivo. Dependendo de como terminará, ou os fãs que restam ficam ou cantam Let It Go.

 

E a audiência, né? Nem Adele consegue cantar mais Rolling in The Deep. Já está tão lá embaixo que…

Stefs
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