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16/abr

Este post deveria ter sido publicado no começo deste ano. Enrolei, enrolei e enrolei, e isso tem a ver com o fato de que retornar pelo caminho que me levou até o We Project está em processo de adiamento constante.

 

Isso quer dizer que não sentei para revisá-lo/reescrevê-lo ainda.

 

Prometi posts frequentes sobre esse meu filho rebelde, e cá estou para dar-lhes um boletim, considerando o “acabou” e agora o comeback.

 

Só para relembrar, terminei a 3ª parte do WP em dezembro do ano passado. Mais precisamente no dia 30. Sim, passei o final de ano empenhada em terminá-lo e não houve peru de Natal o bastante para me impedir. Quando fico bitolada em algo, ninguém me segura.

 

Dei essa data como o fim, porque realmente foi um fim. Concluí a história. O mais mágico é que a 3ª parte foi escrita apenas uma vez, ao contrário das outras que possui de 5 a 4 rascunhos (também sou bipolar com a história, analisem).

 

Agora, acho que posso dizer que o real job está prestes a começar: reler, editar, cortar e finalizar. Partes que dão mais trabalho e as que mais enlouquecem a turma que escreve.

 

O importante: em 2014, larguei meu trabalho para escrever o We Project. Foi tudo muito bem planejado e cumpri a meta de encerrar as 3 partes. Toda a história moldada em minha mente, em post-its, em agendas e em muitas folhas de sulfite agora possui começo, meio e fim.

 

Isso quer dizer que terminei o que chamaria facilmente de escopo do que virá a ser uma releitura completa + a 1ª edição oficial. Por ter a história escrita basicamente do jeito que quero, o que me resta agora é alinhar um novo calendário para decidir o que fica, o que sai, quem morre… Enfim, mudanças, até mesmo no nome dos personagens (muitos batizei com o primeiro que apareceu na minha cabeça).

 

A luta ainda não terminou minha gente.

 

O que aprendi em quase 365 dias de retiro com o WP em 2014?

 

Percebi que tinha que escrever o WP quando praticamente fiz um escândalo para ter míseros 7 dias de férias. Precisava saber se era isso mesmo que queria, se não era apenas fuleragem, coisa de momento, loucura insana. Sabe, pipoca na panela?

 

Mas me matei para terminar os capítulos que faltavam da 2ª parte. E consegui! Duramente.

 

Ultimamente, tenho evitado pensar no que aconteceu em 2014… Minha relação com o WP e o que fiz para manter a magia viva. Muitas coisas mudaram. 2015 está do jeito que imaginei: difícil demais. Parece até que estou sofrendo uma fase de punição. Aquela coisa de que ser feliz não é permitido e Thor manda o seu trovão para caprichar no drama.

 

Porém, quando paro para pensar, de verdade verdadeira, ou quando tento reescrever as primeiras linhas do primeiro capítulo da primeira parte e congelo, volto a ter aquela sensação de que fiz a coisa certa. De que o efeito em cadeia do qual vivo agora foi acarretado por minha causa. E acredito que essa é a melhor parte: tudo que provoquei do começo do ano passado pra cá foi com meu amém. Não tenho do que resmungar. Só tenho muito a agradecer e esperar.

 

Não me arrependo de ter saído de um lugar que me fazia infeliz e que me fazia se sentir inútil. Toda a energia não usada no meu antigo job foi direcionada para algo que realmente quero para mim. Nos dias bons e ruins, fiz o que acredito que faço de melhor: escrever histórias.

 

Fora do antro decisão, aprendi com quase 365 dias no retiro WP a escrever no meu timing. Se era uma coisa que fiz assim que a ideia brotou na minha cabeça foi escrever todos os dias, todas as horas, todos os minutos. Não respeitava minha necessidade de descanso, nem minha tendinite e nem menos outras coisas que também mereciam minha atenção.

 

Em 2012, escrevi demais. Muito. Fechei as primeiras partes em 4 meses. Até que chegou o momento em que percebi que todos aqueles capítulos não eram bem aonde queria chegar. Não fiquei frustrada, embora tenha tido alguns surtos nada bonitos, até porque o miolo da história se manteve. Contudo, comecei a ir por caminhos que não me satisfizeram. Isso aconteceu quando cheguei pela primeira vez perto da 3ª parte, que foi onde empaquei.

 

Em 2013, comecei a trabalhar na primeira parte de novo. Simplesmente porque não poderia investir na última parte pensando que havia coisas a melhorar nas sequências anteriores.

 

A 1ª parte foi a que mais reescrevi, se querem saber. Justamente porque tenho essa de “se não estiver legal ou ao menos próximo do que quero, ainda não está bom o bastante para eu virar a página”. Muitos dizem que é preciso desligar o editor pessoal, mas não consigo. Tenho algo dentro de mim desde a época das fanfics: não consigo ir adiante se não acho que está bom. Isso não significa ortografia impecável e ausência de erro de digitação, mas de saber que o que pensei está no papel, nem que seja uma fração resumida.

 

O mesmo vale para quando o Word dá pau. Quando perdi vários capítulos, penso que foi um sinal de que estava ruim. Algo que aprendi com o Photoshop. Sempre acabo escrevendo algo melhor – mas nada me impede de entoar palavrões antes de voltar ao trabalho, claro.

 

A questão é que se a finalização de um capítulo ou de alguma passagem/diálogo não me deixa confortável, isso é motivo mais do que suficiente para eu não seguir em frente.

 

A 1ª parte do meu martírio só foi terminado no final de 2013. Um repeteco que aconteceu em 2014. Voltei, do início. Tive a crise de deletar tudo. Enfim, vivi uma novela.

 

Quando chegou 2014, tinha em mente encerrar a 2ª parte – outra que me deixou bem empacada e irritadíssima porque nada funcionava. Especialmente por ser o meio da história, o que me impediu de contar demais. Tinha entrado naquela fase de capítulos misteriosos, cheios de pancadarias e de reviravoltas. Demorei três meses para engatá-lo e 3 meses para finalizá-lo.

 

Sigo a regra de Stephen King: não me manter empacada no mesmo projeto por mais de 3 meses. A 2ª parte foi finalizada na semana do meu aniversário. Feito isso, me dediquei a outras coisas para não criar um ódio mortal da história e dos meus personagens. Dei um break!

 

Nessa pausa, cheguei a pensar que não teria condições de pensar na 3ª parte e finalizá-la, porque nunca cheguei de fato a escrevê-la. O WP 1 tem 5 reescritas. O WP 2 tem 4. O WP 3 virou o maior desafio de todos por ser a conclusão. Porém, não foi tão trash quanto a 2ª parte, em que deixei apenas pontas soltas. A 3ª exigia a amarração de todas. Só sei que se eu abortasse essa missão ou demorasse mais um pouco para escrever, as ideias não estariam frescas, o que me obrigaria a ler tudo de novo, algo que não estava a fim.

 

Passei duas semanas – acho – moldando o outline da 3ª parte. Esse é o que tem mais rabiscos, porque a regra foi concluir tudo, não deixar nada. Por ter feito apenas 4 capítulos na época em que engatei o WP pela primeira vez, escrever essa parte foi mais fácil que imaginei.

 

Primeiro: meu modo de escrita tinha se alterado completamente.

 

Segundo: fiz roteiro de tudo, até de personagem que não existe.

 

Terceiro: preservei meu timing.

 

Esses ingredientes fizeram a escrita fluir para meu próprio espanto. Não apaguei nada, não fiquei frustrada e nem muito menos pedi ajuda dos universitários. Para vocês terem ideia, a 3ª parte me deu muito conteúdo, coisas que precisam ser inclusas nas outras partes. Mostrou-me quais personagens realmente precisam ficar e quem precisarei cortar/investir mais. Mostrou-me qual é a verdadeira causa vs. conflito, algo que até tinha claro, mas não era tão funcional no papel como imaginei.

 

O WP 3 foi tão tranquilo de escrever e de finalizar, que cheguei na semana do Natal já definindo os capítulos finais. Comentei que essa foi a parte que representou meu NaNoWriMo. Dei-me um mês para terminar o que precisava – já que escrevi essa parte em pedaços. Alguns capítulos já tinham sido escritos quando dezembro chegou e dei continuidade de onde parei.

 

Foram 30 dias muito produtivos, sendo que poderia ter empacado milhões de vezes. Fiquei até com medo de não conseguir terminá-lo a tempo, pois, ao contrário dos irmãos, ele ficou maior. O que ajudou foi delimitar a quantidade de capítulos – o mesmo das outras partes, acho que só tem dois a mais – e o que precisava fechar.

 

Dia 30 de dezembro foi magia.

 

O que senti?

 

Acho que a sensação de felicidade de finalizar um livro abala as estruturas na 1ª vez que isso acontece. Conforme você escreve, se percebe que há mais trabalho pela frente. Para não dizer que não senti nada quando o WP 3 terminou, chorei que nem uma maluca, como se alguém tivesse me roubado algo de muito importante. Escrevi o Epílogo aos prantos, assim de soluçar, e minha irmã tirou onda da minha cara. Todos os sentimentos que prendi no decorrer de um ano explodiram de uma vez só. Parecia TPM fulminante.

 

Tudo pelo simples motivo: nunca acreditei que iria tão longe. Afinal, desistir de certas coisas é muito fácil. Escrever um livro é uma delas por mais que seja a razão da sua vida. É um relacionamento que nem sempre pode ser o que você imagina. Assim como muitos sonhos, tive medo desse não dar certo e perceber que isso não é para mim. O que é normal e ao mesmo tempo decepcionante. Mas sempre fica a questão: como se recuperar da dura verdade? De descobrir que algo que se almejou não é lá aquilo que você imaginou?

 

Amém que não foi meu caso. Acho que estaria em um sanatório neste presente momento.

 

A felicidade de terminar me acometeu de verdade quando dei fim ao 1º manuscrito de todos. O da 1ª parte do WP. Estava de ressaca, uma dor de cabeça infernal, e com a mente completamente anuviada por causa do réveillon (que foi um Se Beber, Não Case). Mas terminei, dei pulinhos e converti até em PDF porque sou dessas palhaças.

 

A 3ª parte do WP foi meu esclarecimento. Sei em quais ponteiros precisarei mexer assim que sentar e começar a primeira edição. Quando o terminei, bateu a tristeza por saber que a brincadeira está apenas começando.

 

Foi uma mega jornada. Um retiro mesmo. Um acampamento com meus personagens. Senti medo de não chegar até o fim, de simplesmente parar tudo e correr atrás de um emprego só para fugir do “problema”. Mas virei 2013 resoluta com essa ideia de sair e de me dedicar ao que queria/quero. Foi difícil, foi. Quase morri de ódio, sim. Quase peguei nojo, também. Ainda estou fugindo do trabalho? Estou.

 

Esse é um ciclo que me faz voltar à Peyton Sawyer: se não for bom o bastante, não quero que ninguém leia porque destruirá a única coisa que acreditei – embora acredite em muitas coisas, porque a lista de sonhos é imensa.

 

Só para refrisar: não me arrependo do que fiz. Em nenhum momento. E faria de novo.

 

O que acontecerá em 2015?

 

O plano é reler + reescrever = reeditar. A prioridade são as duas primeiras partes, até porque estamos quase no fim de abril. O que acho mágico é que sempre volto para o WP nos mesmos meses (maio reescrevi a 2ª parte e estou prestes a engatar a revisão da 1ª). Capaz que termine a reescrita da 2ª parte em dezembro – já que finalizei o WP 2 neste respectivo mês. Inclusive, preciso lhes dizer que toda vez que volto para o WP é porque assisti algum Jogos Vorazes.

 

Junto a isso, qualquer episódio de Chicago P.D..

 

E o que dizer sobre o We Project Pelado?

 

O We Project Pelado é uma maneira de compartilhar coisas mais íntimas desse filho. Sabe aquelas bobagens de dream cast e essas coisas? Então, será isso e além (assim espero). Quero que essa nova fase seja divertida, porque reler, editar e reescrever não são minhas partes favoritas.

 

Mas o que importa é que as aventuras com o We Project não terminam por aqui.

 

Me desejem sorte!

Stefs
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  • heyrandomgirl

    COMPANION! <333333

    Nem me fala em edição que o job começou e já estou prestes a ter uma crise de nervos, socorro! hahaahahha Mas fiquei tão feliz pelo seu comentário e por saber que refez seu blog. <3 Acompanharei o máximo que puder, já está favoritado, e não me peça abraços #12ºFeelings hahahahaahah <3

  • andreiarainha

    PARABÉNS STEFS! Você não faz ideia o quanto é importante e um exemplo pra mim, e o quanto fico feliz em saber que o WP acabou. Falta muita edição ainda, mas finalmente acabou! Cada vez mais curiosa sobre esse livro.

    ps 1: VOLTEI A BLOGAR

    DEPOIS

    DE

    ANOS

    http://desconstruindoandy.blogspot.com.br/2015/04/recomeco.html