Menu:
07/maio

Ainda bem que o plot do Casey ganhou um norte, pois, fora ele, não teve nada neste episódio. O Batalhão entrou de novo no clima de High School Musical, com alfinetadas dali, cutucadas dali.

 

Não sei o que foi pior: Severide dando piti – o que me fez relembrar do quanto não o suportava nas duas primeiras temporadas, Otis sendo paspalhão ou Rice revelando as garras. Os chamados nem “existiram” esta semana, fracos e ofuscados pela tensão de uma “fofoca”. Só o último foi conflitante, não só pelo Tenente 3 ter se jogado (com a ferida não cicatrizada da explosão no hospital) na frente de um carro, mas por ter relembrado que, apesar de tudo, esses homens se importam uns com os outros. Amém, porque seria demais vê-lo assistir ao estrago durante o resgate cantando Poker Face.

 

Ainda tento entender a súbita lealdade entre Chili e Herrmann. Vejam bem: muitos novatos passaram pelo Batalhão e todos apanharam por semanas até conseguirem um pouco de atenção. Do meu ponto de vista, essa empurrada não ajudou nem um pouco a subir a empatia com relação à paramédica. A empurrada maior foi o background trágico que, realmente, não teve como não ficar sentida, especialmente quando alguém diz que vê esse bombeiro como pai – porque ele é um blaster paizão. Porém, só vejo pressa em torná-la agradável.

 

Muitos personagens conseguem ser transparentes, mas não Chili. Não se sabe se ela é toda afetada, alegre e desencanada por ter nascido assim feat. influência da carência paterna, ou se ela age assim por ser metida a autossuficiente. Feliz ou infelizmente, todas as categorias se encaixam. Ela recusou o auxílio de Dawson e de Brett, mas se jogou nos braços de Herrmann por conta do projeto – algo que confia mais que a si mesma, se bobear. Ok que soubemos que seu impulso é a memória do pai e a busca para honrá-la mas, ou eu estou sendo muito chata, ou essa menina é pura fachada, só que no sentido negativo. Todos nós temos fachadas, né?

 

A pulga atrás da minha orelha saltou quando ela caiu fora do Molly’s depois da bagunça impregnada de testosterona liderada por Severide. Uma coisa é você ir embora por não querer ficar no bar depois de um climão que miou o rolê ou, talvez, no caso dela, por não ter sido levada a sério em um momento crucial (da vida dela). Outra é sair porque as atenções se desviaram. Chili foi embora porque o foco do projeto se perdeu, o que me leva a crer na opção de não ter sido levada a sério. Contudo, a paramédica agiu como se conhecesse a turma do Batalhão muito bem e se sentiu no direito de ficar chateada. Isso não me deixou confortável.

 

Pior que isso foi a reação do Herrmann, mais forçada que o discurso do Cruz para cima do Mills. Parece que o povo resolveu focar no projeto a ser salvo, no caso Chili, porque dos últimos episódios pra cá ninguém fez nada de interessante, dependendo fortemente dos crossovers e de um piloto backdoor. Sei que não há como investir em uma história para essa personagem, já estamos no fim de temporada, mas brincar com dualidade agora, sem um pingo de coerência, criando súbitos pesos na consciência, é incoerente demais.

 

E digo mais: quando penso na trajetória da série e relembro o quanto novatos “sofriam” para se encaixarem no Batalhão, mais fico irritada com essa moça.

 

Assim, só acho estranha essa solidariedade. O Batalhão é uma família, ok, mas vejo um repeteco da despedida do Mills: ele estava o tempo todo ali, mas, do nada, anunciou o adeus e todo mundo se sentiu no direito de opinar. Não só isso, de frisarem, do nada, a importância de ser bombeiro. No caso da Chili, ela foi pega pela política de súbita boa vizinhança. Parem que dá tempo!

 

Enfim, o season finale está aí e nem dá para cobrar muita coisa. Quem sabe Chili impressione na semana que vem, nem que seja por 5 segundos. Espero, pois não gosto de carregar antipatia de personagem. Ainda mais em série que gosto, porque começo a ver defeito que não existe. #Risos

 

Se a novata está sendo amada demais, não digo o mesmo dos veteranos. Subitamente, voltamos ao climão da 1ª temporada (alô, nostalgia!) que pegou Casey e Severide pelos calcanhares por causa de uma “fofoca”. O bafo esquentou tanto ao ponto de Matt resgatar a memória de Darden. Um golpe baixíssimo que me deixou no chão.

 

Por mais que não goste do tema Little Miss Gossip, consegui ver, além de tudo, que essa situação pode vir a ser algo bom para Otis. Mas isso é só uma tese. Oportunidade tem, mas não sei se os escritores investiriam (acho que não, pois esse jovem é uma reserva para piadas): quem sabe esse caos o amadureça. É sonhar demais, eu sei, mas não é possível que, depois de tanto shame, o bombeiro não se toque e “seje menas”. Difícil, especialmente porque ele é cheio das intimidades com a chefia – foco no Severide. Como sempre digo, amo demais o personagem, mas não tá dando essas alfinetadas. Tem que haver uma mudança interna.

 

É um encadeamento propício, pois não foi fácil aguentar Kelly dando a louca e, de quebra, ver Boden puxando a orelha de homem barbado. De “adolescente” já bastou o Pridgen, né?

 

Adoraria que Otis conquistasse uma história relevante, mas há uma notável necessidade de ou humilhá-lo ou torná-lo um fofoqueiro. O bobo da corte do Batalhão, fatos reais – junto com o Cruz.

 

Quem ficou com todo o bullying foi Rice e acredito que ele é o facilitador para tanto amor despejado na Chili. Realmente, não daria para lidar com antipatia direcionada para duas pessoas ao mesmo tempo. Até aí, está perdoado. Mas, sinceramente? Sinto falta de sangue nos olhos.

 

Não sei o que pensar sobre o Rice. Ele entra na categoria da Chili: não dá para lê-lo. Deu para captar ofensa e sinceridade na afirmação do personagem, sobre o equipamento ter falhado, admirando os belos olhos de Severide. Meu medo é: tanta pressão nesse plot para resultar em um motivo “comum”. É algo que não duvido. Se Welch foi “humanizado”, já espero uma resolução simplista.

 

Já que citei essa humanização, Chili e Rice tiveram essa faceta bem trabalhada para não criarem nenhum tipo de suspeita. Geralmente, o lado ruim aflora, agora, temos pessoas teoricamente boas. Nesse quesito, estão de parabéns. Ela tem o pai como escudo e ele tem o filho, manteiga no coração de Severide (e no nosso também). Realmente, não faz sentido algum esse bombeiro trollar o trabalho, sendo que correu com o rabo entre as pernas para recuperá-lo. Ok que mau-caráter tem aos montes em Chicago, mas seria demais se o shame do Kelly, que só o defendeu neste episódio, for por algo básico. Aquela treta no Molly’s me matou, de verdade.

 

Em contrapartida, Rice se revelou uma cobrinha. Ele tem certa arrogância, como Jack, similaridade constatada quando esse bombeiro resmungou para cima de Severide, fazendo questão de frisar a palavra “elite”. E, sinceramente, não me conformei ao ver o Tenente se levando por esse discurso. Como se Casey e ele vivessem no mesmo clima da S1. Foi muito incoerente.

 

No mais, Rice deve ter herdado algo da turma do 114. Nesbitt e ele possuem um ego maior que a gaiola do Voight. Eles gostam de estar ao lado dos melhores, talvez, por causa desse senso de importância. Ambos saíram do mesmo Batalhão problemático e são daqueles que não abaixam a cabeça e nem gostam do complexo de inferioridade. Torná-lo um mau-caráter como Jack é a única forma de aliviar essa tensão. Nada de poesia de última hora. Repito o que disse na semana passada: essa treta precisa ser por uma ótima causa. Para chegar ao ponto que chegou? Aceito até o envolvimento no tráfico de mulheres.

 

Ninguém sai que o Voight está na área!

 

E lá vamos nós com mais um caso de tráfico de mulheres que promete ser mais intrincado em comparação aos que já se desenrolaram no universo de Voight. Tudo porque temos um rosto familiar infiltrado e disfarçado: Casey. Após os esclarecimentos da grosseria do Jack na semana passada, muita coisa ficou clara, especialmente o comportamento de Katya. Ela tentou dizer algo ao Matt no episódio anterior e só pensei em mais um momento “que crush lindo, quero para mim”.

 

Não era bem isso. Essa mulher tem tudo para colocar qualquer plano a perder, porque está mais do que evidente o desejo dela em falar. A personagem sabe de muita coisa por ser a dama de companhia de Nesbitt. Vê-la com os olhos cheios de lágrimas quando o bonitão do Batalhão chegou na balada, só me fez pensar no pior. Não superei a Nadia ainda.

 

Quando soube que Matt trabalharia com Voight, meu coração pulou. Quero muito que dê certo, pois os personagens do Batalhão nunca contam com desafios fora do ambiente de trabalho e nem são inclusos direito nos crossovers. Quem sabe essa história vingue de um jeito Chicago P.D., né? Casey está com os ânimos à flor da pele, o que é ótimo, e está comprometido. Espero que essa tramoia não seja ofuscada pelo incêndio da promo – embora sinta que isso acontecerá, ainda mais se os escritores tiverem ido adiante com mais uma morte.

 

Nem acredito que essa temporada de Chicago Fire está prestes a terminar. Por um lado, acho isso muito bom, porque eita season mais oscilante e chata.

 

Sou fã, mas não sou cega, né?

Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3