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14/maio

Eis que chegamos a mais um finale de Chicago Fire. Há um misto de satisfação e de insatisfação, pois foi um ano muito complicado para a série no quesito storytelling. Shay foi o pontapé para instalar o caos no Batalhão, mas, depois disso, as coisas se perderam. Personagens sem aprofundamento, visitantes do nada que ganharam conclusões evasivas, pouco investimento no plot/subplot dos veteranos. Ao menos, a conclusão ficou muito boa, salvo o problema do Rice que poderia muito bem ter sido resolvido na semana passada.

 

É fato que Rice poderia ter colocado tudo a perder. Afinal, falamos de um encerramento de temporada. Geral quer sangue nos olhos por mais que doa e não chilique de homens barbados que precisavam seriamente de uma plaquinha escrita Get a Life. Difícil, né?

 

A S3 perdeu um pouco do mojo da dramatização. Admito que é interessante ver homens discutindo entre si, tendo em vista que sempre focam as mulheres nessa questão, mas houve muita infantilidade para pouca trama. Desde Welch até Rice, esse tom de High School Musical ganhou mais atenção que os chamados, por exemplo. Um detalhe crucial de Chicago Fire que mais saiu perdendo nesse 3º ano. Foram raras as situações eletrizantes, daquelas que se embrenham entre os personagens, impossibilitando o desvio da atenção. Sem contar que muitos ficaram empacados ou rendidos ao escasso desenvolvimento. Sad, but true!

 

Foi um ano frustrante, com poucos momentos de impacto. Investiram tão forte na tristeza e na infantilidade dos personagens que não souberam recuperar o ritmo para elevar a trama e fincar uma problemática consistente. Para ter uma sobrevida, chegamos aqui com mais mudanças que podem ser positivas, mas, no geral, queria saber em que nave os escritores estavam por terem segurado tanto o punho. Literalmente, foi uma temporada muito preguiçosa.

 

Focando no episódio, a falta de animosidade inicial me fez temer pela qualidade do finale. Essa turma bolada com Rice, em pleno fim de temporada, foi desnecessário demais. O bombeiro reacendeu meu ódio pelo Severide e as discussões com Casey foram idiotas. Ok que a lealdade do Tenente 3 passa dos limites e, acionada a teimosia feat. a ideia fixa de que algo é assim e assado, não tem quem aguente esse cabeça-dura. Matt ainda foi muito fino, pois o parceiro de job pedia um tempo no tapete da disciplina aka gaiola do Voight.

 

Continuou a ser bizarro vê-lo acompanhar a maré, se deixando levar, para pisar feio na jaca por um cidadão que instalou a antipatia na casa em que passa metade do seu tempo. Foi tão fácil assim dar descrédito aos companheiros que conhece há anos? Ok que Rice é (ou foi) BFF, mas o cara acabou de chegar e ganhou uma confiança tão cega, ao ponto de abater a relação com Casey. Outro exemplo de trama apressada, que me fez lembrar da lealdade instantânea entre Chili e Herrmann. De novo, o mesmo esquema: é isso, desenrolou aquilo e acabou. Isso me tirou mais do eixo perto dos diálogos cheios de farpas entre o Pai 3 e o Pai 81.

 

Lembram que cobrei um motivo bombástico para justificar a atitude de Rice? Para compensar todo esse dramalhão de série adolescente? Bem, não foi essa a resolução. Como era de se esperar, o filho do bombeiro serviu de explicação para um súbito medo de morrer em serviço. Sim, compreendi, mas, a partir do momento que você ingressa nesse job, há o contrato de servir até o último suspiro. De dar o melhor de si. Nisso, Severide arrasou ao discursar e mandar o BFF passear.

 

Como disse na semana passada, era óbvio que humanizariam Rice. O que aconteceu foi um teste para esse cidadão saber se estava pronto ou não para voltar a ser bombeiro – algo que ele afirmou ao abordar Severide na sua 1ª aparição. Isso quer dizer que as portas para o personagem ainda estão abertas. Não estava tão errada também em cogitar uma resolução meramente emocional, como aconteceu com vários outros personagens nesta temporada. Se Welch saiu bem na fita, até parece que não aconteceria o mesmo com o BFF do Kelly.

 

Se Rice fosse vilanizado, não faria o menor sentido. Talvez, agir de má-fé, não uma puxada de tapete, por exemplo. O ex-bombeiro pode ter sido babaca e arrogante, mas não apostaria na cretinice extrema, mesmo tendo sido criado no Batalhão do Jack – embora aprovasse uma gota de inveja porque Severide é o rei do Esquadrão. De fato, o filho serviu de manteiga para suavizá-lo, mas ele não passou de um provocador nada bem-vindo.

 

Esse moço perdeu o encanto com essa papagaiada e achei o cúmulo Boden se doer tanto ao ponto de reanalizar sua posição no Batalhão. Rice, não tem como te defender. Papai-solteiro-gato-você vai-tarde!

 

No fim das contas, prolongaram tanto essa história por ser meramente um belo tapa buraco. Tirem isso e vejam o que sobra: Casey e os chamados. Só! Não teria história no finale a não ser que alguém mais morresse ou se Matt fosse sequestrado na metade do episódio. E isso me preocupa, pois a S3 não foi a melhor das experiências. Teve muita coisa passageira, nada vingou direito. Nem mesmo a história do Welch rendeu pano para a manga, conquistando uma redenção tão súbita quanto sua presença assustadora no 51º.

 

O mesmo vale para o pobre do Mills que não teve investimento e conquistou uma história superficial, que perdurou por tanto tempo para ter uma conclusão vazia quanto a saideira do Rice. Não estou feliz, nem um pouco.

 

Mas o importante é que o barraco queimou forte! O auge do episódio, sem sombra de dúvidas. Fazia tempo que não suava frio com um chamado e estava pronta para o novo soco na cara.

 

Parafraseando a Cressida de Jogos Vorazes: Boden is alive and well, and so am I. Agora, repitam com todos os personagens, com exceção do Casey.

 

O 2º chamado serviu de espaço para salientar as novas mudanças: Boden como Tenente (temporariamente), Cruz como bombeiro do Esquadrão e Otis realizando o sonho de assumir o volante do 81. Amei essas alterações! Adoro desejos realizados, com justiça claro, e torço para que essa dupla conte com storylines mais profundas na S4. Quem sabe esses novos desafios abram um leque de oportunidades, longe do episódio Little Miss Gossip.

 

Cruz! Grande homem! Foi quem me deixou mais feliz por assumir o desejo de sair da zona de conforto, o que lhe custou o relacionamento com Sylvie. Sério, estou orgulhosa!

 

Agora, o que dizer sobre aquele prédio em chamas? Passei por um flashback mental nada interessante, pois voltei à explosão da temporada passada. A situação alarmante caiu como uma luva para reunir essa família no mesmo frame, calhando em um pedido automático de desculpas.

 

Amei muito ver Boden em ação, duelando com a posição de chefe, de Tenente e de homem de família, engolindo a seco o medo de entrar no prédio para salvar Gabby e Severide. Quase caí pra trás com essa atitude, carregada de muita aflição, com um peso emocional que me fez morrer aos pouquinhos. O surto do Cruz me deixou sem palavras, provando que essa turma, além de muito corajosa, valente e sem limites na hora de salvar um dos seus, se ama tão profundamente que vale o emprego. Uma recompensa, pois, considerando os episódios anteriores, essa galera precisava de um apaziguamento.

 

Nada mais justo que fazer isso na nova linha tênue entre a vida e a morte.

 

Dou os parabéns por terem colocado Gabby e Severide na mesma situação de perigo. Os dois fortaleceram uma amizade com o passar dos episódios. Não botaria ninguém naquele prédio a não ser eles, figuras que realmente contaram com uma trajetória nessa temporada, que realmente passaram por várias transições, seja de ganhos e perdas. No fim, um teve o outro para contar em mais um momento complicadíssimo. Esse elo, que se tornou um nó cego desde a investigação da explosão que custou Shay, fez desse chamado doloroso. Mais impactante que o esperado. Isso porque ambos só ficaram deitados, o que aumentou o desespero.

 

Nessa cena, tivemos dois personagens que desenvolveram, acima de tudo, uma confiança mútua. Um cuidou do outro, aumentando gradativamente a aflição de que um ou os dois poderiam ir dessa para melhor. Fiquei sem chão quando ambos saíram com Boden e depois se cumprimentaram no Molly’s. Foi um lindo salvamento, que contou com uma edição estupenda. As chamas em contraste com o pôr do sol trouxeram o tom de melancolia perfeito. Sensacional!

 

O interessante é que essa cena final trouxe força não só para Severide, Gabby e Boden, mas para o Batalhão inteiro. Kelly e Matt, os pais da casa, podem ter dado voz às tretas por causa de Rice, mas, na hora do vamos ver, todos agem como uma família e se esquecem das diferenças. O ponto-chave é que todos conseguiram transmitir sua bravura da melhor maneira possível, e a cena em que todos defendem Cruz foi o meio para fincar isso.

 

Já dizia High School Musical: together, together, together everyone, ok parei!

 

Houve muita coragem neste episódio. Otis foi irritante, mas arrasou ao desafiar o Esquadrão, o mesmo vale para Herrmann, Mouch e até Gabby, trio que honrou o quanto defenderia o lado deles da família enquanto Severide brincava de trouxa. Essa cena foi uma das melhores junto com a reação pós-segundo incêndio. Voltei a sentir orgulho da turma e foi muito bom respirar aliviada ao ver todos alive and well, and so am I (me deixem!).

 

Casey em: ninguém sai!

 

Que cliffhanger maligno, produção! Nada como alimentar a esperança Dawsey e tacar um prato em cima. Na verdade, uma Katya estirada para atiçar nossa imaginação sobre o que aconteceu e aonde é que o Matt foi parar. Dar ao apartamento um toque intimista foi de matar, pois Gabby pensará em milhões de coisas, ainda mais agora que está grávida. Não mereço!

 

Sobre isso: não consigo ver ainda positividade na gravidez da Gabby. Dei um saltinho de alegria, mas a euforia passou e chegou o drama. Resumidamente: ela terá que sair do papel de bombeira e, em tese, retornar para a ambulância. Algo que seria awesome, mas Chili está lá.

 

Tendo esse ponto de vista, torci o nariz, pois Dawson não teve mais chances de mostrar serviço como aconteceu no 3×21. Queria que insistissem nela, já que toda a ação feminina centralizou nas paramédicas. Sem contar que a personagem pode amar bebês, mas vamos nos lembrar do ego e do orgulho que movem essa cidadã. Ela pode estar empolgada com um/a mini-Casey, mas já prevejo surtos por causa da carreira. Não será fácil vê-la na corda bamba. Acho que vem choradeira aí!

 

O desaparecimento de Casey será um input para que Chicago Fire mantenha a chama acessa, só que em CPD. É fato que estamos diante de uma investigação, agora mais tenebrosa, e só Voight e Cia. podem dissolvê-la. Por mais que seja a favor dessa atmosfera no mundo dos bombeiros, seria pedir demais uma troca entre as séries. Algo impossível agora, pois a bombeirada só aparata em novembro. Admito que fiquei um pouco infeliz com a falta de investimento nesse plot que, aos meus olhos, era a promessa do finale. Imaginar esse Tenente dominando uma fatia tão significativa da trama, tendo Hank como mestre, foi o bastante para ter um pouco mais de positividade quanto a conclusão da S3. Lamento só um pouco sobre esse adiamento. Só um tiquinho de nada.

 

Até porque achei válido instigar e segurar essa encrenca até a S4. Afinal, não tinha mais nada para essa temporada investir a não ser esse plot do Casey. Acredito que a história funcionará sem a série oficialmente retornar, ainda mais porque esse caso não foi propriamente destrinchado. Sabemos a causa, mas não o como e o onde, e, não menos importante, quem é Jack Nesbitt no nu e no cru. Ele é ganancioso, mas é cruel? E se é cruel, como sobreviveu por tanto tempo na carreira de bombeiro? É um norte com cara de CPD, então, a pausa lançada com esse belo cliffhanger compensará a espera. Assim espero.

 

Não tenho do que reclamar da atuação do Jesse. Ele realmente fez o personagem encarnar o undercover. Suas palavras, sua compostura e, especialmente, o olhar convenceram de que Matt estava realmente envolvido nesse barraco. Por mais que tenha sido pouco, a tensão trazida por esse plot foi de muito bom tom. Não ofuscou ninguém, agregou valor, e garantiu uma boa dose de
expectativa sobre o que acontecerá em seguida.

 

Os outros plots

 

Consegui sentir um pouco mais de empatia pela Chili neste episódio. De fato, ela é uma entusiasta. Como disse Herrmann, uma apaixonada pelo que faz e tenho forte identificação por pessoas/personagens assim. Acho que meu coração de gelo começa a derreter.

 

Gente, Sean e Sylvie, o que dizer? Como ser imparcial? Como fingir que não vê? Só lamento o quanto a personagem perdeu o brilho e não ganhou tanta atenção no finale. Mas sei bem que esse casal inusitado terá investimento e estou bem contente (cara, shippo tudo e todos nessa série).

 

Concluindo

 

Apesar dos pesares, o finale foi muito bom. Ninguém morreu, mas temos um Tenente perdido por aí. O que é uma grande coisa, melhor que uma explosão e um silêncio, vamos combinar. Admito que estava completamente sem esperança para o final desta temporada. Meu claro desânimo se dissolveu um pouco ao estar diante de uma conclusão que trouxe emoção, drama e medo. Conseguiram intercalar perfeitamente essas emoções, que começou na animosidade dignamente prolongada até o incêndio que liberou um rompante de lágrimas.

 

Espero que a próxima temporada volte a investir mais nos chamados e pare com isso de ser superficial na storyline dos personagens. E, claro, que pare também de humanizar gente chata. Não é porque o Voight tomou rumo na vida que todo mundo tem que passar milagrosamente por isso, ué.

 

Obrigada a todos que leram, que não leram, que só clicaram, que passam direto, que comentam as minhas resenhas de Chicago Fire. Foi uma ótima experiência, considerando minha falta de convicção de que me daria bem em escrevê-las. Até a próxima season…Ou não.

Stefs
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  • heyrandomgirl

    DANIIIIII! <3 Como disse, demoro para responder, mas RESPONDO SINHÊ! HAHAAHHAAH Tava tirando uma folguinha das resenhas e só agora estou tirando a poeira dos comentários.

    Nossa, aquele incêndio me lembro como se fosse ontem. Ai que agonia! Quando o Chief entrou lá, peguei a vela branca para fazer minha oração, porque, né? Morre mais gente que nasce em CF, ainda mais nessa season ahahahahaahha

    Espero que a S4 seja melhor, a 3ª foi bem fraca, teve poucos chamados interessantes. Ela conseguiu sobreviver pelos crossovers, pelo piloto backdoor de CM e pela morte da Shay. De resto, tudo muito morno e sem duração. :( Não quero que CF se perca e corra o risco de ser cancelada (tipo Hannibal, que ódio!)

    Dawson grávida dará o que falar e o sequestro do Casey tbm. A boa é que CF retornará mais cedo, sendo que era só em novembro, e isso já me deixa bemmmmmm feliz!

    Pois não me abandone! Estarei aqui com todos os Chicagos, inclusive Med <3 hahaahah

    Beijos, sua linda! Obrigada pelas visitas e pelos comentários! <3

  • Daniela Messias

    Tudo o q eu pensei durante o incêndio naquele prédio foi : "Dick, por favor, não! De novo não!" hehe ainda bem q nada de grave aconteceu!
    De fato, essa temporada foi fraquinha se comparada as outras. Por isso, espero sinceramente q a S4 arrase em todos os sentidos! *-*
    O 51º estava precisando de uma chacoalhada p voltar o eixo! Todos esses nhé nhé nhé's estavam argh!! Mas nada como incêndio p colocar todo mundo na linha hahahah
    -Também achei tão repentina a amizade Chili e Herrmann- eu hein… hehe
    Dawson grávida foi whaat?! OMG! o q esperar??
    Casey sequestrado? carambaa… essa finale só não foi pior do q a S2
    Sean e Sylvie?! hahahah acredite ou não, mas gostei!
    E claro, amei as novas mudanças! Sem falar na amizade de Cruz e Otis q provou ser tão fofa >.< só espero q sobreviva ao q está por vim!
    Vou sofrer sem suas resenhas p comentar sobre os Chicago's por tanto tempo :'(
    maas nada temos a temer hehe s2
    Ainda bem q eu curto sua page no face! Sempre acompanhando quaisquer 9dades rs Maas, ficarei com saudades!
    beijoos, aproveite essa temporad p mais colocar mais séries na grade (como eu) e até! ^_^