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01/maio

Então que chegamos a semana de mais um crossover e estou passando mal. Isso porque já compareci ao resto da brincadeira. Tenho uma regrinha de pular spoilers de determinadas séries quando elas chegam perto do final de temporada, para me dar direito ao tombo, e estou tombada. Obviamente que a escolha do caso para amarrar Chicago Fire, Chicago P.D. e Law & Order: SVU seria arrebatadora, especialmente porque a influência maior vem do universo de Olivia Benson.

 

Até chegarmos lá, o episódio mostrou potencial já nos primeiros minutos. Boden perdendo as estribeiras, dando aquele berro na galera, me tirou do eixo. Até eu tremi na base. Contudo, não teria agido diferente com a novata da vez e nem é por motivo de Peter Mills. Fatos: as personagens que Dora representa costumam ser chatíssimas e foi impossível controlar um revirar de olhos.

 

Chili foi a razão do azedume. E não, vocês não estão malucos por acharem que as feições dessa moça são familiares. Ela compareceu no 2×01 de CPD, como Jellybean, a informante de Antonio. As personagens são diferentes, mas acredito que ambas sejam gêmeas. Contudo, não haverá momento twin na série. Praticamente, pediram para nos esquecermos que Jelly existiu. Só assim para reutilizarem a mesma atriz, algo que me fez indagar como a versão paramédica andará tranquilamente em Chicago. Afinal, em tese, ela tem o rosto da irmã, e a irmã viveu no meio do crime. Certas pessoas não são facilmente esquecidas, né?

 

A 1ª impressão que tive da Chili? Igual Trakinas meio a meio. Meu coração já estava fechado para ela antes de assistir ao episódio, o que dificultou meu processo de empatia. Sim, uma dose básica de falta de imparcialidade, porque, quando pego birra de ator/atriz, é difícil cantar Let It Go. Espero que a personagem me conquiste no futuro, pois nunca detestei uma mulher em CF. Shay era a que mais me irritava por ser ingênua em certos momentos, mas não era um motivo que me fizesse querê-la, er, morta. Isso só aconteceu com o Severide, ok?

 

Nesse primeiro momento, Chili não seria minha amiguinha no Batalhão. Ela também pareceu uma Trakinas meio a meio: uma hora simpática e dócil, e na outra forçada com direito a carão. Pegarei leve agora porque a personagem tinha que arranjar um jeito de se encaixar e sabemos que isso no Batalhão não é lá tarefa fácil. Então, dou a essa jovem o benefício da dúvida.

 

A nova paramédica pontuou mais um período de mudança na série. Ainda é cedo para ter uma opinião crítica, mas o que tiro de positivo é que Chili tem uma bagagem de conhecimento nesse job semelhante ao de Sylvie. Ambas sabem lidar com casos hardcore. Isso pode dar uma sobrevida à ambulância, já que Mills impregnou tudo com negativismo por causa da tromba de não pertencer ao Esquadrão. Como disse na semana passada, duas mulheres intensificam o trabalho, algo que voltou a acontecer no chamado só delas. Foi agonizante ver aquela moça apunhalada, a típica dose emocional quando damas assumem.

 

Male male, isso é muito bom, porque as obriga a serem fortes.

 

O 2º chamado explanou uma combinação que pode chegar perto de Dawson e de Shay: uma é mais perspicaz na situação, vê além do que aparenta,enquanto a outra é focada na prática do job, com insights “inéditos” ou “ilegais”. Gabby sempre cruzou os limites, algo muito Sylvie, e Chili vem com sua aparente compassividade e doçura que lembrou Shay. Nos dois primeiros chamados, a novata se mostrou uma paramédica competente e prestativa, e não arrogante – o que já ajuda na empatia. Detalhes que encantaram Brett que terá possibilidade de aprender coisas novas, outro ponto que Peter impediu por estar ocupado demais na sua TPM.

 

Confesso que achei até bizarro o receio da Brett com relação a nova companheira. Pensei que todas aquelas recusas de comidas maravilhosas foram por motivos de gravidez. Considerando o rolo com Cruz, não me espantaria se isso acontecesse. Seria o mesmo que pedir por uma tragédia e essa personagem faz parte da minha bolha de proteção.

 

Chili teve bons momentos, mas isso não me impediu de elencar pontos negativos da sua inserção:

 

• A forma que acabou sendo enturmada. Adoro o Herrmann, de verdade, mas ele é aquele tipo de cara interesseiro pacas. O lado divertido dele camufla isso muito bem, especialmente aquele ar “visionário”. O súbito bom tratamento, tendo em vista o projeto da paramédica, não teve naturalidade. Pior foi Otis e Cruz, que fizeram carão, mergulhando nessa nova “aliança” só porque gerará possíveis lucros ao Molly’s. Trocaria essa súbita “amizade” por um susto de leve.

 

• O carão para cima de Brett depois da recusa do almoço. Não confio em personagem sorrindo de frente e revirando os olhos pelas costas. Ou que sorri demais.

 

• Acho que ela tem necessidade de se aparecer ou de deixar as pessoas abismadas com seu suposto brilhantismo. Senti algo nela que, quando aflorar, não será legal. Desconfio de gente simpática demais, verdade seja dita.

 

Desculpem, mas estou no estilo Susana Vieira: sem paciência para quem tá começando.

 

Os outros plots

 

Otis também estava com a síndrome Susana Vieira, voltando a colocar Rice no centro das atenções. Espero, mesmo, que tenha um propósito enorme. Para criarem tanto suspense em cima de uma atitude anormal (e ao mesmo tempo tão meh!), espero algo superior à história do Mills – que agora é meu ponto de referência quanto a desenvolvimento de personagem em CF. De olho na preguiça!

 

Não sei o que pensar do Rice, porque, até então, estou ludibriada pelo perfil pai-gato-solteiro que-ama-o-filho. Não que seja minha base, mas é interessante ver um homem assumir a bronca sem uma mulher do lado. E por uma causa natural. Espero que minha simpatia não seja destruída, pois virei Team Severide e não estou pronta para assistir novas mancadas. Ainda mais com esse Tenente que só teve má sorte nesta temporada. É melhor amiga morrendo, prédio caindo na cabeça, buraco se abrindo do nada. Olha, já foi mais fácil ser Kelly Severide.

 

O que pode ser muito bom nesse plot do Rice é a suposta ligação com Jack. O que unirá Casey e Severide, uma ideia que já acho muito boa. Espero que essas histórias se entrelacem, pois, pelo visto, o 114 tinha mais meliantes que o Batalhão do Welch.

 

Só acho que precisam – também – dar algo relevante para o Otis fazer. O personagem ou é vítima de chacota ou paga de Little Miss Gossip (mortana quando Cruz disse isso!). Justamente porque não tem história! Estou meio cansada desse cidadão ser o gatilho de intrigas. Ok que ele pediu a chamada superjusta de atenção do Severide, mas foi meramente por falta do que fazer. Considerando que o bombeiro tem uma ligação tremenda com seu chefe – morou com ele e se envolveu com Katie –, abalar essa confiança precisa ser por algo maior que os olhos da Lady Gaga em Bad Romance. Acho uma lástima vê-lo no fim de uma temporada sem ação e drama.

 

O que dizer sobre Gabriela Dawson? Foi preciso o Mills sair para ela ter ação de verdade? Sei que um não tem nada a ver com o outro, mas essa é a primeira vez que a personagem assume o badalo sozinha. Isso, excluindo os momentos como paramédica. Fiquei orgulhosa e esperançosa, pois, da mesma forma que o plot de Peter sendo paramédico morreu, o mesmo aconteceu com Gabby desde que sua adaptação acabou. E, sem Dawsey, essa moça só ficou mendigando atenção do crush. Adoraria que investissem mais nela depois dessa aflição vivida com Billy.

 

Gabby mandou muito bem! Nossa, suei frio com a cena da ponte. Sorri que nem uma tonta por ela ter sido a heroína da semana. Não só isso, mas por ter agido naturalmente, não por causa de um rompante de metidez (o surto do caminhão lhes diz algo? Como detestei aquele comportamento dela). Quando essa moça citou Darryl, pedi para ser revivida, o esclarecimento do seu súbito envolvimento emocional com Billy. A princípio, fiquei sem entender os motivos dos quais ela foi lá e defendeu o cara, mas com apenas uma citação tudo ficou claro.

 

E para tudo ficar ainda mais awesome, lá foi ela pedir os olhos de Severide (que menina mais simplista, né? Sei que algumas pediriam o corpo dele, fatos reais) emprestados para investigar o 1º chamado que resultou no miolo do crossover. Opinião sincera da Stefs: acho válido apostarem nesse ar investigativo em Chicago Fire, pois a série precisa de uma repaginada. E não é de personagem que estou falando, mas de histórias. A S3 não está lá essas coisas e já temo pela S4.

 

Enfim, Severide e Dawson trouxeram o gostinho de tensão a mais que nos guiou não só a uma chamada da Benson via Skype, mas há um caso que não é de hoje. Se ser essa mulher é complicado, idealiza o abalo quanto a um dilema não resolvido. Sofri dolorosamente.

 

O início do crossover

 

Já vi SVU e CPD, mas não postarei a resenha hoje por causa do meu cronograma. Já pensei em postar as 3 ao mesmo tempo, mas isso só atrapalharia meu raciocínio. Como Chicago Fire sempre dá o pontapé inicial, o que posso dizer é que este episódio, como um todo, acertou na atmosfera. Um detalhe que falhou no cross #OneChicago, em que a rotina do Batalhão amornou o clima, deixando a adrenalina só para CPD. Dessa vez, o esquenta foi gradativo até chegarmos ao ápice da problemática. E, como disse no começo desta resenha, a culpa é meramente de SVU, série dona de casos 100% trash.

 

Acertaram no tom da trama, tanto para cumprir o desenrolar da storyline dos personagens de CF quanto o miolo que veio tipicamente como um background para revelar um monstro em ascensão. Como não peguei spoilers do sobre o que seria o crossover, minhas expressões de choque seriam dignas de gifs no Tumblr. Sendo bem sincera, se não tivesse o compromisso de escrever as resenhas de CF/CPD (gente, levo isso muito a sério), não assistiria esse crossover. Justamente por causa da temática. Se não suporto ouvir a palavra em um noticiário, foi bem difícil ver os 2 episódios que falam sobre isso. Por isso, assisto SVU em picados, porque não consigo lidar.

 

E me doeu demais a expressão da Benson, porque ela tem todo um background terrível com casos que envolvem esse crime hediondo. E é a rotina dela, só coisas assim ou piores. São nessas horas que entendo porque os fãs a amam tão fortemente, porque é preciso ter muito estômago. Voight consegue desligar o botão da humanidade, mas, antes do caso desenrolar, Olivia se apresentou humanamente arrasada e isso me fez berrar de dor.

 

A maravilha do crossover foi o brilhantismo dos minutos finais. Atualmente, assisto SVU de trás para frente (não sou uma pessoa que respeita ordem cronológica since Harry Potter), então, fico devendo se o episódio sobre essa pauta realmente foi exibido. Acredito que sim, só não encontrei o número para poder dar como dica (se alguém souber, por favor, posta aí nos comentários).

 

O que posso dizer é: gosto desse tipo de trabalho. Paralelos sempre são arriscados, mas a turma de Chicago provou que sabe o que faz. Se é uma coisa que me indigna são furos de trama. Perdoo alguns, porque ninguém é obrigado a lembrar de tudo que produziu/escreveu, mas os escancarados não desculpo mesmo! Nesse caso, houve um perfeito resgate de um caso em aberto há mil anos e um perfeito encaixe que amarrou duas séries (tirando SVU) que, muito provavelmente, nem visitaram os neurônios de Dick na época. É desse trabalho que Stefs gosta e dá todos os prêmios.

 

Benson novinha, engolindo em seco, passada. Enquanto ela narrava os pontos-chave do perfil criminal desse RAT, enquanto o flashback desenrolava, arrebatando com as unhas pintadas de verde, fui tendo um AVC. Esse respaldo na trama foi essencial, pois nem todos assistem SVU.

 

Capturar a intensidade do momento vivido pela Benson no passado e trazê-la para o presente, com um revisitar, tornou os minutinhos finais a melhor coisa que aconteceu neste episódio de CF – o que não me espanta, pois essa temporada só tem mostrado potencial quando se desvia um pouco do Batalhão.

 

A resenha da parte 2/3 desse crossover será postada amanhã. Aviso que baixou Truman Capote.

 

PS: vendo o Casey se ferrar em 3…2….

Stefs
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