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15/maio

Se é uma coisa que amo forte em Chicago P.D. é quando o episódio transmite a sensação de impossibilidades. Sem rostos e sem identificações, como desmanchar um caso? Voltamos aquele clima que se enraizou em grande parte dos episódios desta temporada: investigações que chegam muito perto de não serem concluídas.

 

O desta semana não foi muito diferente. Um misto de incerteza e de consternação rebateu nesses personagens que mostraram a típica dança perfeita, longe das cadeiras da Unidade de Inteligência, para combater mais um crime – que nem pode ser chamado de crime, acredito eu. Se foi bom? Foi ótimo! Adoro quando todos saem da bolha e ficam à mercê dos bandidos. Especialmente quando precisam agir mais por instinto que por planejamento, pois traz mais tensão. Inclusive, dá um campo maior para todos participarem da situação.

 

O family affair fez os detetives se embrenharem em uma montanha-russa que, aos primeiros tiros, descarrilou. A batida chegou perto de ser impactante, já que o tiro final calhou nas mãos de um adolescente. O que achei muito incrível nessa investigação foi a falta de hesitação dos envolvidos, bem como o fato de que eles não eram efetivamente bandidos. Era uma família que acabou vitimizada por uma grande companhia, o que culminou em um dos maiores erros da humanidade: justiça com as próprias mãos. Um desejo acionado pelo sentimento de impotência diante de uma situação que só com as provas certeiras e muito dinheiro poderia ser revertida.

 

No começo, até achei o grupo bem cara de pau, mas voltamos ao tema lealdade. Os envolvidos queriam vingar uma criança, mas optaram pelo caminho errôneo. No fim, os bons pagaram pelo real vilão. No caso, Hastings, que deixou um gosto amargo de reticências e que agora pertence ao grupo de Layla, marcado na categoria de sacanas que o Voight jogará na gaiola um dia. Oremos!

 

De fato, o caso ganhou a impressão de inconcluso, pois o cretino que acarretou esse efeito em cadeia continuou solto. Acho que poderiam ir mais a fundo nesse caso, especialmente porque Voight mostrou um desejo muito bem-vindo de colocar o rato na gaiola. Ri alto!

 

Falando no Sargento, o caso semanal trouxe seu melhor – como se isso fosse uma dificuldade. E teve o quê, gente? Quem falou gaiola, pode buscar o prêmio chamado Jay Halstead na recepção com a Platt! Não consigo ficar menos besta com o fato de Hank ser um personagem tão independente que dá conta do recado sozinho. Ele é forte e destemido. Desafiador ao ponto de não precisar de praticamente nada para dominar a situação. Só o peito e a coragem.

 

Voight norteou a investigação por instinto e isso poderia ser sua ruína. Porém, a boa é que o personagem tem uma baita autoconfiança, só assim para dar a cara tapa sem medo de ser feliz. Ele trouxe imprevisibilidade ao caso, especialmente no momento em que resolveu bater um papo com os “bandidos”. O Sargento honrou sua dualidade, seu caráter multifacetado, ao mesmo tempo em que assumia todo o barraco sem revólver e sem colete. Não tem como não amar forte esse cidadão.

 

As afirmativas dele neste episódio foram maravilhosas, reforçando quem é que manda em Chicago. Juro que tomei um susto quando Jay atira, pois Voight envolveu com sua missa (#rimou). Foi difícil se desligar da conversa para saber quem tomou o tiro, fatos. Fazia tempo que o Sargento não roubava a trama para si e o resultado não poderia ser mais que satisfatório. Ainda mais quando inclui Antonio, outro que teve voz na trama e agitou e muito as emoções na hora do vamos ver. Uma dupla que aprendeu a dar certo e não tem como não vomitar arco-íris.

 

Quem também se destacou foi Atwater. Quando li a sinopse deste episódio, fiquei animada pelo personagem, pois venho resmungando sobre a falta do que fazer desse cidadão desde que esta temporada começou. Quem diria que ainda dava tempo para ele trabalhar de verdade depois de 22 episódios. Não tem como não dar uma cutucadinha, gente, mas achei engraçado vê-lo em ação só porque mudou de posto. Foi um empurrão por causa do recalque da Burgess, e há um ponto positivo: bastou ser rebaixado para mostrar serviço.

 

A cena em que esse jovem sai correndo e assume parte da perseguição me fez feliz. Nunca o vi tão vivo como agora, tendo em vista a temporada toda. Literalmente, o gigante acordou.

 

Atwater apenas mostrou que sua promoção foi muito precoce. Na UI, ele fez quase nada, ficando na sombra do Ruzek e do Al. Até Mouse fez mais que ele em curto espaço de tempo, gente. Espero que o segurem um pouco mais nesse posto, pois até gostei da parceria com Sean. Os dois se deram bem, não precisou de muito para terem química, e apreciei a breve dinâmica.

 

#HeartClaps para a Burgess. Em curto espaço de tempo também, essa moça fez mais que Atwater em um dia de UI. Isso pesa muito, ainda mais agora que a personagem sentiu o gosto da adrenalina e está bem disposta a ficar viciada. Acho isso maravilhoso, pois a detetive sempre quis o posto e não parou para choramingar. Simplesmente, ela arregaçou as mangas e mostrou o seu valor, algo que Kevin tem oportunidade de fazer agora. Duvido que Sean receba investimento rumo à UI (e ele não me parece interessado nessa transição).

 

Al foi um ser maravilhoso em apoiá-la no desenrolar de um primeiro dia tenso. Até acho válido ele ser parceiro dela para dar uma freada no Ruzek.

 

Um adendo sobre Ruzek: ele não é meu preferido, mas a preocupação com a Burgess, especialmente no como se portar diante do Voight, me deu vontade de apertar as bochechas dele.

 

Enfim, Burgess e Atwater entraram em uma competição. Ela quer o lugar do amigo, a antipatia já circula entre os dois, e prevejo um embate de egos que até pode destruir essa amizade. Vê-los disputando o posto pode ser excelente, pois dará aos dois o que fazer. Inclusive, abre margem para mais ação, por impulsioná-los a fazer loucuras, especialmente Kevin que precisa se provar. Espero que cutuquem essa ferida. #TeamBurgess.

 

E a Erin?

 

Juro que esperei o momento para ela simplesmente errar durante o job. Até queria que isso acontecesse, pois Voight está confiando demais na sua pupila. Mal sabe ele que Bunny tem sambado entre os dois e mal posso esperar para mais um acerto de contas.

 

A cena em que ela lida com Nick foi de arrepiar. Ficou muito claro o quanto a detetive queria receber o tiro. Não digo pelo desejo de morrer, mas, talvez, para sentir uma nova dor que suprimisse o que ela tem mastigado desde o ocorrido com Nadia. Estava bem ali, nos olhos dela, o desejo enrustido de tomar uma bala, a voz em desafio elevada ao mesmo tempo em que seu rosto se aproximava do revólver. Não deu para não temer o pior em uma ótima cena, banhada de apreensão e de pensamentos negativos que transitavam de um personagem a outro.

 

Daí me aparece Al e Antonio, dando a impressão que o teto desabaria. Sem dúvidas, a melhor cena do episódio, junto com o samba do Voight. Está provado: esses dois não têm limites. Se merecem!

 

Agora, no mundo real: alguém joga a Bunny na gaiola? Pago Daleks, Cybermen, Oliver Queen, Supergirl, Stefan Salvatore, todos os lobisomens de Teen Wolf para dar um jeito nessa mulher! Descaradamente, ela empurra Erin para o lado negro da força e não tenho estômago para tanta falsidade. Quis morrer quando a detetive acorda na casa dela, sendo tratada como uma adolescente que teve um péssimo dia. Please! Esse é um ótimo exemplo de mãe, que não impede a filha de se enfiar no antigo ciclo vicioso. Só que ao contrário!

 

Não vejo a hora do Voight descobrir essa cachorrada, pois, para quem não se lembra, ele mandou essa cidadã passear e, se possível, desviar da mesma calçada que Lindsay. Sinto um tom de desafio da parte dela nisso tudo. Como se essa safada quisesse mesmo guiar a filha para o fundo do poço para encontrar algum tipo de redenção elevando-a. A maior prova foi o cara chamado Landon que brotou do nada, como um prêmio de consolo e que, claro, renderia um booty call.

 

O tenso é: na adolescência, Erin foi depreciada. Pisar na jaca desse jeito é um revival. Não é difícil imaginar que a personagem tenha passado pelo mesmo para não encarar a realidade de que sua mãe era um lixo. A detetive está claramente voltando a ter a impressão de que não vale absolutamente nada e recorrerá – como já está recorrendo – a fugas autodestrutivas. Só a maquiagem emo/gótica dela, no bar da Bunny, deu sinal de que as coisas irão mais a fundo. A versão rebelde sem causa, que pouco liga para o que está acontecendo, que pouco se importa consigo mesma, está acionada. O triste é ver a mãe apertando todos os botões.

 

Não queria vê-la nadar na lama, mas esse é um viés muito válido para mostrar algumas nuances do passado de Erin. Ela deveria agir daquele jeito antes de Voight saltar como anjo da guarda. O que preocupa são as drogas, pois será um ciclo tremendo de reabilitação para que a personagem volte a antiga forma na S3. O que fazer?Vale o lembrete de que Erin chegou a dizer ao Jay que a história dela é mais profunda do que ele imagina. Será que Halstead ainda gostará dela ao ver suas true colors? Será que nós ainda gostaremos dela? Indago por motivos de trama: Lindsay é a garota intocada, corajosa e leal. Agora, ela está arredia, pouco se importando com os outros e 100% irresponsável. A preocupação aqui é no resultado disso tudo. Não vale dizer que é impossível detestá-la só porque é a Sophia Bush (sei dessa dificuldade porque penso assim, hahaha).

 

Agora, vamos que vamos rumo a mais um season finale. Segurem que a coisa promete ser dark.

Stefs
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