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13/maio

Mais uma vez, chego aqui sem saber o que dizer, pois minhas emoções estão extremamente divididas. Enquanto acho que gostei do episódio como um todo, parte de mim sabe que não estou tão feliz assim. A verdade é que a 2ª parte desta temporada de The Originals teve muita promessa e parte delas não foi cumprida. Houve muitas oscilações de trama, a história se prendeu demais a uma passagem de tempo insuportável e as reciclagens de storyline foram bem incômodas.

 

Inclusive, a queda da vilã, que nem pode ser chamada de vilã, foi um tanto quanto decepcionante. Obviamente que não posso me esquecer de mencionar o ciclo vicioso entre os irmãos, que poderiam tretar em nome dos velhos tempos sem se apoiarem nos mesmos mimimis. Mimimis que rebateram em Dahlia e que a fizeram perder o encanto. Isso também se aplica ao Klaus, cuja dificuldade de amadurecer – mesmo sendo genial – é uma pedra no caminho que impede a evolução da série. Enquanto em TVD há mais dobradura em cima dos personagens, TO faz isso na trama, mas não tem coragem de repaginar o cast que tem por causa dos benditos velhos hábitos.

 

Klaus surtar perto de um finale não é genial. É repetitivo e, sem cliffhanger, não tenho tanta expectativa para a S3, considerando o que se desenrolou na S2.

 

E, outra coisa, já começa a cansar as idas e vindas da Rebekah. Holt e Maisie estão com projetos novos – que podem virar ou não – e apenas observo a dificuldade de abrir mão da personagem. Amo essa Mikaelson com todo meu coração, mas, se for para viver tapando o buraco dela, a tirem da série. Sério! Não houve momento mais feliz quando a vi indo embora na temporada passada. Mesmo ciente de futuras participações, já estava conformada e considerei um bom término para a trajetória da vampira na série. Isso, ignorando Hope.

 

Por mais que haja muita admiração por essa linda, acredito que o povo já está acostumado com a ausência dela. E, com certeza, matar um Original- irmão provaria que os escritores não são tão medrosos assim – como bem demonstraram nos últimos episódios desta temporada.

 

Enfim, vamos falar do que interessa!

 

Tudo começou com grande impacto, o que animou bastante. Dahlia e Klaus fizeram barulho em cima do plano, iniciado no episódio anterior, que começou quente, amornou e morreu. O timing da estratégia bolada pelo híbrido foi o da adaga, geniosamente derretida pela titia que, pelo menos, continuou a mostrar que não brinca em serviço. Atitude que fez a turma correr contra o tempo – uma bela impressão, porque geral soltou a problemática nas mãos da Davina e não fizeram mais nada. O ritmo do finale manteve o equilíbrio entre ação e emoção. A edição ficou impecável, especialmente o final em que as irmãs Mikaelson se encontram para um momento free hug. Mas só.

 

Quem fez barulho também foi Elijah, personagem que atingiu deliciosamente o limite da razão, elevando a atuação de Gillies. Em contrapartida, a Rebekah de Holt não trouxe nada novo, provando o que comentei na semana passada: como vampira, essa personagem é limitada. Tendo em vista seu trabalho como bruxa, não teve como não revirar os olhos ao vê-la assumir praticamente o mesmo posto da Cami: a de juíza de Klaus. Mas foi maravilhoso revê-la!

 

Davina roubou a cena e representou a real tensão do episódio. Devo mencionar um furo: como Rebekah soube tão rápido que a bruxinha tinha se tornado a Regente dos covens? Sendo que tinha, basicamente, acabado de acordar? Marcel estava hipnotizado e sair dessa ressaca para chegar até a little D demoraria umas belas horas. Aquela velha mania de correr no finale, o que deu aval para um deslize de trama básico.

 

Como comentei na resenha passada, o 2×21 serviu para empurrar a storyline de alguns personagens para atender a conclusão de mais um ano. Por mais que a little D tenha falado que só seria líder em nome do Kol, era mais do que evidente que sua nova posição não se resumiria a isso. Como mãe protetora dessa criança, nunca fiquei com tanto ódio dos Mikaelson como neste episódio e achei lindo Rebekah tomar uns quiques para deixar de ser pau mandado – algo que me enfureci, pois a Rebekah de Maisie revidaria os quiques, certeza!

 

Claro que Davina foi uma tola em deixar as cinzas para trás. Nem reclamo tanto desse deslize, porque o que incomodou foi a previsibilidade da situação. O mistério não se sustentou, porque era óbvio que Rebekah estava ali para distraí-la. Nem foi preciso de muito para saber que Esther retornaria. Isso me deixou meio passada, porque TO sempre foi muito boa em aplicar reviravoltas, um detalhe que não foi investido no finale.

 

Tendo em vista tudo que Davina passou em 40 minutos, quero imaginar que ela vá para o lado negro da força. Se como boazinha não dá para administrar o barraco, que tal uma versão maligna? Amaria! De novo, a personagem nadará no desejo de vingança, agora não só contra um Mikaelson, mas todos. Sinceramente, não tiro a razão dela. Se eu tivesse nessa corda bamba, já estaria preparando os paranauês para destruir a vampirada. Já disse que sou Team Bruxas, né? Então…

 

Além disso, Davina tem a chance – pensando que os escritores não são tão medrosos assim – de derreter a ideia fixa de que os Mikaelson são invencíveis. Desculpem, mas eles não são. Essa versão endeusada de cada um deles já deu, pois o pagamento sempre vem na forma de morte de outras pessoas que não têm nada a ver com a problemática. Ok que isso faz parte da vida deles, mas a palavra inovar existe para isso. Para dar uma repaginada. Essa coisa de que Klaus não pode perder, sempre pagando de genial, o que acaba por ser a justificativa das suas atrocidades, não orna mais. Especialmente nesta temporada em que os brothers tinham mais a perder que ganhar. Dahlia estava ali, prontinha para destruir o Quarter, mas tudo terminou tão bem que…

 

Klaus e Cia. voltaram ao patamar de deuses porque humanizaram Dahlia. Uma bela de uma mancada! Inseriram uma personagem incrível dentro do mesmo mimimi de Always and Forever, sendo que ela foi maravilhosa na primeira aparição. Fico revoltada, pois essa senhora foi mencionada desde o começo desta temporada e foi tratada como a pessoa mais aterrorizante na vida dos Mikaelson. Para quê? Essa ideia morreu assim que ela mostrou o que de fato endureceu seu coração e foi enterrada diante da melação trazida por Esther.

 

Gente, vilão que é vilão não tem que ser humanizado.

 

Em uma conversa com as minhas migas, comentei o quanto é frustrante se deparar com uma vilã mulher, que tem potencial para tudo, e ver a vilanização terminar em humanização. Tudo para reforçar aquela ideia de sexo frágil, que não pode ser naturalmente ruim por causa, er, digamos, do lado maternal. Chega, né? Dahlia tinha tudo para ser destruidora, mas foi apenas um projeto de vilã. A personagem que garantiria um belo caos foi a que mais decepcionou no final.

 

De novo, vemos a mesma novela: vilão encontra redenção. E, claro, nada como fazer isso diante da pessoa que causou tanto ódio no coração. É fato que Dahlia arrasou em várias cenas, toda tenebrosa e sarcástica. Ela tinha força, uma vilã na medida certa que, lamentavelmente, fraquejou para reforçar outro ciclo já bem cansativo: o Always and Forever.

 

Entendo que isso é o lema e o dilema da série. Sempre haverá problemas de família, é imutável, mas qual é a dificuldade dos personagens terem certa independência quanto ao que são? Porque, vejam bem, todos eles são algo por causa de alguém. Uma dependência que pode sim torná-los ainda mais limitados e menos multifacetados. Durante boa parte da temporada, vimos essa turma tomando decisões e se sentindo confortáveis com elas. Elijah foi viver com Marcel para ajudar a vampirada recém-criada, Rebekah adorou ser bruxa e Klaus estava consciente do objetivo de manter Hope segura, mas colocando a família em 1º lugar.

 

Aí, os 3 últimos episódios aconteceram, uma regressão, porque dissolveu a independência de cada um como pessoa/personagem. Os irmãos foram obrigados a mergulharem no ciclo anterior porque Klaus quis e porque fazia parte de um plano maior. Sei que eles necessitam agir como grupo, mas há o individual, e o individual de cada um deles não tem sido explorado. E, quando é, há o retrocesso urgente porque a trama exige e a evolução dos personagens é interrompida. Um vício claro da mesma receita que fez tudo voltar ao mesmo lugar.

 

O que eu queria: Dahlia destruindo os filhotes da Esther e a Esther. Não por motivo da quebra do voto Always and Forever feat. abandono, mas porque ela quis. Porque ela é má. Mas fui trouxa e estou cheia de rancor no coração com o fim da bruxa-mor. Cadê os legitimamente malvados dos Mikaelson? Se é uma coisa que me tira do eixo é romantização de quem tem potencial para ser unicamente mal/mala/insensível e que deveria ter morrido como o ser mais maligno do universo. Parece que a titia foi apenas uma crise de cócegas no Quarter.

 

Sim, foi genial o que a personagem fez com a estaca, os irmãos inalando a poeira me fez dar um berro. Achei muito incrível e tive um pouco de esperança de que finalmente a tal vilã agiria como o título que recebeu desde que seu nome foi pronunciado pela primeira vez. A emenda com o ataque contra Freya foi muito bom também, dando um raio de esperança de que essa mulher renderia ao finale uma reviravolta fatal, mas… Não foi isso que aconteceu. Tornaram a storyline dela mais um conto de redenção. O grande anticlímax do episódio.

 

E, sério, Esther desejou matar a irmã há muitos anos, o que não justifica a defesa súbita dos filhos. Ela uniu, pela milésima vez, o útil ao agradável, honrando a safadeza dos Mikaelson. Sinceramente, acho que perdi alguma coisa. Não acordei do baque ainda com tanta discrepância.

 

Foi bonito o reencontro, mas anulou a graciosidade de Dahlia e de Esther. Foi um gasto de talento de ambas as partes. Esperava um duelo nível Dumbledore vs. Voldemort, fala sério! E, gente, ter Alice Evans no final só para fazê-la dar um abraço? Tive vontade de chorar… De ódio! Deu arrepio ver as duas frente a frente, tão fortes, tão lindas e tão maravilhosas para…? O flashback pré-morte foi emocionante, admito, mas para quem prometia uma revolta, terminou com um serviço muito a desejar. De novo, quem diria que Finn sairia como rei da S2.

 

Pior é que o finale terminou com aquele gosto de “está tudo bem”, sendo que não está. Narducci defendeu a falta de cliffhanger porque não queria lançar tantas informações, mas, na temporada passada, nem recebemos tantas assim. Hope “morreu” e Esther retornou com Finn. Simples e chocante. Li que isso é atitude de série segura, mas não é verdade. A temporada não foi excelente como a anterior, a audiência lutou muito para ficar na linha verde da CW e essa falta de reticências é sinal de insegurança de quem não sabe o que fazer a partir de agora.

 

The Originals é ótima até mesmo quando se apoia em reciclagem de plot, mas está faltando coragem em inovar na caracterização de alguns personagens. Klaus, principalmente.

 

Os 3 últimos episódios desta temporada já mostraram certa dificuldade ao fazer o uso dos mesmos artifícios para concluir mais um ano. Como confiar? Ninguém sobrevive apenas de solidez na trama. As histórias são maravilhosas, os personagens também, mas não dá para viver mais um ano fazendo a mesma coisa só que com mitologia diferente. Fatos reais! Mas, como Klaus pontuou, será o início de um novo capítulo, de uma página em branco, e espero que seja sabiamente preenchido.

 

O finale foi fraco. Nem os fatídicos 10 minutos finais, em que a trama chega ao ápice, surtiram um efeito impactante. Terminamos com o híbrido muito bem, como se não sentisse os efeitos colaterais do que fez, dentro da redoma da arrogância. Rebekah foi embora de novo. Elijah voltará a ser capacho. E aí, produção?

 

Quando é que realmente punirão Klaus, isoladamente, por tudo que fez? Quando é que alguém tomará uma decisão própria sem o híbrido dar piti de adolescente? O cara arquitetou um plano impecável, está de parabéns, mas isso não justifica os atos. Isso não lhe dá mérito. Ele precisa de punição ou continuará a agir e pensar dentro da mesma fórmula. Nem ao se empalar houve solidariedade da parte do personagem, voltando ao mimimi de que fez o que fez porque foi apunhalado pelas costas. Já disse e repito que o híbrido precisa de uma amenizada.

 

A única pessoa que realmente representou no final foi Rebekah, que foi embora, mas sem deixar de dizer umas boas verdades. Essa impressão de final feliz incomodou, pois parece que da mesma forma que Dahlia saltou na trama – com uma rapidez absurda – ela se foi – sem fazer absolutamente nada. Tudo porque essa senhora só queria barrar 100 anos de sono de beleza e dominar Hope. Uma motivação um tanto quanto besta para terminar de um jeito mais besta ainda. Todo mundo voltou à estaca zero, apoiados na desculpinha “momento de reflexão”, a não ser Davina que mostrou nos minutos finais a falta de disposição em ficar calada – e estou com ela.

 

Infelizmente, o finale não deu muito o que pensar. Esta temporada de The Originals foi repetitiva e, por vezes, chata. Esse mérito cabe a 2ª parte que perdeu o charme assim que Finn e Kol saíram de cena. Focaram tanto em Dahlia, incitaram tanto o terror que ela poderia causar, para, no fim, terminar em mais um conto de ninar sem consequências reais. Até Freya terminou viva, gente (e a atriz foi promovida a regular)!

 

Foi bem triste ver a S2 se arrastando, praticamente implorando. Terminamos basicamente do mesmo jeito que a S1, Rebekah indo embora, mas com o crédito de ter 2 corpos, já que Maisie e Holt têm outros projetos. E Freya só ficou para ocupar o espaço feminino (Hayley não dará as caras tão cedo), uma escolha duvidosa, embora ela possa ter mais potencial na S3.

 

E Vincent retornará na S3 e estou morrendo de amor!

 

Enfim, queria terminar esta resenha contente, cheia de expectativa para o futuro, mas estou meio bolada. De novo, houve maquiagem dos defeitos da trama com ótima atuação e produção. Sinceramente, não estou empolgada para esse novo capítulo dos Mikaelson, pois se não houve reticências para nos debatermos até o 2º semestre, quem dirá o que terá na trama. Só vejo uma personagem com possível potencial e ela se chama Davina.

 

PS: mesmo com todos os defeitos, Klaus contando historinha para Hope foi lindo, uma homenagem a maneira como Rebekah abriu esta temporada. Queria apertar esse idiota, apesar de tudo.

 

Nos vemos na próxima season… Ou não! Hahahaha Obrigada a todos que acompanharam as minhas resenhas que mais são análises psicológicas dessa turma do Quarter. <3

Stefs
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