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25/jun

Que episódio mais caprichado, não? Acho que nunca falei tanto “nossa” em toda minha carreira assistindo Pretty Little Liars. Sou grande fã de um drama psicológico, detalhe presente – com um pouco mais de intensidade – no episódio desta semana. Se o contexto emocional tem sido um apoio relevante para este início de temporada, o mesmo vale para a atmosfera carregada de suspense que dá ânimo em meio a monotonia que nos deu mais respostas – que podem ser reais ou não.

 

A continuidade é um artifício que tem dado certo desde a temporada passada e que se repetiu neste episódio, seguindo o compasso do que aconteceu na semana anterior. Isso segura um pouco a passagem de tempo, já que temos uma formatura em 3 semanas e 6 episódios pela frente. Esse detalhe impede um pouco a perda do fio da meada, algo que as temporadas antes da 5ª causaram aos baldes, o que nos deixava com a sensação de que alguma coisa se perdeu.

 

Dessa vez, a trama nos deu o background de Charles, remontando de onde surgiu essa figura. Ele continua firme e forte como ponto de interesse desta temporada e a ficha dele é bem interessante.

 

Charles DiLaurentis: 15 meses mais novo que Jason, o que anulou a tese de gêmeos; Perturbado desde a infância, com certo gosto de sadismo, vide a revelação de que tentara matar Ali na banheira, um dos motivos que culminou na sua internação; Os DiLaurentis chegaram à Rosewood sem o filho problemático, o que valida a invisibilidade dele já que estava no Radley; Se matou aos 16 anos, mas, em algum momento, foi abrigado pela mãe na casa da tia Carol.

 

Supostamente está morto – algo que só acreditarei quando acontecer outro plot twist.

 

Ganhamos todo o perfil de um personagem que ainda é uma incógnita e que conseguiu manter muito bem o compasso da trama, sem precisar mostrar o rosto (como se isso fosse acontecer tão cedo). As meninas não passaram muito tempo – ou mais de um episódio – enroladas dentro do mesmo assunto, o que é um baita ponto positivo. O quarteto abriu uma nova investigação por conta própria, partindo do Radley até o arquivo de Charles, até chegarem a uma brecha: o fato de alguém ter assumido a identidade desse cidadão. Não só isso, como as dores – o que abre a incógnita maior que o rosto, ou seja, a motivação que até mesmo Ali já sente necessidade de saber.

 

O que mais gostei desse viés foi a reunião dos personagens. Sem a paranoia e a desconfiança típica. Todos estão interessados no mesmo assunto e, até então, ninguém parece inclinado a sabotar o outro. Vide arquivo do Charles que parou nas mãos de Ali, atitude que me deixou tensa, pois, apesar de tudo, ainda não confio nela.

 

Unir o quarteto aos DiLaurentis foi um ponto muito forte esta semana, considerando que esse combo sempre se apunhalou. Ver até mesmo Jason interessado na verdade foi muito incrível, porque não só desvencilhou as atenções dele, como frisou que até ele não sabia do amigo que não tinha nada de imaginário.

 

Esta temporada realmente tem mostrado uma leve repaginação no norte da história, o que comprova a intenção de Marlene e Cia. darem respostas. Além disso, continuamos a confiar, desconfiando, um sinal de que PLL não perdeu a graça ainda. Está tudo como nos velhos tempos, mas bem superior.

 

O momento “uau” foi, sem dúvidas, o retrocesso de Jason com Jessica. Justamente em um ponto-chave da storyline dele: o atentado no elevador. Fiquei empolgadíssima com a possibilidade de engatarem esse tipo de paralelo na trama, pois só assim para justificar a presença de Charles em Rosewood. Com flashbacks como esse, se abre espaço para indicar aonde ele se encaixa no contexto de PLL, o que automaticamente explicará os comportamentos esquisitos de Jessica.

 

Adendo: a ligação que Jessica recebeu no dia em que Ali foi golpeada seria sobre Charles? Afinal, ele permaneceu vivo, mesmo quando a filha fingia que estava morta – algo que alimentou o jogo, pois, de alguma forma, esse cidadão sabia que a “irmã” estava viva e resolveu cutucar as Liars.

 

Sobre o suposto/a novo/a A: se Charles não é Charles, a pessoa na penumbra sabe muito da vida de Ali e das Liars, e de todo o contexto dos DiLaurentis. Daí, fica outra pergunta: onde nasceu essa obsessão? Só porque a antiga Rainha da Maldade foi poupada em nome do irmão mais velho? Por mais que ainda não acredite nisso, faz sentido. Encontrar o irmão perdido de Jason seria muito fácil. Como toda cena de crime, é preciso pensar na existência de uma 3ª pessoa.

 

O episódio deu a entender que Ali foi tratada como bonequinha. Jessica nunca escondeu sua preferência e Kenneth muito menos. O papa DiLaurentis merece uma salva de aplausos por ser tão transparente sobre ser um belo motherfucker, revelando que tratou o filho como algo supérfluo como pular o jantar. Tem que ser muito macho para fazer isso! Está na cara agora que ele foi a principal causa desse revés e a proteção excessiva na filha aumentou um recalque com misto de vingança.

 

E se não for Charles, ainda me pergunto os motivos do/a tal novo/a A ter acumulado tanto ódio por osmose pelas meninas. Está tudo agradavelmente nonsense.

 

Por isso, o que pega agora, se realmente investirem em uma nova pessoa para ser A – o que é bem conveniente pensando no mar de personagens sem respostas que existiu em PLL –, é dar um respaldo muito plausível para sua motivação. Como Spencer bem disse, essa tal figura conviveu com Charles e deve ter ouvido todo o dilema dele. Por que abraçar a causa?

 

Se for Charles, o que espero, só digo que a storyline dele está sendo bem desenvolvida até aqui. Está superenvolvente. Esse cidadão tirou completamente o modo de operação anterior da série.

 

OBS.: acho extremamente positivo explorarem o passado dos DiLaurentis. Essa atenção toda está maravilhosa, permitindo que os 3 em questão mostrem novas facetas nesse novo jogo.

 

OBS.:² amei o paralelo entre os DiLaurentis e Ali para embasar o relato sobre Charles. Isso não tirou a credibilidade da Rainha da Maldade e deu veracidade sobre o passado desse cidadão… Até então.

 

Os flashbacks das Liars

 

Além da história de Charles, o flashback das Liars na Dollhouse tem alimentado a tensão e elevado a dramática da série ao nível psicológico. Fico derrubada depois de cada episódio, fatos reais! Eles têm segurado muito as pontas, justamente porque preenchem o espaço dos subplots, o tal vazio que dava aval para a encheção de linguiça. Nunca a monotonia da série se deu tão bem!

 

O interessante desses retrocessos é que eles são dados aos poucos e justificam o comportamento das Liars no presente, como aconteceu com Spencer. Sempre fica a entender que há mais a ser explorado e ficamos curiosos de saber o que aconteceu. Afinal, não tem mais o jogo costumeiro de A para arrematar a trama ou o cliffhanger. Está tudo nas mãos dos personagens dessa vez.

 

Falando em Spencer, alguém me dá a Troian de presente? Por que essa moça ainda não foi premiada? Não precisa dar muito e ela simplesmente arrasa! Essa Liar está estranha desde o 2º episódio e o 4º fez questão de salientar isso. A personagem tem saído pela tangente de toda ação e quem tem representado sua voz, sempre tão sedenta em investigar e explorar, é Hanna. Desde quando ela alivia para o lado de Ali? Desde quando ela só vigia enquanto as outras procuram?

 

Não é segredo para ninguém que Spencer é minha Liar favorita e fiquei com o coração na mão com os retrocessos dela na Dollhouse. Inclusive, o efeito disso no presente. A situação fincou o quão Charles é sádico, do quanto ele conhece as meninas e sabe dos maiores pontos fracos de cada uma. Miss Hastings não é ela mesma privada do sono, vimos isso lá na 4ª temporada, o que a colocou na noite em que Ali desapareceu.

 

Sem dormir (e medicada), ela não recorda do que faz. Usar isso em cativeiro não foi só cruel, foi fenomenal. Vai que Spencer machucou alguém? Isso voltará a atormentá-la. Não me espantaria se isso acontecesse. Charles não está de brinks.

 

Essas lacunas na memória de Spencer têm tudo para voltarem e serem usadas contra ela. Já vimos isso antes, mas agora tem o plus A. Charles queria destruir a amizade do quarteto e essa Liar é quem teve sangue nas mãos. As amigas estão despedaçadas individualmente, mas se ajudam. Até quando?

 

Quem também foi despedaçada neste episódio foi Aria (amém!). A poker face dela tem me irritado, sinceramente. A cena dos cabelos foi uma bela homenagem ao filme Eu Sei O que Vocês Fizeram no Verão Passado, em que a personagem da Gellar acorda com os dela picotados. Nem sei de onde Marlene tira suas referências, sei que ela ama filmes de terror, e vejo coisas onde, possivelmente, não tem nada para ver.

 

Pelo visto, essa Liar deve ter se rebelado muito mais que Hanna na Dollhouse, o que justifica seu comportamento arredio até para cima do pai.

 

Spencer drogada, Aria perseguida, Hanna cética cavando a tumba alheia… Emoções que estão longe de ser silenciadas. Adorei a tentativa de fazê-las falar de novo, algo que sinto que acontecerá em breve já que Tanner as colocou de volta no radar.

 

Agora, só resta saber o que diabos aconteceu com Emily (e com Hanna), que está de boa demais pro meu gosto. Isso me faz pensar que ela não sofreu tanto assim por ser a favorita de Ali, o que automaticamente a faz a favorita de Charles, e que automaticamente a fez favorita de Sara. Essa Liar é o ponto fraco do grupo, sempre defende quem não merece e já prevejo o maior estrago.

 

E, outra coisa, essa da Sara confiar instantaneamente em quem nunca viu, sendo que passou 2 anos trancafiada, sem contato humano, murmurando com as paredes, está surreal demais. Cadê a neurose? Cadê a desconfiança? Cadê a defensiva? Basta vermos como Spencer reagiu ao relembrar do que sofrera em 3 semanas! Algo que não tem acontecido com essa cidadã que só toma banho.

 

Concluindo

 

Cadê Andrew? Como falei na semana passada, ele saiu de cena para dar foco a outro personagem. No caso, a suposta pessoa que assumiu a identidade do menino Charlinho.

 

Tenho que elogiar o posicionamento dos meninos, e isso inclui o ausente Toby. Entendo o sufoco do Caleb em proteger Hanna, bancou mais o pai que a Liar não tem ao namorado, mas achei uma prova de amor muito linda. Quem também tem arrasado, mesmo feito muito pouco, é Ezra. Acho que deveriam dar mais espaço a ele, pois minha desconfiança sobre esse cidadão voltou, considerando seu conhecimento sobre os DiLaurentis. Acho muito bacana vê-los como suporte das meninas.

 

Isso também vale aos pais. A presença deles têm sido muito incrível. Nunca aceitei essa ausência de parentesco no A caos, sendo que dificilmente uma mãe deixaria passar o sofrimento da filha adolescente. Essa turma mais velha sempre foi muito desencanada para minha própria saúde e vê-los tão engajados em protegê-las é o que chamo de verdadeiro milagre em Rosewood.

 

Então que A virou mero telespectador do que a sua tal identidade tem provocado na vida das Liars e dos DiLaurentis. Todo mundo empenhado em saber quem é Charles foi o melhor investimento do episódio, dando aval a uma investigação de principiantes convicente, passo a passo, seguindo um norte que deu abertura a uma nova incógnita: quem conheceu Charles no Radley?

 

E tudo voltou à casa dos loucos. Haja coração para a próxima semana!

Stefs
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  • heyrandomgirl

    Hey, Sha, tudo bem?

    Tô AMANDO essas referências loucas de filmes que fizeram parte da minha vida. Não tinha pensado em Rain Man. Farei uma análise hahaahahahhaha.

    Tbm quero que Charles seja Charles, e não uma 3ª pessoa. Quero saber de toda a história dele, dá para explorar muita coisa até descobrirmos quem é. E concordo totalmente sobre essa invenção de novo/a A. Teriam que nos dar a maior explicação do planeta e, considerando que Marlene quer botar a boca no trombone no episódio 10, não dará tempo. :S

    E temos poucos episódios agora, né? Por isso estou contigo… Tbm quero Charles alive!

    Beijosss e obrigada pela visita/comentário! *-*

  • Essa história toda do Jason lembrar do Charles como sendo um amigo imaginário, e também o atentado dele contra a Ali, me lembrou MUITO o filme Rain Man (só muda o fato de que, no filme, não existe a irmã).
    Sobre A estar usando a identidade de Charles, torço pra que não seja. Eu realmente quero ver toda a história do Charles ser desenvolvida, saber como ele escapou do Radley e se tornou A e tudo mais. Além do que, se A for mesmo outra pessoa e Charles estiver morto, PLL vai ter muito trabalho pra explicar tudo direitinho e satisfazer como prometeu :S