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04/jun

Então que o verão de respostas começou com uma tramoia efetivamente psicológica. Posso dizer que essa foi a melhor premiere de todas? Não sei vocês, mas para mim foi. Como se fosse um sonho, tudo se desenrolou muito bem, até mesmo a passagem de tempo.

 

Há muitas promessas para este 6º ano de PLL, desde explorar a storyline de Charles até revelar os motivos da sua obsessão por Ali e pelas Liars. E, claro, a razão de aplicar tanto terror. Acredito que se, daqui para frente, os episódios seguirem essa mesma linha, mostrando esse gosto de sair da zona de conforto, muito bem quisto desde o season finale da 5ª temporada, acredito que acompanharemos uma nova Era da série.

 

Um repaginar que calha no começo do fim.

 

Agora, focando na premiere, me digam o que foi este episódio? Sofri junto com as meninas. O quarteto + Mona sendo afetado e destruído psicologicamente, sem um pingo de dó, me deixou com o coração na mão. Admito que sempre almejei essa pegada, pois o grupo vem de uma timeline cujos efeitos de A terminavam em um banho de leite com pera, ou seja, eram suaves demais. Faltava risco real, uma situação que realmente as afetasse moralmente e mentalmente. Ninguém fica ok com tanto bullying, uma folga horrenda dos escritores, pois com tanta morte e tanta paranoia, é impossível viver 100% bem por quase 6 anos.

 

Estava mais do que na hora de quebrá-las por inteiro.

 

Literalmente, a coisa ficou séria e macabra, e foi por causa dessas investidas que a premiere foi estrondosa. A passagem de tempo só caiu como uma luva por segurar o suspense sobre a tortura que cada uma sofreu e o genial foi vê-las quase um mês depois com nuances de estresse pós-traumático. Isso pode norteá-las as mais variadas decisões, como já consta na promo do 6×02.

 

O sofrimento da Mona foi o mais difícil, ainda mais quando repensamos a história dela na série: a vida juvenil se tornou barra pesada por causa do bullying de Ali, quando Ali “morreu” ela ocupou o lugar com Hanna, daí Ali retorna, o que a fez mergulhar de novo em um balde de inseguranças, e teve a experiência no “A” Team. Esse viver conturbado será arrematado com os traumas da carceragem e dos maus-tratos que a personagem tem suportado desde que foi dada como morta. Ela sempre demonstrou problemas de personalidade e de identidade, e forçá-la a ser a pessoa que odiou, praticamente escravizando-a, pode acarretar um resultado traumático irreversível. É fato que PLL precisa evidenciar e explorar esses traumas.

 

Agora, será que Mona conhece Charles? Sabe quem é o dono do rosto? Há reticências aqui.

 

Três semanas de confinamento, de terror psicológico, de fome, de frio, acarretam muitos estragos. Sei que esse ponto não será esquecido – ao menos espero – porque Spencer e Hanna demonstraram o quanto já estão afetadas com o tempo em cativeiro.

 

Acho que Spencer foi a que mais absorveu o drama. Ela parecia a mais quebrada de todas, talvez, por não ter controle das suas emoções. Vide o despencar da personagem por causa de Toby na S3. Acho que essa Liar terá um pouco mais de dificuldades em retomar à rotina, especialmente por não ter uma fuga de Rosewood. A não ser que decida ir para uma faculdade do Havaí.

 

Hanna vem de um arco que trouxe conflitos de identidade. Ela se tornou mais amarga e mais rancorosa, especialmente ao vivenciar a morte de Mona. Essa Liar é a que tem mais botado o dedo em riste, sempre abrindo brecha para confronto. Esses sentimentos a representaram ao longo deste episódio. Não a vejo como uma rebelde mais uma vez, talvez, isso combine mais com Aria, mas há uma cólera dentro dela que só cresceu ao saber que Ashley teve uma colapso e parou no hospital.

 

Acredito que Emily será uma caixinha de surpresas, por sempre ser tão passível. Acho que ela despertará lentamente, o ritmo comum da personagem. Não sei o que esperar de Aria, porque ela chega perto de se revoltar com as coisas de A e depois volta à estaca zero.

 

As perguntas que ficam são: como será a vida após o jogo de Charles? O que aconteceu nos respectivos quartos? Entre gritos e pancadas nas portas, só dá para imaginar o pior. Inclusive, o quanto o quarteto deve ter sido forçado a reviver o passado. O cabelo de Aria com as mechas rosa e Emily com o uniforme do Sharks dão um gostinho do que elas podem ter enfrentado. Deixar essas lacunas em aberto foi inteligente, porque haverá o que contar enquanto a história de A se desenvolve.

 

E, se pensarmos bem, não há mais história, não a típica das outras temporadas, a ser trabalhada. Acho que esse viés será interessante. Amo as possibilidades de flashbacks.

 

Marlene e Cia. prometeram uma premiere estarrecedora e isso foi realizado com sucesso. Deu para perceber a tentativa de mudar o rumo da história com pequenas atitudes e com curtos fragmentos de informação. A trama foi um tanto quanto corajosa: torturou as personagens sem timidez e soltou novidades enquanto Charles trabalhava. Nada como uma mudança de cenário, que contribuiu para um norte do qual não estamos acostumados.

 

Depois de anos, até Spencer sofreu uma mudança: ela finalmente percebeu que segredos não levam ninguém a canto algum e revelou quem era A além do nome. Essa Liar, que sempre se calou para dar um jeito nas coisas sozinha, não hesitou um só segundo e liderou a revolução.

 

Nessa de soltar informações, Spencer anunciou algo importante: A conviveu com as meninas na infância. Isso remeteu aos brinquedos que a mesma Liar encontrou, o que meio que afirmou que Charles participou do convívio familiar dos DiLaurentis, mas, por algum motivo, foi descartado.

 

Tenho que elogiar de novo os movimentos de A neste episódio. A saia justa criada por Spencer nos deu um pouco mais sobre a personalidade dele, que se esparramou ao se ver cercado. Ficou claro que Charles tem um apego forte pelas coisas que simbolizam sua infância. Ali e ele poderiam ter compartilhado a mamadeira por certo tempo, mas algo nessa trajetória aconteceu e ambos se separaram. Em meio a indecisão de querer salvar o seu covil e capturar a irmã, deu para perceber que o coração desse cidadão está nas lembranças. O que, talvez, segura seu lado humano, o seu lado com alma. Se o personagem não sentisse nada, as Liars teriam morrido.

 

Às vezes, penso que Charles quer reconstruir o passado. Se ele teve mesmo uma participação na vida das Liars – algo que acredito fortemente –, talvez, ele só quer reviver isso. Isso o fez reuni-las, recriar os quartos e esperar pelo trunfo maior: Ali. Mas isso não ameniza o Q de crueldade.

 

Houve uma quebra inteligente ao tirarem a teoria dos gêmeos idênticos da rota, tendo em vista o rosto dos dois meninos. Se fossem idênticos, o mesmo ator os representaria e acho que não teria um pingo de graça – o que dependeria do desenvolvimento. Essa separação foi uma sacada pertinente porque mantém a curiosidade e impulsionará as meninas a buscarem o rosto que cruzaram na infância.

 

Mas a questão maior da storyline de Charles é: por quê? Uma indagação que pipocou neste episódio para salientar que a busca é pela razão e não pelo rosto (embora isso também seja uma prioridade).

 

Uma teoria que li, e que achei que seria real por causa da afirmação do Toby sobre a música no celular, referência a que sua mãe tocava no piano, é que o papa DiLaurentis teve um caso com Marion. Isso daria, em tese, um menino com a idade próxima/ou a mesma de Jason. Mrs. D pode ter encontrado em Peter um meio para se vingar da traição ou vice-versa. Supondo do jeito mais doentio, Jessica deu à luz a Jason e, do nada, inventaram um brother que não passa do fruto de um chifre. Trash, mas é PLL.

 

Enfim, Charles já se revelou um completo bebê de Rosemary. O cara é dual, emocionalmente indeciso, e só consegue manejar terror psicológico. Por mais que enfrente as meninas com a roupagem de A, não o acho valente o bastante para partir para um confronto. Ele é passivo-agressivo.

 

Os outros plots

 

Ali me deixou orgulhosa ao dar a cara tapa para salvar as meninas. Achei válido ela ser responsável por isso, considerando todas as mancadas que deu na temporada anterior. Está certo que torci um pouco o nariz pelo fato de usarem o modus operandi de sempre – a turma resolve os babados e não a polícia –, mas o resgate ficou muito emocionante. Respirei aliviada e chorei com as Liars, finalmente libertas dessa tortura. Foi lindo demais!

 

Falando em polícia, acho que comentei isso no finale, mas, caso contrário, aqui vai: finalmente a lei de Rosewood começou a funcionar de verdade, deixando de concentrar os perrengues nas mãos das Liars. Uma coisa muito legal que li sobre Tanner é que há o interesse da parte dela em entender o que acontece com as meninas por se tratar de um crime atípico. O que aconteceu na temporada passada é que a personagem obedecia ao modus operandi de praxe: só com foco no culpado.

 

Tanner investigou as Liars até que corretamente, atuando no código aplicado pela Academia de Polícia. Por se tratar de uma cidade pequena, só restam evidências, testemunhas e o culpado. E muita desconfiança. Fazê-la ver que lida com algo além de um cyberbullying a tirará, bem como muitos personagens, da zona de conforto. Ela mostrou sua melhor faceta neste episódio, toda formidável, interessada e ativa.

 

Tenho que dizer que ver uma mulher norteando essa investigação me faz feliz, porque duvido muito que um homem teria tato para entender as Liars. Adorei ver a polícia marcando presença, pondo fim a passividade diante dessa situação.

 

O episódio teve uma mensagem forte sobre os segredos e um peso emocional que rebateu em todos os sentidos, até nas famílias. Fatores que PLL nunca se importou em dar atenção e que, pelo visto, serão trabalhados agora. Pais e a polícia inclusos + A com um nome? Podem investir que tá pouco.

 

A premiere não perdeu o ritmo, afligiu e apavorou. Como disse lá em cima: se continuarem assim, a série tem tudo para aumentar sua qualidade. Tem tudo para amadurecer e, quem sabe, ter uma ótima conclusão (conclusão de adeus, ok?) na S7 (um fim ainda não confirmado). Mas é algo a se pensar, pois teremos um tremendo salto no tempo ainda nessa 1ª parte da temporada.

 

Só tenho uma cutucadinha: em que momento Andrew se tornou culpado pelo sequestro das Liars? Essa acusação é tão Caleb! Ok que ele é o único personagem disponível e que, subitamente, se aproximou das meninas com todas aquelas indiretinhas, mas espero que esse cidadão não seja um novo Lucas. Acho bom explorá-lo, pois não temos tanto plot como nas temporadas passadas. Agora é dar nó nas pontas frouxas, algo que Marlene já começou a fazer ao nos entregar Sara, responsável pela reviravolta da premiere.

 

E que reviravolta, né, gente? Quando achamos que Marlene é uma esquecida, lá vai ela mostrar o contrário. Isso que dá sermos apressados. Nunca estamos prontos para um golpe desses.

 

No fim, centralizamos na pergunta essencial: quem é Charles DiLaurentis? Será que Ali responderá com sinceridade já que está tão disposta a remendar seus erros? Será que o papa DiLaurentis falará a real? O episódio mandou seu game on, encerrou o arco da S5 e plantou o que está por vir.

 

Agora, o grito: gente, a Sara, por favor, me ajudem! Será que ela contará tudo o que passou na Dollhouse? Só de imaginar isso me dói o coração. Não conheço essa moça, mas já considero pacas.

 

E lá vamos nós com mais um ano de PLL.

Stefs
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  • Anônimo

    Eu achei o episódio simplesmente MARAVILHOSO! Que saudades que eu estava das minhas liars! ( isso pq não tinha nem um mês que consegui acabar de ver a 5 temporada ) Sobre o Charles nem sei mais o que pensar, já vi tantas teorias que fica difícil apostar em alguma! Uma das últimas que eu vi e que pode até fazer sentido, foi a que talvez não exista irmão gêmeo nenhum ( como a maioria das pessoas está falando ), pois não podemos ter certeza que seja irmão do Jason, até pq no vídeo a Sra.D fala mais para um menino do que para o outro. Ela diz : " quer dar um beijinho na sua irmã? " E só um é que dá. Se é irmã dos dois , pq a pergunta não é para os dois? Sei lá, em PLL tudo pode acontecer! E agora mudando de assunto… estou super ansiosa pelos próximos episódios! E sobre esse salto no tempo que a série vai dar : não gosto muito da ideia e nem sei se estou preparada para essa mudança, ia gostar mais de ver as meninas na faculdade e tal, não de ficar por fora dessa fase da vida delas:/ Então é isso…beijos e parabéns pela review! Muito boa!:)