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19/jun

Depois de 3 episódios, parece que esta temporada de Pretty Little Liars fincou o seu pretexto: ser bastante emocional. Embora os traumas das meninas não tenham entrado em cena por meio de flashbacks, tenho que dizer que está maravilhoso vê-las falar. Para um verão de respostas, nada mais sensato que colocar as cartas na mesa, e tem sido mágico ver isso acontecer. Não só do ponto de vista das meninas, mas de Charles – a incógnita primordial desta season. O compasso das informações soltas até então está de muito bom tom. Sendo bem sincera, nem sinto falta da ação.

 

Nada como ver as Liars abrindo o coração sobre suas impressões com relação à estadia na Dollhouse. O interessante é ver como a trama sustenta esses sentimentos, entremeando-os nas storylines, até rebaterem no plot da Ali. Essa atmosfera tem moldado a temporada até aqui. Por mais que o quarteto tenha vivido o mesmo pesadelo, o que sentem não se assemelha. Essa é a graça, pois apenas supomos, enquanto essa variante faz as meninas transitarem para um novo ciclo.

 

E o que dizer da formatura em 3 semanas? Já estou enlouquecida, pois amo esse ritual de passagem em séries teens.

 

Mesmo com Mona fora da cidade, as Liars continuaram a mastigar os últimos acontecimentos. Ninguém voltou para a escola, mas, em compensação, os fantasmas do passado começaram a dar as caras. No caso, a Dra. Sullivan. Não sei se confio nessa súbita boa vontade dela em tratar as meninas. Esse povo que retorna do nada sempre cheira mal, vamos combinar! Tudo bem que a personagem quase pagou com a vida ao se meter no A thing para ajudá-las, temo muito que isso aconteça de novo, mas foi impossível não julgá-la por alguns segundos.

 

O ponto positivo desse comeback é que a psicóloga impulsionou as meninas a falarem sobre o joguinho de Charles e o peso de terem sido enganadas pela milésima vez. A conversa evidenciou a amizade delas, que se manteve firme e forte até em 4 paredes. Perfeito!

 

Por mais que a tentativa fosse separá-las, o que aprendemos é o que já sabemos: Charles é uma figura emocional. Esse é seu gatilho de provocação. Hanna teve toda razão em dizer que o intuito dele não foi apenas fazê-las apertar alguns botões para destroçar uma amizade. Havia muito sentimento envolvido, algo que, possivelmente, intensificaria se Ali ingressasse na tramoia. O cara tem carência afetiva e abalar o elo dos outros pode ser sinônimo de plano realizado com sucesso. Só que dessa vez nada deu certo e não duvido que isso tenha aumentado seu Q de crueldade.

 

Charles é, possivelmente, um obcecado e arremato com o que Spencer afirmou no final deste episódio: esse cidadão queria que elas sentissem o agridoce da solidão. Algo que ele deve ter enfrentado, mas não contornado. Além disso, acho que o personagem queria que as Liars sentissem o agridoce da traição/abandono. Botar uma amizade em cheque faz parte do pacote vingança e a revolta de não ter assistido a separação do quarteto deve ter influenciado no elevar do jogo.

 

Depois de tantos anos, duvido que A deixaria o drama rolar sem pegar pesado. Duvido mesmo!

 

A melhor cena do episódio foi a que Charles resgatou o gosto pelo jogo e o quanto está muito bem, obrigado. O first move desse cidadão pós-Dollhouse foi de arrepiar! Achei impactante o vídeo com a Sara, justamente por haver muita emoção das meninas em cena. Tudo que esse personagem fizer daqui por diante será gatilho para diversas coisas. Não se trata mais de um choque com a boca entreaberta diante de uma mensagem no celular, já que há muitas feridas e traumas envolvidos. Ele sabe onde cutucá-las, e vice-versa, tendo em vista que agora há um nome na roda de conversa.

 

A curta cena para cima de Sara deu a entender que Charles, apesar de tudo, quer ser descoberto, ou o nome não teria sido dado de graça. Ou a situação na casa dos DiLaurentis nem teria acontecido. Acho que manter o anonimato só é conveniente para continuar a tortura contra as Liars. O nível do jogo subiu, pode vir a ser mais aterrorizante, já que não há mais o mistério sobre a identidade.

 

Agora, só falta dar ao nome um rosto.

 

Se entremeando a todas as dúvidas que envolve Charles, lá estava Andrew, a grande incógnita deste episódio. Quem realmente ele é, perguntou Aria, uma questão que nunca se passou na mente dela e das amigas. Não só agora, mas diante de todos os meliantes que já passearam em Rosewood.

 

Essa indagação nos levará a algum canto? Não sei, mas, se levar, Andrew será o primeiro secundário a ter uma narrativa devidamente explorada. Quando digo devidamente é com começo, meio e fim, e não aqueles featurings só para gerar tensão – como Shana, Lucas, Jenna, etc.. Nunca sabíamos quem realmente eram as pessoas que rodeavam as meninas – do nada –, algo usado como desculpa para manter o suspense da série. Com a confirmação de que ele foi adotado e que pode não ser um adolescente, não há motivos para enrolar. Esse plot não pode morrer!

 

Considerando que este ano de PLL só tem Charles, explorar Andrew cairá como uma luva, não só para aliviar a impressão de encheção de linguiça, mas por dar relevância a um personagem que pipocou do nada na temporada passada com seu súbito interesse de ajudar as Liars. Se derem uma explicação, a trama desta season se tornará mais rica e diferente com relação às anteriores. Sem contar que esse jovem meteu uma lição de moral para cima do quarteto que pareceu bem sincera, sinalizando que tem história para contar. Acho bom darem espaço para a narrativa.

 

Lembrete: PLL ama seguir um percurso e mudar a curva. Andrew está livre, o que o abstém de qualquer storyline aprofundada. Em tese, o personagem foi descartado para dar ênfase a outro. Aria transpareceu clara decepção de culpá-lo (e de saber que ele seria solto), mas a invasão no quarto de Ems já provou o que era óbvio: menino Campbell não tinha nada a ver com a Dollhouse. No fim do dia, Charles estava livre, enquanto meio mundo se ocupava com o tal meliante. Como era de se prever, menino Campbell era o bode expiatório para A se reagrupar.

 

Resta saber os motivos dos quais Andrew se aproximou das meninas, quis proteger Aria e quis saber se o quarteto era tudo o que muitos cochicham por aí. Ainda não confio nele, embora seu discurso tenha sido estrondoso. Se é uma coisa que aprendemos em PLL é que ninguém está em tal lugar sem tal motivo. Essa dele no meio do mato, de boné (como um dia fez Ezra), camuflado, querendo ajudar, não cola!

 

Charlie: o amigo imaginário

 

Isso me fez lembrar do filme o Amigo Oculto, em que há um bendito Charlie imaginário. Marlene ama referências cinematográficas. Vai que…

 

Então que Charles é Charlie. Charlie = Stefs pensou em uma menina. Preciso parar de ler teorias, porque só vejo possibilidades de Jessica ter tratado essa criança como uma garota. De onde viriam aqueles vestidos amarelos, hein?

 

E, cara, como assim Charles, o amigo imaginário? Achei graça no começo, mas isso é um papo sério. Criança acredita em praticamente tudo, mas isso só me fez pensar no quanto Jason foi menosprezado desde a infância por não ser um DiLaurentis completo. Gente, roubaram dele um “fruto da sua mente”, mais conhecido como válvula de escape. Isso tem peso psicológico!

 

Que situação, hein? Ainda não tenho uma opinião 100% formada sobre isso.

 

Adendo: Jason estava muito estranho neste episódio, não? Acho que isso é efeito de outra teoria… Sobre Charles e ele serem gêmeos idênticos, ocuparem o mesmo espaço, mas em momentos diferentes. Chorando!

 

Os outros plots

 

Sara continuou a dar pano para a manga. Sua ligação com Emily, como Emily e Ali, me cheira a uma nova obsessão. Nos episódios anteriores, me compadeci pela novata, mas já começo a desconfiar. Acho meio injusto ser durona com a personagem, pois os anos na Dollhouse estão aí para provar que até a mais sensata das Liars – Spencer – pode ter um curto circuito mental.

 

O dilema aqui foi o mesmo de todo o episódio: retomar a rotina. A wannabe Ali está com dificuldade de se situar, o que é normal, mas sinto uma possível dependência da Ems – que só se envolve com quem tem certa culpa no cartório, não vamos nos esquecer disso.

 

E Sara confirmou que fugiu de casa, né? Inclusive, relaciono essa falta de vontade de retornar à escola mais pelo fato dela ter maltrato geral like Ali em vez de ser considerada uma “selvagem”. Um ponto que rebateu na antiga Rainha de Rosewood que começa a apresentar os primeiros sinais de reflexão sobre o que causou no passado e no quanto essa bola de neve tem seu nome envolvido.

 

Desde o episódio passado, a atuação de Sasha tem sido intensa, o que tem calhado muito bem na conclusão de cada episódio. O interessante até então da storyline dela é essa crise de identidade, essa necessidade de autoafirmação, pois, desde que retornou para Rosewood, ela não teve chance de remontar o que fez para descobrir como isso a afetou – e as outras pessoas. É bem-vindo explorar essa insegurança, pois a personagem sempre pagou de rainha do camarote. Vale o adendo de que essa jovem também não retomou 100% sua rotina, como as Liars e Sara. Todas em fuga!

 

Gostei de vê-la pontuar o problema com liderança. Foi bem legal também ela se culpar na frente de Spencer por tudo que tem acontecido nos últimos anos. De fato a culpa dela, né, gente?

 

Esse cair na real da personagem tem tudo para funcionar e espero que ela não volte aos hábitos antigos. Ainda mais agora que ela confrontou o pai sobre Charles. Que cena! Meu coração se repartiu em mil pedacinhos quando Ali virou o álbum e mostrou a foto de Jessica para Jason. Meu mundo ficou em câmera lenta! Começo a entender um pouco sobre o que Marlene quis dizer sobre A nos fazer chorar quando o por quê de tudo isso vier à tona. Só penso no quanto esse cidadão foi vitimizado por uma família de loucos.

 

E, sim, chorei de novo no final do episódio. Acho que tem algo sério acontecendo comigo.

 

Dou 5 estrelinhas para o diálogo entre Spencer e Veronica. Foi emocionante, muito real e coerente. Não tem como esquecer e viver bem depois de uma Dollhouse, fatos reais. Só não curti tanto vê-la consumir as droguinhas do sono. Que não reciclem storyline, por favor!

 

Qual é a da Aria com a bonequinha? Me ajudem!

 

Concluindo…

 

Tenho medo do que pode acontecer daqui para frente. E tenho medo de saber o que Papa DiLaurentis contou aos filhos – uma sacada que tenho amado. Já que não tem mais A para causar cliffhanger, nada mais sensato que emudecer o diálogo e deixar nossa imaginação trabalhando até a próxima semana. E o que foi Charles assistindo, gente? Não mereço!

 

No geral, foi um episódio tranquilo, com tom emocional certeiro. Não sinto que há necessidade de acelerar as coisas, não ainda, pois tenho achado importante esse foco na dor das Liars e na dúvida de Ali. Só sei que estou ansiosa para o summer finale #euapressada.

Stefs
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  • heyrandomgirl

    Olá, Maria Fe (de Fernanda? hahahaha), obrigada pelo comentário! ♥

    Começo a acreditar que menino Charles é uma menina Charlie. Acho que seria um caminho bacana da Marlene seguir, assim despistaria todo mundo. Como tbm acho legal Jason do bem e Jason do mal. Ai! Quero muito saber quem é logo haahhaah

    Beijosss e obrigada pela visita! ♥

  • Maria Fe Rodrigues

    As duas teorias podem estar certas. Charlie pode ser uma menina gêmea idêntica de Jason. Não li as teorias, mas levando só essas duas coisas em conta…