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11/jun

Este episódio teve tudo o que sempre quis assistir: as Liars lidando com os traumas causados por A. A escrita foi muito gentil na maior parte do tempo com as meninas, talvez, para não entregar demais o sofrimento e, claro, o que realmente aconteceu na Dollhouse. Essa pincelada foi o bastante para trazer à tona novas nuances das personagens, até mesmo aquelas que estavam esquecidas.

 

Tudo porque a trama se resumiu em um novo readaptar, uma tentativa de reformatar a história para que ela prossiga sem depender mais dos jogos de A. Inclusive, para engatar o amadurecimento ou a desconstrução das protagonistas – considerando a passagem de tempo que acontecerá. Agora, foi o momento de cada uma lidar com o trauma e de coletar impressões para saber o que precisará ser feito daqui por diante. Detalhes pertinentes para PLL que necessita sair do mais do mesmo para engatar com eficácia um novo arco da vida do quarteto.

 

A trama deu pouco sobre o perrengue das Liars, mas, até então, o bastante. Foi uma espécie de conclusão do arco que se abriu no final da S5. As meninas tiveram que recolher os cacos pessoais e encontrar na dor um meio de retornar à superfície. O episódio teve um excelente tom emocional, tirou meu coração do lugar várias vezes, e ter a presença das mães em um momento tão crítico foi excepcional. Adoraria que elas ficassem, mas sabemos que isso raramente acontece.

 

Os rompantes de memória das Liars tiveram o intuito de fazê-las descobrir aonde se apoiar para seguirem em frente. Aria queria que tudo acabasse logo, Emily queria se defender, Spencer queria se desligar dos acontecimentos e Hanna queria um upgrade. Comportamentos distintos, mas normais tendo em vista o que suportaram. Até a rudez para cima das mães foi totalmente tolerável, pois ser arredia faz parte do processo de negação. Uma mudança significativa tendo em vista que as Liars sempre voltavam de uma problemática conscientes e pacíficas demais.

 

É fato que o menino Charlinho tem exercido um belo de um milagre e quero acreditar que ele será realmente o responsável em levar PLL a um rumo inédito, dolorido e chocante.

 

Pelo pouco que foi dado, Charles foi irônico, e ao mesmo tempo covarde, em torturá-las psicologicamente dentro de uma sala de interrogatório. Com alguns retrocessos, vimos que o quarteto não foi apenas submetido a um barulho estridente nos tímpanos. O jogo se manteve vivo, onde cada uma teve que escolher entre si mesma ou a amiga para sobreviver. Abrir mão do eu pelo outro não é fácil, ainda mais para elas que prometeram união – que foi barrada por A.

 

Essas cenas foram de arrepiar, um petisco do que aconteceu. Não acho que as personagens sofreram só isso, vide a mudança súbita de visual de Aria (que voltou aos cabelos pretos). Acho que houve mais investidas, um combo de coisas que as mudarão para sempre.

 

Não estava tão errada que Aria seria a desvairada. Admito que ela me irritou um pouco com essa necessidade de resolver o babado logo, mas isso é um problema meu já que acho a personagem meio cúmplice no A game. Essa Liar sempre age/recebe os presentes do inimigo de forma diferente das meninas, nunca sofre o bastante ou não se entrega ao sofrimento, e culpar Andrew pareceu uma medida desesperada para se safar em vez de terminar o drama.

 

Mas esse é meu pensamento, ok? Não me batam!

 

Vê-la disposta em dar fim a história foi bacana, mas o desespero em mostrar serviço me deixou com um pé atrás. O que me tranquilizou um pouco foi a advogada não validar o testemunho dela, o que seria a primeira atitude surreal desta temporada.

 

O ponto positivo é que Aria tirou a máquina fotográfica do guarda-roupa. Ok que tenho certeza que ela bancará de stalker em Rosewood, ainda mais se Andrew for libertado – o que é óbvio.

 

Quem merece estrelinhas é Emily. Sabia que ela seria uma caixinha de surpresas! Consegui vê-la perfeitamente fardada, servindo no exército. Ficou linda! Achei incrível como a postura e a compostura da Shay mudou para expor o sofrimento da sua personagem, tentando encontrar força em meio à vulnerabilidade. Senti firmeza na dor da Liar e no ato de querer proteger a família. O discurso dela para Pam foi poderoso e choroso, porque fez sentido. Pessoas más há aos baldes e devemos ficar passivos? As duas destruíram meu pobre coração. Só faltou o Papa Fields.

 

Já Hanna e Spencer não trouxeram nada de diferente. Uma continuou a projetar mudanças, algo de praxe desde que Ali sumiu, e a outra se viu na corda bamba por causa dos medicamentos de novo.

 

Contudo, no caso de Spencer, o que tiro de positivo é a forma como ela pode se recuperar dos traumas com o apoio da mãe. A Liar nunca contou com suporte afetivo dos Hastings, sendo sempre repreendida e comparada com Melissa. Não há perfeição agora, só uma menina quebrada que precisa de estrutura para não cair em um antigo vício. E há muita pressão envolvida, pois é dessa personagem que estamos falando. A convivência com Veronica pode ser muito bem quista e achei muito lindo como a mama chamou a filha para ver um filme. Por mais momentos assim!

 

Mesmo que tenha sido bem dosado, a forma como os acontecimentos impactaram o quarteto trouxeram mudanças que, até então, me deixaram satisfeita. Repetindo meu mantra: seria surreal se as Liars passassem por tudo isso sem um dano colateral mais profundo. Os 40 minutos do episódio trabalharam muito bem o momento de cada Liar. Doeu vê-las abatidas, mas, para o contexto da história, isso é um ótimo empurrão para que todas saiam do ciclo vicioso das outras temporadas. Com a revelação de A, não há mais motivos para ter investidas nos antigos moldes. Até porque essa é a temporada de respostas e a trama não desviou dessa intenção ao incluir Sara no drama.

 

Só senti falta da Mona, mas, como Sara é a garota da vez, não dá para investir em tanto trauma. Sem contar que as duas devem possuir pontos de vistas diferentes sobre o que aconteceu na Dollhouse. É fácil prever que uma contradizerá a outra em algum momento. Vai saber…

 

Quem também merece uma pancada de elogios é Toby. Keegan tem amadurecido no papel de policial e este episódio o mostrou na sua melhor forma. Embora seja pouco trabalho para julgá-lo 100%, o personagem está em uma temporada que pode destacá-lo ainda mais, até porque ele me parece confortável dentro do uniforme. E Tanner, até então, confia nele. O kickass no Andrew me fez rir! Menino Cavanaugh precisa de mais investimento.

 

Além disso, Toby teve o insight que muitos de nós deve ter tido ao longo deste episódio: está fácil demais culpar o Andrew, né? Todas as evidências estavam a postos para Tanner e Cia. tragá-lo e prendê-lo. Que conveniente, não? Por mais que as Liars tenham segurado a informação sobre Charles – o que achei inteligente, já que, de qualquer maneira, será preciso confirmar quem é esse cidadão, de forma que ele não escape – nada afasta o pensamento de que A bolou isso para ter tempo de fuga, caso a Dollhouse caísse por terra. A de Arrogância, certo?

 

Um pensamento batata, já que foi exatamente isso que aconteceu. Diários e planos disponíveis, igual ao que Mona fez (no caso, A) para Hanna, levando as Liars a vasculharem a casa de Ali. Tudo mentira!

 

O dia longo também se estendeu até Sara. Por mais que haja expectativas sobre o que ela poderá contar e sobre o que contou para Emily – o viral no final do episódio –, a personagem é uma testemunha não confiável. Assim, a moça passou anos presa, foi torturada e perdeu a identidade ao assumir a personalidade de outra pessoa. A personagem passou pelo mesmo modus operandi que as Liars e Mona, mas por mais tempo. Isso muda o senso de tudo.

 

Você percebe o quanto Sara deixou de ser ela mesma na primeira cena com Ems. Sim, os olhos dizem tudo, e essa moça não passa de uma possível desvairada – algo que acho muito Mona e que deve ter intensificado depois de ter sido jogada no buraco por A. Atrelado a isso, há as inseguranças pessoais que a afligiram assim que retornou para casa. Isso dá um combo de fatores que coloca a sanidade dela em cheque. A sanidade da única testemunha que tem grandes chances de desmascarar Charles e ao mesmo tempo ser desacreditada por causa dos parafusos a menos.

 

Vejam bem: Aria foi um exemplo de descrédito por conta do que ela passou. As Liars, Mona e Sara não possuem credibilidade como testemunhas. Por isso foi pertinente Spencer dizer que não adianta revelar quem é A para a polícia. Afinal, se iniciaria o mesmo processo de desconfiança. Melhor evitar o repeteco, embora seja óbvio que as meninas farão a própria investigação na miúda.

 

O estresse pós-traumático das meninas pode acarretar dissociações da realidade. Por isso digo que elas não possuem tanto crédito. A mente delas pode criar truques, pode criar coisas irreais. Dependendo de como esses traumas continuarão a ser explorados, uma delas pode se privar de lembrar o passado, e criar um escape mental – como uma dupla personalidade. Esse deveria ser o norte daqui por diante, pois tenho medo que elas se “curem” daqui 2 episódios, sendo que experiências como essa geram danos, às vezes, irrecuperáveis.

 

Sara tem história para contar e acho que ela daria bons flashbacks, especialmente para esclarecer o como ela foi parar na Dollhouse. Um detalhe que me fez acreditar na teoria que dizem que Charles a confundiu com Ali. Menino Charlinho saiu do buraco e distribuiu pedrada na cabeça das loiras tudo. É para rir e para chorar, porque teve muita loira solta na noite em que Ali sumiu.

 

Os outros plots

 

É oficial: Andrew entrou nesta season como o novo bode expiatório. Ou, novo enchedor de linguiça. Ou, distração para as Liars e para nós. A meta dele é convencer de que é Charles, até as Liars perceberem que ele não é Charles coisa nenhuma. Mesma novela. Usarão o personagem até as meninas chegarem perto do real Charles (ainda não confio que esse jovem é A. Pode ser estagiário, mas não A. Mas tudo pode mudar!). Quero saber o que ele fazia perdido na noite, o que ouvia na ligação da Veronica e o que queria com a Aria. Ah! Quero mesmo!

 

Não sei vocês, mas Ali voltou a feder para mim. Ela continuou a ser uma provocadora de leve, forçando para ser incluída no mesmo drama das meninas. Certas coisas nunca mudam. O ponto positivo vai pelo fato da personagem ter ouvido Emily, vasculhando atrás de Charles. A cena do álbum foi estarrecedora, aquele vácuo no papel denunciando fotos perdidas.

 

O que me encuca é que se ela conviveu com o tal irmão, como não consegue lembrá-lo? Nossa memória infantil não é perfeita, sei disso, não recordamos tudo efetivamente. Sem contar que quando Charles sumiu, Ali ainda poderia ser um bebê – um fato que pode se contradizer por causa dos brinquedos. Caso contrário, duvido que ela não tenha uma memória afetiva. Talvez a personagem encaixe as peças agora, algo que espero. Isso me fez até lembrar do que Jason disse a irmã, sobre ela enxergar as coisas sob pontos de vista diferentes. Troca de brothers?

 

O que dizer sobre o novo policial? Lorenzo me parece inofensivo, mas querem deixá-lo na berlinda só por se interessar por Ali. Quantos oficiais precisam se apaixonar por ela, hein?

 

Gente, venham cá: acho que Charles tem problemas com garotas em geral. Toby disse que no diário estava escrito que o quarteto e Ali eram meio que as feministas da sociedade (acho que deve ser no sentido de comandar e dominar, vide passado delas). Senti repúdio no ar, que ganha força com o suposto desgosto por Mona. Ah! Quero ibagens!

 

Até a próxima semana e obrigada pela leitura! <3

 

Comentário do Anônimo no 6×01: você me mandou um comentário, sem seu nome, e não consegui respondê-lo. Você enviou pelo celular? Porque o sistema no desktop é diferente hahahaha. Todo caso, se você ler essa mensagem, obrigada! A teoria do Charles está cada vez mais cabulosa e até começo a aceitar o fato de Jason assumir esse posto. Li outra teoria muito legal sobre Mrs. D ter feito o suposto filho pagar de menina por toda a vida, o que justificaria as roupinhas amarelas que Ali viu. Enfim, teremos que esperar até o 6×10. Oremos!

Stefs
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