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17/jul

Acho que a vida sem Harry Potter, pensando no 1º ano depois que Relíquias da Morte – Parte 2, se define em negação. Uma negação que não durou tanto tempo porque pisei na jaca e fiz minha monografia sobre a saga. Então, mesmo que relutasse um pouco para entrar em contato com esse universo em meados de 2012, neste respectivo ano tive que permanecer mergulhada nele para ter material e embasamento para minha tese.

 

Penso que foram praticamente 4 meses de despedida. Quando paro para pensar, o que aconteceu em 2011 não foi um fim com ponto final cravado, pois eu estava meio que ciente do que me esperava em 2012 – o ano que me formei. Só precisava de um aval da minha orientadora para trabalhar no meu tema. Quando isso aconteceu, fiquei feliz e ao mesmo tempo desesperada.

 

Queria fazer um ótimo trabalho, que vingasse os últimos semestres em que fiz tudo a contragosto. Ter a liberdade de escrever sobre Harry Potter foi o único momento que pude ser eu mesma na classe de jornalismo, pois sempre me senti uma tremenda falcatrua. Simplesmente porque não gosto de me sentir “limitada de escrever”. Meu TCC foi um dos maiores com 105 páginas (o limite era 50, salvo engano).

 

Comprei livros que achei que nunca compraria. Dei minha última voltinha no Orkut para coletar dados. Fui atrás dos amigos potterianos para responder uma enquete. Não tive tempo de sentir o buraco que Harry Potter deixou na minha vida, porque, mesmo com o fim, eu estava na companhia da saga. Uma companhia que me fez dar adeus gradativamente. Não teve um momento que não chorei enquanto organizava e pesquisava. Nunca me senti tão próxima dela como em 2012.

 

Foi muito complicado ver a monografia finalizada, porque acreditei que não conseguiria.

 

O mais engraçado é que meu percurso no último semestre da faculdade, e com a monografia, coincidiu com datas-chave da saga. No dia 15 de julho, entreguei meu projeto – data do fatídico fim – e minha colação de grau rolou no dia 31 de julho – aniversário do Harry e da Jo. Basicamente, o 1º semestre de 2012 foi uma ode a uma das histórias que sempre viverá comigo. Houve muita simbologia e não poderia ter dado um melhor adeus.

 

Nos anos seguintes, não senti a barra da ausência de Harry Potter, pois comecei a trabalhar, o WP entrou na minha vida e me dedico a este blog. Mas vira e mexe recorro a Rowling por algum conselho de vida ou de escrita – começamos a escrever nossos livros basicamente com a mesma idade (ela com 25 e eu com 26).

 

Acho que não dá para definir a vida sem a saga, porque reaprendi a dar atenção a ela de outras formas. Não é à toa que a coluna Accio Potterhead existe neste blog. Justamente para eu relembrar o quanto Harry Potter é uma das coisas mais incríveis do mundo.

Stefs
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  • hoje me perguntaram que livro eu gostei mais de ler. uma pergunta diferente do 'que livro mais te marcou' pois não saberia escolher qual. mas quem me ensinou a ler foi Harry, então sim, eu gostei mais de ler essa linda saga. que coisa ouvir essa pergunta, me levou a muitas lembranças, desde quando eu ia na biblioteca buscar os livros, até quando lia as traduções na internet na época em que era DISCADA!
    na segunda desta semana fiz um reunion com o Junior e a Pati, e la vai nós falarmos de Harry e de muitas coisas que vivenciamos. Parece tão longe, e nossa que saudade de rasgar as caixas na livraria. É tão estranho saber que não terá mais nada disto
    Mas o tempo é outro, e as vivências também. Faria tudo de novo, que vontade de 2001 ♥

  • Eu queria uma TARDIS pra voltar no tempo. Sinto saudade da minha empolgação de escrever várias fics, noite e dia, sem parar, como se não houvesse amanhã. :( Agora, terei que me contentar com criações na minha cabeça. Maior preguiça de escrever e postar hahahaahha

    #Volta2001.