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10/jul

Você sabe o que quer fazer antes de morrer? Essa pergunta é meio mórbida, mas não para Candy Chang. A frustração, a dor e o trauma causados pelo furacão Katrina, que a fez perder uma pessoa muito querida, quase uma mãe, lhe trouxe uma preocupação genuína sobre essa indagação. Um questionamento que abriu brecha para várias pessoas refletirem também.

 

A artista e designer é famosa por criar arte de maneira provocativa e que promove interatividade. Lá em 2011, ela se apropriou da parede de uma casa dilapidada e escreveu: Antes de morrer, quero_______, atraindo pessoas que completaram a frase com o que mais desejavam conquistar.

 

Com o sucesso de uma, Chang engatou outras, tendo 40 espalhadas em diferentes cidades nos seis continentes, muitos criados pela própria artista.

 

Chang nunca planejou a expansão do projeto que nasceu em New Orleans. Ao compartilhar fotos da parede na internet, muitas pessoas a abordaram para saber como poderiam fazer o mesmo na própria comunidade. Cada uma que lê é uma constante fonte de inspiração e uma terapia.Esse projeto até resultou em um livro chamado “Before I Die” (Antes de morrer).

 

Por pensar na morte o tempo inteiro, a ideia a fez se tornar mais introspectiva, mais filosófica e mais consciente do próprio bem-estar.

 

Vocês devem se perguntar os motivos dos quais eu trouxe um post que poderia ser meio incômodo. Na verdade, ele estava pronto há certo tempo e resolvi tirar a poeira dele coincidentemente no mesmo período em que encontrei o trabalho de Chang.Em 2013, tive uma das experiências mais traumáticas da minha vida: encontrei uma das cachorras aqui de casa morta. Foi como se tivesse entrado por alguns instantes em um filme de terror.

 

Sempre imaginei como reagiria a morte de alguém. Com sorte, ainda não perdi pessoas próximas de mim. Cheguei perto de perder, mas amém que isso não aconteceu. Minha cachorrinha foi até então o maior impacto. Até hoje, não sei como explicar um acontecimento, que completará 2 anos este mês, que ainda não foi superado.

 

Há mais cachorros aqui em casa, alguns brigam entre si, e percebi que só esse ruído virou gatilho para eu entrar em pânico. Foi algo que me mudou, mas não de uma maneira positiva. Ainda sou meio neurótica com os meus cachorros reunidos no mesmo espaço, reflitam!

 

Muitas pessoas procuram meios para suportar a perda de alguém e Chang criou murais para canalizar a dor. Ela passou por um período obscuro, de tristeza e de depressão, e criar foi uma maneira de autoajuda. Com o tempo, a dor a fez mais forte, e ela está mais confortável com seus medos e suas confusões pessoais.

 

A melhor mensagem que ela dá por meio dessa arte é: não são nossas experiências que nos definem. É o que fazemos com elas conforme crescemos e mudamos.

 

Assim como Chang, todo mundo possui uma maneira de canalizar as próprias dores e isso jamais deixará de ser uma forma de aprendizado e de amadurecimento. A minha perda pode não ter sido humana para alguns, pois muitos ainda pensam que ridícula balbuciando por causa de um cachorro. Mas descobri o que é o impacto da perda e como reajo.

 

“Antes de morrer, quero salvar centenas”. Isso também quero.

 

O que Stefs gostaria de fazer antes de morrer? É uma ótima pergunta. Quero mudar a mídia, mas isso é pensar muito, muito alto. Então, posso dizer que quero o WP publicado. E ver Céline Dion ao vivo.

 

Achei a ideia da Chang muito incrível. Nada como beneficiar a si mesmo ao mesmo tempo que faz o mesmo pelo próximo, né?

 

E vocês? O que gostariam de fazer antes de morrer?

 

Para acompanhá-la: Candy Chang.

Stefs
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