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01/jul

“Dê a si mesma permissão de tentar algo novo e use para ajudar os outros. Ao fazer isso, você ajudará a si mesma” – Sophia Bush

 

Quantas de vocês desistiram de algo por causa do que o outro pensará?

 

O que as pessoas pensarão de mim? – a maior indagação que faz muitas desistirem de fazer algo.

 

Um algo que pode ser tão benéfico não só apenas para um, mas para todos.

 

Pensamos no que fulano achará e no que ciclano comentará. Indagações que pontuam o quanto, às vezes, nos moldamos pelo ponto de vista alheio devido ao medo de admitir o que queremos. Isso, em todos os âmbitos. Com essa insegurança de se impor e de se mostrar por aí, muitas fazem algo por fazer, ou só para competir, sem um pingo de paixão envolvida.

 

Um dos maiores problemas da humanidade é fazer algo só para se sentir realizado em nome do próximo. Aquela constante pressão de se provar. Conheço bem essa “missão”, pois parte dos meus investimentos na vida foram para mostrar a um certo alguém que tudo o que foi dito um dia sobre mim era um erro. Por causa disso, vivi em aflição e com a ansiedade a mil.

 

Tentei me moldar muitas vezes em nome dessa pessoa que nem fazia mais parte do meu convívio com a mesma frequência de antes. Fiz tudo que tinha que ser feito e, no fim, percebi que não tinha investido tanto em mim. Estava focada, totalmente, em estilhaçar o pensamento de que seria um zero à esquerda.

 

Não reclamo tanto dessa experiência, pois acredito piamente que só me livraria dessa angústia se realmente mostrasse que sou melhor do que pensam. E consegui. Fim da história!

 

A dura realidade é que o faça algo por você mesma do século 21 tem a ver com o fazer pelo buzz com base nas opiniões alheias. Algumas têm consciência disso. Outras não, porque há zonas confortáveis que nublam a necessidade de dar um passo além da linha tênue.

 

Aquela linha em que você se encontrará com outra versão de si mesma, e pode até gostar dela.

 

Minha realidade é essa: estou desempregada, a grana está curta, o tormento das minhas emoções querem me engolir e a cada dia me sinto inclinada a me entregar a bad vibe. Toda vez que sinto que não ultrapassarei a linha tênue, leio o quote que abre esse capítulo do Manifesto. Porque lamuriar sempre é mais fácil, mas nem nos tocamos do quanto isso é injusto com nós mesmas.

 

Tenho muito claro na minha mente: ao fazer algo por mim mesma e pelo outro, posso me curar e posso curar outro alguém. Duas vias de mesma mão.

 

Desde que engatei alguns projetos, e isso inclui o I AM THAT GIRL, saio da cama pensando muito no próximo. Não como um termômetro para meus sucessos e insucessos. Não preocupada com o que os outros pensarão de mim. Acordo pensando em formas de contribuir. De finalizar um dia, por mais ruim que seja, com a sensação de que fiz pouco, mas muito em benefício de alguém.

 

O feedback? O universo paga com positividade. Uma positividade em forma de pessoas que simplesmente agradecem pelo meu gesto. Assim, todos meus gestos são bem intencionados.

 

Mesmo sem trabalho, sem grana, minha forma de contribuir tem sido na atitude.

 

A atitude para fazer as coisas, tendo em vista ajudar o próximo, tem permitido que um feixe de luz invada meu quarto. E isso é bom. Isso conforta.

 

A verdade é que precisamos de coisas para nos agarrarmos. A partir do momento que você encontra o apoio, o desequilíbrio só acontecerá se você quiser. Você só cairá se você quiser.

 

Sempre é mais fácil se entregar, mas não quando se faz algo para si mesma com genuinidade.

 

Percebi que há poder em gestos intencionados. Não que não tenha percebido isso antes, mas agora estou muito mais consciente dessa atitude. Fazendo algo por mim mesma, e depositar uma energia para rebater em mais pessoas, torna cada tarefa valiosa. Sou uma pessoa de mensagem, acredito piamente que palavras podem mudar o mundo, e é isso que me faz bem.

 

E há paixão envolvida. Um sentimento que falta no coração de muitos que só fazem algo por si mesmos por fazer ou por status. Ou, na pior das hipóteses, fazem o que fazem visando a vida alheia tentando imitá-la. Justamente porque não há intenção, só desejo de obter.

 

Ao fazer algo por si mesma, com honestidade, você muda o curso de muitas coisas. Você pode inspirar, dar força, sinalizar em uma atitude que determinadas coisas são possíveis. Em um mundo desesperançoso, precisamos de exemplos e, infelizmente, eles são ofuscados pelo mar de futilidade que vivemos.

 

Fazer algo por si mesma, longe do termômetro de julgamentos, lhe dará a força necessária para lidar com os dias ruins. Ou os dias que passam em um constante tempo nublado.

 

Isso calha nas paixões, um sistema de suporte particular.

 

Saiba que tentar algo novo por você não é egoísmo. Sabe por quê?

 

Fazendo algo por você é sinônimo de força. Quando não há mais nada para lutar, e só resta lutar, engatar algo novo é dar um revés no jogo.

 

Então, dê os próximos passos por si mesma. Não em busca de aceitação, mas de mudança.

 

Uma mudança que rebate no outro.

 

Você é você por uma razão, lembra?

 

Faça o que lhe convir, vá aonde achar melhor, invista no que lhe faz bem, e retribua.

 

Essa energia positiva voltará para você. Pode não ser de imediato, mas volta.

 

O universo sabe quando você faz algo verdadeiro. E ele pode lhe impulsionar aos mais belos voos.

 

Não desista. Não ainda…

Stefs
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