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09/jul

Passados os dias dedicados a Sophia Bush, nada como dar espaço para o mês mais pottermaníaco do mundo. Hoje, como #TBT, trago alguns comentários sobre Draco Malfoy, um personagem que amo muito para loucura de J.K. Rowling. Ela não aceita esse sentimentalismo do bem para cima dessa criança que só soube correr em círculos na sua estadia em Hogwarts.

 

Ano passado, Rowling publicou um texto com vários pontos pertinentes (e novos) sobre a história desse personagem e dos Malfoy no Pottermore. Não o publicarei na íntegra (tem link no final do post para lê-lo), já que peguei as partes mais interessantes e refleti sobre elas.

 

Na época em que fiz o desafio de 30 Dias sobre Harry Potter, afirmei que o personagem passou por todos os perrengues por causa da burrice em forma de Lucius Malfoy. Rowling só afirmou o que sempre tive certeza: o pai foi o culpado por todos os conflitos do filho, especialmente a crise de identidade.Menino Malfoy não tinha presença, não tinha escolha, todos os seus pensamentos/argumentos eram ecos absorvidos na voz de um senhor que não passava de uma anta – mas que amo mesmo assim, porque sou tarada por essa família.

 

Draco viveu para celebrar o pai, mas ainda bem que existiu uma mulher chamada Narcissa Malfoy para contrabalancear a vida dele. Vejo-a como a responsável pelos traços humanizados do filho – que só afloraram lá em Enigma, o estopim da 2ª Guerra. Traços discretos, claro, porque não dá para exigir 100% de transparência de um sonserino. Ainda mais quando viver de aparências é um dos comandos para permanecer no mundo das cobras.

 

Foi por causa da mãe que o percurso de Draco mudou. Embora nunca tenha sido dito/escrito, sempre senti que em algum momento esse personagem viu que aquela guerra era uma babaquice. Não tinha objetivo, a não ser capturar o Potter. Feito isso, ninguém sairia beneficiado. Sonserinos só trabalham com vale refeição e vale transporte, algo que deixou de acontecer com os Malfoy quando Lucius foi preso, tornando a família digna de shame.

 

A glória que Lucius pregou lá na 1ª Guerra conflitou com o que o menino Malfoy realmente viu acontecer. Eles perderam o respeito no círculo de Comensais da Morte por uma falha. Cadê o benefício disso tudo? Cadê o acesso ao camarote e às bebidas que piscam?No fundo, sei que Draco desejou ter uma rotina um quanto normal, como a do Harry. O problema é que o bruxo teve que continuar na treta para recuperar o respeito da família, assumindo o posto do homem da casa quando Lucius foi tirado de cena.

 

Caiu nas costas dele assumir outra característica da Sonserina: as aparências. Algo que o menino Malfoy não conseguiu, o que lhe rendeu frustração e a sensação de não superar as expectativas de que era tão bom quanto o pai.

 

Draco Malfoy antes do Voldemort

 

De acordo com as palavras de Rowling, Draco se achava a cereja do bolo por causa dos seguintes mandamentos: ele era bruxo, puro-sangue e membro da família Black/Malfoy. Na mente dele, esse combo o tornava mais do que especial. Rótulos entoados por Lucius no decorrer do seu crescimento.

 

Para piorar, Draco foi criado na época da queda do Voldemort. Ele não pôde fazer perguntas ou debater o assunto fora do círculo familiar. Todas as suas opiniões e suas ideias foram fomentadas pelo que escutava, o que acarretou o convencimento de que vivia uma época de glórias.

 

Para deixá-lo mais panqueca das ideias, seu círculo de amizade foi limitado aos filhos de ex-Comensais da Morte. Eis a facilidade de ter uma panelinha assim que pisou em Hogwarts.

 

Uma das coisas que nunca passou despercebida ao longo da leitura dos 7 livros foi a sede de Lucius por uma segunda chance com o Voldemort. Chances que vieram, mas que só lhe renderam shame. Rowling afirmou que o pai Malfoy tinha fé em uma teoria: de que Harry Potter sobrevivera a um ataque letal por ser um bruxo das trevas. Uma teoria debatida até Draco ingressar em Hogwarts.Vejam que coisa mais doentia?

 

O que aconteceu? Vindo de Lucius, só poderia ser nhaca e nhaca aconteceu. Draco rodeou Harry no 1º ano em Hogwarts para confirmar essa teoria. O pensamento esmoreceu quando o menino Malfoy oferece a mão para o menino Potter, e acaba negado. Para piorar, o menino Potter já sambava com o menino Weasley que pertencia a família que os Malfoy não suportava (e que faziam questão de inseri-la na roda de conversa para dar uma caçoada). Esse foi o momento crucial do não nascimento da empatia entre os dois, de acordo com Rowling.

 

Draco Malfoy vs. Lucius Malfoy

 

A recusa de Harry foi o primeiro momento em que o cérebro de Draco entrou em parafuso sobre as ideias nada inteligentes do pai. Como um bruxo das trevas se recusa a falar com ele, todo criado a leite com pera? Seria meu pai um maluco?

 

Rowling afirmou que Draco foi norteado nos livros para ser uma versão modificada de Lucius. Ele tinha tudo para ser como o pai, mas ninguém contava com as circunstâncias. Dizem que as circunstâncias mudam as pessoas e foram elas que tiraram o menino Malfoy do trajeto de ser um novo flopado. Obrigada, Merlin! Lucius criou uma redoma ao redor do filho e o fez ver através do vidro como é vergonhoso não ter um nome influente, um sangue límpido e um grupo de pessoas para trazer justiça ao mundo bruxo. Impressões que Draco carregou até os minutos finais da Batalha em Hogwarts.

 

Neste texto, Rowling confirmou tópicos dos quais já debati aqui na coluna Potterhead: do quanto Draco vivia de osmose, absorvendo tudo que o pai representava. Especialmente no quesito comportamento. É muito fácil ver o quanto esse personagem era falso mais consigo mesmo que com os outros. Ele tinha sede de participar das zoeiras de Hogwarts, só não o fazia porque o eco de Lucius o barrava.

 

Draco representa um dos conflitos mais árduos da adolescência: o da identidade. Nos livros, ele transita na corda bamba, por vezes inclinando para ser como o pai, outras para ser como a mãe. No fim, ele honrou os instintos da Narcissa, uma mulher que foi lá e traiu Voldemort, e não dissolveu uma caracterização que faz um sonserino ser sonserino: pensar no próprio umbigo.

 

Ela flopou a guerra pela família. Se desse errado, que a turma de Hogwarts se resolvesse. Não é à toa que os Malfoy partiram a menor chance da cena do crime.

 

Outro ponto que Rowling confirmou – e que nem precisava – é que o repúdio do Draco por Harry foi por mera inveja. O menino Potter chegou em Hogwarts como um Zé Ruela, sem ao menos saber quem era. Foi ovacionado e conquistou amigos rapidamente. E o menino Malfoy, todo pomposo, com um grupo moldado, com riqueza, status, se tornou o patife detestado.

 

Para a casa terminar de cair, veio o embate de egos por causa dos talentos que Harry tinha e ele não. O menino Potter era bom em muitas coisas enquanto Malfoy replicava os ganhos do rival por inveja – e daí entramos em outro comportamento absorvido de Lucius, de que dinheiro compra tudo. Draco foi lá e fez a limpa, comprando até o posto no time de Quadribol.

 

O interessante nisso é que Harry foi se descobrindo até decidir quem queria ser ao longo da sua jornada. Draco fez o trajeto contrário, se vendo obrigado a extirpar valores ditados pelo pai para se conhecer de verdade. Para saber o que realmente queria e para compreender o que acontecia ao seu redor. No fim das contas, quem não sabia de nada sobre si mesmo foi o menino Malfoy.

 

Ao contrário do rival, Draco cresceu, supostamente, ciente de quem era, da sua importância, da sua relevância para o mundo bruxo. No fundo, ele não sabia metade da missa. Um conflito de identidade que se atenuou quando Voldemort retornou, acontecimento que o fez bater de frente de novo com os “valores que o faziam mais especial que toda criança do mundo bruxo”.

 

Draco Malfoy durante a Era Voldemort

 

Rowling afirmou que Draco pertencia ao grupo de pessoas que sabia que Harry dizia a verdade sobre o retorno do Voldemort. Por causa de quem? Lucius, que partiu como o submisso que era ao encontro da chefia para mostrar serviço na reta final do Torneio Tribuxo.

 

Quando Voldemort retornou, a crise de identidade de Draco se manifestou com mais força até atingir o auge em Enigma do Príncipe. As histórias que ouvira agora se tornavam reais. O que escutara se tornou sua vivência, e não tinha nada a ver com glória.

 

Lucius descrevera a Era Voldemort como “a era dourada da família”. Rowling escreveu que Draco chegou a vibrar esse comeback, que intensificou a raiva e a inveja dele por Harry. Como assim o menino Potter sobrevivia a todo ataque do Lord das Trevas ou dos Comensais da Morte? Tem algo errado nisso aí!

 

Mas isso passou longe dos fatores principais que o fizeram despirocar. Enquanto a 2ª Guerra Bruxa ganhava forma e força, Draco não viu a tal excitação que seu pai clamava sobre a existência do Voldemort. Para ferrar mais, ele viu a família perder a reputação.

 

Assim, o objetivo de Draco do 4º livro até o último foi restaurar o nome da família. Recuperar a glória, o triunfo e o orgulho de ser um Malfoy.

 

Draco achou que seria fácil. Com o retorno de Voldemort, o personagem teve a sensação de que seria mais celebrado, especialmente por ser filho do braço direito do bruxão das Trevas. Um benefício que desvaneceu com o flop no Ministério. Logo, os Weasley deixaram de ser interessantes, porque o fracasso dos Malfoy virou pauta do dia e motivo de risos eternos.

 

Ele poderia mudar de time? Poderia. Mas entramos na outra qualidade de fabricação de um sonserino: as aparências. Só que, assim que a guerra eclodiu, ele preferiu se manter na companhia dos pais, mesmo tendo crises de pânico nos banheiros de Hogwarts. Justamente por causa do cerne da trajetória dele: tirar a sujeira do nome Malfoy.

 

Apesar da mudança de posicionamento no final do 7º livro, Draco se manteve fiel aqueles que o criaram. Isso não o faz o mais santo, tampouco imutável. O personagem melhorou, mas isso não quer dizer que tenha chutado o nome Malfoy. Status também é uma característica de um sonserino e o bruxo jamais pisaria na jaca abdicando tudo que faz quem ele é.

 

O início do conflito interno de Draco se deu em Ordem da Fênix. Harry se safou de novo e Lucius foi parar em Azkaban. O gosto da glória esmoreceu. O pai se tornou piada interna e quem teve que segurar a barra foi Narcissa, que nem Comensal era. Isso abriu brecha para ele ser o homem da casa, uma representação do chefe dos Malfoy.

 

Daí, entramos no plano de matar Dumbledore. Draco só foi escolhido como forma de punir Lucius e para provar que era superior ao pai. Se falhasse, morreria para dar o exemplo.

 

Assim, o menino Malfoy entrou em uma nova zona de conflito que nada teve a ver com Harry, mas com Dumbledore. O que ficou muito claro em Enigma é que Draco agia conforme o que passou a acreditar. No caso, que Harry e Cia. eram os culpados pela prisão de seu pai.

 

Porém, o que ele mais queria era restabelecer a posição dos Malfoy entre os Comensais, por terem se tornado os “elos fracos e fracassados, a quem Voldemort se dirigia com desprezo e ridicularização”. Rowling até escrevera que o personagem não tinha ideia do tamanho daquela tarefa até chegar em Hogwarts.

 

Gradativamente, o bruxo notou que não era tão simples e começou a surtar. Nas palavras dela: as duas sequências de fracasso em matar o diretor o fez sucumbir a pressão e isso teve a ver com a visão que ele tinha do seu papel no mundo e de si mesmo.

 

Sua autoimagem começou a trincar, já que ele descobre que tudo que o pai pregou por anos era mentira. Draco se descobriu um não fã da violência. Isso uniu fracasso + vergonha, dois itens não permitidos para quem é Comensal da Morte. Isso rebateu nas recusas de auxílio vindas de Snape, porque o personagem não queria falhar e nem correr o risco de ter a glória tomada.

 

Enigma foi um divisor de águas para Draco e considero que o embate mesmo foi mais interno que externo. Todas as palavras pregadas por Lucius perderam sentido. De novo, houve a grande diferença de ouvir histórias e vê-las na segunda era de terror do Voldemort. Menino Malfoy não suportou o fuzuê.

 

De Enigma até Relíquias

 

O cenário: Draco sobreviveu a invasão de Voldemort em Hogwarts porque Harry e Rony o salvaram. Depois da batalha, seu pai resistiu à prisão ao apresentar provas contra os colegas Comensais da Morte, o que acarretou na captura de muitos fugitivos. Mesmo entre trancos e barrancos, os Malfoy se amaram e colocaram a família em primeiro lugar.

 

Os Malfoy podem não representar o tipo de amor como o dos Potter, mas os três se amaram ou não teriam aguentado tudo, tudo mesmo, juntos. Se eu fosse Narcissa, teria abandonado Lucius a menor oportunidade com Draco enfiado na bolsa, fatos reais. Quer marido mais flopado? Sem condições para essa mulher que se provou ser o lado humanizado do filho.

 

Inclusive: Narcissa jamais teria se humilhado tantas vezes se não fosse louca pelo Draco. Pedir ajuda para o Snape? Trair Voldemort mendigando uma afirmação do Harry?

 

O ponto de choque na storyline de Draco foi quando Snape o apadrinha. No sentido de ser o responsável, algo como Sirius e Harry (paralelos?). Por mais que carregassem a mesma bandeira verde e prata, não havia confiança mútua.

 

Fico imaginando como o Mestre de Poções se sentiu ao ter que colocar dois pentelhos que não suportava no macaquinho para não perdê-los de vista. Não queria ser ele.

 

Esse pedido de proteção da Narcissa para Snape fez muito sentido depois que parei para refletir. Ela recorreu a alguém que desconfiava por, talvez, saber do bafo dele com os Potter. Não penso que a desconfiança foi pelo fato do professor ter se escondido atrás de Dumbledore, mas porque essa senhora reconheceu um traço de cumplicidade que o faria proteger Draco.

 

Acredito que o que mais atrai em Draco Malfoy é a tese de garoto a ser remendado. Um garoto que não conheceu muito da vida além dos portões da Mansão Malfoy e das regras do pai. Diria que o personagem foi incompreendido, pois, antes e depois do Voldemort, ele só teve Lucius como referência/influência.

 

O sonserino só viu que “as coisas não são bem assim” na prática, o que lhe deu o direito de provar que nem todos nascem malvados. Que uma descrição de Casa não define todas as pessoas que ali habitam.

 

O que pegou foi o desejo de ser como o pai, um desejo que não estava dando certo, pois Lucius começou a falhar miseravelmente. E Draco falhou miseravelmente com Dumbledore.

 

E ficamos mal sim quando nossos exemplos de vida não vencem. É frustrante e você quer encontrar um meio de fazer a diferença nas falhas. O pensamento de Draco.

 

Lucius também falhou dentro da verdade universal que Draco foi educado. Afinal, chegou um momento que os Malfoy se tornaram a chacota. Como isso poderia acontecer sendo que Comensais da Morte e famílias de puro-sangue lutam pela mesma causa?

 

Literalmente, Draco foi aquele que precisou ver para crer. Ver que, de certa forma, o lado do Harry tinha razão. Ao ver isso, ele parou de combatê-lo, mas, mesmo assim, continuou a fazer o que sonserinos fazem de melhor: lutar pelo nome.

 

Por isso, considero Draco um dos personagens mais desenvolvidos da saga. Ele muda, mas não com um estalido. Há muito a ser pensado, debatido e ajustado. Ele é um personagem masculino que tem força por apresentar o que mais gosto: falhas. Inclusive, mostrar que tem medo.

 

O personagem pode ter mudado seu interior 19 anos mais tarde, mas manteve a pose de sonserino. Em nenhum momento houve uma descaracterização em nome da redenção, e achei isso fantástico. Sempre achei a ideia dele lutar ao lado de Harry surreal e achei justo Draco ver que seu pai era um burro com os próprios olhos, aprendendo com as próprias escolhas.

 

Rowling deu mais uma lição sobre família, que passou despercebida aos olhos de muitos.

 

O que Draco Malfoy ensinou?

 

Rowling afirmou que a trajetória de Draco, tendo em vista tudo que ele fez, especialmente na 2ª Guerra, foi para retomar a glória da família.

 

Draco teve um conflito mental sobre os ideais pontuados pelo pai e isso o fez combater os dois universos do qual se encontrou: Comensais da Morte resolvem tudo com violência vs. pessoas que odiava o tratando com bondade. Opa, não deveria ser o contrário? Por que Dumbledore o tratou bem e Voldemort riu da sua face?

 

Lucius ostentou a vida gloriosa da 1ª Era do Voldemort e Draco só viu terror e desespero na 2ª. Ok, o menino Malfoy perseguiu desesperadamente a glória, é isso que sonserinos fazem, mas isso começou a perder o sentido, especialmente ao se tornar também uma piada.

 

Narcissa deve ter sentido o mesmo para recorrer desesperadamente ao Harry – que poderia muito bem mentir sobre Draco. Talvez, ela tomou um soco ao ver que o menino Potter não mentiu, o que a fez dar no pé por perceber que tinha afetado o curso da guerra.

 

A trajetória de Draco não abrandou a importância de ser puro-sangue. Ele se casou com Astoria, uma pessoa que ajudou nessa mudança de conceitos sobre a guerra. Segundo Rowling, Narcissa e Lucius não aprovaram a nora. Por que será? Porque, depois da treta, o menino Malfoy se extirpou de todas as ideologias do pai e criou Scorpius longe da crença de que nascidos trouxas são escória. Detalhes que abrem brecha para um grande “e se…”.

 

E se Voldemort retornasse, Draco permaneceria na poker face?

 

Draco é um personagem dual. Algo que se vê no último livro. Por mais que tenha mudado muitas das suas crenças e das suas concepções sobre o mundo que crescera, ele não deixou de lado o orgulho e o desejo de devolver a reputação da família. É muito legal ver que isso não foi tirado dele.

 

O que acredito que poucos não chegaram a ver é que, apesar dos pesares, Draco brigou pela família. Ao longo da leitura, muitos fãs esperavam sua redenção. Uma mudança de ideologia que o fizesse se aliar ao Harry. Se o personagem mudasse de time, ele perderia o conflito que o fez tão interessante: a crise de ser ou não ser um Malfoy.

 

Draco encontrou salvação ao negar os conflitos internos, justamente no momento em que passou a ver que tudo o que Lucius lhe dissera não coincidia com a realidade. Rowling ainda concluiu que o personagem não passou de uma vítima de tudo que aprendeu a admirar.

 

Além disso, Jo relembrou que o personagem não tinha um coração de ouro, e aí caímos na redenção, já que “existe, afinal – e sob o risco de reacender fantasias insalubres – alguma bondade inextinguível no coração de Draco”.

 

Se a tia Jo falou, tá falado.

 

Outros fatos:

 

• O que achei formidável nesse texto foi o fato de Draco dominar Oclumência e Harry não. Um ato que precisa de autocontrole e de facilidade para desligar os sentimentos. Potter sempre teve suas emoções afloradas, sempre foi transparente e ligado a quaisquer lembranças que envolvera os pais e as experiências em Hogwarts. Penso que foi isso que salvou Malfoy tantas vezes, não só de Voldemort, mas de Snape.

 

• Draco habita a Mansão Malfoy com a esposa e o filho.

 

• Tem interesse por manuscritos de Alquimia.

 

• Outros sobrenomes antes da Jo chegar em Malfoy: Smart, Spinks ou Spungen.

 

Para ler o texto completo e em português: Potterish.

Stefs
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