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30/jul

Que nervoso me deu este episódio de Pretty Little Liars e nem é porque o achei ruim. Ele teve o tom certo, fez uma pausa justa nas tramoias de A para que a história pudesse se encaixar novamente na rotina das meninas rumo à formatura. Essa pausa, esse sossego, essa quase calmaria foi muito válida, pois estamos a dois episódios de saber quem é Charles. Não só isso, como Red Coat, Black Widow, e quem matou Jessica e a mãe de Toby. Ao menos, é isso o que garante a sinopse do 6×10.

 

Ali foi a responsável pelo meu nervosismo, pois consigo visualizar perfeitamente uma intromissão dela para salvar o irmão. A promo do próximo episódio só me alivia um pouco por vê-la capturada, talvez, confirmando o que Tanner disse sobre o perfil de Charles. A personagem quer ver para crer, então, nada como isso acontecer do pior jeito. Parece que a mensagem de que A é obcecado não ficou clara na mente dessa moça que se faz de inocente diante das circunstâncias atuais.

 

Revirei os olhos incontáveis vezes com o posicionamento dela, tendo em vista tudo que passou nos últimos anos. Inclusive, o que ela acarretou antes de sumir. Parece que Ali entrou em uma bolha de negação ao ponto de achar “banal” o estado das Liars pós-Dollhouse. Foi chato demais vê-la toda ofendida com as patadas de Hanna referentes ao Charles, como se fossem irmãos desde o berço (até que foram, mas deixaram de ser, né?). Não é porque Jessica realizou alguns encontros embaixo dos panos, que só agora a personagem começou a relembrar, que A merece uma dose de compreensão.

 

O comportamento da Ali foi incoerente. Ok se emocionar, achar injusto o que Kenneth fez (também achei uma baixaria), querer saber os motivos (até eu gostaria de saber), mas tentar aliviar os adjetivos negativos que o irmão recebe é demais. Parece que ela nunca foi vítima dele.

 

Sua trajetória em PLL anula todo esse coitadismo por ter torturado Mona e Lucas psicologicamente, por ter reunido 4 meninas a bel-prazer por meio de suas carências – popularidade, falta de autoestima, falta de autoconfiança, etc.. Mais tarde, essa moça voltou a criar um exército para se restabelecer através do medo, que incluiu uma Jenna amedrontada. Daí, do nada, Ali simplesmente não entende o ódio para cima do irmão.Menos, Marlene!

 

Pergunto: por quais motivos rolou essa súbita passividade, esse súbito chororô, como se Ali nunca tivesse sido a Rainha da Maldade em toda sua vida? Achei muita hipocrisia essa falta de entender o que A provoca e o que tem provocado nos últimos anos. Como se requinte de crueldade fosse algum tipo de novidade para uma pessoa que foi a deusa da manipulação. Não, né?

 

Só houve um mínimo ponto positivo no comportamento de Ali: o conflito com Hanna. Ambas representam o que possivelmente sentiremos assim que a máscara de Charles cair – ou choraremos ou enlouqueceremos de ódio.Comentei na resenha passada que era bem possível eu me comover, isso ainda é real pensando na criança deixada de lado e não no homem que se deixou levar pelo desejo de vingança. Não faria a menor questão de vê-lo de pertinho, como a Rainha da Maldade quer. Furaria os olhos dele com a minha poderosa faquinha de rocambole.

 

Posso até me comover se rolar flashback da infância de Charles, como tem acontecido, mas, considerando um cara com pelos na face – se tiver, porque a polícia de Rosewood nunca conseguiu capturar um para fazer teste de DNA – não dá mesmo. Só penso em agredi-lo dolorosamente. Há muita raiva envolvida.Se é para escolher um lado, fico com o de Hanna que, novamente, teve argumentos incríveis. Realmente, não dá para dizer amém para Charles.

 

Só quero ver o que Ali dirá ao saber da sabotagem na exposição de Aria. Aquelas fotos baixíssimas que mostraram as Liars em um momento de grande fragilidade. Fotos que deixam evidente a doença de Charles. O vício. A necessidade de jogar de uma maneira que as vítimas sejam completamente abaladas tanto física quanto emocionalmente.

 

Já que citei Aria, achei muito bacana darem foco total nela, já que a trama quicou de novo entre Hanna e Spencer, as duas personagens que mais falaram sobre o que aconteceu na Dollhouse. Foi muito bom ver essa Liar nortear um dia rotineiro, esperançosa pelo prêmio de fotografia e com uma empolgação enrustida de ir ao baile de formatura. Gosto muito da personagem, ela tem ficado bem nas sombras desde que saiu do bunker, e foi muito bom vê-la no cerne, focada no que ama.

 

Contudo, ainda sinto falta de um boletim meio completo sobre o que aconteceu com ela no bunker. A causa que a faz obcecada por bonecas ao mesmo tempo em que as repudia. Queria saber mais sobre o que houve e o que faz Charles gastar tanta energia para sabotá-la. Vejam bem, Hanna e Spencer estão sambando para capturá-lo e nada as barrou ao ponto de deixá-las acuadas.

 

Depois do rato caindo no colo da Aria, sei não, hein? Parece que Charles quer que o pior da Liar se manifeste, quer que a poker face dela derreta. São as únicas coisas que penso sobre isso.

 

50 Tons de Rhys

 

Li vários comentários sobre a participação desse cidadão e ele está bem mergulhado em uma onda de negatividade. Se Rhys for Charles, não tenham dúvidas que Marlene será odiada para sempre. Afinal, a promessa é que o rosto de A é familiar para as Liars.

 

Agora esse “familiar” pode ter vários significados. Pode ser um personagem da trajetória da série ou apenas com traços que lembrem os irmãos DiLaurentis. Cabelo do Jason? Queixo da Ali? Jason e Charles podem ser gêmeos não idênticos, o que justifica melhor a semelhança mais física de Rhys. Mas, se querem saber, já refuto essa ideia. Que seja o Wren e não esse cara assustador.

 

Nossa, quando Rhys entrou em cena morri de medo. Vi nele o Charles mais pela postura, pela face impassível e pelo olhar analítico em Hanna e Spencer. Nem foquei na loirice, gente.

 

Tratarei esse personagem como uma nova distração.Até então, o único libertado de qualquer participação no “A” Team foi Andrew e penso que a storyline dele se encerrou completamente – algo que Tanner também pensa ao ter riscado a foto dele no mural policial.

 

Depois, veio Lesli, uma história cujo background não foi explorado ou finalizado ainda. Ela é uma chave que pode engatar o encontro com Charles. Inclusive, há muita boataria de que essa personagem é Bethany ao mesmo tempo que Sara também é Bethany. Há duas garotas dando sopa na trama que podem explicar o retorno da/do Red Coat – que deve ser a sombra na foto da Aria. Seria meio sem noção CeCe assumir esse papel de novo.

 

E vamos levar em consideração Mona também que, ironicamente, está trajada de Chapeuzinho Vermelho nas fotos do 6×10. Indiretas?

 

Com o retorno da Red Coat, dois vieses de distração se apresentaram. Não duvido que a Black Widow apareça no próximo, justamente para amarrar os questionamentos que serão levantados e respondidos no summer finale. Sinceramente, não quero que Rhys seja Charles, embora, se analisarmos de perto, seja uma opção pertinente por não haver mais tantas figuras masculinas que possam assumir esse perrengue.Aceitaria Wren, mas ele se tornou tão X na história de PLL que acharia tal revelação muito sem graça. Só há Jason – o único envolvido em vários fatores, até na morte de Jessica. Sinceramente, não sei que homem colocar nos sapatos de A.

 

Rhys só tem um ponto válido: se estiver incluso no “A” Team ou se for parente dos DiLaurentis – não necessariamente Charles – haverá uma história fresca para ser contada.

 

Estou ansiosa para uma revelação bombástica e começo a temer que isso não acontecerá. Não se o rosto por detrás da máscara for de um recém-chegado. Rhys não é uma opção. Ele precisa ser a intriga, não o veredito. Depois de todos esses anos, seria frustrante um novato assumir a bronca.

 

Concluindo

 

Este episódio voltou a pontuar tudo o que faltou na trajetória de PLL. A começar por Tanner pegando Ali no flagra, algo que as meninas nunca passaram e quando passavam se safavam com vários dribles. Foi uma das cenas mais realistas sobre uma adolescente se metendo aonde não deve – porque eita polícia flop essa de Rosewood. Outro ponto foi a união de Ella e de Ashley para encontrar Charles, muito bem espiadas por Red Coat. Já pode começar a pensar em mortes?

 

A lentidão do episódio também é justificada da seguinte forma: a trama se move para uma resolução. É preciso acalmar as coisas para surtir a impressão de raciocínio – de Tanner. Por estar nesse clima, outros personagens começam a retornar, algo que aconteceu no 6×01.

 

Dentro desse circo, o intuito foi só aumentar a paranoia. Assegurar que mesmo que a polícia tenha um nome oficial que explica o tormento das Liars, não quer dizer que o culpado será facilmente capturado. O ar de falsa tranquilidade só trabalhou dois nortes, o dinheiro que levou até o Rhys e o drama da Aria que indicou de novo o foco de A nela. Houve muita honestidade, desde as emoções e as aflições das meninas, até o pedido do menino Charlinho para ter reforços – Red Coat.

 

Charles pode jogar sozinho, mas reagrupar a panelinha só me leva a crer que alguém está com medo de ser pego. O que isso gerará? A última rodada do jogo. Agora, é pegar as Liars ou largá-las.

 

A fábrica de bonecas abandonada cheira a um belo campo de guerra. Tenho até a sensação de que Ali acabará morta, considerando o próximo episódio. Não sei o que pensar, não sei mais sobre o que teorizar. Só espero que essa primeira parte de PLL continue a fazer jus aos anos anteriores da série e que Rhys seja apenas um meio, mas não A.

 

Agora: qual é a do Clark? Se é uma coisa que adoraria entender é o interesse de várias pessoas em torturar 4 adolescentes durante quase 6 anos. Doença? Só pode! Sério, não faz o menor sentido. Nunca fez, na realidade, pois tem que ser muito babaca para apoiar o “A” Team.

 

Só lamento que os personagens do passado de PLL não farão parte disso. Cadê Jenna, gente? CeCe? Até o porta do Lucas? Tem que ter muito comeback no 6×10, especialmente por causa do salto no tempo. Tem que trazer os mais importantes para intensificar a emoção em um momento tão crucial. Há muito para descavar e isso me coloca no posto do ceticismo. 40 minutos é um tempo curto para esclarecer as questões do core da série, o que me faz crer que as meninas verão um filme, sei lá, desagradável do ponto de vista de Charles. Só assim para a trama não ser corrida.

 

Inclusive, se tudo o que foi prometido for respondido, não vejo necessidade de uma S7 para PLL. Entregando Charles, acabou o suspense. Dar um reinício nisso com as Liars já adultas é estupidez.

 

Estou psicologicamente preparada para um clima de series finale. Agora, vamos de carona com Charles e Red Coat para o baile de formatura. Ele realmente está disposto a ter o que é seu de volta.

Stefs
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