Menu:
16/jul

E voltamos aquele momento em que um episódio de Pretty Little Liars investe em vários nada. Apesar disso, houve mais uma leva de informações bem bacanas para tentar disfarçar a trama morna. A parte boa é que houve uma desmistificação sobre a existência de Charles. Essa criança está vivinha da silva, à espreita, jogando como ninguém ao ponto de tirar o pai do eixo.

 

O episódio foi o que chamaria de um breve sopro de alívio, já que Lesli não deu tanto pano para a manga, o que abriu espaço para as Liars pensarem um pouco no futuro. Nos caminhos que podem ou não seguir para, talvez, superarem o caos A. Nisso, retornamos ao mesmo dilema que abatem as meninas desde que saíram do bunker: falar ou não falar sobre o ocorrido? É algo ainda difícil.

 

A discussão enérgica entre Spencer e Emily propiciou um tom de pressa para descobrir quem é A, com uma gota pertinente de ceticismo. Enquanto uma voltou a ativa e queria pegar Lesli com a boca na botija, a outra permaneceu/permanece em um estado de entorpecência que chega a ser incômodo. Quem arrebatou as duas perfeitamente foi o furacão Hanna, que segurou o pouco do mistério da trama.

 

A meta do episódio foi pegar Lesli no ato, mas não foi bem isso que aconteceu. Hanna foi responsável em desconstruir um pouco quem é essa cidadã com muitos surtos e bom humor, fixa na necessidade de querer mostrar que é mais forte do que aparenta. A iniciativa da personagem rendeu informações frescas, como a necessidade da amiga de Mona viver de fachada por ter alguns parafusos a menos.

 

Inclusive, revelou o quanto essa figuraça tem um perfil atraente para A, provavelmente com honrarias no currículo escolar e estrelinhas na carreira universitária.

 

Mas o que pegou nem foram os falsos óculos de grau, mas o suposto ódio por Bethany. Por quê?

 

Mesmo ausente, Lesli rendeu um novo salto na trama que fez o favor de tirar Charles totalmente das sombras. Ele escapou no dia que Ali desapareceu, algo que dá força para a ligação que Jessica recebeu naquela noite – ficando horrorizada. Agora, parece que o sustão da Mrs. D teve duas razões: Bethany e o filho. Os protegidos que têm/tinham muitas razões para se vingarem dos DiLaurentis e que torço para que sejam reveladas nesta season.

 

O que fica no ar é o fato de Bethany ter usado as mesmas roupas que a irmã do menino Charlinho, um look que fez Melissa confundi-la com a Rainha da Maldade. Não menos importante, aonde é que Sara se encaixa, outra dita com aparência e estatura semelhantes a de Ali.

 

Três meninas tombadas na mesma noite? Poderia ser pela mesma pessoa? No caso, Charles? Possível, já que Sara sumiu no mesmo período que Ali foi dada como morta. Talvez, o menino estava tão sedento em ter sua obsessão que acabou capturando a menina errada. Talvez, o que aconteceu com Bethany foi um efeito colateral, por isso a storyline dela deixou de chamar atenção – tudo bem que isso pode ser estratégia de trama para render algum plot twist.

 

Assim espero, pois temos CeCe, outra ponta solta que estava na mesma noite.

 

No mais, o episódio desta semana não foi tão interessante quanto os anteriores, mas não foi de todo ruim. Gosto mesmo de ver as meninas conflitando com elas mesmas sobre o que rolou na Dollhouse e amei rever relances de um mix de coisas que aconteceram com Hanna. É bom vê-las de alguma forma focadas em recuperar o tempo perdido, algo que rebateu perfeitamente em Sara.

 

O tempo em cativeiro fez diferença e foi pertinente darem um pouco mais de atenção a isso, especialmente porque passamos da metade da S6A. O salto de alguns anos está mais próximo do que imaginamos.

 

Com poucos episódios para termos o rosto de Charles – ao menos essa é a promessa – foi pertinente rolar um drama de consciência agora. A começar por Emily tendo a chance de ir embora e optando ficar por causa da Sara. Que morte terrível a minha. Nunca vi a personagem ser tão supérflua como nesta temporada. Querem coisa mais previsível que ela ficar com mais uma menina que tenta, de certa forma, salvar? Achei uó o envolvimento com Sara.

 

Enquanto Hanna raspa as paredes para não se perder de si mesma, Ems tem vivido na falcatrua, na sombra de uma menina que ela nem percebe que tira o direito de falar sobre o que sente. Ainda não sei qual é a dessa Liar que só tem ficado à paisana e estragando o pique das outras meninas.

 

Emily está me saindo uma bela de uma egoísta também se querem saber. O ceticismo dela sobre ir atrás de A é até tolerável, já que o quarteto mais errou que acertou, e colocar mais alguém como culpado no colo da Tanner não é pertinente para o rumo atual da série. Porém, ficar de mimimi por uma pessoa que conheceu ontem é péssimo. A personagem não está amadurecendo.

 

De novo, essa Liar deixa de ser interessante por causa de um crush e acho isso muito injusto. Quando tem plot, ela sabe ser tão destemida quanto as outras. Tudo bem que quebrar a cara faz parte do processo para tirá-la da bolha, algo muito fácil de prever com seu envolvimento com Sara.

 

Já está mais do que na hora de mostrar o que rolou com Emily na Dollhouse, pois a impressão de que ela não sofreu nada ganha força, justamente por ser a favorita da Ali – uma tese que perde, pouco a pouco, a força porque a obsessão de Charles tem sido Aria.

 

No caminho oposto, temos as outras meninas realmente buscando meios de contornar o Charles Thing. Aria tem o concurso de fotografia que pode levá-la para longe. Hanna tem Caleb, o que me faz pensar que são eles que casarão no final das contas. E Spencer, que não tem um futuro promissor – essa Liar não entrou nas universidades que queria –, mas tem um grande poder nas mãos de ajudar quem passou por traumas parecidos ou mais pesados que o dela.

 

É bem a cara de Spencer ser porta-voz de algo que sofreu. Quero muito que ela abrace a missão de ser oradora, que fale do que aconteceu de peito aberto. Não precisa ser tudo, mas que dê a chance dela ser um exemplo de que passou por um trauma e que continua lutando. Até então, acho a história dessa Liar muito realista sobre estresse pós-traumático – os retrocessos, a dificuldade de dormir, o desespero de querer meios para silenciar a mente, a busca de ajuda. Pena que não dá tempo de investir nesse viés em PLL, mas, se o discurso rolar, já estou preparada para chorar.

 

Afinal, há boatos de que as Liars nem pisarão na colação de grau por causa de Charles. Já sinto muito por isso, pois adoraria vê-las conquistar algo depois de tanto capote.

 

Com a confirmação de que Charles está vivo, parece que Kenneth será o norte de um sério drama psicológico. O cartão foi a cereja deste episódio, sem dúvidas. Gente, a coisa é tão séria ao ponto do papa DiLaurentis descavar o túmulo, atitude que realçou o medo desse senhor pelo filho. Um sentimento que não captei no relato dado para Ali e Jason, fato.

 

O desequilíbrio dele só reafirma que menino Charlinho é pior que imaginamos. Não há mais adjetivos para descrevê-lo, sério, porque o personagem parece pior que tudo que podemos nominá-lo.

 

Só sei que para um pai perder as estribeiras desse jeito é porque o babado é certo. Um pensamento reforçado pela lista de médicos que Kenneth entrou em contato no final do episódio. Todos mortos, gente? Entendi isso com os riscos nos nomes.

 

E as gaiolas no carro de Lesli? Não consigo sentir firmeza na personagem, algo me diz que A colocou tudo ali para desviar as atenções. Afinal, ele pôs chip nas meninas. Charles sabe quando elas agirão e sai na frente na hora de inserir um pouco de caos. Vide boneca da Aria.

 

Sobre o chip: soltei um berro! Nada como uma soneca no necrotério para causar um estrago.

 

E quem atacou Sara? Se é que alguém a atacou, né?…

 

Faltam 4 episódios para o tal face to face com Charles, gente. O que podemos esperar até lá? Só sei que gostei do comparativo entre os bichinhos nas gaiolas, com comportamentos arredios, com o que as Liars passaram no bunker. Depois do chip, tenho até medo do que mais elas podem descobrir como efeito colateral do tempo na Dollhouse.

 

PS: Dean se declarando para Spencer foi um soco no meu estômago. Toby, te amo, mas libera aí para nossa amiga dar um beijinho nesse menino gracinha? Nossa senhora, nunca shippei tanto uma dupla como essa na história de PLL pós-Spoby. Mas é efeito Buzolic, fatos reais.

 

Alguém dá o que fazer para o Ezra? Sério, tô ficando com dó.

Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3