Menu:
23/jul

Então que havia mais disfarces para saírem da moita. Depois do cartão de aniversário especial para o pai, menino Charlinho resolveu cativar a atenção do irmão amado, com direito a bexiga, quase provocando a própria captura. Este episódio me fez pensar em várias coisas, especialmente sobre Marlene ter batido na tecla de que o background de A e o motivo de perseguir Ali e as Liars causarão um chororô. Disse várias vezes que o odiaria da mesma forma que o odeio ainda de máscara, mas não estou mais certa disso.

 

Até chegarmos ao melhor do episódio, as meninas se viram na corda bamba entre recorrer à polícia ou seguir o mesmo modo de operação que já custou muito da vida e da liberdade delas. Uma coisa que tenho gostado é que, finalmente, os escritores têm explorado ganchos soltos da semana anterior trazendo para a seguinte, de maneira a não abrir demais a trama, segurando a mesma linha de raciocínio. Isso aconteceu com Andrew, que logo foi substituído por Lesli.

 

O mesmo se repetiu com relação aos microchips que poderiam ter ficado no esquecimento – já que o medo de envolver Tanner permanece –, e fiquei feliz pelas meninas aceitarem a ideia de retirá-los.

 

Porém, lá se vai a barganha das Liars para enganar Charles até o 6×10. Juro que ainda tento entender o que se passa com a Emily, que continua a se sair como uma bela estraga-prazer. Inconformada com essa louca destruindo a coleira que A lhe deu com tanto carinho, pois era o único meio que o quarteto tinha para continuar a investigar sem ser perseguido ou boicotado.

 

Não só isso: o que foi Emily barrando Sara e a amiga, gente? Nossa, que coisa mais chata! Tudo bem que deu para entender que a Liar usava a nova BFF, e agora crush, com medo de não ficar sozinha e por ter o que fazer para não pensar na Dollhouse. Porém, ela está totalmente deslocada da energia de Aria, Hanna e Spencer que continuam a ser imbatíveis na trama.

 

Esse trio tem salvado a fatia da trama em que não há A enquanto Emily dorme. Nunca suportei a passividade dessa personagem e nesta temporada esse sentimento está demais. Sério, até Aria se debulhou em lágrimas pelo fato de Charles não ter sido capturado, e essa Liar foi lá e destruiu algo que dava uma tremenda vantagem ao grupo.

 

Por isso que o melhor dos últimos episódios tem vindo de Hanna e de Spencer. Sou uma árdua Team Sparia, mas é inegável o quanto essas duas personagens dão muito certo quando se unem. Desde desvendar o plot da Lolita até assumirem a cirurgia caseira para retirar os microchips, ambas têm segurado o ritmo da angústia. Elas estão cada vez mais incríveis, muito bem posicionadas, destemidas e decididas a não prosseguirem como as bonecas da novela do menino Charlinho. Essa energia é necessária para a história não ficar dependente dos próximos passos de A.

 

Quem agora precisa se encaixar melhor entre elas é Aria, que até fez um ótimo trabalho neste episódio, optando por permanecer na problemática mesmo com o desejo angustiante de ir atrás da polícia. Por mais que não goste do Mike, a presença dele foi imprescindível para realçar a vulnerabilidade da irmã que não abriu a boca ainda sobre o que a deixou tão mal na Dollhouse. Não só isso, como a causa de ter se tornado a favorita de Charles.

 

O que encuca é sua ficção e seu súbito ódio por bonecas – que rendeu boas risadas quando ela se atreveu a girar o pescoço das de Mona contra a prateleira. Pobre, Aria!

 

Falando em Mona, nunca a vi tão verdadeira como neste episódio e tenho até medo de dizer isso, pois tá aí outra personagem dual que confiamos desconfiando. Deu para sentir um pouco de firmeza da parte dela em defender Lesli, pois, uma vez fora de um lugar como Radley, é preciso manter a compostura para não ter outro colapso mental/emocional.

 

Por outro lado, ainda acho Mona meio sossegada com relação a tudo que enfrentou na Dollhouse. Ela ficou mais tempo no buraco, sendo obrigada a ser quem aprendeu a odiar. Aproveito e pergunto de novo: quando é que darão um esclarecimento sobre a suposta morte dela? Qual é o segredo da paralisia? Meio impossível esquecer o olho da personagem congelado, aparentemente sem vida.

 

Tenho que agradecer ao Mike por ter mostrado um lado de Mona não tão explorado, revelando que ela sofre, se sente culpada e meio perturbada por não ter como consertar o que provocou. Pergunto-me só aonde estão os traumas, já que as Liars não podem ficar um minuto em silêncio que a mente delas as levam de volta para a Dollhouse.

 

Menino Montgomery também foi útil para acentuar um dos pontos fortes de PLL: o romance. Os meninos da série não estão ali apenas para segurar as mãos das meninas, dar alguns beijinhos ou fazer sexo quando a adrenalina da situação está no auge.

 

Mesmo com poucas participações, cada um deles é importante à sua maneira e achei bacana não só concluírem a firula entre Mona e Mike, como também dar – finalmente – relevância a ele como uma força para a namorada que parece ainda sofrer com o drama A. Ok que soa como uma boa ilusão o subplot desses dois, mas queria que desse certo, justamente porque Mona já foi muito humilhada, julgada e torturada psicologicamente. É um bom momento de dar a ela certa paz.

 

Uma paz que pode ser alcançada pela iniciativa de Ali em procurá-la na hora de salvar Jason. Esse foi outro ponto forte do episódio, pois PLL já saiu dessa picuinha de menina detesta a outra, de que Ali é uma ameaça e que Mona é uma invejosa maluca que quer derrubar seu desafeto e sua trupe. Está na hora também de amadurecer essas duas pontas, pois acredito no potencial da Sasha e da Janel de elevar a trama até o face to face com Charles.

 

O bacana da aparição de Mona também é que, mesmo vulnerável, ela continua misteriosa. Fiquei um pouco aliviada ao ver Aria jogando indagações de temporadas passadas na face dela, como o roubo do A Game, cuja desculpa não colou muito bem – e qual é da Mona ainda procurar essa Liar?.

 

Amei a iniciativa de Spencer em dar respaldo ao conto de Ali no 4×25, um conto que nunca engoli e que ainda acredito que há partes totalmente mentirosas. Ao menos, Mona de fato buscou Ali, cortando o barato de Charles que deve ter usado isso como justificativa para atormentá-la. Afinal, a gênia roubou e escondeu seu objeto de desejo. Na mente dele, tem que haver punição.

 

Quem também contou com uma dose excelente de vulnerabilidade foi Jason, ao ponto de quase retornar aos hábitos antigos. O personagem sempre foi um dos suspeitos sobre tudo que aconteceu em Rosewood e, até que se prove o contrário, dá para crer que ele foi tão vítima quanto Ali e as Liars. Esse jovem não teve culpa sobre o fato de Charles ser quicado para longe, quer remendar a situação, dar um jeito de levá-lo até a polícia, e compreendi toda a frustração de ter o plano barrado.

 

Essa tramoia em torno dos DiLaurentis tem rendido ótimas atuações, até de Kenneth virado no jiraya. Pirei mesmo com a iniciativa do pai em fugir com a filha e da filha voltando para proteger o irmão. A prova de que o jogo já atingiu outro nível, fatos reais, e que as Liars só são o rebote agora.

 

A festinha do menino Charlinho

 

Imaginei que a festa seria o maior badalo, mas só foi uma chance de pontuar mais pistas. O que é conveniente, já que faltam 3 episódios até o tal face to face. Temos agora um local importante no passado em que um tal Freddie celebrou mais um ano de vida. Outra prova do quanto Jessica foi cuidadosa ao ponto de trocar o nome do menino Charlinho. Só mentindo para manter essa criança entre os irmãos, o que me faz crer que houve mais momentos em família por debaixo dos panos.

 

Agora, e o quadro? Ali realmente o enviou? Se foi ela, esse é um golpe que chamaria de baixíssimo, pois esse cidadão deve estar habituado a várias doses de rudez e a irmã foi lá e devolveu o ataque com gentileza. Nossa, gritei muito quando ele dá de cara com a foto. Nossa, estou sem palavras!

 

Voltando ao ponto emocional da história desse cidadão, já penso que chorar é possível. Fiquei mexida com o vídeo do aniversário, a maneira como Ali olhou para a situação e como Jason ficou ainda mais desolado por sentir que traiu a confiança do irmão. Ok que a motivação, independente de qual for, é imperdoável.

 

Não dá para dizer amém a um doido que torturou um bando de adolescentes, mas, pensando em Jessica, é fato que essa criança não contou com auxílio, amor e proteção. Não abertamente como todas as crianças. Como Ali.

 

Se a ideia foi humanizá-lo, deu certo. Certeza que chorarei entre minha raiva pelo menino Charlinho.

 

Tenho que dar todos os prêmios para Charles, responsável em mostrar que há polícia em Rosewood sim. Deu até saudade da Tanner sendo a rainha dos detetives. Muita dó do Tobby sendo trollado pelas drogas da Spencer, e que ódio também já que ele poderia dar montinho em A. Que cena mais confusa e mais conveniente para segurar a angústia até semana que vem – e até o summer finale.

 

Sinceramente, não sei mais o que pensar. Charles tomou a trama para si essa semana, abafando Sara, Bethany e Lesli. Ainda me pergunto como esse quarteto se relacionará, pois é evidente que é parte das respostas que as meninas precisam.

 

O mesmo vale para a nova pista: a faculdade que Hanna conseguiu milagrosamente uma bolsa de estudos. Uma instituição que tem uma mão dada com o Radley. E com Jessica. E com o menino Charlinho muito provavelmente. Já sinto que todas as sujeiras serão levantadas a partir desse ponto só para as Liars terem o que fazer. Afinal, o drama é total dos DiLaurentis e não delas.

 

Charles quicou para todos os lados e deve ter ficado embasbacado com a atitude de Ali – se foi realmente dela. Será que haverá uma nova cartada de mestre? Penso que ele focará em se vingar das Liars já que a inteligente Emily quebrou o microchip dela. Estou curiosa para os próximos passos.

 

Falando em microchip: GPS de animais em cativeiro em laboratório = trabalho da dona Lesli?

 

Concluindo…

 

O episódio teve um pouco do clima anterior e encontrou outro meio de se sustentar ao focar no passado de Sara. Um bom momento para ela sumir já que nem é culpada de nada. Ao menos, é o que aparenta, uma vítima das circunstâncias. Esse é o timing perfeito para a personagem vazar, pois a trama agora tende a ficar mais estreita, necessitando apenas daqueles que fazem parte da história e que estão envolvidos de alguma forma com Charles. Hora de tirar os avulsos.

 

Também sinto que a grana doada para Hanna é lorota. O mesmo vale para a carta que Aria recebeu. Acho que é a pegadinha final do menino Charlinho e já pressinto vários corações partidos.

 

Faltam 3 agora, gente! Segura!

Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3