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22/jul

Só havia uma ponta que precisava se unir ao plot central: a Eichen House. Não só o sanatório, como Valack que deu as caras lá no 5×01. Agora, acredito que a real história desta primeira parte da temporada mostrará sua real faceta, pois o que faltava para mover o bando de Scott foi dado e amarrado ao restante com extremo sucesso.

 

Este foi aquele episódio redondinho, que prolongou o suspense iniciado na semana passada, intenso por causa de Stiles e corrido por causa dos Doctors. A história cresceu monstruosamente para abocanhar os personagens, incluindo quem acredito que interessa mais. No caso, Stydia.

 

Por mais que Lydia seja uma Banshee, ela ainda é humana. Até seu poder se desenvolver, como bem indicou o 5×01, a personagem tomará muito caldo para ter sua independência sobrenatural. Enquanto isso, ela capota, não tem o dom da legítima defesa e precisa contar com a própria sorte.

 

O mesmo pensamento se aplica ao Stiles, que não tem poder e continua a ser o rei dos humanos. Nos minutos iniciais deste episódio, o vemos lutar à moda antiga, tendo insights sob pressão para salvar a própria traseira. Um desespero que elevou o drama do personagem, que chegou muito perto de surtar. Uma coisa muito clara na storyline dele é o desequilíbrio emocional e esperei que sua raiva ou sua frustração aflorassem, como aconteceu ao dar piti sobre a passividade de Scott.

 

Nem sei se digo “ainda bem que isso não aconteceu”, pois penso que, depois do Nogitsune, Stiles tem um lado cruel escondido embaixo da cama. Só é preciso do gatilho certo para vir à tona.

 

Stiles lutou pela própria vida sozinho e viu a morte em plena consciência. Sofri demais na espera de uma queda emocional devido ao que aconteceu com Donovan. Mesmo com pouco, Dylan consegue envolver com a dramática do seu personagem, sem dificuldade.

 

Se há um personagem que tem um desenvolvimento muito bacana esse é o Stiles. Na minha opinião, ele é o dono da série. Não me entendam mal, amo Scott, mas o humano do bando é o único que sofre com os prós e os contras de uma situação. O único que tem senso crítico sobre tudo que acontece, um detalhe que muitas séries sobrenaturais pecam. Afinal, não é só bolar um plano e partir rumo ao pico da montanha. A paranoia dele para cima de Theo – que calhou de ser mais um acerto – é pertinente, pois, considerando o que o bando já enfrentou, uma dose de desconfiança não faz mal a ninguém. A não ser ao Lobito Alfa que está um porre!

 

Depois de sobreviver, Stiles lidou com o peso na consciência de ter matado alguém. A cena no jipe partiu meu coração. Com a culpa, ele indicou a semelhança crucial compartilhada com Lydia: de ser uma ponta fraca. Ambos não sabem se proteger, são mundanos e puros de coração. Não que os outros personagens não sejam, óbvio, mas os dois são alvos fáceis em campo de batalha.

 

Agora, ambos se assemelham até na questão de feridas provocadas pelos seres bizarros criados pelos Doctors. Embora não tenha sido mostrado, sinto que Stiles foi bicado por Donovan, o que efetivamente gerará as alucinações, como aconteceu com Lydia na semana passada. Dessa forma, Stydia se torna a dupla que, provavelmente, dissolverá o livro e, em algum momento, se separarão.

 

O reencontro Stydia rumo à Eichen House, o palco das visões da ruiva, foi significativo e coerente. Um recorte que fez paralelo com a season 3. Não havia mais ninguém, a não ser eles, para reconhecer o peso da presença dos Doctors e para aceitar que o novo caos é responsabilidade do grupo que cutucou o Nemeton. Já dá para imaginar várias coisas sobre esses dois, como as alucinações e a necessidade de terem o livro embaixo do travesseiro para não perderem o fio da meada.

No 5×01, Lydia não conseguia recordar o que tinha rolado até ser internada, dica.

 

Por que acho que Parrish será o salvador dessa parte da temporada?

 

Stydia é dupla tradicional, único resquício da antiga era de TW – e que ainda sou 100% apegada. Impossível não surtar com esses dois juntos. Embora Parrish seja a parede entre eles – não sentimentalmente falando –, há muito o que trabalhar e resgatar entre os dois.

 

Sem contar que o retorno ao sanatório foi significativo, já que Allison faleceu nas redondezas enquanto Stiles, possuído, torturava Lydia psicologicamente. Stydia têm contas a pagar na Eichen House e já temo por ambos. Espero que a dupla trabalhe bem em nome dos velhos tempos, pois sinto na storyline deles uma lacuna sobre o que aconteceu no duelo da S3.

 

Daí, temos a presença de Valack. Foi impossível não se perguntar aonde estaria Peter. Sinto muita falta do Ian, verdade seja dita (e do Bourne, obviamente). Achei demais a maneira como trouxeram esse personagem, que aparentava ser supérfluo, de volta e o amarraram com a circunstância da qual o bando vive. Inclusive, ele puxou para o cerne da bagunça os personagens que estarão envolvidos na internação de Lydia (o recepcionista maluco). Achei incrível!

 

Valack é uma grande incógnita além dos Doctors. Ainda não dá para saber o que ele quer, mas em algum momento esse senhor será rei da Eichen House. As intenções dele estão muito bem camufladas e acredito que continuarão assim já que os mascarados são a grande coisa do momento. Faltava realmente isso para Scott e Cia. começarem a agir, o que já me faz tremer na base.

 

O encaixe do livro também foi perfeito, alastrando a sensação de filme de terror desta temporada. Digo até que parecia um episódio de Supernatural (deverei o nome) em que Sam e Dean constatam que o que acontece no mundo real é alimentado online por meio de um site. Praticamente o mesmo da obra sobre os Doctors que, se não bastasse, tem mais um volume, pontuando a intenção de Jeff em prolongar a existência desses vilões por mais 1 temporada.

 

Achei muito interessante tornar o que está no papel uma realidade. Inclusive, deixar no ar que tudo aconteceu antes, sinalizando como os Doctors são realmente doentios. É como pegar uma lenda urbana e adaptá-la ao mundo contemporâneo a fim de acarretar o mesmo efeito. Isso deixou a história mais vívida, como se os vilões respirassem a todo o momento na nossa nuca.

 

O que perturbou foi a ideia de que essa história já aconteceu antes. Em que momento? Posso começar a incluir os Argent? Afinal, o vovô da Allison deve ter batido de frente com esse paranauê – e até aonde sei esse senhor não morreu, só está vomitando uma gosma preta para passar o tempo (ou eu fiquei louca e ele morreu? Faz tempo, hein, gente?).

 

Além de todas essas informações novas, o Nemeton também veio para o centro do jogo como a justificativa para o início desse caos. A árvore sinaliza uma punição sobre os acontecimentos da season 3. Outro ponto interessante é que esse viés iniciou o conflito entre os Doctors e Parrish, pois é óbvio que os mascarados levarão a culpa pelo sumiço dos corpos. Isso dá um pouco de força a storyline do policial que continuou a vagar na noite. Esse paralelo tira a Desert Wolf de cena.

 

Até aqui a trama está se encaixando perfeitamente, detalhe por detalhe, crescendo a cada semana. De novo, houve vários acenos para a season 3, período em que o bando não hesitou em cutucar o sobrenatural, uma energia que alimenta os Doctors – e Parrish. Houve muita informação de valor se entremeando no clima intenso e corrido. Meu cérebro ainda está bombando com tanta coisa boa.

 

A treta entre Stiles e Scott começa a ficar mais intensa. Stilinski pontuou muito bem sobre matar em legítima defesa e o Alfa rebateu com a bandeira de que não se mata quem é para ser salvo. O Lobito tem me irritado com sua tapadice e quero mesmo que ele sambe demais nesta temporada. Não dá para sair poupando todo mundo, tem que ter um pouco de frieza, como a dos Argent na era de ouro. Para um Lobito Rei, McCall está me saindo uma bela decepção. Cadê o Derek para dar uma luz?

 

Sim, quero que o mundo de Scott despenque o mais rápido possível. Sei que sofrerei junto com ele, mas bancarei de mãe e direi: eu te avisei, seu burrico! Está autorizado chamar Chris Argent para uma consultoria. Ainda falta uma explicação daquelas plantas amarelas. Chamem até os Calavera, tá permitido – e assim Araya cobra Scott por ter transformado Liam.

 

Como comentei no 5×02, Kira se revelou como uma chave para os Doctors invadirem locais de alta tensão por causa da brincadeira eletromagnética. Quero muito saber o que ela tem sussurrado em japonês, com certeza deve ser algo relacionado a sua transição sobrenatural. Achei uó Scott esconder a verdade dela. Nossa, não estou suportando o Lobito e estamos na metade da parte S5-A.

 

Theo é um jogador descarado e quero saber o que ele quer logo de uma vez. Só falta agora uma justificativa efetiva sobre o por quê da aliança com os Doctors, algo que acredito que demorará já que o personagem é o pivô para separar o bando. O que foi o clima com Malia? Nossa, foi tão uó quanto Scott mentindo para Kira.

 

E as visões da Malia? Não quero mais, sendo bem honesta. Quero vê-la na ação. Tá uó ela com medo de matar os outros, uma barragem que tem tirado o brilho da personagem. Em contrapartida, foi interessante saber um pouco mais do acidente que a fez coiote forever. Alguém atirou e a moça julga ser a Desert Wolf – subplot furado. Posso pensar nos Argent também?

 

Senti saudade do Liam! Mas a trama conseguiu ter ritmo com os poucos personagens em cena. De fato, Jeff aprendeu a lição sobre quantidade não ser o mesmo que qualidade.

 

E o que os Doctors querem com o olho do Valack? Bola de cristal, amigos?

 

Mas, gente, episódio 6? Não quero que essa primeira parte acabe, fatos reais.

Stefs
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  • Deixa eu sonhar e dizer que, para mim, a DW é um Argent, especificamente a que todos querem de volta, Ali. Agora vou tomar um remédio.

  • HAHAHAHAHAHAH ai Lari, adorei essa suposição e espero que seja real. Não tinha pensado por esse lado porque estava focada em uma alucinação da Ali, mas pode vir de Doctor que está permitido hahahaa

    Beijos, sua lindja!

  • Anônimo

    Nossa eu amo as suas resenhas sobre teen wolf,são bem completas e vc tem uma escrita envolvente : )