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15/jul

Lobisomem com garras de águia. Kanima com garras de lobisomem. É oficial: as regras do mundo sobrenatural foram quebradas. Não só isso: como qualquer um que se preze em Beacon Hills está em perigo, preferencialmente humano. Estou passadíssima com o episódio desta semana, um tanto quanto chocante, com cenas pesadas que nada lembram da pureza que um dia Teen Wolf pregou. Pelo visto, não haverá personagem poupado e proteger o bando agora é uma medida necessária.Contudo, sabemos que, considerando as visões de Lydia, isso será impossível.

 

Falando em visões, alguém me explica o que foram os minutos iniciais do Parrish? Estou ansiando tão desesperadamente com a aparição da Allison (não confirmada), que procurei algum rosto conhecido em meio aos cadáveres que esse maluco anda recolhendo (ou recolherá). Inclusive voltei a cena mil vezes para analisar o corpo que o policial carregava no começo do episódio. Fui trouxa!

 

Olhem, não sei aonde Jeff e Cia. querem exatamente chegar com esta temporada, mas a tremenda curva que a trama deu esta semana nos norteou a um ponto responsável pela repaginada da série: o Nemeton. Quando vi o contorno dessa árvore, já previ mais drama. Sabemos que as coisas que vêm desse farol sobrenatural não são lá formidáveis.

 

Amei mesmo o pontapé inicial, e efetivo, com relação a storyline de Parrish. De fato, ela estará amarrada a da Lydia, algo que cogitei no primeiro episódio desta temporada. Melhor que isso foram as associações com fogo, mais sonhos e mais transes, sinais que compuseram a curta trajetória de Tracy na série. Uma dormência que faz com que ninguém se lembre o que fez exatamente no dia anterior.Um estado de entorpecência perigoso que combina com alguns personagens. Um ponto já preocupante, ainda mais se pensarmos que a Banshee já está meio contaminada.

 

Lydia é um sério problema por ainda não ter controle efetivo dos poderes, o que a faz agir muito via pressentimentos. Emoções que podem ser controladas e distorcidas pelos Doctors.

 

Como comentei na resenha passada, raiva se confirmou como um dos gatilhos para os Doctors agirem e vi esse sentimento nos olhos do Parrish versão sobrenatural. O personagem recolheu Lucas totalmente fora da tomada, algo comprovado nos minutos iniciais do episódio. Ele se desliga para os seus poderes entrarem em cena. É bem possível pensar que esse cidadão crie certo asco ou certa relutância com relação ao bando de Scott. Um quique por ver o quão feio é ser o que é, e o quanto ser o que é dá margem para as mais diferentes formas de atrocidades.

 

E Parrish é um menino puro, né? Ele ainda não foi corrompido pelo sobrenatural.

 

Sinceramente, não senti que o ato dele nessas cenas foi genuíno, como dar um final digno às vítimas que passaram pelas mãos dos Doctors. Senti o intuito de sacrifício ou de limpeza. Com o Nemeton envolvido, é fato que a árvore ganhará poder com todas essas doações e, até então, só penso no quanto isso beneficia os vilões da vez.Um tipo de inimigo que parece ter controle de todos os elementos da natureza. Eles manipulam tudo, com eficácia, não encontrando dificuldade de trabalhar. E nem são tímidos na hora de aparecerem em público.

 

Fiquei aterrorizada com a aparição dos Doctors na boate. Tudo bem que achei muito cedo, e fiquei meio decepcionada com o relembrar da Malia sobre essas figuras. Torcia por um borrão na memória dela. Pelo menos, apresentar logo os vilões tira a impressão de que TW recorrerá a uma grande enrolação até chegar ao que interessa, como aconteceu algumas vezes na S3. Sinceramente, acho que tudo que Jeff errou no 3º ano da série será corrigido nesta.

 

Na S3, a escrita demorou muito para amarrar as pontas determinantes para engatar um clímax – Stiles praticamente fez o job sozinho. Como a meta agora é derrubar um por um do bando de Scott, ainda há trama a ser desenvolvida. Além disso, há Theo a ser explorado, o porta-voz dos Doctors.

 

Como disse, não sei aonde a história quer chegar, mas esses resgates nostálgicos, que apontam efetivamente para a S3, têm me dado muito o que pensar. Não só sobre possíveis reaparições imaginárias, mas, talvez, para amadurecer ideias que falharam nessa respectiva temporada na S5. Se esse é o pretexto, já tiro o chapéu.

 

Claro que fico temerosa também, pois criar paralelos com anos anteriores dá aval a escorregões. Considerando que a escrita tem segurado firme até aqui, prolongando a ação, sustentando o mistério, nem mesmo quando Scott e Kira se pegam, acredito que Jeff está abraçado ao remo para nos nortear ao que realmente prometeu: um ano diferente a tudo que vimos.

 

Até então, isso tem acontecido. O que foi a cena do Donovan, gente? A iniciação sem anestesia, sem censura, sem absolutamente nada. O personagem foi avaliado e passou pelo processo de transição. Esse cidadão está honrando ao mostrar como um humano se torna um ser sobrenatural by Doctors. Curti!

 

Despindo meu orgulho por alguns instantes, quero dar um abraço no menino Cody. Vamos dizer que Stefs começa a sentir firmeza nessa criança. Theo lidera essa tramoia, é amigo íntimo dos Doctors, um belo agente provocador – aquele que destrói um sistema de dentro para fora. Ao agir com Donovan, mais na poker face que a Lady Gaga, acredito com menos ceticismo (se é que isso é possível) que ele convencerá ao separar o bando. Nada mais conveniente que começar com Stiles.

 

Bem disse no 5×02 que a treta tinha que afetar Stiles primeiro. É a única forma de derrubar a confiança de Scott que nem foi cultivada direito. Meu coração está na mão, pois não quero ver um dos meus filhos sofrer. Ainda mais quando é fácil prever que, se ele for transformado, será um salto na storyline do personagem muito mais complexa a do Nogitsune. Estou tremendo, Rosana!

 

O episódio foi muito inteligente, verdade seja dita.

 

Os outros plots

 

Malia não fez muito, mas voltou a ter complexos com a mãe. Ela não quer ser assassina e sinto que a personagem contornará isso até efetivamente fazê-lo. Um detalhe que rebateu na Kira, outra que quase matou Lucas. Pergunto: até quando alguém desse bando não sujará as mãos? Amo Scott, mas, às vezes, ele com essa pinta de paizão me irrita. Deixa matar um tico, vai!

 

Fiquei meio assim com a súbita desconfiança de Stiles para com Malia, mas tudo bem. Tá perdoado já que a personagem teve a barra limpa com relação aos Doctors que foram dançar na baladinha.

 

Começo a perder um pouco da fé nesse subplot da Desert Wolf, algo malhado desde a temporada passada. Até então, não acho que vinga, só no momento em que Malia for vítima dos Doctors. Fiquei aliviada por ela não ter sido desacreditada, mesmo tendo se confirmado que os vilões são bem reais, não frutos da imaginação. Quero muito saber mais do livro e da nota – que me parece ter sido coisa do Theo. Agora, tudo que é estranho será culpa dele, prevejam.

 

Deaton foi muito rei neste episódio e foi o grande responsável em não deixar a atmosfera de suspense morrer. Foi sensacional a maneira como ele amarrou todas as suposições, talhando a problemática da vez, dando forma a ela. Quando o personagem falou sobre enterrar como forma de incubar, me perguntei o que diabos fizeram com Jeff Davis. Só agora ele acordou para fazer uma trama trash dessas? Estou gri-tan-do com o caminho até então surpreendente da trama, fatos reais.

 

Amei demais também Liam ter mais espaço na trama. São nesses momentos que fico boquiaberta com Teen Wolf: quantidade de personagens por minuto de cena. Parece que Jeff aprendeu com a S3 – que contou com uma penca e metade ficou a ver navios. Dessa vez, parece que o showrunner está atento na divisão de trabalho para não correr o risco de deixar alguém sem ter o que fazer.

 

Até Brett teve uma participação significativa e adorei! Foi muito incrível, até mesmo para Mason, a união desses personagens. Quero mais investidas nesse grupo. Tá sucesso!

 

Como previ, feridas também são fontes de contaminação. Ao menos, no caso da Lydia. Estou temendo que Parrish fique meio obcecado por ela, não sei. Aquelas cartas de baralho deram muito o que pensar, mas deixo a pergunta: as rainhas são só referentes a Lydia ou a de rosto queimado é uma referência a outra garota? Só sei que esses dois têm muito transe e isso não prestará.

 

E Stiles? O que acontecerá com ele? Meu filho, meu bebê, cadê Scott que não tá fazendo nada, produção?

 

E esse motherfucker do Theo? Quero enviá-lo de volta para Rosewood para A dar uns tapas nele.

 

PS: amo Stalia, juro, mas meus feels foram no chão com o relance Stydia. <3

 

PS: sério, eu ainda estou babando em cima deste episódio.

Stefs
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