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01/jul

Pensei várias vezes – como sempre penso – se continuaria com as resenhas de Teen Wolf. Bem, com este post, afirmo que seguirei em frente no decorrer dos 20 episódios desta nova temporada. Uma temporada que tenho a sensação de que será a melhor de todas. Digo isso só pelo pouco de spoilers que foi liberado até então. Estou bem animada e espero não fazer papel de trouxa!

 

Não sei vocês, mas este episódio foi de chorar em todos os sentidos, a começar por ter sido dedicado a mãe do Tyler. Esse embarque emocional se entremeou nos 3 arcos da trama e começarei a falar da Lydia.

 

Que cena maravilhosa foi aquela, meu povo (imaginem Stefs berrando!)? Sem dúvidas, foram os melhores 5 minutos da história de TW. Hesitei muito em vê-la assim que foi liberada, porque sou uma pessoa que evita sneak peek e derivados por afetarem meu julgamento – já que eles são superproduzidos e nunca são o que aparentam. Neste caso, foi a melhor coisa que fiz.

 

Perfeição essa menina Holland, viu? Ainda estou embasbacada! Ela roubou meu fôlego ao arrasar na atuação, nos kicks e nos hadoukens (saudade Street Fighter!). Foi incrível ver os poderes da personagem se manifestando pra valer, algo adiado desde a temporada passada. Só no final do episódio ficou claro que a situação de Lydia na Eichen House era um teaser do futuro. Uma prévia da storyline de todos.

 

Por Holland ter permanecido, Lydia tem sido muito beneficiada no quesito desenvolvimento. Quero muito que ela cresça e seja a personagem feminina dominante deste novo ano da série. Ela começou como a garota fútil e mimadinha, entrou no bando por osmose graças a Allison e se descobriu como Banshee, o que lhe rendeu cenas importantíssimas na 3ª temporada.

 

Na 4ª, ela teve mais independência, aprendeu a confiar nos próprios instintos, se distanciando dos surtos feat. gritos, e foi ponto-chave para a trama do Benefactor.

 

Agora, é hora de explorar esses poderes. Espero que os spoilers não mintam. Já está mais do que na hora dela mostrar do que é capaz e mal posso esperar para saber qual foi o empurrão que a fez se manifestar. Não só isso, como parou na casa dos loucos.

 

Já amo a ideia da história ser meio que narrada do ponto de vista da Lydia. Os minutos finais ofuscaram facilmente o trabalho dos Dread Doctors. Estou bem curiosa com a storyline dela, fatos reais!

 

E o que foi Aiden surgindo, gente? Não era tão amorzinho com o casal, mas gostava muito dele!

 

O 2º momento contrabalanceou o 3º. No caso, Stiles e seu cronograma para terminar o ensino médio e rumar para a faculdade – com direito ao jipe. Como estava com saudade desse menino, socorro! Ele trouxe o peso emocional em meio ao suspense carregado desta premiere. O combo clima tempestuoso, saudosismo e novo inimigo à espreita, reforçaram a dramática dos discursos do personagem. Não sei vocês, mas senti uma gota de nostalgia no ar e só pensei em… Allison!

 

Por mais que pareça bem, algo que não consigo engolir já que acredito firme e forte que Stiles duela internamente com o que aconteceu na 3ª temporada, cogito que seus problemas de ansiedade serão desencadeadores de muitas coisas. Será um gatilho. Ele continua o mesmo, pagando de grilo falante do Scott, sendo o mais engajado nas tarefas, mas a ligação emocional com tudo e todos pode ser um grande ponto de tensão. Isso, considerando o que está prometido para este ano de TW.

 

Sem contar que Stiles ainda é o humano da história. Se o bicho pegar, quero crer que o personagem sentirá com mais força o drama de não ter poder para fazer mais pelos amigos. Enquanto a fatia sobrenatural se envolve nos problemas de mesma estirpe, com suas garras e seus gritos, ele continua no status de não ter nada prático a oferecer. Só o raciocínio. O que não deixa de ser maravilhoso, já que é parte da caracterização dele ver o que os outros não.

 

Amei fortemente a cena em que Stiles confessa para Malia a razão de ter forçado todo mundo a participar do Senior Scribe. O ponto de vista dele é uma realidade. Você sai da escola sem ter certeza se as amizades permanecerão e achei muito legal pontuarem essa insegurança por meio desse personagem. Só ele falaria algo desse tipo, especialmente por ser o único com “tempo” de refletir sobre o assunto. Afinal, Scott tem o posto de True Alpha e tem que agir como tal.

 

Não que o Lobito não se importe com os amigos, nada disso. O que Stiles disse foi apenas um aquecimento do que está por vir. Scott sempre foi o rei do bando e, neste ano, a promessa é que tudo isso se perca. Há uma montanha-russa emocional garantida para esse personagem, e o melhor amigo apenas fez uma previsão de um status de amizade que possivelmente se quebrará.

 

Vide o momento final de Lydia que nos deu vários recortes do que está por vir. Cada um virado contra o outro. O que foi meu OTP Mama McCall e Papa Stilinski tretando? Stiles tombado no jipe? Malia sendo atacada pelo que, finalmente, deverá ser a tal da Desert Wolf? Haja coração!

 

Isso vale até um adendo para as alucinações que acho que virão aos baldes nesta temporada. Lydia viu Aiden. Parrish viu Lydia. Se o efeito for o mesmo para todos que ficam sob domínio dos seres alterados pelos Dread Doctors, os grandes vilões desta temporada, posso esperar uma visão da Allison? Juro que fiquei na expectativa quando Scott foi atacado.

 

Posso encarar o fato de Scott ter escrito as iniciais dela na prateleira um sinal? Crystal participou do Paleyfest de TW, um evento importantíssimo no mundo das séries. Duvido muito que ela estava ali à toa. Certeza que sua personagem aparecerá em algum momento, dando um soco em geral. Se já doeu ver uma referência vinda do crush, imagina uma alucinação? Duas letrinhas me fizeram chorar como um bebê. Quem dirá a pessoa propriamente dita.

 

O lobo fora do quadro, que chegou causando, deu espaço para meu ponto de interesse: os Dread Doctors. Muito foi falado sobre eles e o que mais me deixou animada nem foi o fato de que Jeff, e até mesmo Posey que ingressou como produtor da série, os criou por conta própria, mas o escopo. A inspiração veio de acontecimentos da 2ª Guerra Mundial e Stefs ama esse marco na história só pelo seu teor creepy. No caso, os ditos experimentos que se desenrolaram nessa época e que será tema da S5.

 

Sou normal, gente, juro!

 

A gota de nostalgia se tornou uma chuvarada com a cena final do episódio. Muito poderosa, um meio de relembrar que, mesmo em grupo, eles são um só, norteados pela palavra lealdade. Pareceu até uma ode que confrontou com os retrocessos de Lydia. O que dizer da turma descendo as escadas, como se essa fosse a última fotografia deles juntos? Captei despedida no ar, segura!

 

Dilemas até então

 

Are you my mummy? Não podia deixar passar a referência, pfvr!

 

E mais uma vez o corpo de Scott é desejado. Mais um querendo ocupar o lugar dele? Qual é daquelas garras do lobo andarilho? Elas absorvem poder, mas há efeito alucinógeno? Há boatos de que a turma nesta temporada terá sérios problemas com o sono.

 

Qual é a do Damon Salvatore, digo, dos corvos saindo do corpo do grande fã? Eu hein!

 

Sobre Theo: não aguento o Cody since Pretty Little Liars. A atuação dele não me convence e espero que as coisas mudem. Nem sei se quero saber qual é a do personagem, estou meio Stiles, desconfiada e sem paciência para quem tá começando.

 

Parrish continua a ser um grande mistério e pode ser que os poderes dele evoluam com os de Lydia. Seria lindo, porque gosto dos dois juntos.

 

Malia sendo Malia é demais para minha saúde. É de se esperar uma crise de identidade da personagem, mas, por enquanto, foi bom vê-la mais à vontade no bando. Amei a aparição do pai doido dela, o que me fez pensar que ele será o tapa buraco do Chris.

 

O que foi a espada da Kira em um cinto Power Ranger? Achei demais, porém, quando a dança da katana começou, esperei que terminasse em tchan!, mas lá foi ela beijar o chão de novo. Nem a Allison caía tanto quando tomava umas na orelha.

 

Não faço um comparativo, calmaê! Isso é um cutucão sobre o quanto estou cansada de ver Lady Fox capotando e não sendo 100% badass. Miss Argent só precisou de uma perda para dar a louca em Beacon Hills – e que rendeu o melhor dela. E a Kira?

 

Liam! <3 Minha vontade de pegá-lo no colo voltou com força total. O que dizer do Scott todo compassivo para cima do seu filho mais novo? Gracinha, mas sinto que o Beta passará dos limites. O mini-lobinho está claramente fora do controle, embora tente se acalmar ao som de Enya.

 

Lydia saberá em algum momento que os amigos morrerão. Os Doctors afirmaram que não possuem tempo e que precisam exterminar os empecilhos. O que diabos eles querem com Scott?

 

Concluindo…

 

O que gosto muito em Teen Wolf é o fator escrita. Mesmo que falhe algumas vezes, ela é efetiva em equilibrar plots/subplots sem distanciá-los da história central. Dessa vez, não foi diferente, pois um gesto levava ao outro. Foi uma premiere redondinha, deu o necessário, e não perdeu o ritmo.

 

A entonação emocional de Stiles alavancou a dramatização de uma história que permaneceu soturna do começo ao fim, com vários pontos de impacto. O tempo tenebroso contribuiu não só apenas com o suspense, mas com a ação que foi arrematada perfeitamente com um elogioso trabalho de edição.

 

A premiere foi envolvente e valeu todos os minutos. Dou 5 estrelas. E digo mais: foi a melhor estreia. O desenrolar dos fatos foi inteligente, dando fragmentos do que seriam marcas registradas dos inimigos da vez. Está claro que coisas terríveis estão por vir.

 

Espero que esta temporada consiga manter o ótimo ritmo da premiere. A S3, com seus 24 episódios, se perdeu demais e me fez querer estar morta em alguns momentos. Espero que com 20 as coisas fluam melhor, já que sou mil vezes o molde compacto.

 

PS: a aberturaaaaa! Se você é como eu, que a repete mil vezes, vem cá me abraçar! Senti falta do mozão Derek, verdade seja dita! Peço desculpas sobre o beijo Kira&Scott, porque beijo Allison&Scott foi muito melhor. Mas o jogo da espada cortando o clima ficou awesome demais.

 

PS²: a resenha do episódio 5×02 será publicada na sexta.

Stefs
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