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29/jul

Poderia citar vários adjetivos positivos sobre este episódio, mas são tantos que fico com excelente. Acredito que quem o viu deve ter ficado tão baqueado e tão confuso quanto eu. Como não mergulhar em uma tramoia alucinante? A trama teve vários nortes e um ponto em comum: não conhecemos esses personagens. Não tanto quanto imaginamos. Em quase 5 anos de Teen Wolf, tudo o que nos foi dado sobre Scott e Cia. não passou de uma casca. De fato, não sabemos do background de todos antes do sobrenatural fincar estadia em Beacon Hills.

 

Passado que não passa de pontos fracos de cada um deles.

 

Não sei o que mais me deixou com o coração na mão: o retrocesso da Lydia ou a alucinação de Stiles. De novo, ambos ficaram no centro das atenções e penso que é até possível relacionar os dramas da avó dela com os da mãe dele.

 

O episódio explorou o elo em comum que faz uma pessoa especial aos olhos dos Doctors. Ainda ficou meio confuso, embora as variantes tenham ficado claras. O ponto de partida pode ser resumido na palavra doença. Tendo uma, eles partem para a correção. Falhando, o capturado morre por não ter atendido as expectativas. Para os vilões, o corpo é uma máquina, como o deles, feito para aguentar as mais variadas transformações. Um modo de operação de cientista doido.

 

No começo deste episódio, vi claramente uma teoria que esbarrei no Tumblr se tornar real: as pessoas que os Doctors capturam devem ter algum tipo de abalo na saúde mental. Ideia que ficou transparente com a visão de Stiles. Claudia tinha demência.Na contramão, Donovan tinha problemas com raiva, algo que encaixa Liam que, mesmo em vigilância, escorregou várias vezes no 5×01. Daí, temos Stiles, que é uma boia emocional, corrompido pelo sobrenatural, e tem – por mais que tenha sido ignorado na season passada – chances de herdar o mesmo problema da mãe. E tivemos Sydney que denunciou estresse – e na escola americana há vários alunos estressados por se cobrarem demais, especialmente no último ano do ensino médio.

 

A saúde mental afetada se encaixa perfeitamente na ação dos Doctors, até descobrirmos que há algo mais nessa tramoia. Scott tem asma, algo reativado depois de ler o livro. O mesmo Hayden, que revelou problema nos rins. O mesmo o novo chimera sem nome que parecia ter algo na região do estômago, sarado pelos vilões. Saúde corporal afetada também é fonte de interesse.

 

Porém, penso que a saúde mental é um ponto fixo e constante – comportamentos anormais, tiques nervosos, estresse e assim por diante. Vejam bem: a mãe de Lydia sempre acaba inclusa no caos.

 

As lembranças também foram firmadas como fatores importantíssimos na saga dos Doctors. Não qualquer uma, mas as da infância, período do qual não recordamos de muita coisa. Stiles foi repudiado pela mãe quando era criança. Lydia viu a avó quando era criança. Scott sofreu com uma perda mais um ataque de asma quando era criança. Há muitos traumas que acontecem nessa fase da vida que são suprimidas, sejam pelos pais ou até por nós mesmos por meio de válvulas de escape.

 

Isso acarreta em memórias bloqueadas, o que calha no debate entre Stiles e Scott sobre como ativar uma memória sendo que você não se lembra dela. Pensem bem: nossa memória da infância tem vários furos. Só com muito esforço/impacto para algo dessa fase da vida vir à tona.

 

Esse caminho dá meio que um reboot na storyline dos personagens. Scott e Cia. voltaram a ser mais interessantes porque o passado deles têm sido explorado. Se continuar assim, tenho certeza que será sucesso, pois não haverá nenhuma relação com as temporadas anteriores. Serão plots inéditos. Um belo meio de inovar a trama sem afetar o que transcorre no presente.

 

Por causa dessa necessidade de diagnosticar falhas, os retrocessos nas storylines se tornam uma necessidade. Lydia foi a primeira, trazendo de novo a avó que foi o grande babado da temporada passada. A conclusão até então é que os Doctors não estão interessados na personagem por ter alguma doença – até porque a ruiva nunca apresentou nenhum problema que a comprometesse seriamente. Talvez, poderia até ser estresse já que ela sempre foi a CDF da turma. O interesse é seu poder de Banshee e o retorno ao hospital foi a resposta de que tudo o que precisará ser visto nesta temporada, o cenário dos vilões, o que eles fazem, está em um quarto cirúrgico.

 

A avó de Lydia sempre foi uma grande incógnita por prever reviravoltas sobrenaturais. Imagino que com os Doctors não será diferente. Associar a ferida imaginária – ou não – de Sydney ao que provavelmente aconteceu com essa senhora ficou tão incrível de assustador. Tão incrível por pontuar que os inimigos atuais sabem escolher a dedo quem querem.

 

Até diria que os Doctors são um upgrade do Benefactor, que quis eliminar o sobrenatural, só que com o desejo de elevar cada ser. Aprimorá-los. Por quais motivos, não sabemos, e duvido muito que teremos respostas nessa parte da temporada.

 

Lydia tem uma storyline que ainda não atingiu o auge. Ainda não foi explorada como merece. Criar um gancho na avó foi uma sacada sensacional. De Banshee para Banshee, aí está o farol que tudo sabe, tudo vê, tudo profetiza. Capaz que a ruiva saia do eixo ao ponto de ser encaminhada para a Eichen House nos moldes Meredith, por ouvir demais, por perseguir sinais, por emergir tão fundo no que a atrai sobrenaturalmente que a linha tênue da realidade e do poder rachará.

 

O tenso é que ela já estava destemida para saber o que rolou na cirurgia. Agora ela quererá saber o que sua avó viu, sentiu, ou sei lá. Para isso, Lydia terá seus poderes desenvolvidos. Amém!

 

Agora, a visão de Stiles foi digna de pegadinha do Silvio Santos, com a mulher no elevador. Foi um choque emocional tremendo, fatos reais. Sério, não consigo suportar as dores que abalam o menino Stilinski. Ver Claudia surtando, temendo o filho, foi demais para minha saúde. Isso não o ajuda em nada, especialmente por ainda mastigar o que houve com Donovan. De novo, se firmou que o personagem é muito fraco, facilmente norteado por inseguranças.

 

E Theo aproveitou esse ponto fraco sabiamente. Por mais mala que seja, esse personagem se torna mais interessante – e odiável – a cada semana. Justamente por ser uma quebra da típica narrativa de TW. Antes, nos matávamos para saber quem era o vilão. Agora, o assistimos, agindo dentro do bando, se equilibrando para não ser descoberto. Mesmo assim, o que o torna intrigante nem é ficar à espreita ou ouvir conversa alheia, mas por, de alguma forma, não ser afetado pelos Doctors.

 

Pergunto-me como os tais pais dele se encaixam no seu retorno à Beacon Hills. Quero saber o que aconteceu com o senhor que teve a mão quebrada. Não menos importante, como Theo se associou aos Doctors. Outras indagações que prevejo nenhuma resposta nessa parte da season.

 

Theo continua como um bom jogador e tentou o episódio todo espetar alguém para ter uma garantia de permanência no bando. Malia mostrou que é rainha do próprio destino, não caiu na dele, e Stiles foi abocanhado – a ponta fraca, a pessoa que mais desconfia e o leal amigo do Scott. Stilinski já está tão perturbado que cairá muito fácil em qualquer jogo psicológico desse intruso.Só mentiras e mais mentiras afastarão Stiles de Scott. Para piorar, o selo de cumplicidade dele com Theo ficou mais forte porque o lobisomem matou, de boa, diante dos olhos daquele que ainda sente culpa sobre o que fez com Donovan. Daí, voltamos na questão da semana passada: matar em legítima defesa.

 

Foi algo que, em tese, Theo fez tranquilamente. Esse cidadão alimenta todos os defeitos do bando, repartindo cada um com seus segredos enquanto os Doctors trabalham nas lembranças. Queria que a Malia descobrisse esse samba e desse umas boas na orelha desse bicão.

 

Adendo: Theo sabe confundir tão bem ao ponto de mostrar a gravação da Kira. Não sou obrigada!

 

Este episódio foi uma confusão mental. Foi como se estivéssemos na mente de cada um dos personagens, sendo ludibriados pelos Doctors. O peso de filme de terror é vívido, a tensão é sufocante e a atmosfera de suspense consegue se manter até mesmo no cotidiano escolar.

 

Seja lá o que os escritores tomaram, a escrita tem dado certo.

 

Os outros plots

 

Mason está tão amor que tenho vontade de apertá-lo. Sabem como o vejo? Como Deaton, uma enciclopédia para equilibrar o trabalho investigativo de Stiles. Amei as informações que ele descolou sobre Kira, o jogo da linguagem que afeta a leitura dela.

 

Falando nela, então a adolescente é uma mensageira da morte? Acho que nem precisava de uma confirmação, pois os episódios em que a personagem surtou já deram a entender que uma bad vibe estava a caminho. O lado kitsune tem o nogitsune, bem e mal, e o mal quer possuí-la. Só acho que esse desenvolvimento tem a deixado meio de lado. O importante é que conflito foi inserido, pois Scott não confia mais nela. Esses Doctors separando os pares românticos… Que sofrimento!

 

Todo mundo virou mentiroso, vejam bem! Stiles não conta que foi mordido/Donovan. Malia não fala sobre a Desert Wolf. Kira não fala sobre seus problemas de leitura. Scott não fala sobre a raposa flamejante nas costas da namorada. Não está fácil!

 

Os Doctors pareciam muito interessados na Malia na cena do hospital, não? Achei que Scott se daria mal, por ser considerado ideal devido à asma, mas a mudança súbita chamou atenção. Inclusive, a expressão dela assim que entrou no elevador.

 

E, gente, li uma teoria que os pais de Malia morreram há 8 anos e a irmã do Theo morreu há 8 anos. Imagina que louco tanta tensão sexual entre… Irmãos? (li isso na página Teen Wolf Instinct).

 

Liam é tão pequeno e tão amável que tenho medo dele acabar como vítima dos Doctors. A ligação com Hayden cresceu neste episódio, uma quebra do suspense, com uma pitada de comédia, que fez a trama respirar por alguns segundos. Nada disso à toa, já que a menina se revelou contaminada. Na hora em que ela apareceu, pensei na ferida que Tracy causou e achei que esqueceriam. Ainda bem que não, pois já ditaria como furo de trama.

 

Hayden será a problemática da vez no próximo episódio e o resultado não parece nem um pouco interessante. Ver Lydia no chão, cheia de sangue, Stiles capotado, olhem, estou passando mal!

 

Comentário do Anônimo na resenha do 5×05: preferi não responder diretamente na esperança de você ler essa nota, já que o comentário estava sem nome. #chora Muito obrigada por acompanhar as resenhas aqui no blog e pelos elogios. Cê fez meu dia quando li. Volte sempre! <3

Stefs
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  • Hey, Dani!! Agora sim apareceu seu nome hahahaha Awn fico mto feliz que goste das minhas resenhas. Elas são longas, não consigo me limitar, e acho mto mágico qdo alguém chega até aqui, gosta e retorna *-* mto obrigada! Pois volte sempre! Posto fielmente toda quarta-feira, a noitinha. O dia só se altera em calamidades hahahahaha

    Beijos, sua linda!

  • daniely

    Ola :) Fico feliz q vc tenha gostado do comentário,seu blog ja faz parte da minha rotina,assim q acabo de ver teen wolf venha aqui ler a sua resenha,tanto q só assinto o episódio quarta/quinta,qundo eu sei q vc ja resenhou