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16/jul

Muito bem, crianças! Aqui estou para falar dos últimos avanços do We Project, que pode ser chamado agora de A Intocável. Um nome temporário que, às vezes, acredito que seja fixo, mas ainda estou confusa. Só sei que chegará um momento que trocarei o título, me conheço, mas isso provavelmente acontecerá no final da história toda. Assim, até a última página da parte 3.

 

Tenho mantido o mesmo ritmo de edição, porque é algo que toma certo tempo, mais que escrever. A parte 1 não é tão madura em comparação as outras, e tenho tido um trabalho tremendo. Sem contar que cheguei em um momento que terei que voltar ao primeiro capítulo porque comecei a enfrentar os buracos no enredo. Sei que o que fiz até aqui continuará igual, mas o início será alterado por causa da necessidade de dar mais atenção a outro ponto de vista – no caso, o do protagonista.

 

Deveria chorar por isso, mas estou empolgadíssima com esse novo momento Eureka. Tenso é que não tive tempo de começar essas mudanças para seguir de onde parei e estou me debatendo.

 

Outra parte positiva é que não tenho reescrito muitas coisas, só ajustado. Agora terei que escrever alguns capítulo extras, mas nada que interferirá no que já fiz. Isso também vale para os personagens, tirei alguns, troquei uns por outros. O que anda acontecendo é mais uma ordem de raciocínio, um reajuste na sequência, já que essa foi a parte que mais reescrevi e está um pouco distante do que quero alcançar. Mas tudo está bem até então.

 

Além disso, algo mais mágico aconteceu no mês passado: o momento em que li o Prólogo da primeira parte. Contei um pouco sobre isso no post do 4º encontro do IATG, só resolvi esticar um pouco esse flash para deixar registrado. Como disse no texto, não achei que seguiria adiante com a ideia. Foi um insight na véspera do evento e cheguei muito perto de desistir.

 

Não tinha preparado nada para apresentar para as meninas. Tinha muitas coisas na minha mente, como ideias de sites. Ler o WP foi um voilá quando analisava os arquivos do meu computador. Encontrei algo importante que não poderia ser ignorado.

 

No caso, meu pseudo-livro.

 

Mas é bem real: expor o WP era algo planejado para quando terminasse toda a edição.

 

Jamais, jamais, aceitaria ler o WP se alguém pedisse. Ou mostrar algo dele. Ou contar algum fato importante. É meu ponto de relutância, porque não acho que a história está redondinha. Ainda faço muitas alterações e, quando resolver contar, quero estar pelo menos 90% certa do que fiz.

 

Pensem: já estou a quase 4 anos com esse projeto, um tempo que muitos escritores não levam. Isso é uma demonstração do quanto sou chata. Do quanto sou detalhista. Já pressinto que continuarei escrevendo por 10 anos, tendo em vista que escrevi uma fanfic por 5 (com 64 capítulos).

 

Tenho uma meta otimista: terminar antes do George publicar o novo livro de Game of Thrones. Será que consigo, gente?

 

Enfim, desde que comecei esses posts especiais sobre o WP, me poupei de contar detalhes que, por vezes, estava desesperada para compartilhar. Só me sentia despreparada. Isso aconteceu, e ainda acontece, porque não sinto que a história está madura para eu falar sobre ela com certa convicção.

 

Tenho 4 manuscritos da 1ª parte e só estou conseguindo afinar o enredo agora. Fechar mais o cerco da história tem sido uma tarefa e tanto, tendo em vista que a 3ª lacrei com 1 manuscrito – e que é o espelho da 1ª que estou dando um belo de um tapa.

 

Talvez, minha facilidade de ter lido o Prólogo foi pelo simples fato de saber que ele não será o mesmo daqui 1 ano. Da mesma forma que o título, alguns personagens e alguns conflitos.

 

O Prólogo é a parte mais problemática da minha história, porque sinto que contei demais. Daí, você vai escrevendo, escrevendo, escrevendo, até notar que o texto cresceu demais e vê que é preciso encontrar um ponto para parar. Só consegui ver isso agora com o desenrolar dos outros capítulos, que estão me dando clareza para reescrever a introdução.

 

Isso me faz uma falsiane tremenda… Ler o que provavelmente mudará, mas o que não mudará jamais é a protagonista. Ela se chama Amy, gosto do nome Amy, e não estou nem aí para a quantidade de Amys que existem no mundo. Se Rowling amou Harry, sendo que já havia muitos Harrys no Reino Unido, posso usar Amy à vontade.

 

Povo tem que parar com essa firula sobre nomes, fatos reais. O que importa é a história, não o nome do/da protagonista.

 

Ler o We Project em voz alta para um grupo de meninas foi algo que não estava combinado. Como disse, decidi isso às vésperas. O intuito era para cada uma mostrar a sua paixão e, como uma pessoa que escreve, não poderia levar outra coisa a não ser que fosse um texto. Por mais que tenha vários, bem como projetos, na minha mente, nada equivale a minha paixão em criar histórias.

 

Levar o meu filho prodígio foi uma forma de fazê-lo nascer de novo. Por mais que não conte ou não mostre, há dentro de mim a necessidade agonizante de botá-lo para fora. Fragmento por fragmento, mas não me sinto corajosa para isso ainda. Criar a ideia do We Project pelado foi uma forma, uma segurança, para que eu realmente começasse a tratar o que chamo de pseudo-livro como livro.

 

E há também um sério impasse de soar arrogante. Admiro muito a segurança de algumas pessoas de falar o meu livro é esse, com X, Y, Z acontecimentos, e não estou nem aí para você. Isso, levando em conta que o material nem foi publicado ainda. Há algo na minha mente que diz que só poderei chamar o WP de livro quando o rascunho ganhar capa e lombada. E não é bem assim, né?

 

Austin Kleon me ensinou que é preciso mostrar o seu trabalho, não precisa ser inteiro. Só que ainda há uma relutância, ao menos, havia, pois, a partir do momento que li um trecho, me senti mais à vontade.

 

É meu livro, for Christ’s Sake. Embora o chame de WP ainda, e não de A Intocável, é meu livro, ué.

 

E preciso tratá-lo bem, porque ele é uma das coisas que tem me salvado ultimamente. Não posso ser uma mãe insolente e ignorá-lo, ou fingir que o insight dessa história surgiu para me fazer perder tempo. Já disse por aqui que não me interessa se o livro for publicado, não é minha prioridade, embora queira e muito. Terei que trabalhar o dobro para isso se concretizar, mas, até então, meu objetivo é terminar algo original.

 

Esse é meu desafio. Sempre foi. Feito isso, analisarei o resto do percurso. Não tenho pressa, não estou desesperada.

 

Lê-lo em voz alta foi um soco que me fez ter consciência de que preciso levar esse projeto mais a sério. Não que não o leve, mas há momentos que faço corpo mole. E corpo mole era meu comportamento da época de fanfics – escrever quando dá, quando está com vontade, etc.. Tento me convencer de que o problema é apenas reler, revisar e editar – 3 coisas que não sou fã e, se tivesse dinheiro, pediria para alguém fazer. Mas o problema não é esse.

 

Há muito sentimento envolvido quando se começa um projeto que, a princípio, você acredita com todo seu coração. Você começa bem, superempolgado, daí chega um momento que a excitação desaparece, dando espaço para a aflição e para insegurança.

 

Tenho fases que não confio no texto, na história, acho que estou perdendo tempo e começo a temer o trabalho, imaginando que todas aquelas páginas continuarão trancafiadas na minha masmorra, indo a canto algum.

 

Esse é meu maior medo e me desafiei a combatê-lo. Nada mais sensato que pegar algumas páginas e expô-las por aí.

 

Nunca parei para pensar no quanto seria influente mostrar um trecho do meu trabalho por aí. Reflitam: eu sempre escondi minhas coisas. De verdade. Já fazia algo tendo em mente que floparia. Sabia que não daria importância. Gasto energia, passo horas e horas matutando, mas não exponho/compartilho. O RG é o maior exemplo. No início, só quem era amiga muito próxima sabia da existência dele, ninguém mais.

 

O mesmo vale para as fanfics, em que me escondi em um nickname que só as amigas mais íntimas sabiam. O mesmo vale para o We Project, projeto limitado ao conhecimento de duas pessoas (de saber os personagens, plot, quem morre, etc.).

 

Simplesmente porque não sou a pessoa mais segura do mundo. Vocês acham que sou, mas é mais fácil eu dar segurança ao outro a dar segurança a mim mesma. Algo que tenho trabalhado, devagar, porque tenho pavor da ideia de ter segurança e soar arrogante. Sou muito legal pra isso, ok?

 

É algo que tenho trabalhado comigo mesma. É difícil, mas chego lá, gente.

 

O importante é que dei muito do We Project em menos de 30 minutos. Apresentei a Amy, uma personagem que tenho um elo emocional um tanto quanto preocupante. Só minhas cachorras, grandes testemunhas de quando me tranco no quarto para escrever, sabem o quanto já chorei por causa dessa mulher. Sinto-me a pessoa mais cruel do mundo por fazê-la sofrer tanto, fatos reais.

 

Acho que isso aqui é spoiler.

 

Liberei o nome até então. Soltei até em como a vejo – algumas características físicas da Nina feat. Troian.

 

Para fazer justiça, soltarei mais um trecho do que li (a outra vocês podem ler aqui):

 

“Ela não fazia a menor ideia de quem falava com ela. Só sabia que seu companheiro de cela havia lhe dado aquele intercomunicador que lembrava um feijão. Ele também ordenou que o mantivesse na orelha. Mas sentia confiança na voz. Como se a tivesse escutado outras vezes, em algum momento da sua vida.

Era difícil dizer, pois não se lembrava de muita coisa da sua antiga vida.

Refez o plano mentalmente. Analisou o quanto de fôlego precisaria reunir. Seria uma corrida de vida ou morte. Poderia ser capturada, como também morta.”

 

Quem sabe agora posso falar do protagonista? O parceiro de crime da Amy?

 

Queria dar um beijo nessa pessoa que faz esses gifs no Tumblr.

 

Ele é ruivo. Ao menos, até a postagem deste post, porque taí um personagem que mais briguei para poder enxergá-lo. Esse foi o cidadão que um dia se chamou Kaleb, um mashup de Kevin Zegers com Paul Wesley (o que explica o gif acima), lá em 2012. Esse cidadão foi o responsável por dias de bloqueio, porque não conseguia sentir firmeza nele.

 

Até criar um elo emocional com a Amy, aí esse jovem ganhou forma (calma que não é romance. São outros fatores mais trash. Mas há um flerte, só não pensem em “nos olhamos e nos agarramos”. Stefs gosta de romance, ué, só que bem conduzido, algo que tento).

 

Enfim, foi divertido e aterrorizante ler o WP pela primeira vez. Minhas mãos não paravam de tremer, gaguejei horrores, a pressão do momento me consumindo. Passei mal, Rosana.

 

Espero compartilhar mais de A Intocável por aqui. Só tenham calma, porque não quero dividir o que fiz ciente de que não será o mesmo no futuro. Nesse quesito, quero ser bem honesta.

Stefs
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Escreva seu comentário antes de ir <3
  • Obrigada pelas palavras, lindas, sua linda! Estou saindo do armário aos poucos ahahahahaha

    E eu amei seu Tumblr, gente, que coisa mais lindja! <3 Eu tentei manter um, mas, sinceramente, morro de preguiça e vivo de momentos com este site. Não consigo manter, nem para meus outros shippers, afazeres e xeretagem hahahaahahahhaha

  • heyrandomgirl

    COMPANION! <3

    Nunca participei do Camp, embora prometa todo ano que irei. Ano passado fiz um NaNo diferente em novembro e espero ter pique para comparecer este ano. Escreva mto, mto, mto e depois me conte do que se trata sua história <3

    Hahahahaha Amy é minha xodó, gente, mas tenho tanta, tanta, TANTA DÓ que me sinto o pior ser humano da face da Terra. Mas começarei a tirar essa moça das sombras. Aguarde e verá! Espero que um dia todos a amem como eu a amo <3

    Vamos companion! Temos roteiros para adaptar no futuro! ♥

  • Andreia Rainha

    AMEI! Li esse texto hoje mais cedo e me animei pra continuar escrevendo minha história do Camp NaNoWriMo. Ler sobre pessoas que surtam escrevendo fazem eu me sentir menos louca e acabo tomando vergonha na cara e indo escrever.
    A cada pequeno fragmento de história que você conta eu fico ainda mais curiosa. O que dizer da Amy que mal conheço e já considero pacas? Mais de Amy por favor!

    Força companion, que logo logo a parte chata de editar acaba.