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05/ago

É engraçado como nossos desejos mudam conforme amadurecemos. Justamente porque chega uma hora nas nossas vidas que queremos mais. Assim como mudamos de dentro para fora, nossos arredores também se alteram, e isso inclui nossas necessidades, anseios, inseguranças e sonhos.

 

Nossa vida está em constante transformação. Uma das provas disso, uma prova muito simples, são as expectativas quando celebramos nosso aniversário. Continuamos a receber presentes, recados e abraços, mas, lá no fundo, bem lá no fundo mesmo, sabemos que queremos mais. Não por egoísmo, por maldade ou por falta de tato, mas porque, conforme envelhecemos, vemos nosso tempo neste mundo diminuir e queremos fazer muito mais que assoprar uma nova soma de velas.

 

É aí que percebemos o quanto mudamos. Essencialmente, com base no que desejamos para nós.

 

A cada aniversário, vi meus desejos se alterarem. Uma mudança que simboliza minha evolução como ser humano. Costumava pedir alguma boneca nova. Depois, queria CDs. Depois o Leo DiCaprio. Esses desejos infantis/adolescentes logo se tornaram desejos pessoais, pois migrei para a temática sobre o que eu queria ser quando crescesse.

 

Na virada da adolescência para a vida adulta, aqueles desejos que mais chamo de desejos temporários mudaram radicalmente por causa do início de uma jornada mais complexa, que inclui a nossa redescoberta como ser humano. Um processo que não precisa de um empurrão para acontecer, pois é automático. Todos os empregos, todos os cursos, todos os relacionamentos amorosos, todas as amizades… Saltos que caem nas nossas mãos com o benefício da escolha.

 

Podemos ir rumo ao percurso cheio de flores ou cheio de espinhos. Ou, não optamos, e somos norteados pela escuridão, contando com a sorte. Independente da escolha, elas nos amadurecem.

 

E essas escolhas mudam o que desejamos nos próximos passos.

 

É nesse teste que fomentamos muitas bases que nos fazem perseguir novos desejos.

 

Em maio, comecei o capítulo 29 da minha vida. E o título é: seja um foguete. Está difícil, pois os dias ruins estão em maior quantidade, consumindo meu combustível. Meu console está com todos os botões vermelhos, em alerta, mas ainda persisto. Capengando, mas…

 

Simplesmente porque não quero que minha existência passe em branco.

 

Não quero ser apenas um recorte, ou a razão da turbulência, ou o motivo da queda. Quero ser o risco permanente, a razão da mudança, o amortecer do impacto. Não há NASA que possa me impedir de ser um foguete nesse novo ciclo da minha vida.

 

Um foguete não é apenas uma supermaquinaria que leva astronautas para os mais variados pontos inexploráveis do universo. Em várias jornadas, um foguete acarretou uma diferença. Mulheres e homens partiram/partem da terra firme para explorar coisas novas e nos trazer de presente. Muitos chegam nas curvas da Terra e piscam junto com as estrelas, notando que não há limites na vida.

 

Um foguete traz uma informação que costuma ser o bastante para mudar o curso da história. Não que meu foguete esteja com a citação “Stefs para presidente 2018”, mas acredito que o fato de eu querer ser um é simplesmente por querer um impacto. Se tiver uma equipe, melhor ainda!

 

Todos nós temos um impacto para acarretar, e isso está intrínseco as nossas paixões.

 

Um foguete não existe por existir. Ele não está ali só para garantir a melhor viagem que uma pessoa pode ter. Um foguete entrelaça vidas que podem se perder no espaço. Um foguete deixa marcas, rabiscos profundos no universo. Um foguete transporta uma equipe que compartilha do mesmo desejo em comum: mudar o norte da vida.

 

Pensar assim não está tão longe da nossa vida aqui, porque somos foguetes e não joguetes. Transportamos pessoas ao nosso lado, nossos erros e acertos afetam todo o resto, e somos movidos pelos nossos desejos.

 

Somos um foguete, nos lançando em várias imensidões.

 

Às vezes, sem garantia de retorno. Mas, todos os dias, nos lançamos por aí mesmo com medo de errar o percurso. O importante é que aprendemos. E, se der certo, impactamos.

 

Ser um foguete é um desafio, porque todo mundo duvida da sua capacidade. Do quanto ele resistirá. Do quanto ele suportará as pessoas a bordo. Da distância que atingirá. Se realmente alcançará seu objetivo. As pessoas acreditam que já viram de tudo sobre a potência de um foguete, mas um foguete não tem limites. Tem barragens, mas nunca limites.

 

Simplesmente porque ele quebra todos, mesmo que coloque tudo em risco.

 

Foguetes perdem peças também. Ou são consumidos pelo universo. Se isso acontecer, junte os pedaços e o monte de novo. Não desista porque o motor falhou, porque não alcançou o que queria, porque não chegou nem perto da borda do seu sonho ou porque não há mais pessoas a bordo.

 

Reconstrua-o e seja um traço permanente no firmamento.

 

Lembre-se: um foguete quer sempre ir mais além. Quer algo épico. Quer percorrer caminhos inexploráveis e fazer descobertas ditas inacreditáveis.

 

Foguetes controlam seu próprio destino. E fomos feitos assim.

 

Somos mestres da nossa história.

Stefs
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