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12/ago

Estamos perto do midseason finale e o que aconteceu esta semana acarretou várias quebras. O episódio anterior iniciou a separação do bando de Scott e sinto que a partir de agora as coisas piorarão, especialmente porque Theo mostrou que sabe jogar muito bem. Tão bem ao ponto de se fazer de salvador de Liam – o filho precioso do Alfa.

 

O episódio foi meio arrastado e por vezes monótono, mas a trama foi decisiva para inserir a Desert Wolf (amém!) e para dar mais detalhes sobre o trabalho dos Doctors, só que de dentro para fora. O estado de entorpecência de alguns personagens carregou a atmosfera, mantendo a aflição emocional iniciada na semana passada. Por causa disso, o desenrolar dos fatos foi um misto de delicadeza e de frustração, sensações que intensificaram o quanto os vilões estão cada vez mais sufocantes.

 

Os primeiros minutos na companhia de Deaton foram arrepiantes. Adoro quando TW investe na lição de casa, pontuando uma nova mitologia. Gostei muito das novidades sobre os Doctors, o laboratório abandonado, o significado da cobra. Detalhes desse universo tenebroso que podem ser o caminho para Scott e Cia. seguirem assim que o médico do bem voltar para Beacon Hills (se voltar). Até porque ficou meio a entender que essa serpente está desenhada em várias tubulações, resta o bando descobrir qual é a correta para enquadrar os vilões – já que fizeram papel de trouxa esta semana.

 

Como disse na resenha do 5×01, esta temporada me ganhou antes de começar por causa do cerne da história ter se inspirado em detalhes da 2ª Guerra Mundial. No caso, os experimentos. Este ano da série não tem cara mitológica, embora os humanos alterados tenham um apelo sobrenatural. Deu para sentir em 8 episódios o quanto a S5 está mais humanizada e tudo muito palpável. Tudo muito próximo do que afirmam ter ocorrido em época de guerra.

 

Há sim o sobrenatural na S5, mas não mastigadinho em comparação às temporadas anteriores. Não é a razão deste ano de TW ter movimento. Os Doctors são vilões inusitados, estão até em um livro, mas em um próprio, não no Bestiário. Uma complicação para o bando de Scott, pois, provavelmente, o background aqui é muito próximo do real que ao sobrenatural.

 

Na semana passada, vimos um dos Doctors de relance, a cabeça parecendo que tinha sido mergulhada em ácido. A ideia de contaminação por radiação até que faz um pouco de sentido. Porém, o que encasqueta ainda é o motivo dos experimentos. Aonde essa turma quer chegar?

 

Experimentos falhos. Laboratórios. Símbolo da cobra. Máscaras sem rosto. Vidas que perduram contra as regras da ciência e do sobrenatural. Tudo está escabroso e temo muito quando chegar o momento de encararmos esses vilões. Nenhum deles deve ser gracioso, de verdade. Embora haja um corpo, não há uma alma. É robótico. Outra incógnita sobre como eles sobrevivem.

 

Não menos importante: o que querem conseguir em meio a uma sequência de falhas. Como será o sucesso?

 

O episódio desta semana foi muito questionador, em vários âmbitos, não só sobre quem são os Doctors, mas sobre o que será do bando que está muito desorganizado. Scott e Cia. giraram em círculo com um leve empurrão de Theo, firmando o quanto todos estão muito suscetíveis. A única que parece consciente é Lydia – que nem é escutada. Embora tenha rendido cenas eletrizantes na semana passada, o bando está praticamente morto e isso me incomoda demais.

 

Sério: ninguém questionará o quanto foi fácil Theo salvar Liam? Espero que essa burrice por osmose seja efeito dos Doctors. Estou sentindo falta do Stiles na versão cri-cri.

 

Theo ainda não tem o propósito muito claro. Como disse nas resenhas anteriores, ele paga de bom moço, mas há uma malícia e um claro desequilíbrio nele. O personagem não perdeu a compostura e continuou a jogar e a saborear Scott, Malia e Mason rumo ao caminho errado.

 

Penso que o personagem fez o que fez ao salvar Liam na tentativa de impedir que a turma chegasse aos Doctors. Porém, esse aborrecente não me pareceu preocupado caso alguém acertasse aonde os vilões estariam. Um pensamento que pode até ser descartado, pois ele assumiu a bronca sozinho. Ainda chutaria que Theo quer sabotar Scott para ser Alfa, mas o acho um tanto quanto obcecado em ser aceito. Pela carência, se torna muito fácil enganar todo mundo e acho isso frustrante.

 

Scott quando não está de boca aberta, age por impulso, e quero saber o que diabos está acontecendo com essa criança. Não é possível que o Lobito simplesmente tenha abaixado a cabeça para Theo.

 

Enquanto os Doctors trabalham com falhas experimentais, Scott lidará com falhas pessoais. Essa é uma ótima palavra para descrever o que tem acontecido até aqui, pois tudo tem escapado por entre os dedos do Alfa. Ele partiu por impulso atrás de informações, mais pela emoção que pela razão, e não deu motivo para ser celebrado.Não que isso seja a meta desse personagem, ser lisonjeado sendo que sempre foi muito humilde, mas o Lobito me fez relembrar do breve momento em que Stiles mastigou o fato de que não era sobrenatural para ser útil. Um zero à esquerda.

 

Quando todos abraçam Theo, vi um recorte da S1 quando Peter cospe praticamente na cara do menino Stilinski que um deles deixou de ser o loser de Beacon Hills. O mesmo sentimento rebateu em cheio contra Scott, só que o intuito foi mostrar que há um novo bonzão no grupo. Como assim ele não foi capaz de salvar Liam sendo que fez isso nos últimos 4 anos? Indagação que deixou o gosto amargo da falha e da inveja por não ter sido o vencedor da vez.

 

Scott poderia ter terminado mais feliz por Theo ter salvado Liam, mas o costume de sempre conseguir as coisas, mesmo em incontáveis intempéries, o fez sentir na pele que mais falhou que ajudou. O efeito disso ainda não se manifestou, mas começo a acreditar que rolará uma descrença. O Alfa sentirá na pele o mesmo sentimento que o incomoda quando olha para Kira. Descrédito por descrédito, e muito dificilmente alguém botará a mão no fogo pelo Lobito.

 

Juro que fiquei arrasada com Scott, pois sabemos que ele tenta fazer o melhor, mas há algo de errado nele também. Está faltando confiança. Ninguém curte um líder que mais perde que vence. Uma lacuna que pode ter uma explicação a partir do 5×01, ponto crucial que Kira mostrou como o início do ciclo de erros acarretado pela chegada dos Doctors. Todos mudaram e não foi por causa do estresse do último ano do ensino médio, fatos reais. Já podem trazer Derek para consultoria.

 

Falando em Kira, ela foi um meio para mostrar que a história não ganhará tom de enrolação. A dica do episódio anterior, o número 115, foi esclarecida com rapidez ao sinalizar a estrada aonde tudo começou. Uma prova singela de que Jeff e Cia. respiram e administram o compasso dos fatos. Temos uma longa jornada pela frente e, até então, não sinto vácuos na trama. Mais uma lição aprendida com a S3, porque eita temporada que encheu linguiça o quanto pôde.

 

Na resenha passada, comentei a relevância de Kira para os Doctors, mas jamais pensaria que a personagem tivesse sido alterada em algum momento da jornada. Provavelmente, antes de todo mundo. Ela tem duas raposas dentro de si e nunca ficou clara as circunstâncias do quanto uma dessas facetas poderia se manifestar. Pelo visto, chegou a hora de entendermos esse processo.

 

Sensacional o reboot dado em toda a história sob os olhos de Kira, a visão de quando tudo mudou e a maneira como estava sendo enganada pelo livro. Detalhes que me fizeram crer que ela é a chave para dissolver a problemática. Nada mais conveniente que desacreditá-la e tirá-la de cena.

 

Talvez, os Doctors só queriam ativar seu lado maligno, que causa um status de entorpecência, para tirá-la de cena – algo que aconteceu. Theo só estava ao redor dessa personagem como gatilho e isso ganha mais força quando relembramos a informação de Mason sobre ela ser traída pela mensagem.Com apenas uma leitura, Kira recordou o que acontecera. Com um revirar de páginas, a raposa pode ter entendido melhor a história, mas, por estar fora do controle e desacreditada, ela caiu em si que mais atrapalharia que ajudaria. Uma mão na roda.

 

Contudo, o quanto isso será útil para o bando?

 

Fiquei sem vida ao vê-la insistir ao Scott sobre o que ele realmente vê, como também a partida. Penso que com a saída dela, Theo ficará mais à vontade. Ele salvou Liam e isso o tornou o novo rei do camarote. De quebra, o personagem meio que tem cartão verde do Stiles por causa de Donovan, então, todas as defesas do Lobito estão dominadas.

 

Cada vez mais fico interessada em saber qual é a do Theo. Ainda não acho que a intenção é ocupar o lugar do Alfa. Parece que ele só gosta de provocar caos, matar o tempo enquanto os Doctors trabalham. Só resta saber até quando. Espero que não haja redenção. Que esse lobisomem seja naturalmente maligno, como um humano desequilibrado (só com o benefício do sobrenatural).

 

Desert Wolf

 

Pensei que essa senhora só apareceria na 5B – a notícia da escalação da atriz foi meio recente, então, achei que ainda gravariam as cenas –, mas já virei fã dela até descobrir que seu pretexto sempre foi matar Malia. Por quê?

 

Recalque do Peter? A adolescente é uma garotinha especial? Ou é simplesmente porque a mãe a odeia? Amei a fibra da personagem, em poucos minutos deu para notar que ela é forte e destemida, o que explica a personalidade de Malia. E a atriz é bem parecida com a Shelley, né?

 

Espero que esse plot funcione e que tenha algum tipo de amarração com os Doctors. Afinal, duvido muito que Desert Wolf só estava naquele laboratório por diversão.

 

Os outros plots

 

Quando disse que esse episódio foi questionador é a mais pura verdade. Melissa e os pais de Kira foram cruciais para dar uma agitada no Xerife que continua sob a linha tênue que o separa do sobrenatural. Foi sensacional mama McCall dando o seu reporte rico demais em detalhes comprometedores. Foi ainda mais incrível ver papa Yukimura colocando em cheque o lado racional do papa Stilinski que só quer agir dentro e conforme a lei. Uma hora ele terá que ceder.

 

A situação agora só piora porque o Xerife tem Stiles nas mãos sobre o que aconteceu com Donovan. Já espero uma cena arrasadora quando o pai descobrir o que o filho fez. Vai doer pacas!

 

Parrish saiu da penumbra, mas não sobrenaturalmente. O cara é mais quente que a Katniss e simbolizou de novo o clima de estupor que também impregnou na trama. Resta saber o que diabos ele é e o que diabos quer depositando os corpos no Nemeton.

 

E como fica o psicológico do Liam depois de assistir a tortura da Hayden?

 

Então que nossos Doctors são Comensais da Morte. Quando é que seremos agraciados com um rostinho lindo de doer? Deve ser algo meio Freddy Krueger só que mil vezes pior.

Stefs
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  • Oie, Diana, tudo bem? Obrigada pelo seu comentário!

    São tantos mistérios, né? Eu estou perdendo a cabeça com tantas incógnitas. Mas está tudo no psicológico da galera. Acho que os Doctors atuam totalmente nessa área.

    Sobre a cura, não seria o fato de absorver dor? No caso, o Liam com a Hayden? Porque se for isso, qualquer lobito pode fazer. Scott fez o mesmo com o Isaac na S3, lembra? E ele nem era o Alfa dos Alfas ainda.

    Beijos, sua linda, e obrigada pela visita!

  • O poder de cura não é exclusividade do alpha? Como o Liam conseguiu isso também? É o que mais está me matando de curiosidade. Scott está voltando a precisar da bombinha para asma com muita frequência, como se fosse humano novamente. O que realmente está acontecendo com ele?