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28/ago
Desculpem pela demora! Tive sérios problemas de internet. :(

 

Não curti tanto assim o summer finale de Teen Wolf. O episódio se apoiou em vários nada e essa de deixar algumas coisas no ar amornou qualquer expectativa com relação ao que acontecerá na segunda parte desta temporada. Hayden foi usada até o último segundo para tapar o buracão na trama, bem como as cenas de luta prolongadas demais sem um pingo de necessidade (mas ficaram incríveis). No fim, não houve nada envolvente que nos deixasse chocados até o ano que vem.

 

Concluir não era o objetivo da S5A, já que a série volta em janeiro para continuar de onde parou, mas este episódio foi ainda mais fraco em comparação ao anterior. Tão fraco que não deveria impulsionar uma busca no Google para todo mundo entender o cliffhanger dos Doctors – que não animou também (ok soltar incógnitas místicas quando há intenção de continuar na semana seguinte, mas esse não foi o caso, né?). Não sei vocês, mas foi meio decepcionante esse resultado parcial.

 

Ok que ninguém do bando sabia o que fazer para contornar essa situação. Contudo, fazer de Theo, um adolescente medíocre, o cara genial do summer finale com um plano sem buraco foi de matar.Nunca vi tanto ódio no coração dessa turma. Que essa poderosa Lua Cheia nunca mais se repita, porque os ânimos à flor da pele impulsionaram várias tretas que me fizeram odiar todos os envolvidos. A única meta do episódio, se é que pode chamar de meta, foi fingir a importância do salvamento de Hayden para que Liam perdesse o juízo e tivesse motivo para não retroceder na hora de atacar Scott – o quebrador de promessas. A personagem só foi o gatilho da tensão.

 

No começo, admito que não fiquei com pena de Scott. Ele precisava de um chacoalhão desses.  Depois do que fez com Stiles, achei é pouco o que Theo provocou. Espero que toda a barragem, todos os tapas que Liam lhe deu e a quase morte (só nessa parte lamentei, porque não deixa de ser meu amado Lobito) o faça acordar para a vida. Sério, não dá para seguir com tanta passividade.

 

Especialmente quando se questiona que tipo de Alfa é Scott, que não percebeu que estava sendo sabotado com wolfsbane antes, desde o 5×06. Lobito não notou a diferença? Sério, esse personagem era mais inteligente na versão Beta, mais ativo e mais perspicaz. Ainda não entendo essa monguice, embora tenha tido como intuito fazê-lo sentir na pele que liderança é muito mais que impedir a si mesmo e aos outros de matar.A única parte boa do Scott neste episódio foi reconhecer a lealdade do seu bando. Tudo bem que ele merecia uma puxada de tapete, acharia sensacional se Malia aparecesse like a boss para assumir o barraco, mas, no fim, sabemos que todo mundo encontra o caminho de volta. E é essa a grande questão para a S5B: ressurreição. Como essa turma se recomporá depois do samba de Theo.

 

E o que foi a Melissa, gente? Não posso com essa mulher arrasando daquele jeito.

 

A estrelinha do episódio foi Theo e tento entender a razão de prolongarem a storyline dele. Sei que os Doctors durarão até a S6, mas ninguém merece aguentar essa criança por mais alguns episódios. Até porque a motivação do personagem se revelou fraca e patética. Ele não é o primeiro a desejar o mojo do Scott e captei o déjà vu com a S3 – que seguiu por um caminho parecido.

 

Em contrapartida, saber que Theo é uma quimera torna as coisas um pouco interessantes, mas não tanto. Afinal, ele deu certo e não acho que esteja nos planos explicar essa transformação. O summer finale mostrou o quanto esse personagem é dissimulado, tem sérios problemas pessoais, mas tudo por ser um experimento bem-sucedido. No fim, ele se mostrou inteligente, planejou tudo a dedo e convenceu ao dar importância à Hayden, a garota que começou como isca e morreu como tal.

 

O que me encuca é essa inteligência. De onde Theo tirou tanta informação sobre o bando? Vejam bem, ele não agiu com base em suposições. Ele sabia o que todo mundo tinha passado e o que era sobrenaturalmente. Pensar em um informante já é demais, mas não custa questionar os furos ao redor desse personagem, a começar pelos pais – que nem devem ser pais. Órfão esse jovem não é, pois Scott e Stiles o conheceram, mas considerando o nível de sadismo, capaz de tê-los matado.

 

O que muito me incomodou no bote final de Theo foi a falta de um furo. Uma brecha. Do nada, todo mundo disse amém para esse cidadão, até Stiles que parou de se importar depois de ter dado um show nos dois primeiros episódios. E ninguém chegou a questionar a facilidade do salvamento de Liam e de Hayden, um escorregão que, penso eu, Malia jamais deixaria passar – daí meteram essa de cumplicidade entre coiotes que não colou também.

 

Malia foi assertiva ao dar as costas para Theo. Botá-lo nu (qual foi a necessidade?) diante dela, tentando comprá-la com a possibilidade de ensiná-la a assumir sua forma animal, sendo que isso deixou de ser o drama principal da personagem, foi forçado e incoerente demais.

 

Dizer isso me machuca, mas: Theo soube jogar melhor que todos os Argent. Isso é um escândalo! Ainda mais quando lembramos que Scott deu uma mega rasteira no Gerard (e não conseguiu desconfiar de um adolescente, por favor!). Ele fez a lição de casa, estudou as fraquezas, cutucou as feridas e conseguiu quebrar o bando em poucos dias. Algo que os caçadores do sobrenatural tentaram incontáveis vezes e nunca conseguiram. Boladíssima!No fim, essa criança queria um bando maligno – Malia pela facilidade de matar; Lydia para ser farol de gente morta; Kira em sua bad vibe de raposa maligna; e Stiles 100% vazio, como se estivesse possuído pelo Nogitsune. Tudo bem pensado e que foi feito por meio das quimeras que, aos meus olhos, não passaram de iscas também. Claro que a maior de todas foi Hayden, o bode expiatório para agravar a ira de Liam e para distrair o resto do bando que poderia intervir por Scott.

 

O desejo de ter um bando foi compreensível, até porque Theo é um adolescente solitário e com parafusos a menos. Ter inveja da amizade alheia é aceitável. No caso desse personagem, foi impactante, porque o trabalho envolvido atingiu todos os membros do bando. Porém, fiquei decepcionada sobre o fato desse personagem querer o de sempre. Ok que lidar com pessoas que querem ser o lobo dos lobos é uma realidade que Scott terá que enfrentar para o resto da vida, mas não podiam inovar o plot? Quando essa criança fala do seu “sonho”, revirei os olhos. Chato demais!

 

Outra coisa que não curti foi a necessidade de reviver as quimeras. Todo aquele drama delicioso para absolutamente nada. Tudo invalidado graças ao surto de Theo. Não foi certo, ainda mais quando Hayden falece e Liam corre desesperado. Um dispêndio de energia que anulou toda a captura, a transformação e o impacto desses personagens que eletrizaram muitos episódios desta temporada.

 

Não era preciso um revival dessa storyline com aqueles que se foram. Só diminuiu a expectativa com relação a S5B – que já soa como uma repetição da S5A.Inclusive, essa de montar o próprio bando foi muito Derek de recalque distribuindo mordidas para dar uma rasteira em Scott lá na S2. Não mereço!

 

Agora, fica aberta a questão sobre os Doctors: quem é esse bendito sucesso? Theo já não é o baby que deu certo? Agora eles querem uma besta que parece um dragão de Game of Thrones?

 

Outra questão é que o relacionamento entre Theo e Malia não soa tão aleatório assim. Só depois de vê-lo nu me lembrei de algo idiota: que os dois são um misto de lobisomem e de coiote, só que um é experimento e outro não. Será? Isso justificaria o desejo da Desert Wolf em matar a filha – o que cai meio por terra porque ela também é meio a meio.

 

Os outros plots

 

Parrish saiu do armário! Nossa, finalmente, porque não aguentava mais tanta enrolação. Achei muito legal o fato dele realmente ser um tipo de guardião sobrenatural. O que ele faz é limpar a escória (as quimeras são experimentos) para proteger os que são abençoados e especiais porque Deus quis. O personagem, até então, é passivo, igual a Lydia, e ainda não se sabe o quanto isso é bom ou não.Stiles fez pouco, mas muito, e não aguento mais ver esse menino sofrer. Os socos na cara do Theo me representaram, mas faltou jogá-lo na vala. O que adoraria ver na S5B é o explorar do lado vazio, oco e meio cruel do menino Stilinski. Dylan manda muito bem sendo o maligno da história.

 

Como venho dizendo, Stiles não tem como se defender e sua fúria pode vir a ser pertinente. Seria de forma cruel, mas é o que torna esse personagem interessante. O fato de ser humano e sentir gosto de ter sangue nas mãos. Essa fúria pode ser gatilho para muitas coisas (nada boas) e está na hora de tirá-lo do posto de BFF que tudo desconfia ou de adolescente com desequilíbrio emocional. Mais trabalho para essa criança, por favor! Não aguento vê-lo encolhido, fingindo que não existe.

 

Lydia não voltará como antes. Com certeza, ser maltratada por Theo dará início aos momentos de loucura que fará a personagem ser carinhosamente direcionada à Eichen House. Por outro lado, esse viés foi muito pertinente por ter dado importância ao Nemeton além do Parrish. Embora tenha errado sobre os corpos alimentarem esse tronco de forma negativa, ele agiu dentro do seu papel: de ser um farol sobrenatural. Um farol que o aborrecente usou para formar seu próprio bando.

 

O que foi a aparição da Braeden? Juro que estiquei o pescoço para ver se o Derek estava atrás, mas fui trouxa. Surtei com a curta participação dela e só quero saber como essa jovem sabe que Desert Wolf está a caminho de Beacon Hills. Cadê o Deaton, minha gente? Espero que a presença surpresa dela ganhe profundidade, porque está aí uma personagem + história nada desenvolvida.

 

Liam teve o melhor do episódio, mas me deu vontade de lhe dar uns tapas na orelha. Batendo no pai, como se isso fosse natural. O embate mostrou que as cenas de luta realmente melhoraram muito e os efeitos de edição deram um belo up para aumentar o tom da dramática. A reprise Allison/Scott, com Hayden em seus braços, foi de doer também. Sem condições!

 

Concluindo

 

Sinto que a investida do Theo pode trazer as mesmas dramáticas e os mesmos conflitos da S5A, só que de um novo ângulo. Não boto fé, ainda mais quando não se há trabalho no plot da Desert Wolf.São nessas horas que Teen Wolf começa a escorregar, embora acredite que essa temporada funcionará melhor que a S3. Tirando os dois últimos episódios, esta primeira parte foi muito equilibrada, teve um ótimo timing, soube usar os subplots pertinentes para desenvolver sem entregar muito. Fato é que perto do final as coisas amornaram e pararam de se desenvolver.

 

Não que quisesse mais lição de casa, até porque não daria tempo, mas faltou deixar no ar pontas que carregassem o summer finale com mais angústia e excitação.Por outro lado, o finale deixou o gosto da perda. Nesse quesito, essa parte da temporada cumpriu o propósito. Ninguém saiu vitorioso, só o vilão que, até então, é Theo. Tendo em vista o tema ressurreição da S5B, agora é hora do bando se redescobrir e se remendar. De perceber que nem sempre se pode vencer. Que, no fim, são só adolescentes – o que me lembra a Allison e isso machuca meu coração.

 

Essa parte da temporada foi muito realista. Muito próxima das inseguranças e dos medos de cada personagem, alguns mais, outros menos. A trama fez o bando se voltar para si incontáveis vezes a fim de entender o que ainda não tem explicação. Não foi uma trama sobre os inimigos, mas da despedida do que todos costumavam ser. Da quebra da ingenuidade sobre esse papo de que amizades são inquebráveis. Foi tempo de socos e de pontapés, e espero que renda aprendizado.

 

Agora, só em janeiro! Obrigada a todos que leram e chegaram a comentar nas resenhas. Vocês me fazem feliz!

Stefs
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