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22/out

Este episódio já foi melhor que o anterior e ergui as mãos para o céu. Daqui por diante, cada episódio com a cara do sucesso de Chicago Fire merecerá aplausos. Não estou sendo chata, apenas realista. Quando se tem uma S3 para comparar, cutucar a ferida é comigo mesmo, vem!

 

Chamem-me de louca, mas senti a vibe da S1/S2 neste episódio e quero acreditar que parte desse ritmo será levado para a temporada inteira. Mesmo sem chamados/continuidade impactantes, a história dos personagens dava conta do recado com muita eficácia. Foi exatamente isso o que aconteceu esta semana, porque o trio voltou a ter storylines interessantes (até então) e foram eles os responsáveis pela tensão, pela curiosidade e pela ação desta semana. Obrigada aos envolvidos!

 

Ao contrário da S3, em que cada storyline foi solta no ar e todas as pontas se perderam, deu para sentir esta semana a tentativa de retomar os antigos trilhos. Não sei até quando funcionará, mas quero acreditar que a S4 será um pedido de desculpa. É torcer na nave da Xuxa, mas a temporada anterior tem que servir de espelho se Fire quiser retomar o potencial.

 

Tivemos pouca ação, mas muita emoção esta semana. Casey continuou a ter um importante destaque ao ponto de tirar o coração do lugar no primeiro chamado. Amei muito o fato de terem prolongado a angústia com relação à Katya, destruindo a sensação de que essa dor de cabeça tinha sido curada. O episódio anterior foi muito pontual nesse quesito e ver a sombra de Nesbitt pairando ao redor do Tenente, bem como a pasta de provas, trouxe uma boa dose de apreensão.

 

Fico contente por nada ter ficado por isso mesmo. Não botava fé nessa evidência e culpo a S3 que deixou impregnada a sensação de que tudo de importante não vai a canto algum. Vários vieses não tiveram uma conclusão satisfatória e foi ótimo ver uma tremenda diferença neste episódio.

 

Conforme a agonia de Casey crescia, bem como seu incômodo de ter que viver com um caso/morte não solucionado, acreditei que Nesbitt seria o novo Pulpo. Admito que fiquei um pouquinho chateada por essa problemática ter terminado tão cedo, pois faz tempo que Fire, e até P.D., não conta com um vilão de longo prazo. Que é arrastado até ressurgir em um momento pertinente para tocar o terror – ou unir os dois times. Visualizei perfeitamente uma trama de crossover, mas, como de praxe, tem que ter o corte seco porque esse não é o “formato” da narrativa.

 

A trama encontrou seu ápice não em um chamado final, mas na resolução do caso Nesbitt. Melhor momento do episódio. Foi batata sentir que Casey seria perseguido e achei que rolaria um tiro só para aumentar a aflição. Não esperava que o rei de Chicago fosse saltar no meio da noite, uma grata surpresa que rendeu uma ótima conclusão. Nada como Voight dando a mensagem final, certo? Mais sucesso que isso, só Jack-rato na gaiola – junto com uma coelha que bem precisa de um sacode.

 

Mesmo com um pouquinho de insatisfação, a situação de Casey foi a coisa mais empolgante deste episódio. Essa continuidade deu energia à trama que, tirando isso, seria tão morna quanto os acontecimentos da semana passada. Agora, resta saber o que está reservado para o Tenente, além de proteger Dawson e o bebê. Ele precisa de mais tramas que o desafiem e que o tirem da zona de conforto. Só assim para vê-lo brilhar além do 51º.

 

Os outros plots

 

O que dizer da moça Dawson? Quando soube que ela mudaria de cargo, senti confiança, porque ela mandou muito bem na temporada passada quando não pagava de bombeira. Ok que nada superará os momentos dela na ambulância, mas esta semana a personagem voltou a brilhar como há muito tempo não brilhava.

 

Gabby foi celebrada pela gravidez, Boden me representou total com aquele surtinho fanboy, e, logo em seguida, foi arremessada imediatamente para um novo ciclo que tem tudo para ser incrível. Assim espero, porque essa moça manja das investigações. Se um dia Fire for cancelada (bate-na-madeira!), já sabem para onde essa jovem deverá ir, certo? Isso mesmo, ser parceira do Antonio.

 

O novo ambiente do qual foi inserida parece que funcionará. Dawson foi bem recebida e fiquei aliviada. Nada mais chato que hostilidade. A personagem tem um novo chefe aparentemente bacana e uma nova parceira que não tem essa de competitividade. Impressões que podem mudar a qualquer momento, claro, mas considerando que nada disso aconteça, é bom ver Gabby em um local em que é ouvida e não trollada por um Herrmann impaciente como na S3.

 

Ela ganhou liberdade e isso é excelente. Se há uma coisa que essa personagem faz com excelência é trabalhar em campo, com o corpo inteiro em movimento, procurando o melhor ângulo da situação que culmine em um insight próprio. Dawson estava empolgada em mudar de cargo, reação que me assustou, mas me fez feliz. Achei que a ex-bombeira relutaria por ser orgulhosa e insistente com seus desejos, mas, com o bebê, ela me pareceu muito segura com relação aos próximos passos.

 

Mas não me farei de cega: pontuar essa transição logo na cara tirou toda a angústia profissional de Dawson. Um detalhe que precisava ser trabalhado, pois ser bem-sucedida nesse âmbito sempre foi um dos maiores focos dela.

 

Agora, ela está sozinha, ganhou confiança e tem poder de decisão. Não só isso, como terá a chave para solucionar o incêndio da semana passada e limpar mais uma possível mancha dada ao 51º. Que essa moça continue em movimento – e que nada aconteça com esse bebê pelo amor de Deus!

 

Já que citei o incêndio babado, não é que a reciclagem gerou curiosidade? Estou superintrigada com o comportamento da vizinhança, esse boicote silencioso em que ninguém quer se prontificar a favor dos bombeiros. O interessante é que Severide foi incluso, uma jogada ótima porque Gabby está envolvida com essa investigação. Ambos são sinônimo de sucesso na hora de decifrar acidentes que não têm nada de acidentais e já sinto pena do Patterson e do Riddle.

 

Embora tenha tomado a iniciativa de ajudar o 51º, Severide ainda está indeciso sobre o que quer da vida. Como não é a melhor pessoa para decidir tudo prontamente, ele continuará na bad. O revés dessa situação é que o personagem realmente quer ser diferente e, ao contrário do corriqueiro, trabalhou e respeitou os limites de Patterson.

 
Uma grande evolução considerando que esse cidadão partiu para Vegas em um estalar de dedos na S3. Ok que perder Shay não se compara em nada ao que o ex-Tenente tem passado desde a semana passada, mas ter optado por ficar é uma grande coisa. O personagem está infeliz, mas paciente e dando o melhor para se manter na linha. Até me surpreendi quando vi essa paz ser pisoteada pelo Patterson. Fui bem trouxa de acreditar que um dos novatos seria gente fina.

 

Como disse na semana passada, fui com a cara do Patterson, mas ele me arremessou no chão ao revelar que só se preocupa com o próprio traseiro. “O meu Esquadrão”, sempre tem que ter macho Alfa querendo tocar o High School Musical, né? Por mais que o personagem não tenha sido inserido para avacalhar Severide, ego sempre faz o trabalho completo e, com certeza, já sinto que a atmosfera pesará forte. Dose é que se houver rebelião, o 51º Batalhão pagará.

 

Gente, porque eu acho que a Brett adotará aquele bebê? Sei que eu adotaria, fatos reais. A paramédica está muito envolvida e isso me preocupa porque nunca a vi desse jeito.

 

Não sei vocês, mas senti a intenção de fraquejar Sylvie para destacar Chili. No mundo do entretenimento, e na vida real, não existe duas mulheres que mandam muito bem sob o mesmo teto. Dawson e Shay deveriam ter ensinado, né?

 

Tudo bem que Shay era um poço emocional, mas ela não foi minimizada para Gabby ficar nos holofotes. Sinto uma singela redução do papel da Brett, pode ser impressão minha, mas não posso ignorar isso. Chili voltou a me irritar neste episódio.

 

Sobre os demais: raiz quadrada de vários nada. Como lidar?

 

Concluindo

 

Gostei muito da maneira como as histórias se conectaram, como era visto no começo de Fire – e até em P.D.. Os personagens tinham essa interseção e o problema da S3 foi isolar cada um. Um isolamento que rebateu e afetou o trio principal que ganhou vida esta semana.

 

Maior exemplo: Dawsey. Os méritos deste episódio vão para eles. Ambos estavam com os polos trocados, mas trouxeram a emoção que faltou de novo nos chamados. Por quê? Porque os dois conquistaram uma história nova, individual, mas que não anula o desenvolvimento deles como casal. É assim que Fire funciona, não sendo “radical” como na S3. Quer separar? Separa, mas tenha consciência de que cada um desses personagens precisa de histórias consistentes no background.

 

Uma vez que o trio conquista boas histórias, não há erro para desencadear as problemáticas da temporada. Nesse quesito, este episódio foi redondinho e amarrou os plots Casey-Severide-Dawson. Um meio que segura o interesse e não deixa a tensão morrer. Ao contrário do episódio da semana passada que veio sem ritmo e todo bagunçado, esse já entregou mais o clima da S4. Com a mudança do cargo de Gabby, capaz que Fire encontre uma força para não capengar até o ano que vem.

 

Só os chamados precisam melhorar. Desde a S3, as artérias da trama não têm bombado sangue o bastante para deixar todo mundo passando mal. Precisam fortalecer isso de novo.

 

PS: Dawsey de mãos dadas. Bota no replay eterno.

 

PS²: Yaya apareceu e me vi dançando Wrecking Ball. Chegarei invadindo Med desse jeito.

 

PS³: Platt dando voadora no Jimmy = eu fazendo anjinho no chão do meu quarto.

Stefs
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