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29/out

Obrigada @Deus por ter feito parte das minhas reclamações sobre Chicago Fire serem ouvidas. É de episódios assim que essa série sobrevive, não adianta inventar moda. Até os chamados funcionaram esta semana e estou aqui neste presente momento fazendo anjinho no chão do meu quarto. Queria não estar tão empolgada, porque está aí um universo que aprendeu a ter roteiros que mais oscilam que prendem, e espero, muito, que esse pique se mantenha. Este é um bom momento para retornar às antigas raízes, certo? Opa!

 

Um dos pontos altos que citei e que celebrei com relação ao episódio anterior foi o quanto histórias que entrelaçam os personagens deixam a trama mais interessante. Caminho que raramente compromete o ritmo do caos da vez, como aconteceu esta semana. Patterson tem ligação com Danny, que tem ligação com Jimmy, que tem ligação com Casey, que tem ligação com Dawson, que tem ligação com Boden, que tem ligação com a trama inteira.

 

Essa interseção anulou qualquer sensação de que há algum bombeiro avulso, pois todos estiveram no mesmo quadro ao longo deste episódio. Ou melhor, nos mesmos chamados. Embora muitos não tenham uma storyline para chamarem de sua, a linha que o Chief começa a estender tem tudo para se transformar em uma teia que não deixará ninguém a ver navios. Um forte plot central que pode crescer e se tornar deliciosamente frustrante ao ponto de abalar não um, mas todos os personagens.

 

Isso inclui o trio que continua de mãos dadas e que, pelo visto, aguentará a barra que é lidar com um incêndio acarretado por um ricão. Chamem o Voight!

 

O incêndio na boca de fumo tem rendido bastante e gosto disso por ter se tornado um meio de unir o trio. Com o transcorrer dos fatos desta semana, todos pertenciam a mesma problemática e mal acreditei quando tudo acabou. Os escritores resolveram ser um pouco mais inteligentes ao estender o conflito acarretado por um chamado e torná-lo uma dor de cabeça de dias e não de algumas horas. Estão de parabéns.

 

Boden foi o responsável em esticar um pouco mais o babado do incêndio culposo e ganhou voz de destaque. E os anjos dizem amém, pois o Chief também ficou apagadíssimo na S3, tirou mais folga que eu na vida, abriu brecha para o Pridgen e sofreu com o falecimento do pai. Nada como centralizá-lo na ação e não na dúvida de não saber se quer ficar em casa eternamente ou no posto de dono do 51º Batalhão.

 

Gostei mesmo de vê-lo abraçar as ideias investigativas de Gabby. Ótima sacada porque trouxe o suspense e a intriga que há muito tempo não pipocava na série. A não ser o caso Nesbitt que só fez cócegas e que não foi tão bem aproveitado.

 

Uma união do bem que mostrou ser uma dor de cabeça graças a ousadia de Dawson. A sensação de alívio causada pela evidência de Tricia caiu por terra quando as que foram recolhidas por Gabby desapareceram. Nunca pensei que seria otária…

 

Essa ousadia foi positiva, pois me refiro a uma mulher dedicada, que não brinca em serviço e que leva tudo a sério. A mudança de cargo não receberia um tratamento diferente, pois foi algo que Dawson optou para si mesma. Ninguém a obrigou ou a convidou a se retirar do Batalhão, o que geraria um comportamento às avessas. Quando a opinião é dela, não tem quem a segure, e isso foi novamente provado.

 

Era um fato que a ex-bombeira entregaria um trabalho rico e primoroso, cheio de detalhes, com relação ao incêndio da rua 24. Um job que faria qualquer chefe feliz por ter contratado uma pessoa eficiente e perspicaz, mas não nesse caso. A atitude de Dawson fez o favor de revelar que não há honestidade entre Suzie e Duff, e me vi sendo trouxa de novo.

 

Please: será que não há pessoas, além do 51º, honestas nessa Chicago? Não-é-possível! Ninguém em Fire é decente a não ser os veteranos. Isso é muito bom para trazer impacto, mas fica a sensação de que essa turma não pode ter outras amizades fora do Batalhão. É muito bom ter um traidor em cena, mas, nesse quesito, a série é bem repetitiva e torna os novatos um tanto quanto previsíveis.

 

Só não reclamo mais porque houve outros pontos do episódio que funcionaram muito bem, então, mais um filho da mãe na parada não faz a menor diferença.

 

Gostei muito do elo criado entre Boden e Gabby para resolver esse incêndio que atraiu um grandalhão chamado Maddox. Se Nesbitt era um fanfarrão endinheirado, trabalhado na poker face, eis agora a herança de um viciado que ama provocar incêndios por aí a fim de se tornar proprietário desses imóveis. Incluir a mídia foi sensacional, é algo que sempre gera babado e confusão, e a resposta imediata de Riddle sobre a ação do Chief só aumentou a expectativa sobre o que virá a seguir.

 

Sério, fazia muito tempo que não ficava empolgada com um plot de Fire e estou com medo da decepção dar na minha cara.

 

Agora, pausa dramática: quem mandou mexer com o bebê Dawsey? Ainda mais com ultrassom programado e sorriso besta do Casey? Vocês não têm esse direito! Esse bebê é sagrado, o Harry Potter de Chicago Fire, o escolhido para barrar os inimigos.

 

Cheguei perto de acreditar que Gabby foi envenenada. Era o que eu faria se quisesse eliminar a gravidez da personagem e fazê-la retornar ao Batalhão. Seria um meio prático de afastá-la do novo cargo e, de quebra, plantaria mais uma pulga que incharia a tensão direcionada sobre a suposta corrupção do DP de incêndios culposos. Como todas as evidências que recolheu foram apagadas, não haveria mais nada que pudesse mantê-la ali. Dawson provou seu valor, seria elogiada e despachada. Plano maligno perfeito!

 

Só que as honrarias confirmaram que Gabby é uma ameaça. Uma ameaça que colocou Boden na saia justa, pois não há mais provas para confrontar Maddox que tem cara de vilão permanente e que combina com a palavra crossover. Já podem fazer um interurbano para o Voight, porque esse ricaço será uma pedra no sapato.

 

Uma pedra no sapato que tem tudo para se transformar em uma rocha por causa do crush do Severide, outra investida que não muda na série.

 

Toda vida a mesma coisa: ele se entrega para o amor e toma uma rasteira das namoradinhas. Pior que agora criaram um superelo que, no mínimo, tem que tornar Jamie a futura esposa de Kelly.

 

Embora esse salto dela não tenha me surpreendido, espero que a investida faça parte do combo atrito. Se Jamie quer recompensar, espero uma virada de casaca.

 

Os outros plots

 

Finalmente, Jimmy deixou de ser apenas o cara com um ótimo físico para ter direito a um diálogo e a uma ação de verdade. Não sei ainda o que esperar dele, mas posso me iludir um pouco e acreditar que o personagem não faz o tipo chorão? Vejam bem, Jeremy Gilbert me traumatizou e não consegui ainda separar um J do outro J. Se um dia escrever Jeremy em vez de Jimmy nas resenhas, vocês me desculpem, porque, até então, vejo dois em um.

 

Pelo pouco que foi visto, Jimmy não é moleque de prédio criado a leite com pera. Steven tem essa cara de mauricinho que engana e até o fechamento desta resenha curti o seu mais novo personagem. Ele é dedicado, não tem receio de confrontar o irmão e aplaudi a empolgação de pertencer a algo porque deseja e não porque alguém mandou. Vamos ver como esse Cadete crescerá ao longo da temporada, pois Casey já viu um brilhantismo que nem é aparente ainda.

 

Deu para digeri-lo só porque ele tem opinião. Isso é muito bom e espero que esse jovem talento não se revele um três milhões de caras como Patterson.

 

Quem sambou essa semana foi Brett e achei extremamente irritante as reações de Chili para cima dela. WTF? Aos meus olhos, ambas não se conhecem tempo suficiente para uma ficar metendo bedelho na vida da outra. Se fosse Gabby, tenho certeza que haveria um explanar do quadro geral, mas jamais ela seria intrusiva por ter consciência de que a amizade ali não é a mesma que teve com Shay – que exigiu altas doses de escarcéu (algo que até eu sairia do salto).

 

Não sei qual foi a do choque e do ar de ofendida de Chili quando Brett deu o peito pra tomar bala no chamado delas. Gente, é isso que Sylvie tem feito desde que entrou na série. A bicha é tão maravilhosa que enfrenta bandido, ex, vizinho, cachorro, zumba, e não hesita em se meter nos buracos negros da vida. Não entendi o big deal.

 

Sim, é erro profissional se jogar na situação sem ao menos checar, mas achei uó essa de julgar vulnerabilidade como algo que faz tudo dar errado. Ok, pode subir à cabeça, mas Brett sempre soube ir e voltar quando está com as emoções à flor da pele. Por isso, entenderei esse choque da Chili como um susto de descoberta. Sabe, quando você vê que tal pessoa não era bem daquele jeito que se imaginava? Isso mesmo.

 

Tudo que Brett fez foi lindo. Sempre digo que ela é a Burgess de Fire e toda vez ela me prova isso. As duas donas de Chicago, fala sério.

 

Concluindo

 

Este episódio tem que servir de exemplo para o resto da temporada. Foi perfeito. Houve tensão, mistério, aflição, tudo intensificado conforme o andar da carruagem. Foi impossível respirar em vários momentos, especialmente no último chamado – porque tenho pânico de elevador. Trabalho em equipe sempre mexe com as emoções, fatos reais.

 

A trama deixou um leque de possibilidades: o chamado a ser investigado por mais um tanto de episódios, um possível vilão permanente, Dawson e o bebê comprometidos, Boden com risco de ser processado por “falsa” acusação. Sem dúvidas, o incêndio culposo tem sido a melhor coisa que aconteceu neste começo de temporada, principalmente por criar elos entre os personagens, dentro do ritmo de cada um, sem anular o background dos envolvidos quando não estão de uniforme.

 

Isso que chamo, por enquanto, de recuperação, pois nada mais chato que Fire repetir a individualização de todo mundo e depois não ter brecha para contar algo mais. Ano de não cair nas emboscadas da reciclagem descarada, certo?

 

PS: Patterson é YouTuber para gostar das câmeras?

 

PS²: avisem o Casey para parar com essa de se colocar à frente dos chamados.

 

PS³: Will e Charles tendo mais participação em cena em comparação a P.D. me fez vomitar arco-íris.

 

PS4 (devia ter números elevados à quarta potência): queria Roman dando uns beijinhos na Brett. Só queria…

Stefs
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