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15/out

Então que essa criançada retornou e já estou no posto de mãe preocupada. A temporada nem teve o direito de esquentar ainda e estou sob a linha tênue da desconfiança. Não digo isso em vão, pois a premiere de Chicago Fire me deu muitos motivos para temer o que acontecerá daqui por diante. Estou apavorada com relação ao desenvolvimento deste novo ano, verdade seja dita.

 

Para uma premiere que prometia queimar tudo ao som de Adele, ela não queimou absolutamente nada. Foi bom, mas não foi ótimo. Puramente fraca e morna. Só Dawsey se deu muito bem, encerrando o ciclo da S3 para ter mais histórias a serem desenvolvidas.

 

O maior pecado foi plots e subplots sem sincronia, o que afetou todo o ritmo do episódio. As únicas coisas que pareceram certas foram os chamados, fragmentos que nos brindaram com dramas de fazer qualquer um chorar. Agora… O que foi a resolução do sequestro do Casey? A situação me forçou a voltar aos minutos iniciais, porque não acreditei na praticidade dos escritores. Então que criaram um big deal na S3, só faltaram soltar imagem-spoiler de tanta publicidade, para… Isso?

 

Desacreditei que a situação que rendeu uma baita angústia, prendeu o interesse e foi basicamente a trama que deu uma sobrevida à S3 foi resolvida em tão pouco tempo. Spoilers afirmaram que esse caso ficaria por isso mesmo, mas não imaginei que ficaria por isso mesmo². O descaso foi enorme, tão enorme, que nem deu tempo de temer pela vida de Casey. Qualquer temor deixado nas entrelinhas no finale da temporada passada, morreu assim que Voight e Antonio entraram em cena.

 

Outro problema que destaco no sequestro do Casey foi a falta de envolvimento dos personagens de Fire. A situação foi resolvida como se fosse um caso isolado, outro problema de sincronia com P.D., e nem Dawson fez muito. Não esperava um foco total para derrubar Nesbitt, mas tudo foi tão imediato que deixou a amarga impressão de que era preciso resolver essa ponta solta logo para reajustar o Batalhão.

 

Só perdoo um pouco, pois a angústia de Matt foi a única coisa que prendeu o interesse ao longo da premiere, especialmente por causa dos flashbacks com Katya. Quero acreditar que esse estresse pós-traumático seja permanente, uma condição que não se resolve de uma hora para a outra. Porém, como sempre digo, é desse universo a que me refiro, onde tudo se cura com extrema facilidade.

 

Se há alguém que perde a cabeça e fica ótimo é Matt Casey. Gostei muito da desenvoltura dele em meio aos efeitos da resolução que culminaram na revolta da justiça sendo injusta. Chama a Annalise que ela resolve, juro! Amei mesmo quando o personagem deu um show no último chamado, pois me lembrei da fase dark na S2. A ira foi despejada nos carros como forma de desabafo por ter que aceitar que os esforços de Katya foram em vão, o que rendeu o estresse quase ausente na trama.

 

De novo, quero acreditar que Matt oscilará entre humores, pois Jesse manda bem demais quando seu personagem sai emocionalmente do eixo. Sempre rende suas melhores atuações.

 

Não esperava que a situação de Severide fosse entregue de mão beijada. Tudo bem rebaixá-lo no início da temporada, faz parte, mas engataram tudo que o moverá de uma vez só. O curso para entrar na linha (ri dolorosamente disso, por favor!) até fez sentido inserir agora, mas o novo crush? Precisava mesmo já botar a moça dentro do apartamento do Tenente? Ok que é desse personagem que estou falando, mas, pensando que com Erin e April foi uma missa de mais episódios…

 

De quebra, esse moço abriu mão do trabalho e…? Severide é famoso por ser apressado e por mergulhar na lama sem hesitar, mas, dessa vez, pisaram sem dó no acelerador. E, de novo, lhe deram o caminho fácil sem incitar um tipo de atrito para que o personagem chegasse a essa decisão. Um atrito que nem foi representado pelo pobre do Cruz que só pagou de grilo falante.

 

Ter problemas pessoais e profissionais por perder uma amiga é uma coisa. Se sentir ameaçado por causa de uma pessoa que tomou seu cargo é outra. Como nos velhos tempos, o Tenente foi mimizento e só pego levo por enquanto porque com atitudes minimalistas ele mostrou as mudanças trabalhadas na sua caracterização ao longo da S3. Como a gentileza que o fez aceitar o pedaço de pizza, mas daí ele voltou a ser Kelly Severide que não suporta quando alguém invade seu quadrado.

 

Peço a @Deus que não apaguem Severide depois de uma ótima temporada.

 

Dawson não fez muito, mas o suficiente. Esperei que ela fosse ter um surto meio egoísta por causa da gravidez, mas o que rolou com Casey pesou e isso para mim bastou. A então bombeira promovida sentiu ao longo do episódio a tensão de estar grávida e ter que trabalhar. Quase fui para o além quando a personagem se coloca em risco no último chamado. Quando essa moça me mergulha de bruços, berrei de dor e já até imaginei o nascimento do bebê – sim, sou dramática e vejo coisas, não me toquem porque me sinto tia dessa criança que nem nasceu.

 

As hesitações de Dawson para dizer que está grávida, ao mesmo tempo em que se preocupava com Casey, fez esse episódio berrar Dawsey como há muito tempo não berrava. É incrível como os dois conseguem encontrar o mesmo eixo, naturalmente, depois de tanto tempo afastados devido aos comportamentos egoístas e orgulhosos. O reencontro deles fluiu tão bem que fiquei emocionada, pois isso é o que chamo de bom desenvolvimento de romance. Eles podem se odiar, mas o reencontro sempre será algo de tão lindo que machuca o coração. Foi assim que me senti.

 

Quando dois personagens estão predestinados – até que se prove o contrário – nada que uma boa escrita, sem forçada de barra, não resolva. Ver o brilho nos olhos dos dois valeu a premiere e estou louca para sofrer e xingar no Twitter com os novos altos e baixos desses pombinhos.

 

Os outros plots

 

Os novatos apertaram a trama, como entrar em uma barraca que não cabe ninguém. Penso que não haveria erro em deixá-los aparecer um de cada vez. Jimmy caiu de paraquedas, Riddle só foi bater ponto e Patterson só queria dar festa no barco. Oi? Rebobina!

 

Ok que o substituto de Severide me deixou meio na corda bamba sobre dar uma chance ou já considerá-lo um traíra. Afinal, ele tentou comprar os migos pelo estômago e achei meio sem noção obrigar geral a ir no rolê em alto-mar. Calmaê que não se chega assim no 51º!

 

Por outro lado, quero acreditar nos olhos de Boden sobre Patterson. O novato parece bem-intencionado e espero que não haja atrito quando chegar a hora do Severide retomar o seu posto.

 

Sobre Jimmy: só vi Jeremy Gilbert sofrendo bullying de Tyler Lockwood. Mesmo com aquele tamanho, ele sempre será meu Edward Cullen – para sempre com 17 anos. Não curti a presença diminuta dele, pois plantou a treta que balançará Chili e Brett. Duas personagens que estavam muito bem alinhadas neste episódio. Fortalecidas. Queria acreditar que o tal triângulo fosse mentira, mas…

 

Surpreendi-me com a não mais nova paramédica e penso que a personagem da forçaDora sofreu uma reescrita. Vamos combinar que sua chegada de balão foi muito nonsense e não dava para continuar daquele jeito. Chili estava focada, meio fria na hora dos chamados e só mostrou sua vulnerabilidade na resolução de cada um deles. Só de pensar que essa moça tem tudo para ser irritante, especialmente por causa do Jimmy, já tenho enxaquecas. #SalvemABrett

 

Concluindo

 

Eu quando o episódio acabou

 

O novo período de transição do 51º foi esquisito. Houve a nítida dificuldade de inserir os personagens em suas respectivas tramas, tendo em vista que a S3 não rendeu grandes acontecimentos para continuidade. Até os chamados foram lights considerando os socos que recebemos em toda premiere. Não houve choque, só o coração fora do lugar por causa dos envolvidos.

 

Mais tenso foi perceber que não foi deixado nada preocupante ou emocionante para amargurarmos até a próxima semana. Conflito repeteco em forma de treta com chamado? Sinceramente… O que aconteceu com esse povo?

 

A resposta plausível para essa dança descoordenada é: compensar o tempo perdido devido ao atraso da premiere. Neil Patrick Harris, a culpa disso é toda sua!

 

Espero que as coisas melhorem não só na semana que vem, mas nos episódios futuros. Já dá para sentir com mais propriedade o quanto Fire terá problemas de se reinventar por não ter tanto a mesma liberdade criativa dos xodós policiais do Mundo Lobo – que possuem mais espaço para movimentar os personagens. Roda de oração para que Casey e Cia. não sofram como na season passada.

 

PS¹: quem quer apostar que esse caderno da Katya é igual a vários nada no futuro? E Ian e Athena, os novos vizinhos do Molly’s também. Só servirão para mover Otis e Herrmann e já tenho ódio.

 

PS: não sei como Will ainda terá um emprego em Med, porque começo a achar que o boy é um alcoólatra. Até a série estrear, ele estará igual ao antigo chief de Grey’s Anatomy, cheio das tremedeiras e com problemas de concentração. Mas não reclamo de vê-lo, considerando que os médicos só entrarão em cena no mês que vem.

 

PS: quem mais acreditou que Chili daria em cima do Will e a chamou de “ozada”? Vejo essa mesma jogadinha de ombro para cima de Jimmy e já estou morrendo de tristeza.

Stefs
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