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09/out

Este episódio de Chicago P.D. não foi tão eletrizante quanto o anterior, pois apostou na dramática. O caso da semana foi palpável e teve vários momentos em que segurar as lágrimas foi um pouco complicado. Sinceramente, prefiro quando a trama gira em torno de pautas desagradáveis, que se aproximam da realidade, pois, infelizmente, dá para se relacionar com algumas nuances.

 

Quando digo realidade, me refiro a abordagem na parte mais triste, tensa e nada glamourosa do nosso cotidiano. Que se vê todos os dias na televisão ou em uma matéria online. Esse foi o caso deste episódio, que pontuou até uma das fraquezas de qualquer investigação: o diz que me disse. Não houve testemunhas, mas todo mundo acha que X coisa aconteceu.

 

A diferença é que a trama de CPD não trabalhou com opiniões que afetassem a investigação, mas com o posicionamento do fingiu que não viu. Atitude sempre mais fácil porque ninguém se compromete. Identifiquei-me com Halstead que desacreditou da falta de testemunhas – uma mera realidade – e foi tão cômico – se não fosse terrível – ver como a rotina das redondezas continuou como se nada tivesse acontecido. O único ponto de preocupação foi o memorial, tão típico nos EUA.Por mais que tenha sido cruel, não deixou de ser um retrato do que ouvimos e vemos todo santo dia. Vale até mencionar o contorno da trama sobre o tópico de justiça com as próprias mãos. Perfeito.

 

Quando Burgess abriu o freezer, só pensei no último caso que ganhou notoriedade na mídia nacional. O real foi mais pesado que a ficção, claro, pois além de custar uma criança, os pais estavam envolvidos. Aqui, foi um mecânico que estava empenhado em um acerto de contas. Uma tramoia com apenas uma vítima (a criança), não dando abertura para a Unidade de Inteligência explorar os mais variados componentes da investigação porque simplesmente não havia. Passei mal quando o retrato do crime que moveria a equipe se abriu e fiquei envolvida de imediato.

 

Estou deveras feliz por Antonio ter norteado essa investigação e nunca cansarei de dizer o quanto o personagem contou com vários nada na temporada anterior. Jon Seda nunca decepciona quando toma a trama para si e dessa vez não foi diferente. Foi até uma oportunidade muito bem quista para resgatar um frame da sua família – tão esquecida quanto o hábito de não lhe darem uma storyline que preste. Amei forte a compostura do detetive, mas destaco a cena do interrogatório.

 

 

Ali sim estava um cara que mudou pelas circunstâncias no âmbito profissional. Revelou-se o quanto ele já se distanciou do homem que hesitava várias vezes diante de um Voight provocativo e que injetava o ódio. Quem é que não se lembra do receio de Antonio em se divertir na amada gaiola? Agora, os trâmites do modo de operação dele são outros e é um deleite ver que, mesmo sem ter feito muito na S2, o personagem continua grandioso.

 

Dawson é um tipo de personagem que pode sumir, mas voltará como se sempre estivesse presente, só que mais forte. Um crédito que é mais valorizado porque Antonio é puro sentimento. Ao envolvê-lo em um caso como esse, seria o mesmo que engatilhar o lado negro. Justamente porque aqui a emoção fala mais que a razão. Ele conquistou, as always, e norteou tudo com maestria.

 

Depois dessa, quero acreditar que Antonio contará com histórias mais impactantes e mais profundas. Até pergunto aonde está a academia que foi um big deal danado no finale da S2 para… Mais uma sequência de nadas? Não acho que seja cedo para cobrar. Afinal, se houve tempo de inserir uma seringa na mochila do Roman – isso sim deu em vários nada –, dava para prestar uma visita a um local dito especial para o personagem. Hora de trabalhar esse roteiro.

 

Ao contrário de Antonio, Voight estava muito equilibrado. Foi uma grande surpresa! Até porque, nos minutos iniciais do episódio, ele deixou bem claro que resolveria o caso e insinuou que iria longe, daquele jeito que tanto amo, com sangue nos olhos. Não foi dessa vez!

 

 

Não sei se essa quase calmaria foi por causa da preocupação com Erin, porém, achei bem legal posicioná-lo como uma barreira dos detetives que estavam com os ânimos à flor da pele. Contar com um Sargento fora do eixo possivelmente botaria tudo a perder.

 

Apesar da presença do Voight ponderador, o personagem não abaixou a bola de Antonio e nem roubou a cena dele. Agiu, no seu quadrado, impulsionando o parceiro quando necessário e o acalmando quando os pés estavam prestes a cruzar a linha tênue do caráter. É difícil não falar do Hank sem babar, porque Jason é tão bom quanto Seda. Não dá para piscar quando os dois reinam em concordância na mesma trama, e foi exatamente assim que o episódio começou e se concluiu.

 

E que conclusão, né, minha gente? O discurso de Antonio doeu na alma. Foi uma cena trágica que mostrou o quanto o elenco da série está maduro com relação ao domínio de cena. Na S1 tinha suas dificuldades, na S2 foi como tentar entrar no figurino apertado, e agora todos estão dentro dos números corretos representando os seus respectivos papéis. Nem se lembram das crianças que ingressaram cheias de sonhos em uma Unidade chefiada por um ex-corrupto. Bons tempos!

 

Obviamente que isso encheu meus olhos e foi um dos pontos altos do episódio. Por isso que prefiro o foco na dramática de vez em quando, pois dá para enxergar melhor os personagens. Ver como eles brigam com o que pensam em fazer vs. o que devem fazer. Todos estavam ótimos.

 

Os outros plots

 

 

A energia de Burgess no começo deste episódio me deixou de queixo caído. Está aí outra que funciona do mesmo jeito que Antonio: sumir, some, mas quando aparece ninguém segura! Podem dar qualquer coisa para essa moça que será realizado com sucesso. Marina foi uma das que mais amadureceu ao longo das temporadas de CPD e o destaque da sua personagem na S2 foi um grande salto para sua posição, até então, na trama da S3. O tenso é: o valor dela na tela e não ver o mesmo acontecer no roteiro. Ela é a que mais trabalha, pelo amor de Deus!

 

Roman comeu poeira, mas teve seu lugar ao sol. Fiquei aliviada com a conclusão do hype passageiro da seringa. Desnecessário esse suspense, gastando minutos que poderiam ser usados para Burgess correr um pouco mais. Contudo, estou com aquela sensação de que ainda haverá algo errado nesse subplot. Não sei, nada acontece sem razão, ainda mais quando se usa esse “nada” como cliffhanger de uma premiere. Esse moço sempre foi cheio dos mistérios, vai saber…

 

Já sinto pena do Al, pois essa Michelle é muito chata! Só dou desconto porque já fui adolescente e penso que fui tão chata quanto – acho que pior, hein?. E dá para perdoar um pouco mais porque a menina é carente, tem a vida toda errada e uma mãe desnaturada. Repito que espero muito que isso se desenvolva da melhor forma possível. Quero muito vê-la diante da Lexi.

 

 

Falando em mãe desnaturada, Bunny, Bunny, Bunny. Que maldita! Os spoilers deduraram que a personagem não abriria mão de Erin tão fácil, mas a bicha jogou sujo mesmo, hein? Só não entendo até agora porque Lindsay ficou nesse nhenhenhem todo em dar um quique na pessoa que nunca quis seu bem – e sempre esteve consciente disso, certo? Certo!

 

O que foi citar o nome da Nadia em vão? Chama o Voldemort!

 

Erin foi uma decepção. Nem parece aquela mulher que surtou na S2, praticamente cuspindo na face dessa senhora. Inclusive, nem hesitou quando Voight despachou a mãe de Chicago. WTF? Foi muito sem noção Lindsay ficar tão preocupada com a reação da mãe. Foi ainda mais uó ter salto no tempo e ela ainda estar com dificuldade de tocar a real. Vamos combinar que período de abstinência não é ressaca e não se passa em uma semana – mas é desse universo que estamos falando e tudo pode.

 

A luz pode vir da seguinte forma: vai que a detetive sabe desse temperamento vingativo da mãe e estudou o melhor ângulo antes de falar. É uma possibilidade, mas não me convence.

 

No fim, a treta sempre foi e sempre será entre Bunny e Voight. Coisa boa não virá, com certeza.

 

Concluindo

 

Só senti falta de uma coisa neste episódio: uma ponte para Chicago Fire. Foi falado alguma coisa sobre isso? Porque sambei, sambei e só ouvi a importância de um tal sofá, se é que me entendem… Vamos combinar que as irmãs dependem uma da outra e o descaso com a mais velha está ultrapassando os limites da minha paciência.

 

Lindsay dedou que se passaram algumas semanas desde que se mudara para a casa de Voight e estou muito preocupada com a timeline que resolverá o sequestro do Casey. Até que se prove o contrário, foi precipitado Bunny dar a louca logo às vésperas do retorno da irmã mais velha. Como rolará o encaixe?

 

Investir nessas passagens de tempo meio loucas é muita preguiça dos roteiristas e quase arruinou com a S3 de Fire. Simplesmente porque esse artifício é usado com certo abuso, o que impede aprofundamento de personagem, acelera a cura e deixa qualquer um em boa forma em segundos. Achei que isso era coisa da CW, aff!…

 

No mais, o episódio foi muito bom. Intenso e emocional. De partir o coração. Um caso entregue à Unidade de Inteligência pelas circunstâncias e que quase culminou em um final infeliz para mais uma criança. Todos os tópicos levantados por esse caso humanizaram a história, um acerto que fez a equipe ficar mais uma vez em discordância com os próprios sentimentos.

 

Semana que vem Mouse descobrirá o samba e não estou pronta. Já podem retirar o personagem da mesa de Nadia, porque a zica lá é tão forte quanto o cargo de Defesa Contra as Artes das Trevas em Hogwarts. Contra fatos não há argumentos.

 

PS¹: só em Chicago você encontra dois ruivos dando sopa, como não quer nada. Só lá existe a genética Halstead e me pergunto o que foi que fiz para nenhum deles ser meu mozão. @Deus?

 

PS²: Voight pedindo ao Halstead cuidar da Erin me fez rir dolorosamente. Motivo? Pobreza de diálogo. A pobreza se intensificou quando Jay fala para Will meio “quero ver o quanto o retorno dela será bom para mim” Atenção: o que estão fazendo com esse personagem? Sério, está rolando umas atitudes nas entrelinhas que só quem se engana por aquela barba não vê (e é fácil se enganar por aquela barba, nem consegui ouvi-lo neste episódio, sinceramente). Prevendo altos deslizes.

 

PS³: imaginem que louco se vira moda dar na cara do Voight… Apesar que ele tomará na cara de qualquer maneira, já que o distintivo dele estará na roda. Bota-Bunny-na-gaiola!

Stefs
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