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27/out

Estou completamente sem palavras com relação a este episódio de Heroes Reborn. Acredito que a lerdeza das últimas semanas pode ser ignorada, pois as histórias começaram a se encaixar. Com esse sinal positivo, criar expectativa com relação aos próximos desdobramentos foi automático. Afinal, agora é possível esperar que as tramoias, que antes afastavam os heróis, se tornem uma enorme teia de aranha que os unirão para salvar o mundo. Demorou, mas a série começou a mostrar a que veio e estou empolgadíssima.

 

O episódio começou com paralelos entre Noah vs. Harris e Carlos vs. James. Duas situações que pontuaram o quanto um grupo de EVOs é precioso para os mais variados propósitos. Enquanto uns os usam para fins científicos – que não visam o bem –, outros traficam em troca de fortuna, muito provavelmente acordadas com empresas que precisam dos poderes para algo que não é conveniente contar por causa do foco no Renautas. Duas circunstâncias que plantaram a tensão, pois os personagens envolvidos já estão no limite da razão.

 

Mesmo sem empatia, mas com muito sangue nos olhos, o objetivo do episódio foi salvar o Senhor do Tempo, aka Hiro Nakamura, aka Yatta!. Uma meta traçada nos minutos iniciais e que trouxe muita energia para uma trama que vinha se arrastando desde o começo da temporada. Deu para sentir o borbulhar das emoções, o medo do curto espaço de tempo para barrar o Renautas e a aflição de descobrir se um herói importante ou estaria morto (embora a promo tenha denunciado sua sobrevivência) ou jamais seria encontrado. Um personagem do passado que se revelou como uma das chaves para evitar uma catástrofe.

 

Uma das coisas que me faz uma eterna apaixonada por Heroes é a maneira como as histórias dos heróis se encaixam em determinado momento. Nunca é forçado ou aparentemente impossível. Pode soar óbvio ou fácil, mas, no fim, os encontros fazem sentido. Quando vi isso acontecer neste episódio, surtei demais! Parece que eles se conhecem a vida toda e passam a ver sentido no que se tornaram quando percebem que não estão sozinhos.

 

A começar por Miko que conquistou um merecido destaque, tendo sua história finalmente explicada. A personagem abraçou sua primeira – e talvez única – missão como heroína e estou bem chateada com esse possível término. Tudo bem que não entendia o propósito dela na trama, mas, uma vez esclarecido, fiquei sem chão.

 

Como assim ela era uma criação feita para falhar? Como assim ela teria que se sacrificar para libertar Hiro? Como assim? Como assim? Como assim? Um tiro atrás do outro e, quando me dei conta, estava apaixonada pela valentia da personagem. A menina da katana surpreendeu esta semana, mostrou que seu propósito é daqueles mais difíceis, em que é preciso se sacrificar, literalmente, para um bem maior. Nossa, fiquei muito acabada!

 

Por mais que tenha reclamado do propósito do videogame, é inegável a maravilha da edição do jogo. Não pareceu uma montagem malfeita, o que é uma grande coisa. Metade do episódio foi norteado com as idas e vindas de Miko entre o real e o virtual, e funcionou muito bem. A garota da katana arrasou nas duas realidades sabiamente criadas por um pai que, pelo visto, não terá relevância. Imagina que louco se Hiro fosse o responsável por ela…

 

Gostei muito das cenas do jogo, envolveram bastante, e o propósito delas honrou a importância de Miko na trama de Reborn. Um momento que mostrou como o poder dela funciona, o que, às vezes, é melhor do que explicar. No final das contas, até que gostei do resultado e nem queria que a personagem fosse eliminada dessa luta.

 

Outro caminho que se cruzou foi o de Malina que quase me matou do coração ao encontrar o desgostoso Luke, duas forças que precisam de Tommy. Três personagens que se reunirão em dado momento pelo mesmo propósito, sendo que só dois possuem mais relevância em dissolver o plano do Renautas. Ficarei curiosa até o fim da temporada, pois não consigo ver como eles se relacionarão. Isso, pensando nos poderes de cada um.

 

Tommy é quem sente mais essa ideia de propósito ao descobrir que sua vida era uma farsa e o que o tal Protetor só estava colado na sua para norteá-lo ao plano maior. O passeio em Paris me fez compará-lo com a Claire que, uma vez, teve nas costas a responsabilidade de manter o mundo seguro por ser a chave tanto para destruir quanto para salvaguardar a humanidade. Esse conflito de abraçar ou não a missão serviu para aumentar a angústia de uma história que ainda está saborosamente imprevisível.

 

Considerando que o Renautas tinha em mente usar o poder de Hiro para fugir, me pergunto aonde Tommy se encaixará. Ele me soa como o plano reverso, não sei. Há dois personagens capazes de alterar o espaço do qual se encontram e imaginar a possibilidade do Senhor do Tempo capotar como o Haitiano muito me preocupa. Simplesmente porque o foco de Reborn é a nova geração de EVOs e como eles superarão as adversidades.

 

Ainda me pergunto como Malina, Tommy e até mesmo Luke conseguirão salvar o mundo. Luke e Malina como dupla faz mais sentido, pois os poderes de ambos são próximos. Mas Tommy? Quero só ver como isso funcionará. Considerando o potencial desta semana, acredito que a reviravolta na vida desse trio será estrondosa. Na torcida porque merece. Uma garota e um garoto com a responsabilidade de proteger a humanidade é demais para a minha saúde.

 

Noah ficou na penumbra da ação, sendo ofuscado por Miko, mas vale uma menção honrosa por seu trabalho no coração do Renautas. Se há uma coisa deliciosa no mundo é esse personagem fora de si e, dessa vez, nem foi por motivos de Claire, embora o que o norteie é a lembrança que não existe. Não suportei a maneira como ele tratou Quentin nos minutos finais. Ainda estou em estado de letargia porque não queria que essa parceria terminasse.

 

Os outros plots

 

Taylor foi muito rainha, mas confesso que as atitudes dela contra a mãe foram muito fáceis. Em nenhum momento a personagem foi barrada, sendo que enganou Erica na semana passada ao infiltrar Noah e Quentin dentro da própria casa. Foi simples demais essa moça entrar na sala, baixar os vídeos dos EVOs e encontrar um estudo do Suresh. Porém, o que importa é o resultado e espero que tudo se torne viral o mais rápido possível.

 

Falando em Suresh, o que foram as menções honrosas neste episódio? Até Isaac foi mencionado nas entrelinhas, com as tais pinturas que se tornavam realidade, com o nome de Nathan na capa do quadrinho que Tommy encontrou em Paris. Passei mal com esse balde de nostalgia que promete ser mais gelado nos próximos episódios.

 

James e Carlos quebraram um pouco o ritmo do episódio e quero entender qual é a maldade dessa história. Dearing não contou porque odeia a própria espécie e saiu como o bonzão ao sabotar aquele que o “salvou”. Sei lá, não está interessante, isso desde o começo da temporada, pois pensei que trabalhariam a relação humano e EVO. Vamos aguardar!

 

Quentin morrer em campo de batalha, pelas mãos da irmã, partiu meu coração. Os momentos que compartilhou com Noah foram divertidíssimos, mas, considerando que Hiro entrou em cena, não caberia mais parceiros para o Sr. Bennet. Queria que ele conseguisse salvar Phoebe, especialmente por tê-la apoiado sobre seus poderes. Chateada!

 

Concluindo

 

Estou embasbacada até agora com este episódio. A trama fluiu muito bem, dosou ação, tensão e emoção. De quebra, segurou um pouco mais o mistério do plot central e trouxe a essência de Heroes, garantindo ciladas e reviravoltas.

 

Os heróis finalmente começaram a se unir e a perceber que não estão sozinhos nessa luta. Que unidos são mais fortes, um pensamento que começa a girá-los contra o inimigo em comum, tendo Noah como o encorajador dessa nova batalha. Foi lindo!

 

Sinceramente, estou apavorada com o que Noah encontrará esta semana e o revisitar ao Summit me deixou de pernas bambas. Será que ele se controlará e não interferirá em nada? O que importa é que terá Suresh e alguns heróis das antigas. Queria ser surpreendida com a aparição da Hayden, seria a cereja da temporada, mas é pedir demais. Contudo, seria uma grata surpresa!

 

Resta saber também se Phoebe continuará a ser importante depois dessa aventura, pois a personagem teve uma websérie e lá surtou completamente com a militância a favor dos EVOs. Quero muito ver o que ela aprontou no Summit, pois tenho certeza que parte daquela escuridão no céu lhe pertence. Nossa, estou muito curiosa.

Stefs
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