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04/out

Sem dúvidas este episódio foi melhor que os anteriores. Agora sim Heroes Reborn mostrou a que veio e revelou o coração dessa tramoia que tem tudo para comprometer o futuro dos heróis – e quem sabe dos humanos?. Meu cérebro está a mil por hora e me emocionei várias vezes. Molly acabou com a minha vida e atiçou a mesma raiva que senti ao longo da S3 de Heroes. Depois de 5 anos, ainda sou apegada a esse universo como se não houvesse amanhã.

 

Esta semana, a trama fugiu da monotonia e botou todo mundo para trabalhar. Ao contrário dos episódios anteriores que apresentaram o quique do caos e os personagens, agora chegou a hora de interligar os heróis para fazê-los combater a mesma problemática. No caso, os Renautas, que finalmente saíram da penumbra e mostraram que tecnologia é essa chamada Epic.

 

O que posso dizer é: já sofro. Dolorosamente. Tem como parar?

 

Malina nos brindou com mais um dançar de cores no céu e mostrou que tem influência sobre algo que está por vir – e que precisa ser feito depressa. O papel dela na trama ainda não está muito claro, mas não vejo a hora dela sair do inverno para a quentura da ação coordenada pelo Sr. Bennet.

 

Foi muito bizarro ver o novo posicionamento de Noah: o de perseguido. Antes, esse homem dominava tudo e todos, manipulava sem dó, rotulava os EVOs como se fossem chocolate, e saía na rua como se nada tivesse acontecido. Agora, o que aprendeu no passado será preciso para sobreviver no presente. Afinal, seja lá quem o persegue, não deve estar distante de ser alguém da Primatech.

 

Uma tese possível, pois ainda não consigo ver um motivo importante que custaria suas lembranças do dia do terrorismo. A não ser que seja a morte de Claire, algo que atiçaria o lado vingativo desse personagem que, sem dúvidas, não agiria em favor de nenhum ser com poder.

 

Nem dos humanos. Ele agiria por conta própria e dane-se o resto.

 

As falhas nas memórias de Noah continuam a ser um dos pontos intrigantes de Reborn. O que será que aconteceu? O que foi planejado com o Haitiano ao ponto de ter pedido de morte envolvido? Será que houve mesmo a interferência de Hiro? Teremos que aguentar um pouco mais para saber o que houve e, até lá, resta a diversão das cenas dele com Quentin.

 

Chorei de rir várias vezes com essa dupla inusitada e torço para que um não se perca do outro. Seria muito mara se Bennet encontrasse Phoebe. Um tipo de resolução pessoal.

 

O episódio foi uma caixinha cheia de surpresas não só para Noah, mas para Luke. Não sei como ele aguenta a maluca da Joanne. Sinceramente, já teria dado um sumiço nela. Claro que isso se explica por essa sede maluca de eliminar os EVOs e quis estapeá-la com a naturalidade em dizer que plantou o suicídio de um casal com superpoderes. O sangue bateu na testa. Peguei nojo!

 

O interessante é que essa mulher nem pode ser chamada de vilã, pois o que aconteceu com o filho a deixou desequilibrada. Certeza que ela ainda está em negação. A personagem acredita com tanto afinco que pessoas com dons merecem morrer e isso a faz uma lunática aterrorizante. Joanne não se tocou que sua justificativa não se aplica aos meios para aliviar a sua perda.

 

Joanne e Luke não passam de vítimas das circunstâncias. Uma situação que acabou mudando um completamente e o outro nem tanto. Esse outro que é tão EVO quanto todos que caça.

 

Edward Cullen?

 

Quem diria, hum? Luke se tornou mais interessante agora, pois passará pelo conflito de ter matado quem era como ele. Cadê seu Deus agora, amigo? O que o personagem faz virou hipocrisia sem escrúpulos e quero ver como esse peso na consciência se desenvolverá. Se houver arrependimento, né? Porque está mais do que claro que mozão se esconderá por causa da esposa doida.
Quem arrasou neste episódio foi Miko e Ren por se revelarem como as causas que unirão tudo e todos. Acho que nem preciso dizer o quanto surtei com o nome de Hiro saltando de boca em boca. Não vejo a hora de revê-lo! Será que rolará um Yatta? Tem que rolar, gente!

 

Como disse na semana passada, não curti o poder de Miko, mas, no fim, o que a torna interessante é o fato de ter entrado em território inimigo. Graças a ela, conhecemos o cérebro do Renautas, Erica, e cogito que o pai da heroína tenha sido chutado daquele prédio por não ser a favor do modo de operação em que as tecnologias são desenvolvidas. Se o jogo é a realidade, essa personagem terá que salvar o homem que me cheira como o verdadeiro dono da empresa. Com certeza, essa moça será a chave para várias resoluções. Já vejo uma pasta de arquivos que abafam a sujeira dos vilões.

 

Repito o que disse na semana passada: não curti essa da maioria das mulheres adultas da série serem vilãs. Isso as tornam estereotipadas e Erica se encaixa perfeitamente nesse quesito. Mas a bicha é linda, né? Não nego que minha raiva por essa cidadã me fez querer voar em seu pescoço, mas faleci quando o Epic entrou em ação. Como assim me torturam menina Molly?

 

Sério, quando digo que não tenho condições para ver essas coisas é porque não tenho. A agonia da Molly naquela cadeira me fez cair aos prantos. Imaginem se rolar flashback sobre o que houve com menina Claire? Parem o mundo que quero descer.

 

A surpresa do episódio foi Taylor, a filha da megera e outra possível aliada dos EVOs. Afinal, seu namorado deve ter ido dessa para melhor. A essa altura, não é difícil ter um grupo de humanos que se oponha à tortura e à repressão contra as pessoas com poderes, especialmente quando o Paladino da Verdade saiu de cena (Micah está preso na Primatech). Isso será o divisor de águas, pois ninguém evoluído é querido e ninguém se importa se um ou mais for exterminado.

 

Um sentimento perfeitamente alocado na apresentação do Epic, uma tecnologia que alimentará forças armadas e até departamentos de polícia que caçarão os EVOs, seja por necessidade (que piada) ou porque estão entediados. Essa tecnologia não será usada honestamente. É a Inquisição do diferente e com um aparelho eficaz como esse não há dúvidas de extermínio em massa.

 

Enquanto uns querem extermínio, outros aparentam um singelo interesse em traficar EVOs. Vibrei bem forte com a introdução do personagem do Dylan, estava louca para saber como ele ficaria em cena, e já o odeio. Esse sacana mostrou um novo ângulo da exploração de evoluídos e, de quebra, se voltou contra a própria espécie. Algo meio Sylar, só que a diferença aqui é o lucro.

 

Esse personagem representa a polícia corrompida, que também não atua no dever de proteger quem não é humano. Uma bela lástima. Quero só ver como Carlos o barrará. Precisa, né?

 

E, sério, a cena dele com a EVO foi muito pesada. A agressão foi de se chocar.

 

Mais um pouco de Claire Bennet

 

Noah é o personagem que tem mais intrigado por ter a resposta do dia 13 de junho. Contudo, quem brilha mais, e nem está presente, é dona Claire. A heroína voltou a ser mencionada, deu a entender que faleceu no hospital que seu pai foi convidado a se retirar, mas sinto que o fim dela é um pouco mais trágico. Quem me deu essa sensação foi Harris, que regenerou mesmo sendo um clone.

 

Como a líder de torcida morreu é outra grande questão. Afinal, ela é (era) imortal.

 

Acredito que Claire será a razão que fará Noah voltar ao passado para juntar forças no presente e salvar o futuro. Tudo em nome da líder de torcida que um dia foi a chave de um mundo seguro.

 

Concluindo

 

Este episódio mostrou do que Heroes (sem Reborn) é feito: de ação. Inclusive, de apelo emocional que nos faz temer pelos EVOs. Foi tudo perfeito e nem imagino como as coisas seguirão. O conflito já está impregnado em todas as storylines, resta esperar dolorosamente para o encontro/reencontro de todos os heróis que estarão ao lado de um Noah que não sabe de absolutamente nada.

 

A trama foi banhada de ironia, como Erica dizer que fazer o bem é um bom negócio, sendo que havia uma EVO alimentando seu projeto repressor. Atrelado a esse inferno, o episódio fincou sem dó outros objetivos que aflorarão as mais variadas emoções: a exploração, o tráfico e a corrupção em nome dos evoluídos. Molly foi usada pelo Epic e Tommy é usado porque tem poder. Realidades diferentes que mostram que os humanos querem é usurpar e abusar do que não possuem.

 

Vale dizer que amei a Molly pelo pouco que fez. Ela conscientizou sobre o que aconteceria consigo mesma e com o boy da Taylor. Mesmo com toda a pose fragilizada, a personagem foi ousada e quero muito que Noah a liberte – desconsiderando a relutância por parte da moça, que também abriu outra incógnita sobre fugir do papa Bennet.

 

De novo, fomos deixados com uma fila de questionamentos: quem é o Protetor que a mãe de Tommy não é tão fã? Quem bateu no carro de Tommy? Por que Molly não fugiu com Noah? Por que Noah é sinônimo de perigo ao ponto de ser perseguido?

 

Estou muitíssimo ansiosa pelos novos golpes.

 

PS: estou temendo dolorosamente pelos heróis do passado, pois Tim meio que falou que explicará o que aconteceu com alguns. Pelo Harris, deu para notar que Renautas não é uma empresa recente, o que calha na sua formação e amadurecimento no salto de 5 anos. Um tempo que dá para fazer muita coisa. Estou com medo de reconhecer mais poderes. Já sei que ficarei arrasada.

Stefs
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