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27/out

Não sei o que dizer sobre este episódio. Conforme o desenrolar dos fatos, achei que essa seria a primeira vez que Murder me decepcionaria. Juro, senti a tristeza se enraizar dentro de mim, pois não vi a proposta da semana. No caso, “conhecer Bonnie”. Considerando que estou acostumada com o formato da série, imaginei que haveria retrocessos bombásticos. Pela ausência desse artifício, há sim resquícios de frustração dentro de mim, que podem ser anulados graças aos minutos finais. Eles não exigiram nada mais a ser contado e ainda estou chocada.

 

O tema da semana girou em torno do crédito e do descrédito. Foi uma trama tensa, que criou burburinhos por entre as portas e que exigiu um replanejar dos próximos passos. Tanto para sobreviver a mais um ano na presença de Annalise ou de ser Annalise, algo dificílimo a cada semana.

 

De um lado, havia Annalise, Frank e Bonnie matutando para manter a casa em ordem e os bodes expiatórios por perto. Do outro, o resto. Enquanto um lado combatia para não ser desmantelado, o outro estava disposto a criar atrito para dissolver a parede que veta a liberdade. Um duelo que acentuou que este é o momento para escolher aliados, atitude que definirá a trama daqui para frente e que nos fará entender o tombo da advogada.

 

Asher foi o primeiro que se viu na corda bamba e lamento pela história dele com Tiffany não ter entrado em cena ainda. Um detalhe que pode ser perdoado, pois foi muito interessante ver que esse personagem não é facilmente manipulável. Durante o episódio, o bola fora do grupo não passou de um joguete nas mãos daqueles que não sentem nada por sua pessoa. Coube apenas a si mesmo decidir o que seria melhor e o resultado foi um tanto quanto surpreendente. Afinal, é mais fácil se proteger sob o teto de Annalise.

 

Para quem não se envolveu no caso Sam, essa dúvida de que lado ficar foi muito natural. Ele queria proteger o dele ao mesmo tempo em que se preocupava com Bonnie. De fato, estava muito bom para ser verdade o súbito apoio do pai, mas isso não foi o suficiente para convencê-lo a ficar ao lado de Annalise. Ao menos, não por enquanto.

 

Connor pode ser o mais sensato com relação ao ponto da vida do qual se encontra, mas Asher pareceu mais forte e mais esperto, mesmo conflitando com suas inseguranças. Ele remontou a noite em que Sam foi morto e não caiu no charme de Bonnie. Porém, o soco que recebeu no final do episódio foi o bastante para cogitarmos que o quarteto voltará a ser um quinteto, principalmente quando pensamos no que acontecerá no futuro.

 

O perrengue maior caiu sobre os ombros do quarteto fantástico que começou a sentir na pele a incógnita do que aconteceu com Rebecca. O grupo foi levado ao limite da razão e nada como ter Connor para tirar qualquer um do eixo. Parafraseando o personagem, a vida deles pertence à Annalise. Até que se prove o contrário, não há muito o que fazer, a não ser torcer para que nada mais trágico aconteça – e sabemos que acontece.

 

Por mais que nenhum deles tenha feito algo de bombástico neste episódio, cada um se viu perto da linha tênue em que precisam decidir de que lado querem ficar. Com o flop do Wes, Annalise ganhou certo crédito, e o máximo que o grupo fará até a trama trazer uma nova reviravolta é silenciar o acontecimento que Frank arquitetou com excelência. O puppy da turma pagou micão e, pela próxima promo, será bem complicado estar na pele dele.

 

Queria entender essa obsessão do Wes pela Rebecca. Ok, ele estava apaixonado, mas isso já beira à loucura. Nem consigo mais enxergar a possibilidade de querer sabotar Annalise, porque o personagem também tem rabo preso por ter matado Sam. Não compreendo essa ânsia de querer saber da verdade, sendo que a advogada tem a cartada fatal contra todos. Se essa mulher tem o carro do Connor, ao menos até que se prove o contrário, o que mais ela terá embaixo da manga? Tudo e mais um pouco.

 

Pior que parece que ele não aprendeu que quanto mais cavuca, mais Annalise dará um jeito de tirá-lo do caminho. Ela é a protagonista, duh! A essa altura, Wes deveria estar mais esperto, mas caiu que nem um otário no plano de Frank. Na hora que as chaves pousam na mesa, vi ali a tramoia deslavada e quis morrer quando o puppy morde a isca. O que está acontecendo com o menino da bicicletinha?

 

O momento de ouro foi o quarteto diante da mala que não escondia Rebecca. A respiração sumiu, espiei com apenas um olho, pois não queria a reprise de vê-la dobrada lá dentro. Foi cruel demais. Quando aparece o dinheiro, respirei aliviada. Essa cena foi uma das melhores do episódio, fatos reais.

 

A resolução disso é um Wes desacreditado e ele não está sozinho. Annalise deu seu primeiro passo com relação ao caso Hapstall e ouviu sem dó e nem piedade da juíza que a evidência tinha cara de ilegal. E emendou ao dizer que não acreditava na palavra dela. Até eu senti a advogada estremecer e estava preparada para mais um grito nos ouvidos da Bonnie.

 

Mais incrível que isso foi vê-la rachar mais um bocado. Como disse na semana passada, cogitei que ela perderia o controle das pessoas e, pelo visto, é isso que acontecerá daqui por diante. Frank pode até ter dado conta do recado, mas estimulou Wes a cavar mais. Levi saiu de cena, mas ainda há Nate, outro que quer vingança e que não hesitaria em ajudar o puppy da turma.

 

Flash-Forward

 

Estou feliz por Asher e Bonnie terem sido inseridos nessa bagunça. Pensei que isso não aconteceria, pois ambos não estavam na noite em que Sam foi capotado. O que pegou dessa vez foi a sensação de alívio, como se sabotar Annalise fosse um favor ao universo (até que é, mas…).

 

Bonnie suja de sangue? Asher fugindo para fazer a denúncia? Esses dois têm crescido bastante desde o começo desta temporada e quero só ver as circunstâncias que justificarão a presença deles na cena do crime.

 

Não aguento mais tanto mistério e acho que só falta Levi se encaixar na cena – algo que penso ser possível, pois sinto que Wes dará um jeito de libertá-lo. Atitude que também justificaria a tranquilidade de Nate, que dominou o quarteto como se tivesse aprendido a jogar sujo como sua queridinha. Haja, viu?

 

Conheça Bonnie

 

Quantos anos de diferença devem haver entre Bonnie e Annalise? Quando a cena final me golpeou, essa foi uma das perguntas que pairou na minha mente.

 

A outra foi: será que é mesmo a Bonnie nesse vídeo? Não confio na Annalise, gente.

 

Como disse no começo desta resenha, esperei por vários flashbacks que pudessem explicar parte de quem é Bonnie e da sua relação com Annalise. No fim, houve o silenciador em forma de abuso. Não há o que discutir contra essa evidência, mas ainda não consigo entender porque a advogada a trata tão mal estando ciente de que sua seguidora nunca mais foi a mesma por causa dos traumas.

 

O que move Bonnie é a culpa por causa do abuso. No mínimo, ela deve acreditar que tudo o que aconteceu é de sua responsabilidade. Que provocou o pai a abusá-la. Vê-la cair aos prantos no carro, anunciando que tinha falhado para sua mentora, ganhou uma explicação efetiva depois que o vídeo entrou em cena. A personagem se pune e isso deve ser reflexo do que rolou quando era criança.

 

Ela não tinha idade para entender o sexo e foi manipulada por um homem que a destruiu. Não atendê-lo foi motivo de punição. Não atender Annalise é motivo de punição.

 

Uniu-se o fracasso e a quebra da expectativa, o que a faz, talvez, ver em Annalise uma protetora. Só assim para entender a lealdade e o posto de submissa. Se houvesse uma amizade, ainda seria inexplicável a loucura que é essa relação. Virar a roleta para o lado materno faz um pouco de sentido, pois a maneira como Bonnie chorou no carro foi muito semelhante a de uma criança desamparada por ter feito algo errado.

 

Por isso que a diferença de idade foi a primeira coisa que me passou pela mente, pois Annalise, para ter aquele vídeo, deve ter tomado partido em protegê-la. Isso sendo muito otimista, pois explicaria porque Bonnie não vai a canto algum, mesmo quando é humilhada e maltratada pela mentora. É algo tão difícil de explicar que até penso que a advogada usa essa fraqueza para mantê-la por perto.

 

Vale até dizer que a dupla possui backgrounds parecidos e foi sensacional o paralelo entre elas no carro manipulando seus respectivos homens. Ambas são o reflexo do abuso que sofreram no passado. Duas mulheres que não conseguem controlar a si mesmas e que despencam de uma vez só quando não atendem as expectativas. Duas mulheres que vivem na sombra uma da outra, sendo um constante lembrete de que são iguais. Contudo, Bonnie foi a mais afetada enquanto Annalise criou outra identidade. Gente, preciso saber como elas se conheceram, por favor!

 

Ainda quero que a história delas seja explorada e aprofundada. Também quero saber o que Asher fará com essa informação. Foi genial Annalise meter o vídeo depois de dizer que ele não manja nada da vida. A mais pura verdade e que cabe também aos outros membros do quarteto fantástico. Talvez, salvo Wes, que ainda acho um baita desequilibrado por consequência do passado.

 

PS: Frank não vale um galeão, mas queria ele aqui no porão que não há na minha casa.

Stefs
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