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07/out

Eu aqui me perguntando os motivos dos quais ainda não tinha feito um post sobre a Troian. Juro que tinha certeza de que tinha escrito e fiquei passada quando não vi nada parecido (a não ser sobre o estilo maravilhoso dessa pessoa). Pois muito que bem, agora há!

 

Há quem não saiba quem é ela, então, aqui vai: Troian Bellisario é popular por interpretar Spencer Hastings em Pretty Little Liars. E há pessoas que não sabem os motivos que me fazem amá-la tanto.

 

Não abordarei os trabalhos dela hoje (todos impecáveis, diga-se de passagem), mas as razões dela ser uma pessoa inspiradora – e que me inspira, óbvio, ao ponto de usá-la o tempo todo no meu icon do Twitter (no shame!). Uma das partes maravilhosas de amar a Troian é tê-la como exemplo em alguns âmbitos da minha vida e não me sentir mal com isso. Não que eu sinta, porque não é errado ter modelos, independente da idade. Só gosto de ter modelos com a idade próxima da minha.

 

Atualmente, temos 29 anos, mas, este mês, Troian completará 30. Com essa proximidade na idade, consigo me relacionar mil vezes melhor por termos, por assim dizer, experiências parecidas.

 

E Troian é minha spirit animal mais fiel. Sou Stefs com ascendente em Troian.

 

Troian é aquela pessoa famosa que muitas pessoas não dão tanta bola devido ao rótulo de trabalhar em uma série teen que, automaticamente, significa que ninguém ali irá adiante. Por causa disso, qualquer artista é julgado de sem talento. Sinto muita pena de quem fala uma barbaridade dessas.

 

Sempre que tem oportunidade, lá está Troian sambando fora de Pretty Little Liars, dando aval aos próprios projetos, atuando em curtas, sendo celebrada em festivais de filmes independentes. Ela é reconhecida tanto como atriz quanto escritora. Inclusive, já passou muito tempo no teatro.

 

Em Pretty Little Liars, Troian samba igualmente. Aos meus olhos, é a melhor das Liars. Spencer lhe rende desafios emocionais que sempre derrubam a caracterização certinha da personagem. Ela se entrega, completamente, e morro de orgulho toda vez que a vejo em cena, se deixando ser testada tanto física quanto emocionalmente. Por mais que tenhamos quase a mesma idade, sou uma mãe muito orgulhosa. Acompanho-a desde 2010 e só tenho aplausos e elogios.

 

Não minto quando digo que Troian atua demais da conta. Bastam conferir a websérie Lauren, em que interpretou uma militar que foi abusada sexualmente pelos “companheiros” soldados. O que norteia a personagem é a dúvida entre ser fiel ao país ou reportar o que lhe aconteceu – o que culminaria no fim da sua carreira e dos abusadores. Ela está sensacional nesse trabalho e foi indicada ao Streamy Awards como melhor atriz de drama (e ganhou no New York Festivals).

 

Um dos vários motivos para Troian ser uma das minhas musas inspiradoras é o fato de escrever. Muito. Quando não está gravando, ela está escrevendo. No caso, curtas, peças ou longas. Em 2012, graças ao sucesso de um financiamento, Troian viu um de seus bebês sair do papel. No caso, o short film Exiles que foi inspirado em Romeu e Julieta. O roteiro deda sua paixão por Shakespeare – e a gente se completa nesse quesito também (tudo bem que ela manja demais do autor e sou uma vergonha porque fico toda perdida sobre o que já li e o que não li).

 

Isso significa que sou apaixonada por uma artista que não se acomoda e se desafia a outras coisas. E ela faz isso com mais energia por ter consciência da idade que tem. Não que ter 30 anos seja um empecilho, mas o fato de estar presa no mesmo trabalho por quase 6 anos exige outras experiências. Não dá para ficar estagnada na pele de uma adolescente e admiro sempre a iniciativa dela em sair da zona de conforto. Em qualquer pausa da série, Troian se dedica ao que gosta.

 

Troian tem sede de criar e ama/respira arte, algo que me identifico também. Ela sabe muito bem no que investir, o que a faz uma pessoa focadíssima em seus projetos. A atriz não chuta para todos os lados e faz questão de dar aval ao que acredita. Por mais que tenha conquistado fama com PLL, é fora do mundo mainstream que se encontra. Já que a indústria não dá oportunidade, nada como abrir as próprias portas e chamar talentos para unir forças.

 

Com essas investidas, Troian sempre me mostra que não tem medo de absolutamente nada no âmbito profissional – já que no amoroso, lá estava ela hesitando para o Patrick até voltar com ele e acabar noiva. Ela é muito dedicada e se entrega a tudo que faz. Essa coragem de sair dando tapa por aí muito me inspira, porque quando temos quase 30 só nos resta, na maior parte do tempo, abrir portas. Não só para nós mesmas, mas para quem quiser saltar no nosso barco.

 

Se há uma coisa que amo é estimular criativamente as pessoas e dar chances para quem quiser agarrá-las. Atrelado a esse desejo de estimular, há o de criar. Não consigo passar um dia com a mente quieta e sempre estou confabulando os próximos passos ou os próximos projetos. Não importa o quanto daquilo sairá do papel, há ideias em mim. E Troian passa por isso todo dia. Quando não está atuando, ela está criando, e só café para dar conta de tantos insights (amamos café!).

 

Um amor que também vai para o âmbito musical. Além de viciada em Arcade Fire, Troian gosta muito da minha banda do coração: The Head and The Heart. Quando soube que ela faria o clipe Another Story, quase tive um piripaque – que aconteceu quando conferi o resultado. Há uma mensagem tão maravilhosa na letra e o videoclipe ficou tão perfeito.

 

Não resistirei e o compartilharei aqui. Nunca conseguirei exprimir o que sinto.

 

O ápice da minha paixão pela Troian foi quando ela começou a se opor ao tema perfeição. Tudo começou com os pitacos dados nos pôsteres promocionais de Pretty Little Liars. Penso que ela só precisava de uma melhor posição para desabafar sobre esse tópico, pois foi algo que a afetou quando era jovem. Dizer o quanto cada foto é carregada de Photoshop me faz vomitar arco-íris, especialmente quando a vejo publicar foto 100% natural como resposta.

 

Quantas artistas fazem realmente isso? Muito poucas, com certeza. Óbvio que a aplaudi, e incluo a Ashley Benson que sempre compactua com a indignação. Qualquer comentário da Troian sobre esse assunto pode soar como uma bobagem para quem chega em sua conta do Instagram. Afinal, que tolice criticar aquilo que lhe dá dinheiro, certo? Errado! Tem que criticar mesmo.

 

Se a Sophia Bush me deixa maluca com seus berros no Twitter, imaginem meu estado quando Troian dá a louca? Gosto de transparência em qualquer artista que admiro. É algo sempre muito bem-vindo, principalmente quando uma atriz como Bellisario sabe que há fãs que se deixam levar pelo que veem. As fãs assíduas de PLL acompanham as 4 atrizes fielmente, se inspiram nos looks, e são mais suscetíveis a absorverem essas imagens retocadas que estão longe da dita perfeição.

 

Conscientizar e chamar a atenção é o que a Troian faz. Em uma edição da revista Seventeen (2014), Bellisario contou que não quer que as meninas se agarrem a essa ideia de perfeição, porque ela passa horas e horas sentada até o look ficar impecável para enfim assumir sua personagem em PLL. Não é uma imagem real e a atriz sempre afirma isso, e contorna quando dizem que sua aparência está perfeita.

 

Troian usa muito o seu Instagram para desabafar e uma das situações mais marcantes foi quando ela postou uma selfie e escreveu que a beleza não está no cabelo arrumado ou na maquiagem, mas na criatividade, na inteligência, no que há de belo em nós, na empatia e na bondade com os seres humanos.Outra situação que me encheu de orgulho foi a repercussão do shoot de PLL para a GQ Magazine. O povo caiu em cima sobre o Photoshop e Bellisario simplesmente afirmou que sim, todas as fotos foram retocadas, porque é o que a indústria faz por não lucrar com imperfeições. Seguida da legenda, ela postou suas fotos ao natural nos bastidores da sessão. Como não amar?

 

Como disse, os pitacos dados sobre a perfeição vêm de experiências da vida de Troian. Ela contou à Seventeen que sua vivência no ensino médio não foi fácil. Havia muita pressão, o que a fez pensar que tinha que ser perfeita. Situação que foi o gatilho para um distúrbio alimentar, pois passou a se punir. Caso não fosse bem na escola, não havia direito à comida.

 

Só quem passa por isso sabe o quanto é difícil voltar à superfície e claro que fiquei ainda mais apaixonada por ela ser sincera sobre um assunto tão delicado. Isso até me serviu de impulso para fazer o mesmo, pois, nessa mesma publicação, Troian disse: “não é algo que você supera”.

 

E, de fato, não é. Sofrer com um distúrbio alimentar não é algo que se apaga ou se finge que não aconteceu. É algo que vive dentro de você e você passa a viver em alerta para não ter uma recaída. Bellisario ainda afirmou que é importante ter uma vida saudável e honrar o seu corpo, pois o que importa é escolher cuidar de si mesmo e fazer de novo a mesma escolha em cinco minutos, uma hora, até um dia você se indagar com o que tinha lidado.

 

Aos meus olhos, isso a tornou uma porta-voz sobre a ditadura da beleza. Sempre que pode, Troian responde os fãs que a procuram para discutir seus problemas de autoimagem. A atriz sabe que tudo que vemos não é o que parece e vê-la gerar essa conscientização só aumentou meu respeito por ela.

 

Eu sei o quanto uma menina adolescente se deixa levar pelo que vê. Fui uma delas. Lidei com problemas de autoimagem aos 15 anos, arrastei o problema aos 16, que foi a época que me vi mergulhada em um distúrbio, e nem fazia ideia do que diabos acontecia até ficar muito doente. Abrir esse jogo é algo que só fiz 11 anos depois e é uma reviravolta, pois sempre tive comigo a crença de que jamais me abriria sobre o assunto.

 

Agora, acho importantíssimo compartilhar o que aconteceu comigo, porque há muitas que passam pelo mesmo e não se sentem encorajadas para desabafar ou se opor. Pior, sentem medo por causa da chacota dos trolls. Às vezes, encaramos nossos problemas como bobagem e passamos por cima, seja por vergonha ou por medo. Porém, é importante que falemos.

 

Troian quer que cada uma se sinta linda. Do jeito que é. E concordo com isso. Quanto mais pessoas falando contra a ditadura da beleza, melhor. Adolescentes precisam disso.

 

Além de todas essas semelhanças, Troian sempre foi uma garota dos garotos, algo que me assemelho. Estar em PLL foi a primeira oportunidade em que teve amigas – pensando com meus dedos, ela teria 25 anos, época que eu estava na faculdade e só tive uma parceira de crime durante todo o curso. Tive minhas melhores amigas no ensino médio, claro, ainda falo com algumas e as amo de paixão, mas todo aquele clima de competitividade sempre me deixou receosa.

 

Naquela época, compensava afastá-las de mim sendo meio agressiva. Hoje, não entendo porque agia daquele jeito, achando graça de ser temida sendo que poderia ter feito várias amizades. Não sei se Troian foi barraqueira – eu fui –, já que passava muito tempo dedicada aos estudos. O afastamento dela de meninas foi meramente porque elas a assustavam.

 

“Você precisa se lembrar do que é mais importante na vida.”

É complicado saber o que é mais importante na vida a não ser que você se permita aos acertos e aos erros. Conforme você cresce, é possível descobrir quem vale a pena manter na sua vida. Que trabalhos compensam, não de uma forma monetária, mas que preencham a sua vida e que não vire um estorvo. É difícil saber o que se quer ser quando meio mundo aponta o dedo em seu rosto e afirma o que seria melhor para você. Achar o que é importante na vida, só vivendo.

 

Troian é uma pessoa muito esclarecida sobre esse tópico. Ela já falou que tem uma tribo maravilhosa formada pelas pessoas mais importantes da sua vida. E isso é o bastante. De que adianta ter muitas sendo que nenhuma delas reconhece o seu valor como se deve? Com a tribo certa você é celebrada/o pelos motivos certos.Acredito muito em energia e já gastei em demasia a minha com pessoas que não mereciam nem meu bom dia.

 

Nisso, calhamos no low profile da Troian. Não sou famosa, mas sou discreta. Não consigo ficar à vontade com selfie – tenho que estar muito inspirada – ou botando minha vida online – só quando vale muito a pena. Aparentamos ser antissociais, mas apenas trabalhamos dentro dos nossos limites. Às vezes, preferimos passar tempo com nossos projetos e com as pessoas que amamos.

 

Troian não vai nas festas prestigiadas porque não vê necessidade. Essa atitude para mim é semelhante. Também dou meu não há vários encontros. Isso é muito meu e, sinceramente, não faço questão de mudar por me poupar a energia que é canalizada em outras coisas.

 

Sempre digo que Troian é minha melhor amiga distante. Mais que a Sophia Bush, se querem saber. Acho que somos irmãs gêmeas separadas porque fico passada com o tanto de coisa que amamos/fazemos/vivemos em semelhança. Não sei o que faria ao estar diante dela, sinceramente.

 

Queria que todas as pessoas fossem um pouco como a Troian. Tenho muito carinho por essa moça, sempre morro de orgulho como se ela estivesse ao meu lado.

 

Por mais que Troian não aprove o “você é perfeita”, ela é perfeita! Um ser humano perfeito que me inspira todos os dias. Melhor spirit animal que poderia ter. <3

Stefs
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