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11/out

É impressão minha ou a premiere de The Originals foi chatinha? Não só isso, como não foi tão interessante? É fato que o retorno dos Mikaelson contou com momentos, uma coisa ou outra foi bacana, e não teve tantos picos de conflito. Ok que a ideia era assentar o clima depois do que houve no final da S2, mas, considerando a falta de um cliffhanger, o retorno deveria ser marcado com vários saltos carpados.

 

Isso pode ser um péssimo costume, claro, mas não me lembro das coisas terem sido tão lentas nas duas premieres de TO. Estamos em um mundo em que Dries finalmente acertou a mão e Narducci dormiu no ponto, vejam só. Dessa vez, rolou uma nítida preguiça, mas não negarei: o roteiro estava muito bem escrito.

 

Se há uma coisa que não funciona nessa série é lentidão. Faltou ação e conflito. Plantar a treta logo de cara impediu que o drama da vez instigasse. Sem contar que já sinto uma falta tremenda de storyline – quantos inimigos ainda existem e que do nada resolverão cobrar a dívida do bar?.

 

Disse no Twitter que se TO chegar a ser cancelada, essa temporada será perfeita para isso. Justamente porque o ponto de partida da S3 é o ponto de partida dos Mikaelson se habituando ao vampirismo. Algo sinalizado pelo flashback. Esse viés não foi desenvolvido ainda, então, considerando até o prazo da profecia que arrematou a premiere (1 ano), penso que se tudo der errado os irmãos terão a chance de ter um fim bacana. É nítido que os esforços estarão em TVD, então, é começar a orar, especialmente porque a audiência do retorno foi lastimável.

 

Fico com o coração apertado, pois, apesar das falhas da S2, TO sempre mostrou potencial.

 

O episódio se apoiou na encheção de linguiça e só ficou interessante com a chegada de Lucien – e nem interessou assim porque o personagem não prendeu e não acarretou suspense. Não deu para sentir o clima desta temporada e nem muito menos sentir firmeza nos próximos acontecimentos. Isso me deixa tensa, porque a promo de TO sobre o novo plot central me pegou de jeito. Espero, espero mesmo, que as coisas esquentem na semana que vem. Ficar nessa lerdeza não rola.

 

Quem merece um episódio todo sobre Klaus e sua negação em assumir erros? Superem.

 

Quem brilhou mesmo foram as mulheres, com exceção de Hayley – que fez falta sim. Apesar do clima morno, elas renderam momentos bacanas. A começar pela Freya, única que realmente captei uma diferença depois dos acontecimentos com Dahlia. Por assumir o equilíbrio e a sensatez que faltam em Klaus e em Elijah, a personagem deu uma amadurecida. Inclusive, parece mais segura, um detalhe que precisará ser provado quando a treta começar. Por mais que não tenha simpatizado com essa moça na S2, ela estava agradável de acompanhar. Tenso é que a bruxa continua sozinha, assumindo Hope, e pessoas solitárias não são as melhores do Quarter.

 

O tom de diário também estava presente, mas em forma de carta mágica. Um modo eficaz de situar a trama sem precisar de tanta ação dos personagens. Rebekah continua atrás de uma maneira para trazer Kol de volta, Elijah virou boxeador para canalizar a raiva, Klaus resolveu ser Picasso e continua a achar que o que fez foi uma maravilha, Hayley, o maior efeito colateral da S2, está de castigo e vendo a filha apenas uma vez por mês, e Marcel voltou a ser o rei do Quarter. Um artifício que poupou tempo, o que dava para investir em mais ação e/ou conflito.

 

Cami estava excepcional no episódio também. Mais madura, sem papas na língua e completamente profissional para dar trela ao Klaus. Só assim para aguentá-lo, se posicionando de um jeito imparcial. Foi muito lindo vê-la admitir que o híbrido não passa de uma decepção sentimental. De fato, ela sempre foi, e sempre será, a pessoa que afeta esse cidadão e a reação automática dele foi perfeita.

 

Agora, não vejo propósito em inseri-la em um viés investigativo. Na verdade, o que é esse viés investigativo? Não ornou em nada. E esse detetive? Quem é? O que faz? O que come? Se isso teve o intuito de inserir suspense, o tiro saiu pela culatra assim que Lucien aparatou no Quarter. Ri alto quando até Cami percebeu que o recém-chegado trouxe a problemática da vez e mal acreditei que Klaus fez a cega. A obviedade dessa situação estava escancarada, fatos reais.

 

Para que polícia, gente? Aonde tinha polícia nesse lugar? Nem em TVD isso funciona.

 

Contudo, foi bem interessante a maneira como Cami estudou o modus operandi do tal serial killer. Sou suspeita para falar de viés policial, mas em The Originals já podem cancelar. O lado humano nunca foi importante, vamos combinar, e nem adianta fazer milagre agora. Ainda mais quando penso que essa personagem tem um background não totalmente sobrenatural e que não foi trabalhado. Toda aquela treta com Kieran para vários nada? Só para mantê-la como terapeuta?

 

Ou, pior: babá do Klaus? Está na hora da Cami realmente crescer como personagem.

 

Falando em crescer, penso que isso acontecerá com Davina. Ela foi a única bem posicionada na trama, focada no que queria fazer e no tipo de relação que não intenciona ter com a vampirada. Uma baita lorota, pois sabemos que uma hora a bruxa atenderá os Mikaelson e só de pensar nisso fico frustrada. A personagem quer se provar, mas é fato que uma hora terá que se reunir àqueles que odeia. Então, tudo que foi dito por ela na premiere não será válido. A não ser que a treta volte a ser como na S1: vampiros contra bruxas. Sério, o Quarter está uma lambança.

 

Era de se esperar que Davina começasse a ser boicotada, simplesmente porque ela não estava pronta para assumir tanta responsabilidade. Até então, é fácil acreditar que ela quer mesmo ser A regente, pois o nome de Kol não esvaiu uma só vez da sua boca. A inserção de uma rebelde, no caso Kara, levará a bruxa ao limite da razão e já gosto disso. A personagem precisa de riscos reais sobre quem é e sobre o que faz.

 

Ficar no meio da vampirada não tem contribuído tanto para o seu desenvolvimento e reinar na própria storyline, passando pelo teste de valores e de caráter, soa bacana. Gostei muito da energia dela na premiere. Pena que tem tudo para desvanecer.

 

A surpresa foi Vincent de fora, o que atenuou a arrogância da menina que continua vulnerável. Quero só ver o que Davina aprontará com Hayley. Se é uma coisa que ela aprendeu é como usar as pessoas e a corrida por uma autoafirmação desesperada promete não prestar. Só não envolvam tortura que já fico muito feliz.

 

Elijah vs. Klaus

 

Não há muito o que dizer sobre os dois. Klaus foi Klaus. Elijah foi Elijah. O atrito entre ambos também é o mesmo desde The Vampire Diaries, só que agora é/será reverso: como reatar o voto Always and Forever quando um não consegue pedir desculpas e o outro perdeu dois amores por causa desse um que não consegue enxergar que fez uma nhaca gigantesca? Difícil…

 

Elijah divertiu um pouco em seu azedume. O tratamento dele com os “caçadores” quebrou a pouca tensão da premiere. O personagem está magoado, mas não deixou de ser cínico. Bem legal vê-lo na companhia de Marcel, uma parceria que poderia ser aprofundada. Agora, vamos ver como será o “drama” com duração de poucos dias, já que pensa que Hayley morreu. Não mereço!

 

No caminho oposto, estava Klaus e Lucien que seguraram metade do episódio, mas não renderam muita coisa. Não botei fé no primogênito. Achei-o muito sonífero e o ator muito ruim. As caras e bocas foram tão péssimas que algumas horas ri que nem uma tonta. No aguardo do potencial.

 

Rolou uma decepção também com relação à inserção do plot das sire lines, pois confiei na promo (isso raramente acontece e quando acontece tomo na cara). Não houve freio e Lucien cuspiu tudo. Entregaram a causa da vez e não houve um motivo consistente. De novo, tudo competição pelo ego.

 

Ou então uma manipulação do recém-chegado que se revelou como o tal serial killer. O que diabos ele quer? Não faz o menor sentido vê-lo contra o papaizinho se quer sobreviver.

 

A não ser que Klaus seja a tal besta da profecia. É possível pensar nisso, pois Lucien fez questão de enumerar (berrar na verdade e foi terrível de ruim) tudo o que faz Klaus o Klaus: um ser sobrenatural descontrolado com sede de sangue. Seria uma chance de abordar o lado híbrido nesta season? Se rolar, já ganhou meu interesse, pois esse outro lado do Mikaelson parou e ficou em TVD.

 

Concluindo

 

No fim, ninguém rendeu nada. A premiere valeu pelos 10 minutos finais, o momento em que engatou tudo que acontecerá daqui pra frente. Entre a monotonia, a trama também pontuou o tema da vez: Klaus terá que resgatar suas alianças. A briga das sire lines forçará os Mikaelson a se reunirem, mas como se o ódio de todos contra o híbrido é evidente? Espero que isso se resolva logo, pois não aguento mais todo mundo de cara com o bebê do Quarter e, depois, puxar o saco. Só tem falsiane nessa cidade, fala sério.  Alguém precisa dizer não para deixar as coisas mais quentes.

 

E a coisa fica “meio tensa” porque, de novo, há boatos da estaca mágica por aí. Não cansam?

 

Gente, sério, nunca revirei tanto os olhos para The Originals e nem culpo o pobre do Klaus. A premiere foi fraquíssima. Só a profecia arrematou, mas daí o episódio acabou. No mais, foi tudo previsível.

 

Entendo que o intuito foi assentar o tom de um novo capítulo dos Mikaelson, o flashback foi pertinente nesse quesito (Kol maravilhoso <3), sinalizando a quebra da ingenuidade e o início dos problemas dessa família. Mas, por enquanto, a treta entre as sire lines não instigou e o que me acalma é que haverá mais flashbacks sobre Lucien. Possivelmente, isso aprofundará esse conceito.

 

Engraçado que quem segurou meu interesse nem estava presente: moça Aurora (esposa do Luke Mitchell, gritei!). Já tenho os pés atrás por causa do flop da Dahlia, mas admito que quero saber que relação ela teve com Klaus, no que se transformou e o que planeja. Ela parece ser mais interessante que Lucien.

 

Vamos ver se as coisas melhoram na semana que vem, porque já precisa com urgência. Acelera essa profecia antes que ShondaLand dê o hadouken fatal nos Mikaelson.

 

PS¹: Klaus flopado até nas artes me fez rir dolorosamente. Ele é tão narcisista que se lesse essa resenha me caçaria por toda eternidade.

 

PS²: por que gostei mais da premiere de TVD que a de TO? O mundo está errado.

Stefs
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