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27/out

Sabe aquela história confusa, que diz um monte de coisa e ao mesmo tempo nada, elencando várias informações, uma em cima da outra, e nada é conveniente? Foi isso que aconteceu neste episódio de The Originals. Está faltando plot forte e que fisga. Essa de dar a trama em mínimos pedaços não é eficiente para a série e há Dahlia como referência, conhecida como o mistério que intrigou, prolongado até o Natal e que resultou em decepção. Três episódios depois vejo a repetição do mesmo processo e torço para que desencadeie uma narrativa interessante.

 

Sinceramente, estou com a sensação de vários nada, pois a trama foi carregada de um diz que me disse e ninguém disse nada. A faísca do plot central não está bem definida, Klaus de tromba por não ser perdoado é muito 2012 e os outros personagens com trama tapa buraco contribuíram para deixar este episódio com um tremendo vácuo. Há uma guerra de sire line por um motivo até então besta. Há uma profecia que requer mordidas para saber dos detalhes. Há uma treta óbvia que testará Klaus e Elijah. Cadê o furacão que sempre sacode o Quarter? Saudade Kol e Finn bruxões.

 

Apesar dessa ausência de ação e de conflito envolventes, o episódio foi bom, mas passa facilmente batido. Quem salvou os acontecimentos da semana foi o flashback de Lucien, nada mais.Mesmo com esse elogio, minhas opiniões sobre ele não mudaram, mas confesso que acompanhar parte da trajetória dele com Klaus me iluminou. Retrocessos sempre caem bem em TO e dessa vez não foi diferente. O Q a mais desse fragmento do passado é ver os Mikaelson no início do vampirismo, então, há um teor mágico da descoberta antes desses irmãos serem corrompidos.

 

Lucien foi o responsável em dar o pontapé inicial nessa corrupção, pois, até aonde pudemos ver, Klaus e Cia. tinham modos e estavam extremamente preocupados em manter as aparências por questões de sobrevivência. Assim, a mágica do vampirismo foi descoberta logo pelo mais brutal dos irmãos que, claro, se entregou à festança na companhia do seu primogênito.

 

Uma relação de lealdade que foi destruída por causa de um coração partido e que encontrou a paz quando o filhote se tornou igual ao papito. Transformação que rebateu perfeitamente no presente, pois Lucien foi humilhado no passado e recusa o retorno do mesmo ciclo vicioso. Pensamento que afligia Klaus toda vez que estava diante de Mikael, já que era humilhado e, ao fugir, decidiu não passar pelo mesmo.

 

O flashback deu sentido à posição de prestígio, à futilidade e ao amor pela riqueza de Lucien. Um homem que não evoluiu, pois tudo de pior dentro dele se intensificou, o que o faz agir na retaliação como seu criador. Toda aquela segurança não passa de insegurança, denunciando um vampiro que vive de fachada.

 

Até no presente senti um pouco mais de firmeza na caracterização de Lucien, porque ele saiu do clima de “falar/agir como Klaus”. O explorar do personagem foi muito bem dosado pelo seu humor e por não entregar muito. Tudo bem que ainda o acho absurdamente previsível, mas foi interessante vê-lo combater a psicologia de Cami. Ninguém sabe quem é esse cidadão na noite, coube a ele mesmo enganar geral, pois é certo que tem um plano maior.Só espero que seja uma grande surpresa, pois continuo a não levá-lo a sério. Essa de proteger Klaus não cola e é isso o que tem berrado desde que foi introduzido na trama. Uma baita mentira, sendo que o flashback mostrou que a treta dele se chama Tristan.

 

Penso que a ideia é puxar Klaus para defender sua sire line, fazê-lo se virar contra os demais e, automaticamente, contra os irmãos. Se for óbvio assim, não quero. A única coisa que confronta o esquema de Lucien é a profecia, pois ela envolve a vida dos Mikaelson e não os filhotes transformados. Um detalhe que moveu os irmãos em busca do entendimento sobre quem causará a queda da família. Mas e a Besta?

 

Quando saiu no sorteio do bingo Lucien, Marcel e Cami, quase tive um troço porque não intrigou também. Porém, o episódio deu um pouco de sentido ao possível trio que dará fim aos Mikaelson. Cami é revoltada por ver os humanos morrerem. Marcel ficará mais aborrecido se for isolado do caos iniciado com a chegada do primeiro filho de Klaus. Lucien nem tem o que dizer, mas posso afirmar que esse jogo tem tudo para mudar já que ele segura um dos remos desse barco.

 

Um barco que está ameaçado com a chegada de Tristan e seu clube. O cara tem glamour e dinheiro, o que pontuou o empreendedorismo que os filhos de Klaus e de Elijah possuem, reforçando que essa guerra de sire line é uma futilidade.

 

Queria saber porque os primogênitos das sire lines são desequilibrados. Parece um bando de Kols, e olhem que amo muito Kol. Tristan trouxe apenas um ponto interessante, o clube, e penso que deve ter o mesmo propósito da empresa de Lucien. No caso, produzir mimos para que cada família seja capaz de se proteger e de se reerguer. Vide injeções que curam mordidas de lobisomem e o anel da Aya (já virei fã) que capota vampiro sem esforço. Há também a tal arma que matará Klaus e Cia., que mais me soa uma estaca de vida própria. Um combo que parece interessante.

 

Apesar dos poucos pontos positivos deste episódio, não sinto firmeza em Lucien e em Tristan. Eles farão Elijah e Klaus se bicarem em nome das respectivas sire lines, e daí? Sinceramente, nem tenho mais empolgação pela Aurora também, pois acreditei que o background dela fosse mais influente na vida dos Mikaelson. Ela é uma garota ingênua que deve ter parado no tempo e enlouquecido. E?

 

Não sei se estou sendo muito exigente, mas este episódio de TO repetiu alguns problemas da S2. Mais precisamente da 2ª parte. Os roteiristas mascaram uma história que não tem nada para contar. Hayley e Jackson taparam buraco, mas a cena que compartilharam foi sexy e encheu os olhos. Marcel passou minutos apanhando até ser sequestrado por uma personagem nova. Tristan repetiu tudo que Lucien disse na premiere. Klaus fez biquinho para ser desculpado, sendo que não perderia tempo com resmungos. Com edição impecável, flashback e ótima atuação, é fácil enganar a clara falta de um plot central que envolve aos poucos a cada episódio.

 

Perceber que essa guerra de sire lines ainda não é tão interessante quanto o que Lucien faz no Quarter muito me incomoda, pois penso que deveria ser o reverso. Aurora chegará na cidade e não se sabe o quanto da presença da Rebekah será preciso para entendermos o que houve com sua primogênita. Está bem difícil esse começo de temporada, embora os episódios estejam visualmente impecáveis, com roteiro pontual e sem plot holes. Credito mais as atuações que sempre sustentam em meio há uma clara deficiência de peso na trama.

 

Não que eu queira que tudo seja entregue de uma vez só, mas essa moleza inicial da S3 me lembra a demora de Dahlia em tomar a trama e, no fim, se revelar uma bela decepção. Agora, querem plantar que Klaus não matará Elijah. Como confiar considerando o show do híbrido no final da temporada passada? Focar nessa necessidade de querer o perdão é um belo engana trouxa, porque esse Mikaelson não gosta de perder. Se houver um meio de proteger sua vida, ele o fará.

 

A treta não é sobre sire line, é sobre Klaus Mikaelson que faz muita questão de continuar existindo acima de todos. Quem são os outros na fila do bar da Cami? Isso soa como um baita desafio para o personagem evoluir, mas é um ver para crer. Afinal, os escritores amam vê-lo nos hábitos antigos que deveriam ter morrido em TVD. Então, nem tenho expectativa nessa mudança.

 

Queria acreditar que o revés desta temporada venha de Elijah, porque ele deu ótimas tiradas no irmão neste episódio. Ele está irredutível sobre o que não quer com a pessoa que o apunhalou duas vezes em sequência. Queria que esse Mikaelson continuasse nessa vibe, mas já vejo o desespero quando Rebekah entrar em cena. O vampiro amolecerá e lamberá Klaus. Quero muito que isso não aconteça, de verdade, pois está mais do que na hora desse homem agir sem pensar no híbrido.

 

Por enquanto, parece que estou de passagem nesse começo de temporada e não tenho tido motivos para permanecer no Quarter. Até então, tudo está raso e quando TO fica muito tempo longe da borda, não há quem consiga fazer a trama transbordar. Melhoras, por favor!

 

PS: Tristan matou ou não matou no Quarter? Se matou, tipo, whatever.

 

PS²: sinto pena de Cami e de Vincent. Especialmente do Vincent que foi tão bom na temporada passada e que agora está limitado a descobrir quem está matando. Espero que esse assassino seja humano por causa dessa festinha de investigação, com direito até a uma salinha, porque essa energia está claramente sendo gasta à toa. Queria que a psicóloga fosse uma das traíras da profecia. Isso compensaria essa falta de história.

Stefs
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