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18/out

Este episódio já foi mais interessante que o anterior. O foco foi no retorno de Hayley, personagem que reviveu este início de temporada com bastante energia. Houve também um ótimo equilíbrio entre as storylines dos vampiros, das bruxas e dos lobisomens, que não deixaram os desdobramentos lhe tomarem o fôlego. Embora não tenha ocorrido nada de estrondoso ou de impactante ou de relevante, aquela pitada que nos faz amargurar nos próximos dias, a atenção foi dada ao que importava. Só a conclusão de outra pontinha da Aurora foi desnecessária.

 

Hayley brilhou do começo ao fim deste episódio e fincou a tensão, o conflito e a ação que faltaram na premiere. Só com uma olhadela, deu para sentir o ódio dela por Klaus e a emoção rebateu na minha face. Gostei muito do troca-troca com Davina, indicando que essa parceria pode ter potencial no futuro. Afinal, depois do surto da bruxa em exterminar a concorrência, as duas se tornaram cúmplices de um crime. Uma situação que tem tudo para render um belo teste de caráter para ambas. Até parece que você pode matar no Quarter e sair impune – só o híbrido pode.

 

A última vez que a little wolf deu um show foi no 2×01 porque estava meio que fora da tomada. Matar foi mero entretenimento, ao contrário de agora, cujo sangue tomado aconteceu em plena consciência e por interesse próprio. No caso, aceitar a barganha de Davina e ter a chance de ficar com Hope.

 

Como ela mesma disse, pela liberdade, há um preço, e já me pergunto qual será a futura exigência de Davina. Enquanto isso não acontece, esse viés, que parecia apenas uma faísca, se tornou um incêndio que acarretou o encontro mais esperado deste início de temporada. Hayley contra Klaus. Poderia vê-los brigar por 40 minutos, sem nenhum problema. Amo ver o híbrido apanhar.

 

Hayley pode não ter dado todos os tapas que queria, mas cutucou a ferida e arrancou o coração do híbrido, que nada mais é Hope. Acho que nunca celebrei tanto um reencontro em The Originals. Se há uma coisa que amo muito é quando Klaus é detonado. Nem todo biquinho é o bastante para me compadecer e surtei, demais, com a loucura da little wolf. Esse Mikaelson merecia ouvir muito mais, claro, principalmente quando se está cada vez mais antipático e insuportável.

 

Se ainda há alguém com dúvidas do quanto Phoebe cresceu como atriz, o confronto com Klaus é o meu silenciador aos haters. Não há mais motivos de desmerecer essa mulher. Digo isso com muita propriedade, pois nunca botei fé nessa moça desde The Secret Circle – e a achava irritante nessa série. O que vi neste episódio foi um salto carpado com direito a vários tapas na face dos inimigos.Muita energia, envolvimento e entrega para assumir a raiva de uma personagem que foi condenada a viver sua maldição e a perder os melhores momentos do crescimento da filha. O mais lindo foi vê-la no auge da ira e depois despencar, gradativamente, calando a fúria e dando aval à maternidade.

 

Phoebe tem me surpreendido desde que The Originals começou e só tenho aplausos. Sem dúvidas, essa foi a melhor cena dela ao longo da sua trajetória na série. É hora de meio mundo dar mais atenção para essa moça, porque ela sambou e sambou muito.

 

Até o samba morrer com menina Hope batendo perna por aí. Bem que ela podia virar adolescente (salto de mil anos no tempo, eba!) para dar uns tapas no Klaus também. Isso vale até um comentário sobre o que Elijah disse referente ao que a menina pensaria do pai assim que crescesse. No mínimo, mudaria de sobrenome. Com todo respeito aos meus queridos Mikaelson, não dá para levar essa maldição nas costas.

 

O resultado dessa briga foi um Klaus amuado e abandonado. O conflito só serviu para ressaltar a maneira como ele centraliza as coisas e não assume a culpa. Tive que rir do repeteco em acusar Hayley sobre a fuga com Hope, sendo que a mãe não estava errada em querer um ambiente melhor para a filha. Foi muito bom vê-lo perder a compostura e a arrogância. Melhor que isso só os envolvidos na cena finalmente lhe dando as costas. Foi gostoso demais! Cadê o replay?

 

Os desnecessários até então

 

Acreditei que minha opinião sobre Lucien mudaria, mas continuo a achá-lo um zero à esquerda. Não sinto medo dele. Não acho o humor agradável. Ele só passa de uma cópia malsucedida do Klaus. Ainda espero que essa caracterização melhore, ri de várias cenas desse personagem, e achei perfeito Elijah calá-lo por alguns segundos. Nossa, muito chato. Só não mais chato que o detetive.

 

Lucien só foi útil em elevar o poder de Elijah. Esse Mikaelson é sempre maravilhoso quando está com a pá virada. A cena de confronto deles, featuring Jackson, ficou muito incrível também, mas não supera a da Hayley. Se havia qualquer tentativa de levar o “vilão” a sério, a coisa ruiu. Esse cidadão é muito previsível. Pode ser propositalmente, não sei, mas The Originals não precisa disso.

 

O único ponto que encucou sobre esse personagem foi o foco em caçar os Crescentes e os cilindros com um líquido mágico que cura mordida de lobisomem.

 

Então que curar mordida de lobisomem com seringa pode, mas câncer não? Está certo!

 

Esperarei, pacientemente, Lucien melhorar. Só o fato do Klaus não fazer nada só reforça o quanto esse cara está à vontade e não transmite perigo. Um perfeito exibicionista que, até então, só quer manter a linhagem que lhe dá eternidade com a chama acesa. Sinto que serei trouxa.

 

E o que dizer do detetive stalker? Ele me irrita mais que Lucien. O subplot dele inteiro me irrita. Sério mesmo que engatarão essa de polícia no Quarter? Que coisa mais desnecessária! Quero saber o que aconteceu com a escalação do novo elenco, porque está bem difícil aturar os novatos, hein?

 

Achei um abuso esse Kinney perseguir Cami, dar toda uma palestra sobre a família dela e ainda se achar no direito de afanar o notebook. Quem ele pensa que é? Tento entender qual é a desse subplot, pois é óbvio que não irá a canto algum. Em um mundo sobrenatural, polícia não vence e The Vampire Diaries mostrou e ensinou. Matt está agora nesse posto fazendo hora extra, ué.

 

Só sei que não faz sentido. Completamente destoante de tudo que TO já investiu até aqui. Se era para ter polícia e uma preocupação com mortes que acontecem do nada, investissem desde a S1 como TVD bem fez. Esse salto de paraquedas do detetive sinaliza a falta do que inventar para a pobre da Cami. Ela merece uma história decente para contar e não ser uma emenda de outra que não orna com New Orleans e que, muito provavelmente, não terá futuro.

 

A forçada continua quando até jornalista tem, do nada, no Quarter. CEO, polícia… O que mais?

 

Sério, não estou lidando com essas inserções sem pé e nem cabeça. Totalmente fora do contexto de TO, que sobrevive de regras e de leis entre o sobrenatural e os humanos, sem adições extras. Marcel voltou a ser o rei para administrar esse quesito e faz 2 anos que ninguém reclamou. Melhorem!

 

Os outros plots

 

Agora, voltando para a Davina, estou horrorizada com essa menina. Me fiz de tonta até ter certeza de que Hayley tinha conseguido ir até o fim com sua missão. Não é que Kara e Cia. foram dar um abraço nos ancestrais? Ancestrais que deram o poder para a bruxinha por saber que a little wolf é uma arma contra Klaus. Isso só me fez pensar na profecia, pois, se os padrinhos mágicos querem tanto destruí-lo, só posso cogitar – até que se prove o contrário – que ele é a Besta.

 

Se foi magnífico ver Hayley endurecer e desmoronar, o mesmo vale para falsiane Davina. A maneira como ela quebrou assim que viu o resultado do seu plano fez jus à personagem. Ela é uma adolescente, parece que nunca saiu do sótão, não sabe o que é realmente viver e só tem como parâmetro de exemplo todas as tretas com os Mikaelson.

 

Como sabiamente disse Marcel, ser como Klaus não é garantia de sucesso, mas o que fazer quando se tem essa besta de modelo e que, por mais impetuoso, injusto e  mau-caráter, mostra que todo esse combo de “personalidade” vence no final? E, pior, sinaliza que é possível viver com sangue nas mãos?

 

Considerando que é Davina, não dá para exigir muito. Ela não tem heróis. Se tivesse mentores e inspiração, quem sabe ela não teria pisado no acelerador para se livrar da concorrência. Quem sabe, a bruxa teria lidado com um confronto face a face.Depois desse caos, essa é a chance para a personagem aprender a lidar e não ir pelo caminho mais fácil. Agora, quero consequências.

 

Nunca pensei que fosse dizer isso, mas o que é essa nova Freya? Ok que ela entra como a bruxa 24 horas do Quarter, conveniência que deu certo porque Davina não quer mais papo. Porém, está sensacional ver essa moça jogada na balada, enchendo a cara, curtindo o que não curtiu há muito tempo. Graças a ela, Klaus teve o único momento engraçado do episódio. Morri de rir quando o híbrido dispensa o peguete do dia. Continuem!

 

Concluindo

 

Senti um pouquinho de falta de sincronia nos minutos iniciais com o episódio anterior. Elijah aparece do nada com Hope e do nada Jackson salta na noite. Ainda bem que isso não influenciou no resto, porém, rendeu um pouco de confusão ao se acomodar na continuação da trama.

 

De resto, TO parece de volta aos trilhos, só precisa agora engatar o que realmente interessa: a treta em família. Considerando que a profecia foi confirmada por Freya (precisava?), Klaus estará muito inclinado a reatar os antigos laços. Ok que não será pela família (não sou mais trouxa em acreditar nesse cidadão), mas porque ele não quererá morrer.

 

Vamos combinar: ele só queria saber da Hayley pensando no próprio umbigo.

 

Um pelo amigo, um pelo inimigo e outro pela família. Por mim, todas as mulheres representariam essa profecia. Hayley, Davina e Rebekah. No meu mundo, isso seria lindo. Consigo ver todas matando Klaus furiosamente (meu foco é apenas o Klaus, ok?).

 

No fim, fomos deixados com um trailer da continuação de O Último Samurai, estrelando Aurora e Tristan. A única coisa que me interessa é o fato deles serem filhos respectivamente da Rebekah e do Elijah. Quero saber como foram transformados. E depois?

 

Tem como trocar esse fim por um cliffhanger de verdade?

Stefs
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