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10/out

E lá vamos nós com mais uma temporada sem limites de The Vampire Diaries. Se eu estava ansiosa? Não. Se ainda boto fé no andar da carruagem? Não. Se acredito na salvação? Não – mas sei que a CW tudo salva porque não tem mais criatividade para investir em algo diferente (até que se prove o contrário, óbvio, e espero ver uma grade zerada dessa emissora antes dos 40).

 

O que posso dizer por enquanto é que a série perdeu um dos seus grandes estorvos: Elena Gilbert. Se ela fez falta? Nem um pouco. A moça fez o grande favor de desmarginalizar todos os personagens e permitiu que depois de tantos anos a trama transcorresse de um jeito muito leve. Sem Santa Gilbert, cada um teve um lugar ao sol, e isso me fez feliz.

 

Não é segredo para ninguém que sou uma pessoa que põe a história e desenvolvimento de personagem no topo do mundo. Então, esses são pontos dos quais não tenho do que reclamar.

 

Agora, pergunto: o que aconteceu? Tenho certeza que Plec e Cia. fizeram uma baita lição de casa para mudar completamente o percurso de TVD. Para dar um novo sopro. Atitude que nunca foi necessária, pois meio mundo sabe que o forte da série sempre foi mistério e mitologia. No mais alarmante, bastava investir em Defan que tudo ficava bem. O resultado dessa tarefa estava escancarado nos primeiros minutos deste episódio: o kibe de leve de How To Get Away With Murder só que versão sobrenatural. Quando vi a legenda de Brooklyn, 3 anos….Annalise?E não estou sendo chata. Plec paga pau demais para as séries da Shonda e Cia..

 

É fato que as quintas-feiras pertencem à Shonda e a CW está completamente desesperada para fazer TVD e TO funcionarem no mesmo dia, em sequência, para brigar com a concorrência – e não rolou porque ambas as audiências foram desastrosas e isso não me surpreendeu. Inventaram hashtag, fizeram pôster conjunto, só não esperava que a dor de cabeça era tanta ao ponto de beberem um pouquinho no poço da ShondaLand. Porém, é válido dizer que é um artifício que funciona, um teaser que prende as pessoas. Como assim Stefan tem que morrer?

 

Mesmo com uma mudança no formato da narrativa para segurar quem ainda assiste, o pontapé inicial foi carregado do mais do mesmo. Explosão? Pessoas que não morrem? Caroline como vítima? Ataque em formatura alheia? Damon chorando? Nova “fronteira”? 2015 e ainda não há o reinventar. Isso porque estavam sem Elena, imaginem se moça Dobrev estivesse presente.

 

Não tirarei os méritos de Plec e Cia. porque todos queriam mudanças e o episódio estava realmente muito diferente do que já rolou até agora. De fato, TVD não parecia TVD. Só sabemos que era essa série por causa dos personagens. Em 40 minutos, deu para sentir que os cérebros da equipe querem se empenhar em algo bacana em vez de se deixarem influenciar. Meio tarde, mas confesso que quero saber até onde isso vai. Especialmente quando é moça Dries que deu o quique para um novo caos.

 

O “Piloto” de TVD

 

Se essa fosse a estreia de TVD, duvido muito que prenderia o interesse. O episódio teve alguns picos, mas não construiu uma trama, se sustentou em reticências, e ficou muito preso à (re)introdução dos personagens. As previsões do futuro foram os pontos de interesse, embora os rostos frescos conseguiram ser cativantes de imediato. Tudo não passou de transição.

 

Como esse não é nosso problema, o arrastar não interferiu no que acredito que tenha sido o ponto de interesse: no como a série se repaginaria sem Elena. Jamais considerei isso uma dificuldade, pois a personagem deixou de crescer há muito tempo. Porém, sem o elo amoroso, como o roteiro deixaria claro que TVD não precisaria mais desse artifício para ter uma narrativa consistente? Afinal, meio mundo achava que Delena era só o que tinha de bom em Mystic Falls. Mero engano. Basta dar histórias aos personagens que tudo funciona. E funcionou, amigos.

 

Vejam: Dries escreveu como nos velhos tempos. Associável ao fiasco do 6×01? Não, mas é a mesma pessoa que batizou as drogas da Santa Gilbert. Difícil de acreditar, eu sei. Acho que a moça se libertou.O episódio foi bem agradável de assistir. Foi muito leve. Amei várias coisas, como a simplicidade das cenas Steroline que recuperaram a angústia que amava lá na S5. Ficou de muito bom gosto, nada forçado. O melhor disso foi Caroline ter a autoridade de seguir ou não com o relacionamento. Só por causa disso minha birra com os dois deu uma derretida. Os mimimis da Elena me traumatizaram para sempre e o que menos TVD precisa agora é de outra personagem mimizenta.

 

Caroline estava perfeita e sentia falta de afirmar isso com propriedade. A vampira voltou a ser ela mesma, não sendo influenciada pela sua BFF em coma e pelo descaso do crush. A personagem agiu dentro dos conformes, ri horrores da visita dela na casa da Lily, e as hesitadas para cima do Stefan foram muito naturais. Ela estava serelepe, dedicada e insegura, ou seja, sendo Caroline Forbes. Acima de tudo, fiel ao que sentia e foi lindo seu posicionamento sobre Liz. É insuperável, mas a vida segue.

 

Stefan também estava uma luz e tenho que agradecer a todos os envolvidos por darem a ele o destaque que não mais existia. Na S6, o personagem foi mero coadjuvante e essa de fazê-lo morrer – uma ideia que já ri, claro, porque não dá mais para levar esse tópico a sério – pode torná-lo interessante como antigamente. Gostei de vê-lo com a mão na massa, mas bem que podiam ter lhe dado algo mais complexo para fazer. Não é mais S2 para sair explodindo a cidade toda, por favor.

 

Damon estava Damon, conjugando a vida no verbo eu, eu mesmo e Elena. Não entendo, e já aceitei que nunca entenderei, qual é a dificuldade do personagem amadurecer. Amei as chamadas de atenção da Bonnie e de Stefan, mas vamos combinar que não precisava. Depois de tanto tempo, o Salvatore precisa mesmo de conselhos de autoajuda? Não, né? Stalker total.

 

Em contrapartida, Damon encontrou um meio-termo, mas o futuro já deixou isso cair por terra. Ele resolveu se apoiar na Bonnie, então, o percurso dele até Brooklyn será mera fachada. Bem o personagem não estará e, no mínimo, concentrará toda essa perda da namorada em ataques contra Lily. Sabemos que isso nunca termina com louros, como aconteceu quase no fim do episódio. Não acho ruim, muito pelo contrário. Se há uma coisa que esse cidadão sempre foi bom em fazer é gerar conflito e a pose pacificadora de Stefan precisa ser barrada – quero é treta mesmo!

 

O que Damon sempre precisou é de alguém para alimentar seu azedume e achei até interessante Bonnie ser escolhida para ser essa pessoa. Ela já deixou claro que engatilhará os péssimos modos dos Heretics e claro que esse Salvatore não hesitará em puxar o gatilho. O vampiro tem vários defeitos, mas consegue ser agradável ao lado da bruxa. Penso que essa será a maneira para fazê-lo cortar o mimimi. Na companhia da amiga, capaz que volte a ser quem era na S1. E precisa, né?

 

Vê-los formar uma dupla será interessante, até porque foi o chute no escuro da S6 que deu muito certo. Há quem queira muito Bamon – e sou uma delas, de nada – e tem tudo para funcionar.

 

Já que a mencionei, o que dizer de Bonnie? Rainha do episódio, gente! Nem consigo me lembrar mais dos momentos em que a detestei – e foram muitos, especialmente a tapadice de ser cruzeiro de tudo e de todos. A personagem voltou mais forte, centrada, destemida, e quando anunciou que quer brigar pela reconquista de Mystic Falls tive que aplaudir de pé. Nem deveria, porque brigar nessa terrinha é o mesmo que adiantar a morte e não quero que ela morra por motivos de Santa Gilbert.

 

Amei todos os diálogos trocados com Damon. Eles pontuaram a maturidade dela, o quanto agora é um jogo de tudo ou nada. Bonnie estará empacada com o Salvatore que provoca a ação e o conflito, uma oportunidade de ouro para brilhar e tomar o cerne da bagunça para si – algo que fez lindamente com o porta do Malcolm e gritei com tamanha perfeição. Estou interessada para saber como ambos funcionarão nessa parceria, a grande surpresa da temporada passada que já não é mais inusitada.

 

Só não gostei dela querer se mover porque se sentiu culpada pelo tombo de Mystic Falls. Não cansam?

 

E menino Matt? Aonde se alista para pedi-lo em casamento? Dries sempre me faz de trouxa com relação a esse personagem, sempre espero demais dele e caio do cavalo. Agora, esse moço será como a Liz. Nem um pouco surpreendente, certo? Ele limpará a sujeira como a Xerife e já sentiu o agridoce da tarefa. Fiquei sem chão com a desculpa do incêndio. Por que @Deus não o fazem virar a casaca? Seria tão interessante.

 

O bacana é que ele continua com seu repúdio enrustido do sobrenatural. Matt viu a casa cair logo na sua formatura. Tipo, nem na minha formatura posso ser feliz? Sem contar a culpa nas entrelinhas sobre o ataque das Heretics que jogou na cara da Bonnie.

 

Senti demais a dor dele na cena do ataque, a melhor do episódio, inclusive, por ter elevado a dramática do episódio. Um momento que pontuou que agora é uma questão de lados. Não só isso, mas da união para manter o que sobrou de Mystic Falls. Será que Matt continuará na poker face?

 

Lily Grayson e as cópias dos Mikaelson

 

Me expliquem: TVD virou fanfic de TO com uma pitada de Revenge? Vejam bem, os Heretics berraram Mikaelson o tempo inteiro. Para que o sotaque? Para que novas versões de Klaus, Elijah, Rebekah, Finn e Kol? Posso incluir a Freya também? Não superam.

 

Lily foi o Elijah da história toda e como Elijah da história toda terminou com cara de trouxa. A personagem ainda é interessante, mesmo como pacificadora, um momento que realçou o quanto ela não tem mais noção de nada. O senso de família dela é completamente inexistente. Fácil ser mãe prendendo a criançada em casa, né? Esses que se tornam os mais rebeldes.

 

Uma rebeldia responsável em dividir Mystic Falls depois de um ataque no coração de tudo. Quem ultrapassar a linha que divide a cidade, será alimento dos Heretics. Até quando? Pergunto-me qual seria a barganha de Stefan caso alguém salte para o lado que estão agora, fora da cidade.Agradeci e muito por ter ocorrido um revés no meio do episódio, pois estava vendo o momento que Lily pagaria de Esther na S2 de TO – vem cá Stefan e Damon para eu curar vocês! Essa de fazer os filhos entenderem que os Salvatore são monstros foi demais para minha saúde. Que deveriam coexistir – o que berrou Finn e Kol na versão bruxos. Interrompam antes que seja tarde.

 

Gosto muito da mama Salvatore, uma personagem que provou que dificilmente decepcionará. Lily continuou dual, ora preocupada, ora enraivecida. Mas ela não sabe que lugar da treta quer ficar.

 

Muito fácil prever que os filhos a trairão e tomarão a trama por vontade própria. Tudo começa lindo e alinhado em famílias de vampiros assinadas por Plec. Com a morte de Malcolm, as coisas esquentarão e a lealdade da criançada acarretará mais uma onda de ruína. Uma lealdade que é evidente que só há entre eles. Se Lily morrer é o mesmo que berrar liberdade! Há amor, mas o mundo dá voltas.

 

Apesar dos pesares, boto fé nos Heretics por serem vingativos. Eles são da ação e são muito articulados. Eles não perdem tempo pensando e partem para o ataque. Gosto muito disso, o que me faz respeitá-los um pouco mais. Nora já virou melhor personagem só por ter tirado selfie com um cadáver. Ficção imitando a realidade. Melhor que isso só ela dizer a Mar que agora podem andar de mãos dadas.Adorei as impressões sobre a nova realidade do grupo citadas por Valerie também, mas não simpatizei com essa mocinha.

 

Por falta de vilão, agora há vários. Penso que os Heretics serão irritantes e isso os tornarão tão bons quanto Kai. Oremos! Um trio feminino contra os Salvatore é demais de bom.

 

Ainda dá tempo de cancelar Enzo e Ric

 

A cota de avulsos continua em TVD. Enzo escolheu um lado… E o Quico? Ric quer ressuscitar a mulher e fala que é brinks. Alguém avisa das drogas da Elena? Continuam desnecessários.

 

Ric ainda deu uma disfarçada com a moonstone 2.0. Nada como uma pedrinha para tornar um personagem interessante. Porém, deve haver mais sobre a morte da Jo. Quero saber como ela está.

 

E, claro, o que essa pedra significa. Outra porta para trazer os mortos? Afinal, boatos chegaram aos meus ouvidos que Stefan morrerá (né, Yan?). Tem que haver um meio de ressuscitar, como sempre.

 

Concluindo

 

A pedrinha u.u’

 

Sem Elena, só há Defan, e agora temos The Salvatores.

 

Houve uma repaginada de algumas coisas neste episódio, como na narrativa. Ficou de muito bom tom a leitura dos diários se entrelaçando na trama. Deveriam ter feito isso antes. A fotografia também estava incrível, ficou muito bacana as filmagens do topo de cada cidade que será relevante para esta temporada. Sério, foi como ver uma nova série, em outro lugar, e curti apesar das falhas berrantes. Foi como um novo dia sem a pentelha Elena Gilbert. Um belo dia!

 

Um elogio sempre bem-vindo é para a trilha sonora que arrematou várias cenas, inclusive a do tratado entre Lily e Stefan, marcando mais uma despedida de Mystic Falls. Assentou também a atmosfera do que se seguiria, aquele gosto de perda real que Elena abafou com suas lágrimas drogadas na temporada passada.Enfim, a edição do episódio estava excelente e devo dizer o quão inteligente foi encaixar o cliffhanger da S6 no meio da trama. Conferiu um significado maior ao ocorrido. Deu para sentir a vastidão da perda.

 

Este foi um novo dia até para Dries. Será que os demais escritores celebraram a liberdade criativa? Tudo bem que o inédito da premiere só foi os Heretics, mas darei um desconto. Espero que continue, pois ela é sucesso na hora de afinar um roteiro. Desde a S4 não entendi o que se passava na cabeça dela (na verdade sei sim, mas não darei uma de disco arranhado). Provou-se que essa moça não sabe trabalhar sob pressão e na mesma coisa – um shipper que não soube controlar por 3 temporadas.

 

O episódio fluiu muito bem para quem contou com pouco conflito e a intenção de resgatar o que fazia TVD interessante ainda está presente. Inclusive, abriu margem para perguntas: quem é a atiradora? O que significam aquelas cicatrizes? Bacana, mas vamos ver se esse pique se mantém ao longo de How To Get Away With Murder estrelando Stefan Salvatore.

Stefs
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  • Elena não fez a menor diferença, né? hahahaahahah Que as coisas continuem a ser interessantes como no 7×01.

    Awn, obrigada pelo elogio e pelo comentário. Seja sempre bem-vindo aqui <3