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31/out

Episódio bem leve para a semana de Dia das Bruxas, não? A experiência não trouxe tensão e nada novo, mas foi divertida em algumas partes. Houve cenas Defan engraçadinhas e a visitação na fantasmagórica Mystic Falls me fez ficar jogada no chão. Um novo capítulo que berrou encheção de linguiça, porém, teve situações bacanas e isso inclui a libertação de Damon Salvatore.

 

A trama girou em torno da busca por Oscar, algo que fiquei a ver navios, pois não sei qual é a necessidade de ter um Heretic – e um estúpido ainda por cima – a mais na roda. O personagem só serviu para testar a pedra Fênix e para gerar outro comparativo, do ponto de vista de Lily, entre Damon e ele, com uma pitadinha de Stefan porque esse jovem voltou do além com sede de ripper.

 

Até acreditar que Oscar era um ripper, pensei que todo o incômodo dele se tratava dos efeitos colaterais da pedra Fênix. Não seria nada assustador, claro, mas uma sequência de obviedades como mudança de humor, impulsividade e força acima do normal. Não era nada disso e o Heretic só serviu para mover os personagens principais que fizeram praticamente nada, salvo Bonnie que continua a ser trouxa.

 

Bonnie perdeu o juízo, né? Se há uma coisa que não suporto é quando as showrunners dizem que a personagem é compassiva e que isso explica essa vontade de ajudar as pessoas. Ajudar é uma coisa, ser feita de otária toda vida é outra.A bruxa tem uma bagagem de pontos negativos sobre cutucar o além, mas os escritores amam tanto uma incoerência que fazem a pessoa que viu tudo e mais um pouco na S5/6 brincar de reviver os mortos. Como se nunca tivesse acontecido uma barbaridade dessas nos anos anteriores de TVD, né?

 

Continua uó Bonnie metida nos dramas de Ric. Achei que seria pior, pois Damon estava ali para ver a pedra funcionar e esperei ele dar a louca para testar na Elena. Espero grandes danos, pois só assim para respaldar o futuro. Ninguém passa em branco quando mexe com o além. Ao menos, era para ser assim, pois esse sabonete da ressurreição de convincente não tem nada.

 

Oscar ainda foi ponte para conhecermos Nora e Mary um pouco mais, duas personagens que vieram com aquele ar de novidade por serem o primeiro casal lésbico de TVD. Só que não estão honrando a proposta, né? Tem que investir muito mais nessa representatividade, por favor.

 

Nora é irresponsável por ter se adaptado ao século 21 mais rápido e usa disso para minimizar a namorada e ser imprudente. Mary ainda carrega a ingenuidade do passado, não é respeitada por isso e passou por vários momentos de insegurança.O bom é que ambas se entenderam depois, mas esse não foi o dilema que as tornaram interessantes. O medo de Valerie foi destacado, a todo o momento, e nenhuma das duas passou por cima do feitiço da “irmã” lançado contra Caroline até serem encurraladas.

 

Valerie não é flor que se cheire, como deu para captar no 7×02. Só não curti tanto a ideia dela agir por ainda ser, em tese, obcecada por Stefan. Há Julian na jogada, o personagem que, acredito, trará o melhor da Heretic para o cerne da trama. Ela já mostrou que é impiedosa, que de dócil não tem nada e que toma a iniciativa sem precisar de aprovação de Lily. Essa moça é independente, dona do próprio mundinho, e não vejo a hora do seu maior pesadelo reaparecer para enlouquecê-la.

 

Triste é que foi deixado resquícios de loucura nas entrelinhas sobre Valerie: acredito piamente na retaliação quando ela souber que Nora limpou Caroline da verbena.

 

O bacana da personagem foi ter dado ao Enzo o que fazer. Gostei das cenas entre os dois, mas o amor morreu quando se escancarou que o vampiro é, de verdade verdadeira, apaixonado por Lily. WTF? O flashback deixou tão claro que ele a viu como mãe salvadora, e agora me inventam essa?

 

O amor de Enzo por Lily justificou a escolha de lado e mal posso esperar pela chegada de Julian. Quero que o barraco role solto. No mínimo, será engraçado.

 

O milagre bateu na porta de Damon Salvatore

 

Nunca pensei que diria isso, mas estou feliz pelo Damon. Tudo bem que é uma felicidade temporária, pois o futuro já mostrou que esse cidadão é irremediável, não interessa se despachou Elena para o Alasca. Ele continuará egoísta, invejoso e infeliz, e acarretará todas as tragédias que afetarão aqueles que chama de queridos amigos. Inicialmente hipócrita, mas livre.

 

Antes tarde do que nunca, o personagem se deu conta do rastro de nhacas que tem deixado graças a insegurança de viver sem Elena – e que sabemos que, na verdade, é egoísmo. Se ele realmente se importasse com a amada, não teria passado dos limites com Lily. Todos os tabefes que o Salvatore recebeu da mãe e do Stefan foram incríveis e me abstém de qualquer crítica. Até diria mais, mas só me restou aplaudir à la Meryl Streep. Demorou, mas tais argumentos sobre seu comportamento entraram na mente de um vampiro que não respeitou nem um pouco a memória da namorada.

 

Tudo que Damon faz quando está sem Elena é por capricho. O mesmo vale para os períodos em que esteve com ela. Porque na mente dele só há a Santa Gilbert e isso nunca será saudável. As pessoas precisam evoluir em um relacionamento, e esse Salvatore parou no tempo desde o sire bond. Vê-lo despachar o caixão da namorada, depois de se tocar que o caos com os Heretics e a morte e sobrevida de Oscar foram de sua responsabilidade, é para glorificar de pé.

 

A passagem no diário de Damon me deixou contente, se querem saber. Acreditar nessa suposta libertação da Elena é pedir para ser otária, mas a atitude dele foi como eliminar o resto do estorvo que a Santa Gilbert ainda representava na série. Não gosto de me referir a personagem dessa forma, porque ela ainda tem certa significância na minha humilde vida, mas já chega de prolongar uma “pessoa” que não existe mais. Na premiere tudo bem, mas depois ficou bem tosco. Essa de carregar um caixão para todo lado, sendo que Nina está dando pirueta por aí, é ridículo.

 

Vê-lo reconhecer que é egoísta, invejoso e uma péssima pessoa quando não está com Elena me fez ter um pouco de esperança sobre o amadurecimento de Damon. Uma ideia que cai por terra quando recordamos o flash-forward, uma investida que já começou a ser muito inconveniente por entregar muitos spoilers nas entrelinhas, não dando credibilidade aos personagens. Como respeitar um momento de coração aberto, sendo que haverá o retrocesso em que ele se deitará ao lado de Elena?

 

E nem as saídas, né? Tyler dando as caras e carregando o caixão da Santa Gilbert me fez querer bater a cabeça no teclado, sinceramente…

 

Flash-Forward

 

Já que entrei nessa questão, as gêmeas de Ric denunciaram o retorno de Jo antes do episódio terminar (o que não seria surpresa de qualquer forma) e aumentou a hipótese de que a gravidez de Candice servirá para alimentar esse plot doentio. Sim, foi gracinha vê-lo como pai, mas não consigo respeitar. É nesse momento que se vê que essa temporada ainda passará dos limites e que todos esses episódios redondinhos e coerentes se perderão no meio do caminho.

 

Se Damon não pode evoluir, Ric também não, porque ambos se tornaram, infelizmente, a mesma pessoa. Um bromance que parece que mudou no futuro, pois o Salvatore surge todo vilão no capacho da porta do BFF… Porque alguém morreu. Feitiço? Isso me fez lembrar do que mantém Elena no caixão. Se Bonnie morrer, ela volta, por que o mesmo não poderia se repetir entre os Salvatore?

 

Lembrando que Stefan está jurado para morrer e tirou Damon do sono de beleza.

 

Considerando que os flash-forwards acontecem no mesmo dia (é o que aparenta pela ligação dos personagens), o que diabos Damon quer com Ric, todo faminto?

 

Só sei que essas visões do futuro começam a ser desgastantes. Se a série não for cancelada, é fato que nada disso terá um propósito de conclusão. E deveria, porque nem a ausência de Grey’s Anatomy segurou TVD, sinal de que a série não tem mais solidez na grade da CW (como se precisasse de evidências).

 

Concluindo

 

Jo abrir os olhos não é o que chamaria de cliffhanger, porque era previsível. O que incomoda é ver Bonnie metida nisso e imaginar o quanto ela se culpará por ter ouvido as ideias do Ric. Muita falta do que inventar essa de trazer os mortos de volta, meu Deus. Espero que as visões terríveis dela compensem essa bagunça desnecessária.

 

Engraçado que Oscar ressuscitou de forma ilegal e Lily nem notou na caruda? A bicha é vampira, tem várias bolas de cristal, e tem um QI a mais que essa turma de Mystic Falls, por favor!

Stefs
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  • ALOWWWWW!

    Não tá clicável ainda porque não coloquei todos os banners ainda [e estou sem tempo pra fazer isso right now HAHAHAHAHAHA Nem tem Murder lá, veja bem]

    Disqus não está sincronizando de forma alguma. É treta com o Google mesmo, que parece que não quer que troque o sistema de comentários. Ao menos, é o que as pesquisas apontam hahahahaha

    É uma caçadora que já foi até escalada. Resta saber quando a moça dará as caras.

    Bonnie está me decepcionando tanto, mas TANTO que estou voltando a ter raiva dela. Nossa, não estou lidando com essa burrice momentânea.

    Quem quer Enzo e Lily, pfvr? Terrível inventar moda entre os dois. Nem sei se posso dizer "ainda bem" que isso muda no futuro (porque ainda estou desconfortável com o que acontece lá hahahahaha).

    Tô ficando cansadinha desses saltos no futuro. Porque estraga qdo vou fazer resenha hahahaahahha

    Beijos, seu lindo!

  • Firstly: Quando acessamos o link http://www.hey-randomgirl.com.br/p/series.html, as imagens não estão linkadas, logo não somos redirecionados as suas respectivas tags.

    Segundamente: Graças ao ENEM, atrasei todas as séries, mas já assisti os episódios e vim aqui comentar.

    Terceiramente: COLOCA O DISQUS DE NOVO, POR FAVOR. Odeio comentar pelos comentários do blog.

    4° – Voltando a penúltima resenha: Eu também pensava que a primeira do Stefan foi a Katherine, estava procurando a lógica nisso tudo o tempo todo. Como você disse, inventar amores não é uma opção e uma série não pode se sustentar só nisso.
    Não posso deixar de dizer que estou muito ansioso para mais foco nesse flash future-vision (? -q)/flash-forward. Quero saber quem é esse(a) caçador(a) e que relação tem com Stefan que a ferida (?) dele abre. E a Caroline? O que houve?
    Pensei que só eu estava vendo problemas sérios com essa pedra. Pode até ser "fácil" trazer alguém da morte, mas algo me diz que as consequências são carérrimas. Com o histórico da Bonnie, acho que, no mínimo, ela deveria ter feito uma pesquisa no Google do sobrenatural para se informar mais.

    Agora, finalmente, sobre a resenha do último episódio:

    NÃO ACEITO LILY E ENZO. O QUE? COMO? NÃO! Olho para esse Enzo e não vejo aquele amigo de cela do Damon que era apaixonado pela enfermeira. Ou será que ele tem compulsão em amar quem o ajuda? o.O Pode ser.
    Adorei todas as cutucadas que o Damon foi recebendo ao decorrer do episódio. Só verdades e, finalmente, ele se tocou. Mas como será ele sem ela? Acho que muito +/- e por isso ele vai resolver tirar um sono prolongado de vampiro.
    O que ele quer com o Ric? O que houve nesses aninhos?
    Ai que preguiça da Bonnie sendo sempre otária.
    Acho que a Lily não é herege. Se eu não estou perdido em nenhum ponto, ela é só uma vampira que, de vez em quando, resolve ser estripadora.
    Quanto ao Oscar, me pergunto se o que ele fez depois de voltar dos mortos não é um efeito colateral. Quem sabe se a amnésia não é permanente? Não quero pensar demais para não chorar pela Jo.

    Bom, demorei, mas eu vim :)
    Até a próxima.