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12/nov

Cinco episódios depois e já fomos envolvidos em uma nova storyline. Com a resolução do incêndio da premiere (no aguardo para isso voltar a morder a traseira do 51º) e do despache (porque foi um despache, vamos combinar) da gravidez de Dawson, nada mais pertinente que inserir novas histórias para nos nortear, talvez, até o final da primeira parte desta temporada.

 

Entremeado a isso, ainda fomos agraciados com o estreitamento de relações. Tudo porque, esta semana, a turma se movimentou a base da grande frase da querida Márcia: mexeu com você, mexeu comigo. Neste caso, mexeu com todo mundo e esse Riddle mal sabe aonde cutucou.

 

Já que citei esse cidadão, gostei mesmo da maneira como, supostamente, ele trará mais tensão ao convívio do Batalhão. Principalmente por ser um anti a qualquer gesto humanizado. O episódio deixou bem claro que é hora de separar o pessoal do profissional, mas sabemos que Boden e Cia. não atuam dessa forma. É muito emocional envolvido desde que essa “casa” foi ocupada pelos personagens que acompanhamos há quase 4 anos. É muito difícil abdicar “péssimos” hábitos só porque um ser como Riddle vê bondade e tolerância como ameaças.

 

Ao contrário das últimas vezes que o Batalhão chegou perto de fechar, penso que a investida de Riddle é um belo frescor. O círculo vicioso persiste, claro, porque derrubar esse local está tão repetido quanto inventar inimigos para o Klaus (The Originals). Mas há um ponto de perdão e é justamente esse: entrelaçar a história de Riddle com a de Patterson.

 

Ambos dizem que atuam sob politicagens e burocracias, mas foi escancarado que esses dois só se movem por status. Eles querem prestígio e, coincidentemente, o 51º não oferece isso para nenhum – e nem para os que lá habitam. Imaginem se o ego de Casey e de Severide fosse alimentado na S1. Teríamos esses mesmos retratos de agora, brigando por compartilhamentos e por likes.

 

O destaque de Riddle rendeu os bafos do episódio: o boicote de Dawson e de Severide. Um cidadão que quer ser Comissionário com uma mentalidade dessas? Não sei como o Boden não faz um círculo com sal grosso, porque só esses tipinhos entram no 51º. Pior que são esses tipinhos que andam vencendo na vida por serem “profissionais” enquanto aqueles que são como os maravilhosos seres humanos do Batalhão só se afogam na lama – como bem mostrou o último chamado.

 

Os conflitos com Dawson e Severide mostraram quem é Riddle na prática e boto fé nele. O cara é ruim e não esconde seus verdadeiros interesses como Patterson. Ele é mal-intencionado e ponto. Gosto de projetos de vilões que mostram logo as garras e não ficam de picuinha.

 

A revolta pode vir depois, mas as cócegas de raiva que esse personagem provocou esta semana fincaram o desafio de lidar com um interesseiro que só vê o dele na reta. Ele tem uma presença forte, não perturbadora. Sabe aonde deve mexer para tirar os obstáculos do caminho. Deve ser daquele tipo que quanto mais falha, mais tem vontade de dar as voadoras.

 

Além disso, Riddle sabe aonde causar estrago, o que o faz confiante e convincente se fizer queixa para o alto escalão dos bombeiros se for consternado. Para piorar, esse homem se infiltra facilmente na mente das pessoas. Vide Boden que quis fazer o low profile – e quase quis estapeá-lo por isso.

 

Até que se prove o contrário, Riddle é astuto, o que gera um belo contraste ao que Pridgen representou – um homem inseguro e bully. Não precisou de muito para saber como esse personagem joga. Quando as frescuras para cima de Dawson começaram, só me lembrei do Welch, mas esse sacana é mais amedrontador pelo cargo que ocupa. É preciso medir os modos com ele.

 

Para fechar o pacote, Riddle é um provocador que se alimenta de fraquezas. Dawson foi a primeira vítima e sambou ao rebatê-lo. É difícil ela não ser rainha, embora tenha me irritado demais no passado, mas quando é para proteger o seu ego, não há limites. Ao estar diante do pentelho da vez, esperei demissão, mas o barraco foi mais embaixo. O alarme machista berrou em vermelho sangue.

 

Quando Riddle afirmou que Dawson não estava emocionalmente bem para voltar a trabalhar, pensei na lata: querido, cê nem faz essa pergunta pros omi. O tempo que revirei os olhos foi mais do que suficiente para Gabby dar vida ao meu pensamento, e fiz um escândalo. A personagem ensinou esta semana sobre machismo no trabalho, somando essa conversinha a sua experiência com Welch. Dessa vez, não teve latinhas de cerveja para apaziguar o clima (não lhe perdoo até hoje por isso moça), mas um avisinho muito claro que o que ela faz não se define pelo que sente.

 

Por mais que estivesse fragilizada, as falas da personagem a fortaleceram muito nesse jogo do Riddle. Ela saiu daquela sala como uma tremenda ameaça, o mesmo poder que sua presença impôs no DP de incêndios culposos. Quando a bombeira dita que está física e mentalmente bem, foi batida a tecla de que uma mulher sempre será julgada pelo emocional enquanto o homem pela força (fraquejar é coisa de menininha). Soa justo dizer assim, mas pesquisas comprovam que o sexo feminino não pode sentir de mais e nem de menos (Stefs também mostra cultura, alok).

 

Dawson foi brilhante ao indagar que não seria questionada daquele jeito se fosse um homem. Só tenho a agradecer aos envolvidos por terem dado a ela argumentos empoderadores. Homens nunca esperam que a mulher revide. Só querem que elas achem lindo o fato do patrão reconhecer que são vulneráveis e que isso é motivo mais que suficiente para uma licença. #GoGabby.

 

Vale até dizer que amei o fato de Dawson querer se fortalecer da perda do bebê no trabalho. Ela optou por segurar a onda em vez de ficar em casa. Isso é sangue frio daqueles trash, mas a personagem estava com raiva dos acontecimentos e até eu ia querer workar para não pensar. O medo é Gabby interiorizar tudo e depois não aguentar. Claramente, há uma negação envolvida.

 

O mesmo azedume de Riddle pairou em Severide que, ao contrário de Dawson, não foi chamado de emocionalmente afetado porque foi rebaixado. Ou emocionalmente fraco por ter abraçado a ideia de Boden sobre o casamento. As mesmas perguntas feitas para a Gabby não foram feitas para Kelly, mas isso não anula o propósito do episódio que foi mostrar que agir dentro do que você acredita, tornar um ambiente de trabalho amigável e levar o conceito de família a dedo, é uma morte terrível.

 

Se for mulher que perdeu o bebê, que namora um Tenente no mesmo job e que ainda ousou em ser bombeira sendo que seu sexo é feito para lavar louça, piorou.

 

Quem ajudou a pontuar ainda mais essa proposta de que humanizar não pode foi a memória do Bobby. Um bombeiro legal. Um bombeiro positivo. Um bombeiro que não pertenceu a escadinha de bombeiros que só querem status em vez de criar laços no trabalho e com os cidadãos. Sentimento que rebateu perfeitamente em Patterson que quer vestir a camisa, mas o prestígio está na reta.

 

Claro que não podemos descartar as possibilidades de Patterson ser duplo agente também. Atwater bem que podia dar uma xeretada nesse cidadão.

 

Uma das coisas que tenho adorado é esse suposto desmantelar do caráter do Patterson. De fato, ele não era um inimigo do Severide. Ele é inimigo de si mesmo. Ao aparecer no jornal, se comprovou sua “afinidade” com publicidade e tendo a publicidade fica mais fácil obter cargos. Que coração de ouro, né? Dizendo que o 51º é uma família. Que ser humano incrível (devolva o cargo do Sev).

 

O dilema é que a cada episódio esse personagem se envolve no conceito de família do Batalhão, algo que nunca acreditou por, provavelmente, ter sido educado por Riddle. Quis morrer quando o vi tocando violão acompanhando o timbre da Brett. Não sou a mais fã dele, não depois da jogadinha para cima do real Tenente dessa bagaça, mas essa desconstrução está bem bacana de acompanhar.

 

Se o mundo diz que duas mulheres competindo é um saco, dois homens é insuportável. Por essas e outras que agradeço por Fire ter desistido de uma treta entre Severide e Casey. No fim, é Patterson quem assumirá o outro lado do ringue enquanto Riddle engole as trolladas do Boden. Prevejo mais boicotes.

 

Os outros plots

 

Ainda tento entender qual é a da caracterização da Chili, pois claramente não estão sabendo desenvolvê-la. Ela tem atitude, deveriam explorar isso, e não fazê-la uma vibe killer, uma egocêntrica e uma cínica. Não suporto esse tipo de personagem porque cai no estereótipo e mundo Lobo sabe que pode fazer melhor, por favor.

 

Para informação de todos: shippei Brett e Will dolorosamente. Vi tanto futuro que bateu vontade de escrever fanfic. E finjam que não leram isso.

 

Concluindo

 

O que aprendemos neste episódio é que não dá para ser feliz. Inclusive, que o 51º Batalhão deveria entrar para o ranking de melhores empresas para se trabalhar. Lá você consegue ser ativista e faz caridade, faz trabalho de artes, brinca de Glee e faz um live, cura os amigos bêbados em horário de expediente e ainda faz do local ambiente de festa. Quem não queria workar lá?

 

Foi um episódio bem clean, sem tantos impactos no quesito ação, sendo mais um cutucão emocional que acarretou no fortalecimento de que o 51º Batalhão é uma família e que não se deve abdicar dessa essência. Teve muito trabalho em equipe, bromance Severide/Casey, e um casamento que me fez chorar que nem uma tonta – que podia ser Dawsey, 2015 e nada disso acontecer…

 

Mas podemos ser agraciados com o casamento da Platt, né?

 

Agora, fica por conta dos haters que derrubarão tudo isso – e me pergunto onde está Maddox. Só sei que a treta foi plantada e só quero ver como Severide segurará a barra de lidar com Patterson.

 

PS: alguém dá mais falas ao Capp? Gente, ele é mais legal que o Jimmy.

Stefs
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Escreva seu comentário antes de ir <3
  • Amo suas resenhas!
    Super concordo com dar mais falas ao Capp e estamos juntas shippando loucamente Brett e Will!

    Beijo,
    Carol.

    • Hellooooo Caroline, tudo bem? Obrigada por comentar e fico mto, mto, mto feliz que goste das resenhas *-* Só amor <3

      HAhahahahahaha AMO! E eu achando que estava sozinha nesse momento faísca entre Brett e Will. Ainda vejo futuro, mas serei a maior iludida ever hahahahahaha

      Beijosss e volte sempre!