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26/nov

Parece que depois de 7 episódios, os amigos escritores de Chicago Fire resolveram assumir que só fizeram burrada ao longo da S3. Vejam bem, considero este o melhor até agora, pois lembrou demais o caminho que a série traçou ao longo da S1. Uma festa que reúne os bombeiros, o senso de família, o conflito, subplots dos avulsos interessantes e, de quebra, serviço em conjunto para o trio. Se as coisas continuarem dessa forma, acredito que esta temporada suprirá todos os erros da anterior.

 

Quero acreditar nisso, mesmo com todos os riscos, porque demorou demais para uma trama redondinha ganhar vida. Já era tempo, né, gente? Individualidade não funciona nesse lugar.

 

Boden foi responsável em embrenhar tensão e irritação na trama. O personagem se dedicou a se defender de um crime que não cometeu e está prestes a ser engolido pelo seu bom coração. A questão que me deixou inquieta na semana passada veio à tona, no caso, Riddle ser o responsável por essa zona. Será?

 

Se é, Riddle está sendo formidável em disfarçar a culpa no cartório. Ele continua com seu desfile amigável, pagando de solidário, fingindo que está preocupado, sendo que claramente só quer prestigiar de pertinho os estragos que possivelmente começou a provocar. O personagem deixou bem claro o que planejava para o 51º, agora, forçar uma pessoa que serve à sociedade pagar por algo que não cometeu pertence ao combo de podridão só por status.

 

Como disse na semana passada, o único meio de tirar os líderes do 51º da rota é mexendo no âmbito pessoal. Parece que Riddle sabe disso, pois, no profissional, essa turma só se safa e é algo que o tira do sério. O que acontece agora com Boden, uma história que nem se aprofundou ainda considerando a ausência conveniente de Serena, parece irremediável. Ninguém do Batalhão contaria com um escândalo, e olhem que chegaram perto de vários por causa de incêndios anteriores.

 

O que irritou bastante foi o detetive decidido/inconveniente em fazer Boden confessar o que não fez. Aquele comportamento de botar palavras na boca do outro foi enojante e soltei um berro quando Voight apareceu. Presença que nunca deixará de ser estranha, e ao mesmo tempo bem-vinda, pois, independente do que o Sargento fez no passado, seus aparecimentos em Fire sempre serão impactantes. Deu para sentir que Hank não deixará nada passar batido, como fez com Casey.

 

O grande desafio de Boden será se manter limpo e justo para provar sua inocência. Duvido que consiga quando a acusação se tornar formal. O personagem é famoso por sua boa índole e Voight deixou em aberto a corrupção para cavar a lama. Isso é irresistível, especialmente quando não se tem culpa no cartório. Chief sempre aconselha seu pessoal a ir pelo caminho certo, mas e agora? Será que ele suportará o claro jogo sujo se mantendo dentro das burocracias? Estou interessada.

 

Está mais do que claro que o Chief não conseguirá provar sua inocência. Há mais fatos que argumentos, e o que Serena trouxe para a mesa influenciará daqui pra frente. Essa história está muito, muito boa, pois garantiu irritação por uma incriminação injusta, curiosidade para saber quem fez isso e por qual motivo, e qual será o momento que Boden pedirá ajuda, quem sabe para Voight. Haverá sim a hora do SOS e a pessoa certa para engatar isso, e amarrar Hank, é Casey.

 

Entremeada na história do Chief, lá estava Severide e sua missão de aguentar Patterson. Por mais que não seja tão fã do Benny, não há como negar que esse senhor apareceu em um ótimo momento. Ele sempre deixa a trama mais rica por ter algo novo para contar (ou causar). Claro que o papa Severide saberia algo do passado da concorrência do filho e quero muito que o que foi descavado venha à tona. Com certeza, deve ser algo que aflige a reputação, só isso para fazer o Capitão chorar.

 

Mas antes disso acontecer, Patterson deixou suas true colors virem à tona. A arrogância de achar que manda em todo mundo, até na Dawson. Quem é você na fila do pão, meu amor? Esse cidadão não tem limites e tentou inutilmente suspender Gabby. Olar? Com a folga de Severide, aprendemos que esse cidadão vê quem se destaca e quem aumenta a voz para cima dele como uma ameaça. Tirar os influentes de cena é muito fácil para dominar o resto, fatos reais.

 

Até que Severide voltou e sambou sem o mínimo de esforço. A começar pelo último chamado que o destacou de novo aos olhos de Patterson, que claramente não teria peito para se jogar do telhado. Afinal, ele não é humano, só um robô burocrático.

 

Patterson ainda tem o rabo preso com Riddle por causa de um cargo, o que bota na roda a indagação se haverá mudança de caráter e comportamento diante do que Severide fez questão de esfregar na sua face. As expressões dele ao longo deste episódio me fizeram rir. O cara é um tremendo flop!

 

Tão flop que atiçou Mockingjay Gabby, a pessoa que sinto que será a próxima a sofrer um capote. Em 40 minutos, essa linda plantou várias tretas e Patterson não teve peito de rebatê-la. Claro, faltou assessoria para se portar, né? Enfim, amei os olé que a bombeira deu nele e quero mais. A personagem está com sangue nos olhos, claramente entalou com a palestra de Riddle, e a menor chance sinto que ela saltará de paraquedas para proteger Boden. Resta saber se Casey segurará a onda, outro que mordeu a língua várias vezes, ficando no posto de recuo.

 

Só sei que o desenvolvimento do mistério de Patterson e de Riddle tem feito um bem danado para a trama desta temporada de CF. Faltava plots mais longos, que envolvessem os personagens principais, vilões – por assim dizer – recorrentes, detalhes positivos que nunca cansarei de repetir. Foi muito bom ver o trio junto, tramando, agindo como os bons filhos de Boden para manter o Batalhão em ordem. O mesmo vale para os secundários que não tiveram tanta história extra, mas participações cruciais de apoio nesse caos que só tem a crescer. Nada como estreitar o roteiro a cada semana, tornando a ideia de resolução mais difícil de visualizar.

 

Os outros plots

 

Então que engataram a ideia de Otis e de Brett. Antes isso que fantasiá-la de vela para ficar entre Chili e Jimmy.
Triste mesmo foi Sylvie agir por causa de um cutucão de Chili. Só por causa disso ela topou ir no rolê. O que não é injusto para Otis, mas é injusto para ela. Como é que uma personagem que segura as costelas do Capp se sente amedrontada por uma garota que mal conhece? É aquele papo: todo mundo tem seu ponto fraco.

 

O que é estranho, porque Brett terminou com Cruz por ele ser muito da zona de conforto. Foi bizarro vê-la querer se afugentar na própria zona de conforto. Eu hein.

 

História boa está no colo do Cruz, que rendeu um ar sombrio ao episódio. Há muito o que temer aqui, pois Freddie não parece tão bacana. O cara se gaba, é impulsivo, claramente irresponsável, mas está morrendo de medo. Se há uma coisa que as Chicagos me ensinaram a amar é um personagem que quer sair da criminalidade, outro detalhe que tem feito muita falta não só em Fire como em P.D. também. Era o ponto que humanizava ainda mais a trama, além do senso de família. Estou curiosa para saber quais serão os apuros, pois é evidente que não será nada fácil.

 

Voight será chamado para vários freelas (#vemaquiemcasa).

 

Concluindo

 

Não há muito mais o que acrescentar. Quando a trama de Fire é bem fechada, ela tem mais potencial e não esparsa os personagens para preencher tempo de tela. O que aconteceu esta semana me deixou saudosa com o passado da série, em que era o Batalhão contra todos. Não que isso tenha mudado, mas deixou de ser evidente a partir do momento que experimentaram uma temporada com todo mundo isolado em suas problemáticas. Gabby, Severide e Casey juntos de novo, muito amor.

 

A cena final anunciou a treta contra Riddle. A resposta que faltava do 51º para esquentar mais essa briga, já que esse cidadão maligno deixou bem claro que tocaria o terror na semana passada. Que os jogos comecem.

Stefs
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