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26/nov

Passada as apresentações, agora foi a hora das máscaras começarem a cair. O momento em que as coisas tendem a ficar boas, pois o parceiro de ala deixa de ser parceiro na hora da crise, mais conhecida como meu paciente é mais importante que o seu. Isso é motivo de barraco e quero mais.

 

Em uma tacada só, Will revelou que pode ser aquele que pisará nos outros, alastrando seu gene nova-iorquino pelos corredores, doa a quem doer. Se não bastasse a antipatia para cima de Connor na semana passada, agora ele deu um coice nada legal em Natalie.

 

Halstead norteou vários tombos esta semana, embora estivesse muito ocupado com seu casal infeliz. A apresentação dos personagens começou a ficar mais quente, deixando um rastro de amor e de ódio entre uma equipe que só se conhece pela casca. Conforme o trabalho se tornar mais dramático, o aprofundamento acontecerá e mal posso esperar para a rodada de briga de egos.

 

Choi ficou quieto na semana passada para tomar vários quiques nesta. Connor e Natalie caíram em cima e o acusaram de descuido por não simpatizar com a paciente. Enquanto esse tópico não ficava muito claro, deu para notar que esse homem não é tão corajoso assim. Há muito receio envolvido na hora de executar o seu trabalho, algo que me encuca, pois o botei no mesmo patamar que Rhodes. Ambos aprenderam o que sabem em campo, então, sangue frio corre nas veias, certo? Deveria, mas sinto que há muito trauma envolvido. Bom é que Ethan se superou no final.

 

Uma nova nuance de Connor foi revelada também. Disse que ele seria bom em se virar e isso aconteceu ao encontrar o bebê na rua. Que corrida maravilhosa, meu Deus! Porém, nada abafa que o médico é outro leite com pera que teve a sagacidade de sair da vida de menino de prédio. A família deve ser influente e ele deve ter errado ao ir contra ela. Resultado: bad blood.

 

Não sei se isso o define. Connor pareceu pulso firme diante daquele que queria fazer as pazes. O pai parece o tipo insistente e acho que essa conversa não morreu aqui.

 

Babado mesmo foi o caso de Erika, que levantou questões interessantes, um debate acalorado sobre o caráter da adolescente e o quase fim de um bebê. Embutido a isso, quem é Natalie como médica? Embora tenha sido porta-voz, a personagem ouviu o que não merecia dos homens desse hospital. Choi mostrou o quanto era anti a toda aquela situação enquanto Connor deu de ombros e fez mea culpa. Duas opiniões que só tiveram a intenção de julgá-la pelos hormônios.

 

Quando não é TPM, é tudo hormonal, não é?

 

 

Considerando que os escritores das Chicagos amam uma dose de machismo, a vítima já foi escolhida e atacada. Ver a capacidade profissional da personagem discutida mais pela gravidez que pelo talento, me fez querer furar os olhos. Ok, Natalie pode até ter se envolvido emocionalmente, o que, aos meus olhos, é normal. Por outro lado, parecia que nenhum homem daquele hospital podia se compadecer com a situação para não machucar a virilidade. Até Halstead revelou que não é tão migo assim ao tratar um bebê como 2º plano. Não comecem!

 

Erika, 14 anos, pais zoados – para não dizer outra coisa. Ela tinha ou não noção do que fez com o bebê? Ela estava em estado de entorpecência? Queria ou não ajuda para dar à luz? Sabia que estava a alguns quarteirões do hospital? Muitas questões que Natalie levantou, mas nenhuma teve uma resposta efetiva. A adolescente fugiu por medo da polícia e nem o shame que bateu em Choi corrigiu a situação. Só sei que houve mais uma rodada de abandono. Quem é que lida com isso com  maestria nessa idade? Daí, rolou a falha médica: não se colocar no sapato do outro.

 

Essa é uma pauta bem delicada, pois já ouvi e ainda ouço que menina dessa idade tem noção de tudo. Defina tudo. Tudo mesmo. Do A ao Z. Erika não tinha estrutura familiar, a base do crescimento, e ficou à mercê do mundo em uma fase que nem se tem identidade. Não defendo o ato de largar o bebê, mas foi uma menor abandonando outro menor. Cadê o sistema? Ok que o background de Erika já era inclinado para o crime, mas cadê conversa antes da opressão de menor? Repetidas vezes sem suporte, várias versões dessa personagem repetem o que fizeram, transitam nas ruas, pois são desacreditadas.

 

O episódio foi bom mesmo para Sarah e Charles, a dupla que arrancou risos ao mesmo tempo que emocionou com um casal de idosos que derreteu meu coração. Rachei o bico com a estudante metendo termo técnico e o psicólogo trabalhando na tradução simultânea. Dois lindos.

 

Só sei que o caos desta semana foi eficiente para exaltar os ânimos e mostrar quem é quem quando cada um toma conta do seu paciente. Na hora da união, tudo é lindo, mas na medicina o buraco é mais embaixo. Tudo envolve prestígio. Ego. Poder. Amei mesmo o que o médico disse ao Halstead sobre a diferença entre ser Deus e detentor dessa profissão. Deus sabe que não é médico, portanto conhece a palavra limites. Deus não brinca com a vida e não ultrapassa 20 minutos para salvá-la. O peso da insistência que pode beirar a arrogância/egoísmo, ao ponto de desvalidar um recém-nascido. Will se deu mal e acho que vem acusação aí, vide comportamento infeliz da esposa.

 

Depois de ver este episódio, acho que consegui captar um pouco do diferencial. Gostei mesmo da ideia de encontrar casos na rua e trazê-los para o hospital. Pode não ser a diferença do século, mas é Chicago. O que acontece está do lado de fora, não burocraticamente atrás de uma mesa.Além disso, foi bacana ver como essas situações engajam imediatamente todo o resto, individualizando os personagens quando as histórias se fragmentam. Cada um tem o seu espaço, respeitando o ritmo de cada um. Até então ninguém chupa o dedo e estou de olho nisso, obviamente.

 

Por enquanto, continuo no posto de ver o bolo crescer. A forma até que está ficando interessante.

 

PS¹: Will segurando a bolsa da Natalie foi muito prêmio mozão 2015 categoria gentileza.

 

PS²: Essa Zoe não me cheira bem. Já sabemos como personagens com gene Severide são sabotados pelas minas.

Stefs
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